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Parasitología al día

versão impressa ISSN 0716-0720

Parasitol. día v.24 n.3-4 Santiago jul. 2000

http://dx.doi.org/10.4067/S0716-07202000000300006 

Desenvolvimento pós-embrionário de Lucilia cuprina (Wied., 1830) (Diptera: Calliphoridae), criada emdieta a base de carne eqüina em diferentes estágiosde putrefaçâo

MARIA JOSE PAES1, 3, LUCIANA GATTO BRITO2, 3, MARIALICE CASTELO BRANCO2, 3 e
GONZALO EFRAIN MOYA-BORJA2, 3

POS-EMBRIONARY DEVELOPMENT OF Lucilia cuprina (WIED, 1830) REARED ON HORSE MEAT EXPOSED AT DIFFERENT PERIODS
OF PUTREFACTION

Pos-embrionary development of Lucilia cuprina reared on horse meat, previously exposed at 27°C for different periods (two, 24, 48, 72 and 96 hours) was studied. Sixty grams of diet and 2 g diet per 1 larva ratio were used. There were four replication in each treatment. The results of this experiment indicated that the development time of the larval and pupal stages were shorttened when L. cuprina was reared on this substrate previously exposed to 2 and 24 hours. However, the body weigth was lower than that observed. The emergence of adults were higher than 50% in each treatment.
Keys words: Lucilia cuprina; postembryonic development; diet natural; stages putrefaction.

INTRODUÇÃO

Reportada como uma potencial veiculadora de patógenos de importância médica e sanitária, Lucilia cuprina, mantém-se, alto grau de associação com ambientes modificados pelo homem, sendo comumente encontrada em carcaças, lixões.1-4 É uma espécie dominante durante a fase de decomposição ativa de carcaças, sendo responsabilizado por parte da remoção destes.5-8 Além disso, esta espécie foi incriminada, na Austrália, como causadora de miíases primárias de ovelhas e seres humanos.9-12No Brasil, investigadores notificaram comportamento biontófago das larvas desta espécie ao realizar infestações artificiais em ovelhas lanadas13. Os recursos alimentares disponíveis para estes muscóides, portanto, são infinitos. 14-15

Considerando-se que o alimento é o principal fator regulador do número e da flutuação populacional de dípteros necrófagos, pois dele dependerá o sucesso da prole.14, 16-17 Neste contexto, os estudos que visam o reconheci-mento da fisiologia de fêmeas de muscóides necrófgos, no meio ambiente, além de orientarem análise sobre o comportamento reprodutivo das espécies, podem esclarecer as relações dietéticas e as condições que permitem o desenvol-vimento de estudos bioecológicos e comportamento sobre estes insetos depende do reconhecimento dos mecanismos de interações existentes entre eles e suas fontes alimentares.18 Neste bioensaio, este trabalho teve como objetivo comparar o desenvolvimento pós-embrionário de L. cuprina criada em dieta a base de carne eqüina em diferentes estágios de putrefação, sob condições de laboratório. A análise dos resultados permitirá a padronização de um substrato que forneça, com eficiência, estoque deste díptero, em criação em média. Como fonte dietética fornecida o grupo controle, poderá, ainda, orientar pesquisas que visem o desenvolvimento de dietas artificiais que apresentem baixos custos operacionais, viabilizando criações em larga escala.

MATERIAL E MÉTODOS

O substrato utilizado para criação consistiu de carne eqüina cortada em pedaços de, aproximadamente, 2 cm3 e mantida em recipientes de plástico fechados e alocada em freezer a -10ºC. A carne eqüina assim preparada foi dividida em cinco grupos distintos, os quais foram transferidos, em dias consecutivos, para geladeira (12°C) por um período de 24 horas para propiciar o descongelamento gradual; logo em seguida, foram sucessivamente alocados em uma estufa regulada a 27°C, durante períodos de duas, 24, 48, 72 e 96 horas. Cada grupo correspondeu a um tratamento.

Para a realização deste experimento, foram utilizadas lavas recém eclodidas oriundas de fêmeas grávidas de L. cuprina provenientes da terceira geração da colônia estoque.

Para oviposição, utilizou-se cerca de trinta gramas de carne eqüina, previamente mantida por 24 horas sob temperatura ambiente e fornecida em placa de Petri (10 cm de diâmetro). Estes substratos permaneciam no interior das gaiolas por três horas, visando a uniformização da idade das larvas. Em seguida, o material foi transferido para câmara climatizada a 27°C até a eclosão das larvas. As larvas recém-eclodidas foram transferidas, com auxílio de um pincel fino, para recipientes plásticos (500 ml de capacidade) contendo 60 gramas de substrato em diferentes estado de putrefação. Estes recipientes foram colocados no interior de outro vasilhame plástico (1 litro de capacidade) contendo vermiculita e fechado com tecido de algodão fixado com elástico. Foram realizadas quatro repetições por tratamento, sendo que cada repetição era constituiu-se por 30 larvas num total de 120 larvas por tratamento. Logo em seguida, estes recipientes foram alocados no interior de uma gaiola de madeira (86 cm x 86 cm x 40 cm) quadrangular, revestida na lateral e no topo por tela de náilon e com uma abertura frontal, fechado com uma manga de tecido de algodão, para permitir o manuseio dos recipientes. A utilização desta gaiola teve por objetivo impedir a oviposição de outros espécimens. Após o abandono do substrato as larvas foram individualizadas, procedendo-se, imediatamente, o registro de suas massas corporais e transferidas para tubos de ensaio contendo vermiculita, fechado com algodão hidrófugo, onde aguardouse a emergência dos adultos.

O trabalho foi conduzido sob temperatura ambiente (20-22ºC e 67a 85% UR). A temperatura e umidade relativa do ar foram registradas durante o período experimental, com auxílio de um termohigrógrafo.

As massas corporais alcançadas pelas larvas após abandono dos substratos foram correlacionadas com a taxa de emergência. Os resultados foram submetidos à análise de variância, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey-Kramer, ao nível de 5% de significância. Os contrates entre os percentuais de sobrevivência e emergência foram realizados após a transformação dos valores observados em arc seno ÷Ö x.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A disponibilidade de substrato alimentar para as larvas e o tempo para o seu desenvolvimento são fatores que influenciam a obtenção de nutrientes em quantidade suficiente para a realização eficiente das funções necessárias à perpetuação da espécie.15

Os resultados obtidos caracterizaram uma tendência à um aumento do tempo médio do desenvolvimento dos espécimens à medida em a carne apresentava-se mais putrefata (Tabela 1). A duração da fase larval de L. cuprina foi, em média, 7,72 e 7,79 dias nos tratamentos relativos a duas e 24 horas de putrefação, respectivamente, refletindo-se, em uma redução da massa corporal, ocorrendo o inverso nos tratamentos de 72 e 96 horas. Presume-se que as variações observadas devam-se ao abandono precoce das larvas do substrato e à modificações das características químicas e físicas do substrato, e à própria atividade das larvas que inclui a secreção de enzimas proteolíticas e salivares que contribuem para liqüefazer o meio de criação, visto que aumenta o número de microrganismos no substrato.15, 19 Já, investigadores ponderaram que o aumento do período larval está associada com a atividade alimentar das larvas no substrato17, 20. Estes autores acrescentaram que este fato pode ser uma estratégia do inseto para compensar a baixa qualidade nutricional do alimento.

 

Tabela 1: Duração do desenvolvimento pós-embrionário e massa corporal de larvas madura de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina, previamente armazenada a 27°C de temperatura, por duas a 96 horas, sob condições de laboratório 1


Tiempo de

    Estágio de neo- Massa corporal 

Armazenamiento

Estágio larval Estágio pupal larva a adulto de larva
da dieta a 27ºC (dias) (dias) (dias) madura (mg)
(horas) X ± SD X ± SD X ± SD X ± SD

02 7,72a ± 0,11 10,58a ± 0,13 18,32a ± 0,21 36,39a ± 0,71
24 7,84a ± 0,51 10,57a ± 0,07 18,31a ± 0,07 37,62ac ± 2,220
48 8,24ac ± 0,29 10,88b ± 0,13 18,93b ± 0,16 40,54bc ± 1,76
72 8,63bc ± 0,23 11,14bd ± 0,230 19,40c ± 0,48 39,73bc ± 0,76
96 9,43b ± 0,18 11,63cd ± 0,110 20,97d ± 0,14 39,49bc ± 1,30
         

1 As médias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si, pelo teste de Tukey-Kramer de comparação múltipla, a nível de 5%


O pico de abandono do substrato de criação pelas larvas maduras ocorreu no 8° dia após a inoculação das larvas recém-eclodidas para os tratamentos referentes a duas e 24, enquanto para 48 e 72 horas este pico ocorreu no 9° dia. No tratamentos de 96 horas, observou-se o pico no 10º dia (Figura 1).
 


Figura 1. Taxa de abandono de larvas de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina previamente armazenada a 27ºC, por 2 a 96 horas, sob condições de laboratório.

  As diferenças entre as massas corporais larvais não foram biologicamente importantes, pois não se refletiram em alterações significativas na viabilidade larval, pupal e relativa à fase de neo-larva a adulto (Tabela 2). De acordo com autores17, o relativo sucesso de cada espécie depende, em grande parte, da habilidade da larva adquirir a massa corporal mínima para uma pupação viável, sugerindo que esta habilidade de formar pupas viáveis com massa corporal comparativamente menor é uma estratégia para minimizar os efeitos deletérios devido à competição. Outros autores 8, 14, 21 afirmaram que alguns dípteros estão mais adaptados a pupação ao apresentarem massa corporal final abaixo dos valores padrões pré-estimados do que outras espécies e tanto a redução quanto o aumento acentuado da massa corporal são deletérios para o desenvolvimento e a performance sexual e reprodutiva dos insetos.22 Autores submeteram larvas recém-eclodidas de L. cuprina em infestações artificiais em ovinos lanados.13 Ao abandonarem esponta-neamente o hospedeiro, as larvas apresentaram, em média, 33,04 mg. Já, ao23 criarem esta espécie emsubstrato a base de carne bovina putrefeita, sob temperatura ambiente (20-25°C, 70% UR), relataram que a massa corporal média de larva madura foi de 33,78 mg, parâmetro que corrobora aos registrados no presente trabalho. A unificação minuciosa da fonte protéica e o reconhecimento da microbiota associada e os aspectos físico-químicos do substrato possibilitaram a interpretação das causas que potencializaram a variação observada, não apenas entre os diferentes experimentos, mas também entre os resultados obtidos no presente bioensaio.

 

Tabela 2: Taxa de sobrevivência larval, pupal e emergência de adulto e razão sexual de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina, previamente armazenada a 27°C de temperatura,
por duas a 96 horas, sob condições de laboratório 1

Tempo de     Viabilidade de  
armazenamento Viabilidade Viabilidade neo-larva a  
da dieta a 27°C Larval Pupal adulto Razão sexual
(horas) (%) (%) (%)  
  X ± SD X ± SD X ± SD X ± SD

02 78,33 a ±14,01 94,55 a ± 8,15 69,17 a ±13,160 0,47 a ± 0,14
24 81,67 a ± 5,77 94,77 a ± 2,57 67,50 a ± 3,19 0,50 a ± 0,02
48 70,00 a ± 3,85 97,50 a ± 5,00 63,34 a ± 6,67 0,53 a ± 0,26
72 71,68 a ± 5,52 98,89 a ± 2,21 64,17 a ±11,980 0,51 a ± 0,06
96 55,84 a ± 8,33 94,16 a ± 5,14 50,00 a ± 6,09 0,39 a ± 0,14
 
1 As medias seguidas pelas mesmas letras não diferem entre si, pelo teste de Tukey-Kramer de comparaç múltipla, a nível de 5% de significância. Tempo de Viabilidade de


Figura 2. Relação entre massa corporal das larvas maduras e a taxa de pupação de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina previamente armazenada a 27ºC, por 2 a 96 horas, sob condições de laboratório.

Em todos os substratos ocorreu a transformação de larvas em pupas em até 48 horas, o que indica não ter havido relação entre o meio de criação e a duração da fase de pré-pupa. A análise da Figura 2 mostra que apenas um limitado percentual de larvas que apresentaram massa corporal inferior a 20 mg ao abandonarem o substrato deu origem a pupas. Sugere-se que a massa corporal mínima de larva de L. cuprina necessária parta viabilizar a emergência de adultos é cerca de 20 mg.

A Figura 3 apresenta a distribuição de adultos oriundos das diferentes amostras de L. cuprina, monitoradas em função da massa corporal interpretada através de intervalos regulares arbitrários. Um percentual expressivo de larvas criadas nos substratos previamente mantidos por 27ºC, durante duas, 24 e 72 horas, incorporou uma menor quantidade de alimento (< 30,00). Nos demais tratamentos, a maioria dos espécimens apresentavam entre 30,0-59,9 mg ao abandonarem o substrato. Observou-se, nesta etapa experimental, a emergência de adultos oriundos de larvas maduras que apresentaram entre 20,0 e 29,9 mg. Segundo Slansky e Scriber,24 neurohormônios são ativados quando as larvas atingem a massa corporal mínima, o que eventualmente resulta em pupação. Estes autores destacaram que, se a qualidade e a disponibilidade de alimento foi adequada durante o estágio larval, as larvas podem exceder o ganho mínimo e incorporar a massa corporal ideal; contudo, a massa corporal mínima desejável para a pupação é aquela que permite a produção de adultos funcionais. Assim, é fundamental monitorar-se a massa corporal de larvas maduras e ou pupas da mesma idade, em condições de laboratório, considerando-se o controle de qualidade das colônias.


Figura 3. Correlação da massa corporal das larvas maduras e a taxa de emergência de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina previamente armazenada a 27ºC, por 2 a 96 horas, sob condições de laboratório.
 
  Comparando os diferentes tratamentos, observou-se que, ao utilizar substrato previamente armazenado por duas e 24 horas a temperatura de 27°C, o período de larva recém-eclodida a adulto foi mais curto. Verificou-se que este período foi, em média, mais longo quando as larvas foram criadas em substratos mantidos por 48, 72 e 96 horas (Tabela 1).

 

Figura 4. Taxa de emergência de machos de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina previamente armazenada a 27ºC, por 2 a 96 horas, sob condições de laboratório.


Figura 5. Taxa de emergência de fêmeas de Lucilia cuprina criadas em substrato a base de carne eqüina previamente armazenada a 27ºC, por 2 a 96 horas, sob condições de laboratório.

A emergência dos adultos (machos e fêmeas) ocorreu do 21° ao 25° dias após a inoculação (Figura 4 e 5). Foi observado pico de emergência no 21° dia após inoculação para os tratamentos relativos ao substrato previamente armazenado por duas e 24 horas, a 27° C de temperatura; para os demais tratamentos, os picos revelaram-se no 22° e 24° dias após inoculação, tanto para machos quanto para fêmeas.

A razão sexual foi próxima a 0,50 nos tratamentos relativos ao substrato previamente armazenado por duas, 24, 48, e 72 horas, entretanto, ocorreu um aumento, ainda que estatisticamente não significativo, do número de machos no tratamento relativo a 96 horas (Tabela 2). Geralmente assume-se que igual número de ambos os sexos é produzido para perpetuação da espécie, podendo um substrato ser caracterizado como nutricionalmente inadequado, se o número de machos exceder o número de fêmeas. Assim, em um substrato adequado, a proporção sexual seria de 1:1, ou um número de fêmeas pouco maior que os machos.10, 25

Considerando a relação custo beneficio na manutenção de colônia desta espécie, proporcionando um criatório mais adequado, incluindo a operacionalidade de rotina, que é one rosa, pode-se, preconizar a utilização de substrato a base de carne eqüina acondicionada a 27º C de temperatura durante o intervalo de duas horas.

RESUMO

O objetivo deste estudo foi comparar a influência de diferentes fases verificar o desenvolvimento embrionário de Lucilia cuprina em dieta a base de carne eqüina (duas, 24, 48, 72 e 96 horas) sobre o desenvolvimento embrionário. Utilizaram-se 60 gramas de dieta por repetição/tratamento, considerando-se a relação de 1 larva/2g de substrato. Foram utilizadas quatro repetições por tratamento. Os resultados obtidos indicaram que a duração da fase larval e pupal oriunda deste substrato foi, em média, menor nos tratamentos relativo a 2 e 24 horas, respectivamente, refletindo-se, em uma redução da massa corporal, ocorrendo o inverso nos tratamento de 72 e 96 horas. A taxa de emergência dos adultos foi superior a 50% em todos os tratamentos.

* Departamento de Medicina Veterinária, Escola Superior de Agricultura de Mossoró, km 47 Br 110, Bairro Costa e Silva, 59625-900, Mossoró, RN, Brasil1, Departamento de Parasitologia Animal, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, 23851-970, Seropédica, RJ, Brasil 2, Bolsista do CNPq 3
 

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