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Revista chilena de pediatría

versión impresa ISSN 0370-4106

Resumen

PIVA, Jefferson Pedro; SALDANHA MENNA BARRETO, Sérgio; AMANTEA, Sérgio  y  ZELMANOVITZ, Flávio. Uso da mistura de hélio e oxigênio no estudo da ventilação de crianças com doença pulmonar obstrutiva crônica. Rev. chil. pediatr. [online]. 2002, vol.73, n.6, pp.608-621. ISSN 0370-4106.  http://dx.doi.org/10.4067/S0370-41062002000600009.

Objetivo: Estudar a distribuição do radioaerossol 99mTc-DTPA utilizando heliox ou oxigênio como veículos de nebulização na cintilografia pulmonar ventilatória de crianças e adolescentes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Material e métodos: Ensaio clínico randomizado e controlado. Incluídos pacientes (5 a 18 anos) com DPOC que, entre março de 1996 e setembro de 1998, necessitaram realizar cintilografia pulmonar ventilatória. A obstrução ao fluxo aéreo foi quantificada pela espirometria. Aleatoriamente foram distribuídos em dois grupos, conforme o gás utilizado na nebulização durante a cintilografia: heliox (hélio 80% e oxigênio 20%), ou oxigênio. Os resultados foram expressos através do slope (inclinação da curva de aquisição cumulativa de radioatividade pulmonar) e pela concentração cumulativa máxima de radioatividade obtida nos campos pulmonares. Determinouse, ainda, o tamanho médio das partículas de 99mTc-DTPA geradas pelos dois gases. Resultados: Foram alocados dez pacientes em cada grupo, sem diferenças (p > 0,05) quanto ao gênero, diagnóstico etiológico, presença de desnutrição, médias de peso, estatura, superfície corpórea, ou nos resultados da espirometria. A média dos slopes do grupo heliox (5 039 + 1 652) foi maior (p = 0,018) que no grupo oxigênio (3 410 + 1 100). Pacientes do grupo heliox com acentuada redução do fluxo aéreo apresentaram um slope médio maior (p = 0,017) do que o dos pacientes do grupo oxigênio com diminuição do fluxo aéreo. Os pacientes dos grupos do heliox e do oxigênio, sem evidências de obstrução ao fluxo aéreo na espirometria, não apresentaram diferenças nas médias dos slopes (p = 0,507). O diâmetro médio das partículas do 99mTc-DTPA geradas pelo heliox foi de 2,13 (+0,62 mm), que é maior (p = 0,004) que o daquelas geradas pelo oxigênio (0,88 +0,99 mm). Conclusões: O heliox como veículo de nebulização na cintilografia pulmonar de crianças e adolescentes com DPOC promove uma melhor dispersão e distribuição do radioaerossol, do que a obtida pelo oxigênio. Esses benefícios do heliox, em relação aos do oxigênio, tornam-se mais evidentes em presença de obstrução das vias aéreas inferiores, enquanto que na sua ausência, não se observa diferença na dispersão e na distribuição de radioaerossol. As partículas geradas pelo heliox e pelo oxigênio, apesar de apresentarem diferenças significativas em seus diâmetros médios, encontram-se dentro da amplitude recomendada (1 a 5 mm). Portanto, essa possível diferença não justifica os efeitos demonstrados pelo heliox neste estudo

Palabras clave : Mezcla helio y oxígeno; enfermedad pulmonar obstructiva crónica; oxigenoterapia; terapia inhalatoria.

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