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International Journal of Morphology

versión On-line ISSN 0717-9502

Int. J. Morphol. v.21 n.1 Temuco mar. 2003

http://dx.doi.org/10.4067/S0717-95022003000100008 

IVCONGRESO DE ANATOMÍA DEL CONO SUR
XX CONGRESSO BRASILEIRO DE ANATOMIA
XXIII CONGRESO CHILENO DE ANATOMÍA
XXXIX CONGRESO ARGENTINO DE ANATOMÍA
I SIMPÓSIO SOBRE ENSINO DE ANATOMIA

MACEIÓ - ALAGOAS - BRASIL

6 - 11 DE OCTUBRE DE 2002

RESÚMENES

IVCONGRESO DE ANATOMÍA DEL CONO SUR

XX CONGRESSO BRASILEIRO DE ANATOMIA

XXIII CONGRESO CHILENO DE ANATOMÍA

XXXIX CONGRESO ARGENTINO DE ANATOMÍA

I SIMPÓSIO SOBRE ENSINO DE ANATOMIA

MACEIÓ - ALAGOAS - BRASIL

6 - 11 DE OCTUBRE DE 2002

COMITÉ EJECUTIVO

Presidente : Prof. Dr. Célio Fernando de Sousa Rodrigues
Vicepresidente : Antônio José Casado Ramalho
Secretario General : Amauri Clemente da Rocha
Pro-Secretario : Tadeu Gusmão Muritiba
Tesorero : Walter Toledo de Lima
Pro-Tesorero : Fernando José Camello de Lima

Comité Científico

Presidente : Prof. Dra. Theresinha Carvalho Calado
Vice-Presidente : Prof. Dr. Carlo Américo Fattini
Integrantes :
M. Sc. André Santa Maria Normande
M. Sc. Bernardo Lucena Neto
Dra. Eliana Maria Maurício da Rocha
M. Sc. Gentileza Santos Martins Neiva
M. Sc. Gerson Odilon
M. Sc. Gilberto Fontes
Dra. Iracilda Moura Lima
M. Sc. Klaysa Moreira Ramos
Dr. Luiz Ferreira de Souza

Comisión Organizadora

Daniel Soares Acioli
Jorge Pereira Guedes
José Dias de Lima
Katharina Jucá de Moraes Fernandes

Comisión de Alumnos

Carolina Záu Serpa de Araújo - ECMAL
Enderson Balin - ECMAL
Gustavo Almeida de Lira Santos - UFAL
Jean Carlo de Carvalho Botelho - UFAL
Mariana Peixoto Carvalho - ECMAL
Minervo Fernandes Pimentel Neto - CESMAC
Rogério Café Peixoto - CESMAC
Sheyla Moreira Ramos - UFAL

A ANATOMIA DE PABLO PICASSO. (The anatomy of Pablo Picasso). Hasselmann, C.L.; Reis, P.A.K.; Costa, J.A.P.; Araújo, J.P. & Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Pablo Picasso, considerado o maior pintor do século XX, nasceu na Espanha em 1881. Era filho de um mestre de desenho com quem iniciou seu aprendizado artístico. Realizou seus estudos em Madrid, indo posteriormente, morar na França onde conheceu o pintor francês Georges Braque (1882-1963). Em 1909, Picasso e Braque criaram o Cubismo, um movimento artístico no qual o artista apresenta simultaneamente aspectos diferentes do mesmo objeto, abandonando a perspectiva convencional e utilizando faces sobrepostas. A figura humana era radicalmente fragmentada, sendo retratada através de formas geométricas como cubos e cilindros, e com uma perspectiva totalmente alterada. A Anatomia Humana não era retratada de forma realista, e sim de acordo com os sentimentos que o artista desejava expressar.

O objetivo desse estudo é analisar as distorções da Anatomia representada nas obras de Pablo Picasso. A obra de Pablo Picasso foi profundamente influenciada pelas mulheres com as quais se relacionou. A cada novo amor em sua vida sucedia-se uma modificação em seu estilo e suas tendências. No início de sua trajetória artística, dedicava-se à pintura realista, como mostra um dos retratos de sua primeira esposa, Olga Kokhlova. Depois do envolvimento com Braque, abraça de vez a pintura moderna e o cubismo, e cada vez mais os retratos por ele pintados refletem as percepções que ele tinha das pessoas com as quais convivia. Nas obras em que retratou suas váriasmulheres, como Dora Maar, Marie Thérèse Walter e Jacqueline, ficam claros através das distorções realizadas na Anatomia os sentimentos que nutria por cada uma delas. Outros quadros, como Guernica, refletem sua posição sobre acontecimentos políticos da época. Além disso, os diversos auto-retratos que realizou durante toda a vida refletem o modo como a percepção de si mesmo variou através dos anos.

Através da análise de diversas obras percebe-se que a Anatomia pintada por Pablo Picasso, longe de corresponder à realidade, demonstra de forma muito subjetiva as percepções do artista sobre os indivíduos retratados. Essa modificação na maneira de entender e de fazer a arte formam os princípios do que se convencionou chamar arte moderna, e justifica a aclamação de Picasso como maior pintor do Século XX.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. Arte; 3. Picasso.

 

A ANATOMIA EM GRANDE SERTÃO: VEREDAS. (The anatomy in "Grande Sertão: Veredas"). Agra, L.L.M.; Aquino, D.C.; Rafael, M.G.R.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Obra máxima do escritor mineiro Guimarães Rosa, o livro Grande Sertão: Veredas é analisado com a intenção de perceber influências da formação médica do autor em seus trabalhos literários. Fenômeno da literatura brasileira, Rosa começou a escrever aos 38 anos e, com seus experimentos lingüísticos, sua técnica e seu mundo ficcional, renovou o romance brasileiro, concedendo-lhe caminhos até então inéditos. Formado aos 22 anos pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (posteriormente chamada de UFMG), exerceu a profissão médica (para a qual, segundo ele próprio, não tinha vocação) por alguns poucos anos, tendo substituído a mesma pela vida diplomática.

O objetivo do estudo é verificar se a terminologia usada na obra "Grande Sertão: Veredas" apresenta influências da formação médica de seu autor, João Guimarães Rosa.

"Grande Sertão: Veredas" é uma narrativa épica que focaliza uma dimensão social e geográfica totalmente nova para a época: o ambiente e a gente rude do sertão mineiro. A terminologia utilizada - rica em regionalismos e termos populares e característica do autor ­ foi, muito provavelmente, catalogada durante sua atuação como médico do interior. Ao longo da narrativa são descritas feridas por projéteis de arma de fogo e de arma branca, viroses infantis, doenças infecto-parasitárias típicas da pobreza, além das doenças psiquiátricas. Todas essas descrições, no entanto, são feitas sem o uso dos termos técnicos típicos da Medicina, e sim com vários termos próprios da região onde se passa o enredo. Curiosamente, apenas uma referência é feita à figura do médico em todo o livro, o qual é substituído pelos rezadores, benzedeiras e recitadores característicos do sertão. O aspecto técnico da profissão do autor é, assim, menos presente no livro do que a profundidade humana da mesma, que tanto o sensibilizava.

Pode-se inferir que "Grande Sertão: Veredas" apresenta algumas influências da vivência de Guimarães Rosa como médico, senão pelo aspecto técnico, com certeza pelo aspecto humano da profissão.

PALAVRAS CHAVE: 1.História da Anatomia; 2. Literatura; 3. Arte; 4. Guimarães Rosa.

 

A ANATOMIA NA OBRA DE FRIDA KAHLO. (The anatomy in the work of Frida Kahlo). Souza, F.A.A.; Tubino, P.V.A; Castro, R.S.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Magdalena Carmem Frida Kahlo, considerada uma das maiores artistas mexicanas, teve como influência marcante em sua obra seu precário estado de saúde. Apesar de ser às vezes classificada como surrealista, ela não concordava e dizia: "Nunca pintei sonhos, só pintei minha própria realidade". Aos seis anos de idade, contraiu poliomielite, passando a apresentar atrofia muscular permanente da perna direita. Quando tinha 18 anos, envolveu-se em um sério acidente automobilístico, tendo sofrido fratura de três vértebras, da clavícula, de algumas costelas, da pelve, além de fratura cominutiva da tíbia e da fíbula à direita.

O objetivo do presente estudo foi analisar a influência das lesões morfológicas e funcionais sofridas por Frida Kahlo na sua obra artística. Para tanto, foi realizada uma revisão da literatura científica e leiga sobre o assunto, além da pesquisa em acervos de museus e na Internet.

Quando se recuperava do acidente de ônibus, Kahlo começou a pintar, representando a dor física com a qual conviveu pelo resto da vida, como se pode ver em "O acidente", de 1926, e "A Coluna Quebrada", de 1944. Ainda como resultado do acidente, Frida Kahlo ficou impossibilitada de levar uma gestação a termo, o que frustrou seu desejo de ser mãe, como representado no quadro "Hospital Henry Ford", de 1932, realizado logo após um dos vários abortos espontâneos que sofreu. Em 1953, alguns meses depois da única exibição de sua obra no México, teve a perna direita amputada abaixo do joelho, devido a infecção seguida de necrose, o que lhe causou extremo sofrimento e um quadro grave de depressão. Frida Kahlo foi sempre extremamente grata ao seu médico, o Dr. Juan Farill. Consta do seu diário: "Fiz sete operações da coluna. O Dr. Farill salvou-me e restitui-me a alegria de viver. Quero viver. Já comecei a pintar um quadro para dar de presente ao Dr. Farill. O faço como prova do meu carinho por ele". O quadro em questão intitula-se "Auto-retrato com o retrato do Dr. Farill".

Em 1954, aos 44 anos, foi encontrada morta, sendo registrada como causa oficial do óbito uma embolia pulmonar. Especula-se, porém, que ela tenha finalmente obtido êxito na intenção de se suicidar, pois a última anotação em seu diário foi: "Espero que o fim seja alegre; e espero nunca voltar".

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. História da Medicina; 3. Arte; 4. Frida Kahlo.

 

A DOENÇA DE TOULOUSE-LAUTREC. (The disease of Toulouse-Lautrec). Misael, N.C.S.; Guimarães, J. P. F.; Vilela, V.A.L.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Henri de Toulouse-Lautrec era um pintor impressionista famoso por desenhar cartazes que anunciavam os shows nos cabarés franceses Les Ambassadeurs e no Moulin Rouge. Nascido de um casamento de primos de primeiro grau, ele era portador de uma doença esquelética congênita de caráter autossômico recessivo denominada picnodisostose. Os aspectos clínicos desta doença óssea constitucional são retardo no crescimento, dismorfismo crânio-facial, retardo no fechamento das fontanelas e suturas, retrognatismo, ausência dos ângulos da mandíbula, encurtamento dos membros, hipoplasia das falanges distais dos dedos, fragilidade óssea e aumento na densidade do esqueleto.

O objetivo do estudo é traçar um perfil diagnóstico da doença de Tolouse-Lautrec.

Desde sua adolescência, Tolouse-Lautrec mostrou ter uma saúde frágil e aspecto doentio. Aos treze anos fraturou o fêmur esquerdo ao cair de uma cadeira. Outra fratura de fêmur ocorreu pouco depois quando ele rolou pelo leito seco de um rio raso. Desde então quase não cresceu e quando adulto media 1,52 metros. Possuía um aspecto físico singular haja vista que além da baixa estatura, possuía as pernas curtas e tortas, não tinha os ângulos da mandíbula, as fontanelas não tinham se fechado e possuía os dedos curtos. Por isso, para melhorar a estética, ele usava chapéu e barba e, em público, apresentava-se com as mãos sempre nos bolsos. Não sendo fisicamente atraente para as mulheres, passou a freqüentar cabarés parisienses. Ao se identificar com o ambiente, ele foi convidado a criar os cartazes para shows, ficando famoso por desenhar os cartazes para o show do amigo e cantor Aristide Bruant no Les Ambassadeurs. Toulouse-Lautrec também possui telas conhecidas como "A dança no Moulin Rouge", "No Salão da Rua dos Moinhos" e "No Moulin Rouge". Como alcoolista em estágio avançado, entrou em estado de dellirium tremens, fraturando uma clavícula ao sofrer uma crise convulsiva. Sifilítico, faleceu em casa, na presença de seus pais, no dia nove de setembro de 1901.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. História da Medicina; 3. Arte; 4. Tolouse-Lautrec.

 

A DOENÇA DE VAN GOGH. (The disease of van Gogh). Reis, P.A.K.; Hasselmann, C.L.; Guimarães, J.P.F.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Vincent Willem van Gogh, filho de um pastor calvinista, nasceu na Holanda, no dia 30 de março de 1853. Desde a infância apresentava crises de melancolia e dificuldades de relacionamento com a família, sentindo-se rejeitado por esta e pela sociedade. Dedicou grande parte de sua vida à pintura, porém seus quadros eram comprados apenas por seu irmão Theo, o único com quem conseguiu manter um relacionamento afetivo duradouro.

O objetivo do estudo é fazer uma revisão histórica da vida de van Gogh na tentativa de traçar um perfil diagnóstico do mesmo.

Van Gogh esteve internado em sanatórios por diversas vezes, durante as crises de alucinações que o perseguiam. Em 1888 mutilou a própria orelha e a ofereceu a uma prostituta. Tentou várias vezes o suicídio antes de finalmente dar um tiro fatal no próprio peito em 27 de julho de 1890. Muito já foi discutido sobre o diagnóstico médico de van Gogh, tendo sido sugeridas doenças como intoxicação por chumbo (saturnismo), epilepsia, esquizofrenia, intoxicação por absinto e até doença de Meniére. Na verdade, parece não haver um diagnóstico isolado para seu distúrbio mental, havendo influência de diversos fatores. Nas cartas a seu irmão Theo ele descreve diversas vezes alguns "ataques" que se assemelham a crises convulsivas, o que apóia o diagnóstico de epilepsia. Nessas cartas também são referidos alguns sintomas de esquizofrenia. O uso de cores amarelas fortes em muitas de suas pinturas, como o quadro "Os Girassóis", de 1888, sugere que ele tenha sofrido de xantopsia, um dos sintomas da intoxicação por chumbo, componente do pigmento branco das tintas usadas na época.

Os dados biográficos analisados sugerem que mútiplas facetas patológicas da personalidade de van Gogh, associadas ao stress do isolamento social e a uma grande dificuldade em desenvolver vínculos afetivos, resultaram em crises depressivas sucessivas, que levaram a seu trágico fim.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Medicina; 2. Arte; 3. Van Gogh.

 

A IMPORTÂNCIA DO FORAME MASTÔIDE NA LOCALIZAÇãO DO NERVO FACIAL (The importance to mastoide forame in the location of nerve facial). Palhares RA1, Corazza C2, Buchler JAB1, Chaves FAO3, Meira-Dolfini MI1 e Wafae N4.1Depto de anatomia Humana ­ UNOESTE ­ São Paulo ­ Brasil. 2Faculdade de Fonoaudiologia ­ UNOESTE ­ São Paulo ­ Brasil. 3Faculdade de Medicina ­ 5T ­ UNOESTE ­ São Paulo ­ Brasil. 4UNIFESP ­ EPM ­ São Paulo ­ Brasil. Roselaine Palhares Alves. Rua: Coriolano Gomes Palmeira, 160, apto 42 CEP 19020-660. Presidente Prudente ­São Paulo ­ Brasil - e-mail: meiradolfini@yahoo.com.br

No osso temporal, entre o processo estilóide e o processo mastóide, encontra-se o forame mastóideo (ou forame estilomastóideo), anteriormente a incisura mastóidea, que dá passagem a artéria estilomastóidea e através do qual o nervo facial deixa a caixa craniana. O nervo facial quando emerge tem um pequeno percurso até alcançar a glândula parótida envolvido por tecido adiposo e o que dificulta a sua visualização. Em tomografia computadorizada, um pequeno ponto pode ser visto envolvido por gordura sob o forame mastóideo. Portanto, um dos problemas encontrados para dissecação do n. facial é sua localização através do tecido mole do processo mastóideo, localização essa que será facilitada tendo como parâmetro a localização do forame mastóideo.

Foram utilizados 99 esqueletos cefálicos (54 brancos, 32 negros, 13 pardos), masculino e feminino, mensurados com paquímetro digital tendo como parâmetros a distância em milímetros do forame mastóideo a três estruturas da base do neurocrânio: processo estilóide ( anterior ao forame mastóideo), processo mastóideo ( posterior ao forame mastóideo) e forame jugular ( medial ao forame mastóideo). Também foi mensurado o diâmetro do forame mastóideo. Para os cálculos estatísticos foram utilizados a média das medidas encontradas.

As médias encontradas entre a distância do forame mastóideo ao processo estilóide, ao meato acústico externo, ao forame jugular e o seu diãmetro do lado direito, foram respectivamente: 3.97, 7.97, 5.40 e 2.53 (masculino) e 4.25, 8.08, 5.20 e 2.31 (feminino). Do lado esquerdo foram, respectivamente: 3.90, 9.15, 6.21 e 2.54 (masculino) e 4.23, 8.32, 6.41 e 2.33 ( feminino).

Possibilitando concluir que as médias encontradas para indivíduos negros foram maiores do que as encontradas para os indivíduos brancos e que não há diferença significativa entre homens e mulheres e entre os lados direito e esquerdo do esqueleto cefálico.

PALAVRAS CHAVE: 1. Forame mastoideo; 2. Nervo facial.

 

A LIÇÃO DE ANATOMIA DO DR. TULP. (Anatomy lesson of Dr. Tulp). Tubino, P.V.A.; Souza, F.A.A.; Castro, R.S.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Em 1632, Rembrandt van Rijn, pintor holandês do período barroco, concluiu o óleo sobre tela intitulado "A Lição de Anatomia do Dr. Tulp". Este quadro, encomendado pela Associação de Cirurgiões de Amsterdã, mostra o professor Nicolaes Tulp e sete alunos que assistem à demonstração de uma dissecação de antebraço.

O objetivo do estudo é fazer uma revisão histórica sobre a pintura "A lição de Anatomia do Dr. Tulp".

O Dr. Tulp foi pioneiro na descrição precisa do beribéri e antropóides. Na mão do aluno ao lado do Dr. Tulp, observa-se uma folha de papel, que ao invés de mostrar anotações de aula, tem os nomes dos presentes à dissecação, que podem ser identificados pelos respectivos números pincelados sobre as suas cabeças. Notam-se claramente no antebraço os tendões bifurcados do músculo flexor superficial dos dedos com inserção nas falanges médias dos dedos 2, 3, 4 e 5. Um erro anatômico pode ser percebido: na pintura, a origem dos músculos flexores do antebraço está no epicôndilo lateral do úmero, mas sabemos que o correto seria no epicôndilo medial. Enquanto o Dr. Tulp mostra o músculo para seus alunos, ele demonstra a ação do mesmo realizando a flexão dos dedos de sua mão esquerda. O corpo dissecado pertencia a Aris Kint, homem enforcado por roubo. Naquela época os corpos dos criminosos executados eram doados para estudos de Anatomia.

Uma minuciosa análise radiográfica feita recentemente mostrou que originalmente o cadáver não tinha a mão direita. É possível que esta tenha sido amputada, como costumeiramente era feito com ladrões condenados à morte, havendo sido pintada por Rembrandt posteriormente.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. Arte; 3. Rembrandt; 4. Tulp.

 

ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DA PLACA URETRAL DURANTE O ENVELHECIMENTO. (Structural changes in urethral plate during the aging). Babinski MA, Bastos AL, Da Silva EA, Favorito LA, Costa WS, Sampaio FJB. Unidade de Pesquisa Urogenital. Departamento de Anatomia. Universidade do Estado do Rio de Janeiro ­ UERJ - (RJ), Brasil. Profa Dra Ana Luiza Bastos. Unidade de Pesquisa Urogenital - Departamento de Anatomia - IB ­ UERJ. Av. 28 de Setembro, 87, fundos, FCM, térreo 20551-030, Vila Isabel. Rio de Janeiro, (RJ) ­ Brasil. Fone: ++ (55) (21) 2587-6499. Fax: ++ (55) (21) 2587-6121. E-mail: bastosal@yahoo.com

Estudos da placa uretral de recém-nascidos com hipospádia têm demonstrado que o seu desenvolvimento embrionário foi incompleto, sendo que as estruturas que formam a uretra anterior são aparentemente normais. Isso levou ao maior uso de técnicas cirúrgicas que preservam a placa uretral. Entretanto, pacientes com hipospádia submetidos a tratamentos cirúrgicos tardios têm um maior índice de complicações que em idades precoces. Para tentar explicar essa discrepância de resultados, nós estudamos as alterações que ocorrem na matriz extra-celular (MEC) da placa uretral de pacientes com hipospádia submetidos a tratameto cirúrgico a várias idades.

Foram estudadas amostras obtidas da placa uretral de 5 pacientes submetidos a correção cirúrgica de hipospádia. Nenhum paciente tinha história de tratamento prévio. A idade variou entre 6 meses e 48 anos. Para comparação foram usadas amostras de uretra normal com respectiva idade do grupo com hipospádia e de alguns fetos. Para análise histológica foram usadas as seguintes técnicas: hematoxilina-eosina, tricrômio de Gomori, Weigert, sirius red, imuno-histoquímica para colágeno III, a-actina e elastina. Uma análise bioquímica de glicosaminoglicanos (GAG) totais e sulfatados foi realizada.

Em todas as idades dos pacientes com hipospádia, foi evidenciado seios de tecido esponjoso sub-epitelial, a exceção de um paciente de 48 anos, com hipospádia escrotal que tinha uma placa uretral fibrosa. A concentração de GAG total nos casos de hipospádia variou de 1.127mgHex/mg (médio-peniana) a 1.674mgHex/mg (sub-coronal). O GAG sulfatado predominante foi o dermatan sulfato (média 58.1% ± 2.9), mas a alteração mais significativa foi em relação ao heparan sulfato (15.36%).

A localização e o envelhecimento da placa uretral são fatores que influenciam alguns componentes da MEC e podem alterar a qualidade de resposta do tecido a lesão.

PALAVRAS CHAVE: 1. Humano; 2.Feto; 3. Uretra; 4.Matriz Extra-Celular.

Apoio: CNPq, FAPERJ

 

A MORTE E O MORRER NA ARTE E NA ANATOMIA. (Death and dying in art and anatomy). Nery, NS; Talamonte, D.; Simão, DML; Araújo, JP; Bezerra, AJC. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

As representações figurativas da morte variam de acordo com os períodos históricos e as culturas analisadas. No ocidente, a representação mais usual da morte é através de um esqueleto que segura uma foice em suas mãos.

O presente trabalho tem por objetivo fazer uma revisão dos diversos aspectos e das origens da representação artística da morte no ocidente.

Realizou-se uma revisão da literatura existente sobre o assunto, além de uma análise crítica de diversas formas de arte que representem a morte.

Em meados do século XIV, durante as epidemias de peste bubônica que assolavam a Europa, mal que passou a ser conhecido como a "Peste Negra". Surgiu nesse período a dança da morte, do francês danse macabre, uma espécie de encenação em que um indivíduo fantasiado de morte andava pelas ruas, seguido por outros que representavam suas vítimas. A "morte" carregava uma foice, simbolizando o fato de que a peste ceifava vidas em grandes quantidades. Este tornou-se então um tema recorrente entre os artistas, sendo que um dos primeiros que passou a representar a morte dessa maneira foi o alemão Hans Holbein, o jovem, em torno de 1450. Vários artistas seguiram essa linha, como Nikolaus Chodowiecki, Johann Ridnger e outros. Derivou dessa idéia o tema "O Triunfo da Morte", recorrente nas pinturas e xilogravuras pós-renascentistas, sendo a morte representada em luta contra os vivos, fossem eles ricos ou pobres, para ressaltar o fato de que ninguém estava imune a ela, e que ela sempre venceria ao final. Pintores como Albrecht Dürer, Pieter Bruegel, Alfred Rathel e Hieronymus Bosch realizaram obras primas tendo esta como tema principal. Desde então a iconografia da morte variou pouco em relação a esse modelo, inclusive no cinema, como pode-se perceber no clássico filme do diretor Ingmar Bergman, "O Sétimo Selo", de 1956. O momento da morte também foi exaustivamente explorado nas artes plásticas, como se observa em obras de mestres como Munch, Grüenwald, e muitos outros.

A morte e o morrer são temas freqüentemente explorados nas artes plásticas. Vários indícios sugerem que a iconografia da morte na cultura ocidental teve sua origem nos séculos XIII e XIV, durante as epidemias de peste bubônica que assolaram a Europa.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. História da Medicina; 3. Arte; 4. Morte.

 

ANÁLISE ANATÔMICA DO EIXO FUNCIONAL E DO ÂNGULO DO COLO DO FÊMUR DE BRASILEIROS ADULTOS. (Anatomical Analizis of the functional axe and angle of head neck femur in the brazilian adults). Silva V.J, Sant'Ana, D.M.G & Oda , J. Y. Departamento de Morfofisiologia - Universidade Paranaense - UNIPAR - Paraná ­ Brasil.

O conhecimento da anatomia da epífise proximal do fêmur é um pré-requisito para o entendimento da biomecânica da articulação do quadril. A disposição da cabeça do fêmur na fossa do acetábulo depende do ângulo que colo do fêmur apresenta com o eixo funcional do fêmur. O conhecimento das medidas médias dos eixos e ângulos do fêmur, de cada população em diferentes faixas etárias tem aplicação direta na clínica ortopédica e na radiologia. Existem dados descritivos das populações caucasianas e dados comparativos entre esta população e os chineses, nontanto, não encontramos descrições referente a angulação do colo do fêmur característica da população brasileira. As raturas do fémur proximal representam uma verdadeira epidemia, e tendem a ampliar com o aumento da idade média a população.

Medidas angulares foram realizadas em 66 ossos fêmures provenientes de ossadas do Laboratório de anatomia da Universidade Paranaense. Estes foram divididos em 33 do antímero direito e 33 do antímero esquerdo. A mensuração foi realizada com a utilização de goniômetro.

Observou-se que o ângulo médio do colo do fêmur direito foi de 122,55°± 4,9. A menor medida encontrada foi de 112° e a maior medida de 130°. O ângulo médio do colo do fêmur esquerdo foi de 125,61°± 6,6. A menor medida encontrada foi de 115° e a maior medida de 138°. Estes dados foram comparados com os dos caucasianos e dos chineses e verificou-se que o ângulo médio dos ossos dos brasileiros foi significativamente menor do que os das outras regiões, independente dos antímeros. Este dado reforça a idéia de que necessitamos de amplos estudos sobre a anatomia dos eixos funcionais do fêmur e seus ângulos, através da anatomia de imagens e da anatomia do esqueleto, possibilitando uma análise biomecânica direcionada para a realidade brasileira.

PALAVRAS CHAVE: 1. Fémur; 2. Epífise proximal; 3. Anatomia.

 

ANÁLISE CRÍTICA DA CLASSIFICAÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPOROMANDIBULAR HUMANA COMO UMA SINOVIAL. (Critical analysis of the human temporomandibular joint´s classification). Henrique Ayres de Vasconcellos, MD, PhD, Dep. Anatomia/UERJ; Disc. Anatomia/ Fac. Med. Petrópolis/RJ. Pedro Henrique B. de Vasconcellos, Graduando- 5° ano/Fac. Med. Petrópolis, Brasil.

Na literatura, anatômica e odontológica, encontramos diversas classificações para a Articulação Temporomandibular (ATM), adotadas pela morfologia óssea ou pelos aspectos da dinâmica articular. Devido a importância anátomo-funcional, da ATM, e a sua complexidade biomecânica, na qual problemas oclusais e ou posturais craniomandibulares, podem influir, torna-se necessário a adoção de uma classificação que possibilite uma avaliação e o entendimento, mais preciso, das condições de movimentos dessa articulação. O objetivo, deste estudo, é analisar as classificações atuais e sugerir a que melhor atenda às características morfo-funcionais da ATM.

O material e método constou da avaliação das superfícies ósseas e de ATMs, de cadáveres adultos humanos, fixados em formol a 10%, pertencentes aos acervos dos Departamentos de Anatomia do IB/UERJ e da Fac. Med. de Petrópolis/RJ.

Quanto aos resultados, a descrição anatômica articular, manteve-se dentro dos dados já fornecidos pela literatura, o que serviu para melhor analisarmos, cinesiologicamente, as classificações. Após esta análise, chegamos a conclusão que a amplitude permitida pela geometria elíptica dos ossos e a relação dessa característica com as possibilidades dos movimentos mandibulares diários (+/- 1500 a 2000), sob 2 eixos principais, permitindo muitas variações, podem ser melhor entendidas se admitirmos ser a ATM uma Articulação Sinovial Condilar.

PALAVRAS CHAVE: 1. ATM; 2. Articulação Sinovial; 3. Articulação Sinovial Condilar; 4. Anatomia.

 

ANÁLISE MACRO E MICROSCÓPICA DOS PULMÕES DE EMAS (Rhea americana). (Gross and microscopic analyses in rheas lungs (Rhea americana). BRÓLIO, M.P.; SCAVANCINI, E.N.; AMBRÓSIO, C. E. ; MIGLINO, M.A.; OVILEIRA, M.F.; CARVALHO, A.F.; MARTINS, J.F.M; LIMA, M.C.; FERREIRA, G.J.B.C. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

As emas são ratitas, aves que perderam a capacidade de voar, como os avestruzes. Em determinadas áreas de planícies brasileiras é possível encontra-las em grande número e no Brasil sua criação comercial tende a crescer com o passar dos anos.

Foram coletadas 05 aves no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Escola Superior de Agricultura de Mossoró-RN as quais foram doadas para o laboratório da Anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos; São João da Boa Vista, SP, e para FMVZ - USP-SP. As técnicas anatômicas utilizadas foram injeção de solução aquosa de formol a 10% seguido de dissecção e desconexão dos moldes das carcaças.

Os resultados obtidos mostram que os pulmões encontravam-se na parte craniodorsal da cavidade corpórea, contra as vértebras torácicas e costelas, com profundas impressões causadas pelas mesmas. O órgão possuía formato retangular sem íntimo contato com coração, como comumente descrito nos mamíferos. Mostrou ainda um aspecto côncavo dorsalmente em relação às costelas bem como o aspecto convexo ventralmente às mesmas permanecendo este aderido a cavidade. Histologicamente pudemos observar muitos vasos no parênquima pulmonar de calibre médio e pequeno. A parede destes vasos apresentaram uma fina camada de músculo liso na camada media e tecido conjuntivo na cama adventícia. O endotélio vascular era típico e em alguns vasos, a luz estava repleta de hemácias nucleadas típicas de aves. Rodeando estes vasos encontramos uma rede parenquimal de células (pneumócitos) cujo arranjo diferia dos mamíferos. Estas células estavam arranjadas em cordões formando ora retângulos ora pentágonos, ora estruturas ovóides que constituíam os alvéolos do pulmão. Em algumas regiões de corte, foram observadas parabrônquios em corte longitudinal e transversal. Longitudinalmente os parabrônquios possuíam reentrâncias na sua parede chamada de átrios que possuíam lateralmente espirais de músculo liso no septo interatrial. Na porção da base do átrio a estrutura se afunilava ainda mais formando o infundíbulo que carreia o ar para o parênquima pulmonar finalmente o ar e sangue estão tão próximos através dos vasos e sacos alveolares que as trocas acontecem.

Assim concluímos que o pulmão de emas é semelhante ao das galinhas porém diferem quanto a suas estruturas histológicas com os dos mamíferos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Pulmões; 3. Ema.

 

ANÁLISE MORFOLÓGICA DA FABELA EM BRASILEIROS. SILVA, J. G.; CHAGAS, C. A. A. ; TOLEDO, B. A.; KIYOSHI, G.; SERVIDIO, L.; CHAGAS, W. A.; TORRES, D. de F. M.; VILELA, A. C.; TERRA, M. A.; COSTA D.M.R. Departamento de Morfologia MMO ­ ICB ­ UFF ­ Rio de Janeiro ­ Brasil. Disciplina de Anatomia e Histologia ­ Faculdade de Medicina UGF ­ Rio de Janeiro ­ Brasil.

Entre os ossos sesamóides que estão ou não presentes no corpo humano, a fabela, do latim "grão de favo", pode ser encontrada na face posterior do joelho. Na literatura clássica, sua presença é relatada de maneira concordante quanto à sua localização no tendão do músculo gastrocnêmio lateral, próximo de sua origem na face posterior do côndilo lateral do fêmur. Sua existência provoca, no joelho, a ausência do ligamento poplíteo arqueado e o aparecimento do ligamento fabelo-fibular. No que tange a sua estrutura, Gardner (1970) a descreve constituída por fibrocartilagem, enquanto Llorca (1963) cita sua constituição de tecido ósseo e relata que sua prevalência é maior em indivíduos do sexo masculino. O obejtivo foi analisar a incidência da fabela e sua estrutura histológica, associando-a com a presença ou ausência dos ligamentos poplíteo arqueado e fabelo fibular, através de estudo macro e microscópico.

Foram utilizados trinta e dois cadáveres de brasileiros adultos, de ambos os sexos, não embalsamados, sem causa mortis definida. Dois foram desprezados por não apresentarem boas condições de estudo para visualização da cápsula articular. Após a dissecação planejada da região poplítea, todo material foi fotografado para registro, a fabela quando presente foi extraída e fixada em formaldeido a 4% para avaliação com microscopia óptica utilizando coloração por Hematoxilina-eosina (HE). As fabelas encontradas foram previamente radiografadas para investigação radiológica.

Dos trinta joelhos dissecados dois apresentaram fabela. A primeira apresentou 1,6 cm de diâmetro, levemente côncava de um lado e convexa do lado oposto, bordas suavemente irregulares com projeções vilosas. A microscopia óptica revelou que sua estrutura era de tecido ósseo. A segunda apresentou 1,3 cm de diâmetro, também com estrutura de tecido ósseo.

A fabela apresentou-se no material de estudo com baixa freqüência. Sua presença foi acompanhada da ausência do ligamento poplíteo arqueado e presença do ligamento fabelo fibular. Foi constatado no estudo histológico que sua constituição é óssea com ausência de osteoclastos.

Trabalho de Iniciação Científica. UFF ­ UGF - UNIPLI

PALAVRAS CHAVE: 1. Joelho; 2. Osso fabela; 3. Anatomia.

 

ANÁLISE MORFOLÓGICA DE RATOS WISTAR TRATADOS COM EXTRATO DE Rosmarinus officinalis. OLIVEIRA, L.E.G.1, SÁ, R.C.S.2.; LEITE, M.N.3; TOLEDO, M.M.4, GREGGIO, T.C.5, GUERRA, M.O.6. 1Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequié, BA, 2Departamento de Biologia, 3Faculdade de Farmácia e Bioquímica; 2, 4, 5, 6Centro de Biologia da Reprodução; Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, Brasil.

O alecrim (Rosmarinus officinalis L. - Labiatae) é uma planta utilizada no tratamento de afecções hepáticas, intestinais, renais e das vias respiratórias. Possui também atividades terapêuticas emenagoga, carminativa, e anti-reumática. A toxicidade do alecrim foi avaliada em fêmeas de rato e mostrou que o extrato aquoso teve efeito antiimplantação. Neste trabalho, foi feita uma avaliação morfológica do rato Wistar adulto após tratamento subagudo com extrato de alecrim.

Ratos Wistar adultos foram distribuídos em grupos controle (n=12) e tratado (n=12). Os animais do grupo tratado receberam, via intragástrica, 1 ml de uma suspensão aquosa de alecrim (145,6 mg/ml de água destilada) e os do controle, 1 ml de água destilada, uma vez ao dia, durante cinco dias. Os animais foram pesados no primeiro dia de tratamento, a cada dois dias e no dia de sacrifício. O consumo de ração foi medido diariamente. Os animais foram sacrificados por inalação excessiva de anestésico três dias após o término do tratamento. Após laparotomia, removeram-se e pesaram-se os seguintes órgãos: testículo esquerdo e direito, epidídimo esquerdo, vesícula seminal, próstata ventral, rim direito e esquerdo, pulmão, fígado, cérebro e hipófise.

Não foi observada diferença significativa de peso corporal, mas houve aumento significativo de peso (g) de vesícula seminal (C=0,33±0, 03, T=0,40±0,03). Os demais órgãos não apresentaram alteração significativa de peso (g): testículo direito (C=1,35±0, 04, T=1,28±0,11), testículo esquerdo (C=1,31±0,06, T=1,29±0,07), epidídimo esquerdo (C=0,46±0,02, T=0,46±0,03), próstata ventral (C=0,31±0,07, T=0,30±0,05), rim direito (C=1,08±0,10, T=1,04±0,09), rim esquerdo (C=1,06±0,11, T=1,05±0,08), pulmão (C=1,32±0,11, T=1,24±0,09), fígado (C=11,90±1,58, T=11,24±1,59), cérebro (C=1,15±0,03, T=1,15±0,05), hipófise (mg) (C=8,58±1,73, T=7,83±1,27). O tratamento não interferiu no consumo de ração. Na dose utilizada, o extrato de alecrim aumentou o peso de vesícula seminal de ratos Wistar adultos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia; 2. Ratos; 3. Rosmarinu officinalis.

 

ANÁLISE MORFOLÓGICA DO ESÔFAGO DE EMA (Rhea americana). (Morphological analyses in rhea esophagus Rhea americana). LUVEZUTI, R.; AMBRÓSIO, C. E.; MIGLINO, M. A.; CARVALHO, A.F.; OLIVEIRA, M. F.; MARTINS, J.F.P.; SAMOTO, Y.V.; ESTEVES A. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A ema, Rhea americana, é a mais gigantesca das aves do continente americano. Tendo em vista o crescimento contínuo do mercado de criação de emas, iniciamos um projeto de pesquisa na disciplina de Anatomia Descritiva dos Animais Domésticos, com a finalidade de descrever a morfologia do esôfago dessas aves.

Para a realização desse estudo foram doados 05 animais pela Escola Superior de Agricultura de Mossoró-RN, para os laboratórios de Anatomia da FMVZ-USP-SP e Faculdade de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos de São João da Boa Vista-SP. A técnica anatômica utilizada foi dissecação das estruturas, bem como a sua remoção da carcaça do animal e mensurações.

O esôfago estava situado entre a orofaringe e a porção glandular do estômago, possuindo um tamanho médio de 53 cm. O esôfago cervical era mais curto do que a coluna vertebral, localizando-se dorsalmente a laringe e a traquéia; caudalmente situava-se do lado direito do pescoço entre a veia jugular e o nervo vago e ventralmente à traquéia. O esôfago torácico era mais curto do que a parte cervical, e estendia-se caudalmente, situando-se dorsalmente à traquéia e a base do coração. Caudalmente ele seguia por entre os sacos aéreos torácicos craniais até a face medial do lobo esquerdo do fígado. A parede esofágica aumentava a espessura caudalmente e sua junção junto ao pró-ventrículo era aparentemente invisível. Microscopicamente a luz do esôfago diferia dos mamíferos, apresentando como se fossem projeções, diferentes de vilos. O epitélio era do tipo estratificado pavimentoso e as camadas subseqüentes observadas eram: lâmina própria muito espessa e muito vascularizada, muscular da mucosa, submucosa, muscular circular interna, muscular longitudinal externa e serosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Esófago; 2. Ema; 3. Morfología.

 

ANÁLISE MORFOLÓGICA E QUANTITATIVA DOS COMPONENTES FIBROMUSCULARES DA TÚNICA MÉDIA DA AORTA TORÁCICA EM RATOS WISTAR DIABÉTICOS E I DOSOS. GOMES, C.R.G.*; CHOPARD, R. P. **, MANDARIM DE LACERDA, C. A. *** * Dep. de Ciências Morfofisiológicas Univ. Estadual de Maringá Maringá-PR**Inst. de Ciências Biomédicas Univ. de São Paulo São Paulo-SP ***Univ. Estado do Rio de Janeiro, Centro Biomédico Lab. Morfometria & Morfologia Cardiovascular. * e-mail- celinha@onda.com.br

Estudou-se neste trabalho os aspectos histológicos, estereológicos e ultra- estruturais da túnica média na aorta através da microscopias de luz e eletrônica de transmissão.

Foram utilizados 30 ratos Wistar machos divididos em três grupos experimentais: grupo controle (Co), grupo diabético (Dm) e grupo idoso (Id). Foram determinados os seguintes parâmetros estereológicos: densidade numérica (Na) da célula muscular lisa, densidade de volume (Vv) do músculo liso e do componente elástico e densidade de área (Sv) do músculo liso e do componente elástico.

Verificou-se a túnica média da aorta torácica composta por 6-7 lâminas elásticas concêntricas, arranjadas cilindricamente ao redor da luz do vaso, com o músculo liso e o colágeno disposto de cada das lâminas elásticas. Com o diabetes e com o envelhecimento ocorreram alterações no conteúdo do músculo liso e do componente elástico. Comparando-se os três grupos experimentais, verificou-se diminuição da proporção do músculo liso e do componente elástico na túnica média nos grupos diabético e idoso. Através da análise ultra-estrutural verificou-se nos grupos Dm e Id, a túnica íntima espessada, sendo composta por fibrilas colágenas , e raras células musculares lisas. Nas observações da túnica média identificou-se locais com degeneração da célula muscular lisa e reorientação das mesmas.

De acordo com nossos resultados concluímos que o diabetes e o envelhecimento estão relacionados com as alterações do conteúdo do músculo liso e do componente elástico na túnica média da aorta. Porém as maiores alterações ocorreram com o envelhecimento.

PALAVRAS CHAVE: 1. Aorta torácica; 2. Ratos Wistar; 3. Estereologia; 4. Ultraestrutura; 5. Diabete.

ANÁLISE MORFOMÉTRICA DO ÂNGULO DA MANDÍBULA EM CRÂNIOS SECOS. (Morphometric análisis of mandible angle in dry skulls). Pernambuco, L.A.;. Silva, H.J;Moraes, S.R.A. ; Melo, I.H.P.; Melo, C.G. Departamento de Anatomia da UFPE/ Curso de Fonoaudiologia UFPE Pernambuco- Brasil

A mandíbula é considerada como um osso único, contudo, suas metades são unidas por uma sínfise fibrosa que em geral se ossifica no primeiro ano de vida. Apresenta um arco chamado de corpo que continua em sentido posterior unindo-se ao ramo da mandíbula. A margem posterior do corpo em vista lateral encontra a margem inferior formando oângulo da mandíbula, que é aproximadamente reto ­ 90° no adulto.

Este estudo teve como objetivo mensurar o ângulo da mandíbula em crânios macerados de adultos humanos. Foram utilizadas 26 mandíbulas maceradas de cadáveres humanos adultos. As mandíbulas foram mensuradas com uso do goniômetro bilateralmente. Observaram-se os seguintes valores: LADO DIREITO - Média de 110°, com valor mínimo de 105° e valor máximo de 136°: LADO ESQUERDO ­ Média de 116°, valor mínimo de 91° e valor máximo de 135°.

Os resultados demonstram que os valores do ângulo da mandíbula no lado esquerdo são em média maiores em relação aos valores do ângulo da mandíbula no lado direito. Os valores encontrados não correspondem aos referidos nos livros-texto clássicos em anatomia, porém esses valores correspondem à variação encontrada na área clínica.

No tocante a correlação entre os lados, foi observado que a assimetria encontrada justifica-se pelo fato de que um padrão de mastigação unilateral, tão comumente encontrado na população em geral, estimula inadequadamente ou impede a estabilização de estruturas crânio-oro-cervicais, proporcionando uma excitação neural que terá como resposta o maior desenvolvimento póstero-anterior da mandíbula do lado de balanceio e maior desenvolvimento maxilar do lado de trabalho.

PALAVRAS CHAVE: 1. Mandíbula; 2. Crânio; 3. Morfometria.

ANATOMIA DO PLEXO BRAQUIAL DE CERVOS DO PANTANAL (Mazana sp.) (Anatomy of brachial plexus in pantanal deer (Mazana sp.) OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M. A.1; MOURA, C. E. B.1; ASSIS NETO, A.C.1,COSTA, W. P.1; BENEDICTO, H. G1; PEREIRA, F.T.V.1; TEIXEIRA, D.G.1 PASSIPIERI, M.2; AMBRÓSIO, C.E.1 Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

O cervo do pantanal (Mazana sp.) é o maior cervídeo da América do Sul, característico de áreas inundáveis e de varjões de cerrado, onde se alimenta de capim e plantas palustres. Consultando a literatura especializada, verifica-se escassez de informações referente ao plexo braquial destes animais silvestres, diante disto o presente trabalho descreve o plexo braquial desta espécie no sentido de contribuir com desenvolvimento da anatomia comparada.

Foram utilizadas quatro fêmeas que tiveram morte natural no Parque Zoológico de Ilha Solteira, doados pela UNESP, a técnica anatômica seguida foi a injeção de solução aquosa de fomaldeído a 10% seguido de dissecção do sistema nervoso periférico destes animais.

Os animais tiveram os ramos ventrais que participavam da formação dos plexos braquiais dissecados, evidenciando sua emergência junto aos forames vertebrais laterais, sendo necessária à dissecação da musculatura cervical superficial para verificar o envolvimento dos ramos cervicais e desarticulação das costelas seguida de completa evisceração da cavidade torácica, no intuito de evidenciar a participação dos componentes torácicos.

Constatou-se que os plexos braquiais destes animais tiveram sua origem encoberta pelos músculos escaleno e longo do pescoço, se apresentando como uma faixa esbranquiçada, formado pela participação dos ramos ventrais dos três últimos componentes cervicais (C6, C7 e C8) e do primeiro nervo torácico (T1).

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Plexo braquial; 3. Cervo do pantanal.

 

ANATOMIA DO PLEXO BRAQUIAL DO MACACO GIBÃO (Hylobates sp.). (Anatomy of brachial plexus in gibão monkey (Hylobates sp.) OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M. A.1; PASSIPIERI, M.2; TEIXEIRA, D G.1;MOURA, C. E. B.1; MARTINS, D.S.1; BENEDICTO, H. G1; THOMAZ, J.M.3; AMBRÓSIO, C.E.1 1Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­ BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

O macaco gibão é encontrado em florestas semidecíduas e tropicais. É uma espécie frutívora, que alimenta-se também insetos. Apresenta hábito diurno, dormindo e descansando em árvores. São animais monogâmicos e vivem em sociedade, porém demarcam território. Devido a ausência de literatura na espécie, este trabalho objetivou descrever o plexo braquial do macaco (Hylobates sp.), com o intuito de se obter dados para enriquecer a anatomia comparada.

Para tanto foram utilizados macacos oriundos do Parque Zoológico de Ilha Solteira doados a UNESP/ Campus Ilha Solteira onde foi feita injeção de solução aquosa de formaldeído a 10% seguido de dissecção do sistema nervoso periférico destes animais.

Seus ramos ventrais participantes da formação dos plexos braquiais dissecados, evidenciaram a sua origem junto aos forames vertebrais laterais. Constatou-se que o plexo braquial originou-se dos ramos ventrais cervicais C5, C6, C7 e C8 e do ramo torácico T1 em ambos os antímeros, não sendo observada variação entre os animais e entre os antímeros.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Plexo braquial; 3. Macaco gibão; 4. Hylobates sp.

 

ANATOMIA DOS ÓRGÃOS GENITAIS DO MUÇUÃ FÊMEA (Kinosternon scorpioides) CHELONIA: KINOSTERNIDAE. (Anatomy of the genital female organs of the muçuã (Kinosternon scorpioides) Chelonia: Kinosternidae. Machado Júnior AAN, Pereira JG, Abreu-Silva AL, Carvalho RC, Pereira PDJ & Santos FCF, ðSousa AL. alana@elo.com.br. Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão ­ UEMA, Brasil.

Dentre as tartarugas brasileiras, o muçuã (Kinosternon scorpioides) é uma das menos estudadas, e também ameaçada de extinção. É um animal semi-aquático típico das várzeas da região amazônica, conhecido no Maranhão como jurará e constitui-se excelente fonte de proteína para a população ribeirinha desta região.

Este estudo teve como objetivo principal a descrição macroscópica dos órgãos genitais do muçuã fêmea, com o intuito de fornecer dados que facilitarão o conhecimento da reprodução e preservação desta espécie em cativeiro. A pesquisa contou com autorização do IBAMA-MA, conforme processon n° 020.12.002400/99-31, licença n° 002/01.

Utilizou-se 10 exemplares de fêmeas adultas obtidas das apreensões do IBAMA-MA. A técnica de sacrifício consistiu de superdosagem de tiopental sódico a 2,5% por via intramuscular. O processo de dissecção com a desarticulação da ponte óssea, que uni o plastrão e a carapaça e acesso à cavidade pleuroperitoneal, seguida de fixação das peças em solução aquosa de formaldeído a 10%, por um període 48 horas. Após lavagem em água corrente e com o auxílio de uma lupa, seguia-se com a coleta dos dados que consistia na observação topográfica e dissecção dos órgãos no interior da cavidade.

Os resultados mostram os órgãos genitais do muçuã fêmea constituídos por um par de ovários, de coloração amarelo-ouro com folículos em diferentes estágios de desenvolvimento, ligados ao teto da cavidade pelo mesovário, e ainda por um par de ovidutos voltados aos ovários e ligados à cloaca, divididos em cinco partes, o infundíbulo, magno, istmo, útero e vagina.

Com base nos achados, conclui-se que os órgãos genitais do muçuã fêmea são funcionantes bilateralmente, à semelhança do oviduto esquerdo das aves.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Órgãos genitais; 3. Muçuã fêmea; 4. Kinosternon scorpioides.

 

ANATOMIA DOS ÓRGÃOS GENITAIS DO MUÇUÃ MACHO (Kinosternon scorpioides) CHELONIA: KINOSTERNIDAE. (Anatomy of the genital male organs of the muçuã(Kinosternon scorpioides) Chelonia: Kinosternidae. Machado Júnior AAN, Pereira JG, Abreu-Silva AL, Carvalho RC, Pereira PDJ & Santos FCF, ðSousa AL. Autor correspondente/alana@elo.com.br. Curso de Medicina Veterinária da Universidade Estadual do Maranhão ­ UEMA

O muçuã (Kinosternon scorpioides), pequena tartaruga semi-aquática, típica de água doce, apresenta distribuição geográfica bastante diversificada, sendo encontrado também na região da baixada maranhense, onde é chamado de jurará. Sua carne constitui-se em excelente fonte de proteína e a despeito da legislação vigente, é comercializado nas praias e consumida nos restaurantes na forma de casquinha de siri.

Considerando a ameaça de extinção e a pouca informação sobre a morfologia reprodutiva destes animais, descrevemos os elementos constituintes dos órgãos genitais do muçuã macho, visando fornecer dados que poderão ser utilizados na biologia reprodutiva desta espécie.

A amostragem foi constituída por 10 machos adultos, obtidos mediante apreensões do IBAMA-MA conforme processon n° 020.12.002400/99-31, licença n° 002/01, os quais foram sacrificados por injeção letal de tiopental sódico a 2,5% por via intramuscular. A técnica de dissecção consistiu na remoção da ponte óssea que uni a carapaça ao plastrão, com auxílio de uma serra manual de aço, para acesso aos órgãos na cavidade pleuroperitoneal, seguido de fixação em solução aquosa de formaldeído a 10%, por 48 horas.

Os resultados evidenciam os órgãos genitais do muçuã constituídos por um par de testículos, epidídimos, ductos deferentes e um pênis. Os testículos são de formato ovóide, de coloração amarelo-ouro, situados no interior da cavidade pleuroperitoneal, craniolateralmente à cintura pélvica, fixados pelo mesórquio, apresentando relações topográficas dorsomedialmente aos rins, medialmente a veia cava e aorta, ventromedialmente ao cólon e cranialmente aos pulmões. Os epidídimos são bastantes convolutos e intimamente aderidos ao longo da parede dorsal da superfície medial dos testículos, fixados pelo mesórquio, finalizando em um pequeno ducto deferente, que não forma nenhuma ampola distinta, abrindo-se na cloaca. O pênis é um órgão sulcado, localizado no assoalho da cloaca, estendendo-se até a cauda, estando composto de raiz, corpo e glande.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Órgãos genitais; 3. Muçuã macho; 4. Kinosternon scorpiodes.

 

APRENDER PRATICANDO A FORMA E A FUNÇÃO DOS SERES VIVOS ­ UMA NOVA VISÃO DE APRENDI-ZAGEM EM CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS. (Learn practicing the shape aand function of beings livings creature ­ A new one vision to learn morphological science). CARVALHO, A . F.; MIGLINO, M. A.; FERREIRA, J.R.; MARTINS, J.F.P.; AMBRÓSIO, C. E.; AZARIAS, R. E. G.R.; HUCKE, E.; FERREIRA, G.J.B.C.; THOMAZ, J. M.; LIMA, M.C.; ROQUETO,M.A.; ROSA, R.A.; BALIEIRO, J.C. Departamento de Morfologia FAMVOB ­ FIFEOB -São João da Boa Vista ­SP - BRASIL. Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: vetlab03@feob.br de morfologia da FAMVOB - FIFEOB ­­São João da Boa Vista ­SP- Brasil

Projetamos os nossos alunos, como um futuro profissional capaz de se movimentar no rumo do legítimo bem, que doa o que recebe, transferindo para a sociedade seus conhecimentos, suas habilidades, seus sonhos, seus projetos. Pensamos uma forma participativa e construtiva - prática de ensinar e aprender a morfologia, onde a extensão na grade curricular será a grande força motriz que diferenciará a até então educação bancária, passiva, na educação participativa interativa e interdisciplinar.

Desta maneira utilizamos como ferramenta, os cento e doze alunos do primeiro ano de medicina veterinária de 2001 para serem os mensageiros desta experiência, os quais foram divididos em 10 grupos com aproximadamente 10 alunos em cada grupo. Ao mesmo tempo as escolas de ensino médio e fundamental da cidade e região foram contatadas e agendadas para a visita na Instituição pelos próprios alunos (Curso de Medicina Veterinária ­ Campus II). Os alunos então orientados pelos professores de Ciências Morfológicas escolhiam um tema a ser abordado no dia da visita juntamente com a professora de biologia ou área afim da escola que viria fazer a visita. Após a escolha do tema, o mesmo era adaptado para a idade dos alunos visitantes e adaptado aos laboratórios disponíveis de Ciências Morfológicas. Os alunos passavam por 4 laboratórios (microscopia, anatomia, museu, bioquímica e vídeo) onde o tema abordado era explanado pelos alunos de medicina veterinária orientados pelos professores.

O resultado foi extremamente satisfatório, tendo sido atendidos 443 alunos durante o ano cujas expectativas compiladas estatisticamente através de questionário

respondido após as apresentações foram: 75,63% acharam excelente conhecer a Faculdade de Veterinária; 99,68% gostariam de conhecer outros setores da Faculdade em outra oportunidade; 82,98% nunca tinham visto o que foi apresentado nas visitas; 94,74% acharam que a visita irá influenciar na escolha do seu futuro profissional; 74,06% dos alunos que visitaram acharam excelente a apresentação dos monitores (alunos 1 anistas de Medicina Veterinária. Os alunos de Medicina Veterinária foram unânimes em aderir a tal projeto e buscam mesmo hoje estando no segundo ano de Faculdade refazer tal experiência).

PALAVRAS CHAVE: 1. Ciências morfológicas; 2. Medicina veterinaria; 3. Aprendizado.

 

ARCO AÓRTICO EM FETOS DE CATETO (Tayassu tajacu). (Aortic arch in collared peccary fetuses). (Tayassu tajacu)). ALBUQUERQUE, J.F.G.1; MOURA, C.E.B.2; PEIXOTO-COSTA, W.2; SILVA, R.B.1; OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M.A.2; DIDIO, L.J.A.3. 1- Departamento de Medicina Veterinária da ESAM-RN; 2- Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP; 3- Departamento de Morfologia da UNISA-SP., Brasil.

O cateto (Tayassu tajacu) é um mamífero da fauna silvestre sul-americana que vem se adaptando muito bem às condições de cativeiro, por sua docilidade e fácil manejo. Possuidor de uma carne altamente palatável e apresentando alta produtividade, o cateto vem despertando o interesse para exploração econômica Este crescimento demonstra as possibilidades futuras da produção desta espécie como atividade emergente no país. Esta espécie vem sendo objeto de estudo de inúmeras pesquisas em várias universidades brasileiras, principalmente nas áreas de reprodução e anatomia.

Visando contribuir com maior conhecimento da anatomia própria deste animal, o presente trabalho objetiva descrever o comportamento do arco aórtico e seus ramos em fetos de catetos.

Foram utilizados cinco fetos que vieram a óbito logo após o nascimento, nos quais se procedeu à dissecação, após a injeção de neoprene látex no trajeto pré-diafragmático da aorta abdominal.

Constatou-se que em todos animais, originava-se do arco aórtico, a artéria subclávia esquerda e o tronco braquicefálico, separadamente. O tronco braquicefálico, por sua vez era responsável pela origem da artéria subclávia direita e do tronco bicarotídeo, do qual surgiam as artérias carótidas comuns. O comportamento do arco aórtico e suas tributárias, observados neste trabalho assemelha-se ao encontrado nos animais adultos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Arco Aórtico; 2. Cateto; 3. Anatomia Macroscópica.

 

A RINOFIMA NA ARTE E NA MORFOLOGIA. (Rhinophyma in art and morphology). JANIQUES, F.C.; SANTOS, R.V.R..; CORRÊA, E.; ARAÚJO, J.P.; BEZERRA, A. J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Rinofima, a mais comum dentre todas as fimas, caracteriza-se por lenta e progressiva desfiguração do nariz, causada por uma distorção grosseira da pele e do tecido subcutâneo. Trata-se do estágio final da acne rosácea, cuja patogênese ainda é pouco esclarecida. Tais deformações distorcem a imagem do paciente, e raramente passam despercebidas. Despertam a curiosidade não só dos médicos como também de pintores e artistas de um modo geral.

Este trabalho tem como objetivo relatar a visão com que esses artistas retrataram esta doença no decorrer dos séculos.

Para que tal coletânea fosse realizada, pesquisas sistemáticas foram feitas na literatura médica, em livros de arte, acervos de museu, artigos científicos e páginas especializadas da Internet.

Encontram-se referências a essa doença desde a antiga civilização Maia e em diversas obras literárias e artísticas. Entre elas está o famoso quadro de Domenico Bigordi Ghirlandaio, "Retrato de um Ancião com um Menino", de 1488, atualmente integrando o acervo do Museu do Louvre. É interessante observar que a idéia de que o rinofima esteja associado ao alcoolismo é muito frequente, apesar de tal fato não corresponder à realidade.

Pode-se concluir que essa deformidade anatômica foi registrada de modo muito peculiar por renomados pintores e em várias ocasiões através dos tempos.

PALAVRAS-CHAVE: 1. História da Medicina; 2. Arte; 3. Rinofima.

 

ARRANJOS ANATÔMICOS DA ARTÉRIA CELÍACA E SEUS RAMOS NO BICHO-PREGUIÇA (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). (Anatomical arrangements of the celiac artery and their branches in the (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). Amorim, M.J.A.A.L; Amorim Júnior, A.A.; Araújo, F.P.; Pimentel, D.S.; Silva, D.R. Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal ­ UFRPE ­ Recife ­ Pernambuco ­ Brasil.

O presente trabalho vis detalhar os aspectos anatômicos relacionados ao comportamento adotado pela artéria celíaca e seus ramos.

Utilizaram-se quatro animais, sendo dois machos e duas fêmeas, todos adultos e de morte natural, cedido pelo Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os quais tiveram as suas artérias injetadas, através da artéria carótida comum, com solução corada de Neoprene látex, em seguida fixados em solução aquosa de formol à 10%, e posteriormente dissecados. As observações foram feitas após dissecação dos animais fixados e em posição natural.

Observamos nas nossas quatro preparações, a artéria celíaca originando de maneira distinta, os seus ramos esplênicos, gástrico, duodenal e abdominal na sua face ventral originando a artéria gástrica esquerda, em seguida sofre uma bifurcação, originando um a 2 a 3 ramos pancreáticos. Na fêmea ­2 , ocorre a existência de um tronco comum , de onde emerge a artéria mesentérica cranial e a artéria celíaca, esta dando origem ao primeiro ramo a artéria gástrica esquerda, logo após no sentido mais lateral ocorre uma trifurcação da artéria que segue em direção ao estomago. Caudalmente ocorre a existência de um tronco que se bifurca, a artéria hepato-duodenal, e outro ramo que se originará a artéria gastro-espleno-pancreática dessa artéria sai um ramo solitário a artéria duodenal. Nos machos a artéria celíaca se bifurca em artérias gástricas, para os compartimentos do estômago, logo após sofre novamente outra bifurcação, dando origem ao tronco gastro-espleno-pncreático e o hepato duodenal.

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria celíaca; 2. Sistema circulatorio; 3. Anatomia; 4. Bicho-Preguiça; 5. Bradypus variegatus

 

ARRANJOS ANATÔMICOS DA ARTÉRIA MESENTÉRICA CRANIAL E CAUDAL NO BICHO-PREGUIÇA (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). (Anatomical arrangements of the cranial aand caudal mesenteric artery in the sloth (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). Amorim, M.J.A.A.L; Amorim Júnior, A.A.; Araújo, F.P.; Pimentel, D.S.; Silva, D.R. Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal ­ UFRPE ­ Recife ­ Pernambuco ­ Brasil.

O presente trabalho vis detalhar os aspectos anatômicos relacionados ao comportamento adotado pela artéria mesentérica cranial e caudal em bichos-preguiça.

Utilizaram-se oito animais, sendo quatro machos e quatro fêmeas, todos adultos e de morte natural, cedido pelo Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os quais tiveram as suas artérias injetadas, através da artéria carótida comum, com solução corada de Neoprene látex, em seguida fixados em solução aquosa de formol a 10%, e posteriormente dissecados. As observações foram feitas após dissecação dos animais fixados e em posição natural. .

Observamos nas nossas preparações, a artéria em quatro casos, sendo 2 machos e 2 fêmeas a artéria mesentérica cranial originando-se separadamente da face ventral da aorta abdominal ou em tronco comum com a artéria celíaca, em 1 macho e 1 fêmea, emitindo a seguir ramos para o duodeno, jejuno íleo e cólon transverso e descendente porção proximal, a qual se anastomosa com a artéria mesentérica caudal em um caso, em um caso, sendo uma fêmea, surgiu a artéria pancreático-duodenal. Em um caso houve a origem da face ventral da artéria aorta abdominal de uma artéria mesentérica comum (macho). A artéria mesentérica caudal emerge isoladamente da face ventral da aorta abdominal, enviando ramos para a porção distal do cólon descendente e reto.

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria mesentérica cranial; 2. Artéria mesentérica caudal; 3. Sistema circulatório; 4. Anatomia; 5. Bicho-Preguiça; 6. Bradypus variegatus.

 

ARRANJOS CONFIGURADOS PELOS VASOS ARTERIAIS DA PELVE NA MÃO PELADA. (Arrangements configured by the arterial vessels of the pelvis in skinned hand). Carvalho, R.G.1; Souza, N.T.M.1; Correa, M.J.M.1; Souza, W.M1; Miglino, M.A.2 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ-USP, São Paulo. *Roberto Gameiro de Carvalho ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP. , Brasil.

A organogênese apresenta durante o desenvolvimento embriológico a migração e fusão dos esboços das duas Aortas, o que nos vasos da pelve impõe arranjos vasculares individualizados, quando analisamos os diversos grupos de mamíferos.

No presente relato verificamos o comportamento dos vasos arteriais ao término da Aorta abdominal no mão pelada, animal carnívoro, que apresenta redução acentuada de sua população.

Face a oportunidade, utilizamos para tanto 04 exemplares, 03 machos e 01 fêmea, adultos, obtidos por morte natural, durante a captura e remoção dos animais selvagens da área que foi ocupada pelo lago da Usina Sérgio Motta, município de Anaurilândia e Bataguassu (MS). Nestes exemplares, o sistema arterial foi injetado com Látex natural corado em vermelho, e a seguir fixados em formol a 10%, dissecados os vasos arteriais oriundos da Aorta, esquematizados e fotografados.

A análise da divisão vascular nestes carnívoros, permite observar que a Aorta depois de oferecer a artéria mesentérica caudal, da qual procedem a artéria cólica esquerda e retal cranial, origina no lado esquerdo a artéria circunflexa ilíaca profunda, para depois dividir-se nas artérias ilíacas externas, de onde provem à direita o citado vaso.

O arranjo vascular da pelve neste animal, apresenta constantemente (100%) uma assimetria caracterizada pela emergência à direita de um tronco comum, que a partir da artéria ilíaca externa vai resultar nas artérias ilíacas internas direita e esquerda, simultaneamente com a artéria sacra mediana.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Pelve; 3. Mão Pelada; 4. Vascularização.

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ARTÉRIA RENAL SEGMENTAR ABERRANTE. (Aberrant segmental renal artery).Costa, J.A.P.; Hasselmann, C.L.; Vilela, V.A.L.; Bezerra, R.F.A.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

O objetivo do presente estudo é registrar a ocorrência de um caso de artéria renal segmentar aberrante. Os autores chamam atenção para a impropriedade do uso de outras terminologias para este achado anatômico e dão ênfase à importância desta alteração morfológica que, em alguns casos, de simples variação anatômica passa a ser considerada uma anomalia de importância clínica e cirúrgica.

A alteração vascular descrita foi observada quando da dissecação anatômica de um cadáver, de indivíduo adulto, do sexo masculino, estudado na disciplina de Anatomia do curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília. O material, previamente fixado em solução de formalina a 10%, ácido fênico e glicerina, foi trabalhado com vistas a uma perfeita evidenciação do pedículo renal e da aorta abdominal. Foram realizadas observações qualitativas e quantitativas quanto à origem e ao ponto de penetração da artéria variante anatômica.

As artérias renais segmentares aberrantes são referidas na literatura como renais acessórias, renais anômalas, renais polares e renais extra-hilares. É sabido que os vasos segmentares renais são terminais o que significa que cada um dos cinco segmentos do rim tem suprimento sangüíneo exclusivo. O fato de uma artéria penetrar no parênquima renal por via extra-hilar não representa um suprimento sangüíneo suplementar para qualquer segmento renal.

Achamos adequada a terminologia de artérias renais segmentares aberrantes para todas as artérias que penetram no rim em topografia extra-hilar. As artérias renais segmentares aberrantes, ocasionalmente, podem comprimir a pélvis ou o ureter abdominal, impedindo o fluxo normal da urina para a bexiga. A presença de uma artéria aberrante pode ser o suficientepara o desencadeamento de um quadro de obstrução ureteral com conseqüente infecção urinária. Tais artérias, também, devem ser vistas como potencialmente capazes de propiciarem a formação de cálculos pieloureterais.

O procedimento cirúrgico nos casos de artéria renal aberrante, quando necessário, irá variar conforme a importância da artéria em relação ao suprimento sangüíneo do segmento renal por ela irrigado e pelo grau de compressão no ureter.

PALAVRAS-CHAVE: 1. Artéria renal; 2. Artéria renal aberrante; 3. Artéria renal segmentar; 4. Variação anatômica.

 

ASPECTOS ANÁTOMO-CLÍNICOS DA SUTURA METÓPICA. (Clinical and anatomical aspects of the metopic suture). Araújo, L. C.; Matos, C. L.; Vasconcelos, P. C. C.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Os ossos frontais ao nascimento são separados pela sutura frontal mediana que pode não se fechar ao longo dos anos. Quando essa sutura persiste total ou parcialmente no adulto é denominada sutura metópica, estando a glabela, ponto craniométrico situado entre os arcos supraciliares acima da ponte nasal, disposta na extremidade caudal dessa sutura.

O objetivo do estudo é quantificar e qualificar as suturas metópicas presentes em crânios humanos existentes para estudo na Área de Anatomia da Universidade Católica de Brasília.

Foram descritas e mensuradas as suturas metópicas identificadas em crânios disponíveis para estudo morfológico na Área de Anatomia da Universidade Católica de Brasília.

Dentre 28 crânios examinados, 4 apresentavam sutura metópica serrilhada completa, totalizando 14,3%. Em um espécime existia apenas a metade da sutura cuja extremidade inferior tocava o nasio. A metade que fazia contato com o bregma encontrava-se sinostosada. Segundo a literatura, o metopismo está presente em cerca de 8% da população e pode acarretar certos problemas como a encefalocele, uma protrusão do encéfalo e seus envoltórios. O alargamento da sutura pode promover no recém-nascido o aparecimento de uma fontanela supranumerária: a fontanela metópica que não se confundirá com a supranasal por estar mais acima desta. Essa fontanela pode ser substituída por um osso acessório, supranumerário ou wormiano denominado osso metópico.

Nos espécimes estudados, o percentual de crânios apresentando suturas metópicas (14,3%) foi maior do que registra a literatura.

PALAVRAS-CHAVE: 1. Sutura metópica; 2. Sutura frontal; 3. Osso frontal; 4. Variação anatômica.

 

ASPECTOS MACRO E MICROSCÓPICOS E IRRIGAÇÃO ARTERIAL DO ESTÔMAGO GLANDULAR DE EMAS (Rhea americana). (Gross and microscopic aspects and arterial irrigation glandular stomach in rheas (Rhea americana)). MORINI, A.C.; AMBRÓSIO, C. E.; MIGLINO, M.A.; FEHR, M.; CARVALHO, A. F.; OLIVEIRA, M.F.; LIMA, M.C.; FERREIRA, G.J.B.C. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

Atualmente, a criação de emas é um mercado muito promissor devido ao grande investimento de criadores em matrizes e instalações. Considerando a criação legalizada tendo um alto crescimento, além do mercado competitivo com os avestruzes, faz-se necessário estabelecer um estudo da morfologia destas aves, fato imprescindível para seu manejo e reprodução. O objetivo deste estudo é descrever macroscopicamente a morfologia do estômago glandular das emas, bem como sua irrigação arterial. Para isso foram doados cinco animais pelo Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Escola Superior de Agricultura de Mossoró-RN para os laboratórios de Anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos, São João da Boa Vista - SP e para a FMVZ-USP-SP. Para o estudo foram utilizadas as técnicas de injeção de látex Neopreme 650 diretamente no ventrículo direito para o sistema venoso e ventrículo esquerdo para o artéria.

Como resultados observamos que o estômago glandular também chamado de pró-ventrículo é um órgão arredondado que assume formato retangular próximo ao ventrículo ou estômago muscular. Sua junção com o esôfago é aparentemente invisível, porém caudalmente, na sua junção com o estômago muscular há uma constrição com coloração clara chamado istmo. A vascularização deste órgão dá-se pela artéria gástrica proveniente da artéria celíaca. Próximo ao órgão a artéria gástrica ramifica-se em quatro ramos menores os quais suprem a parede do órgão. Revestindo internamente o órgão, pudemos observar um epitélio colunar secretor característico e semelhante ao observado em cortes histológicos de galinhas. Abaixo deste epitélio observou-se a lâmina própria, constituída de tecido conjuntivo denso não modelado ricamente vascularizado. Nesta camada, foram observadas glândulas de aspecto circular com uma cavidade central. Estas cavidades se confluíam formando ductos secundários que se confluíam em um ducto primário que se abria na luz do órgão. As células secretoras destas glândulas são globosas e dispostas em cordões que se irradiam para o centro da cavidade de cada glândula. As camadas subseqüentes seguem o padrão do tubo digestório: muscular da mucosa, submucosa, muscular circular interna, muscular longitudinal externa e serosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Estômago glandular; 2. Morfologia; 3. Ema; 4. Irrigação.

 

ASPECTOS MICROSCÓPICOS DA PRÓSTATA DE MOCÓ (Kerodon Rupestris, WIED NEUWIED, 1820). (Microscopy aspects in rock cavy prostate (Kerodon Rupestris, Wied Neuwied, 1820) ­ FAPESP, PROCESSO: I.C. 01/05444-7. LIMA, M.C.; CARVALHO, A.F.; MIGLINO, M.A. ; BONATELLI,M. ; AMBRÓSIO,C.E.; OLIVEIRA, M.F. Departamento de Morfologia FAMVOB ­ FIFEOB -São João da Boa Vista ­SP - BRASIL. Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

O mocó, roedor da caatinga do Nordeste brasileiro, é um mamífero terrestre que habita locais áridos e utiliza como fonte alimentar a vegetação endêmica local. Procurando colaborar com sua exploração zootécnica racional, descrevemos neste trabalho a morfologia microscópica da glândula acessória ao genital masculino, a próstata. Cinco animais foram cedidos pelo Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS) da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) -Natal-RN processo IBAMA n 0204.002405/01-32. Para a identificação das características microscópicas da próstata, os órgãos foram divididos em três porções cada uma guardando as devidas posições in situ. Foram elas: Lobos craniais, direito e esquerdo (porção cranial, porção média e porção caudal) e lobos caudais, direito e esquerdo (porção cranial, porção média e porção caudal). O material após sua divisão foi processado e incluído pelas técnicas rotineiras de inclusão em paraplast. Os blocos e suas diferentes porções foram cortados em um micrótomo Leica RM 2155, com espessura média de 5 µm. Os cortes foram corados seguindo as técnicas de H.E., pricossírius, reação histoquímica de P.A.S. (Ácido periódico de Shiff), com fundo de hematoxilina e azul de Toluidina. Após análise das diversas porções prostáticas, de Kerodon rupestris (mocó), pudemos observar numerosas glândulas tubuloalveolares onde sua luz glandular apresentavam-se com secreções e um epitélio de revestimento simples cúbico, circundada por um estroma conjuntivo e muscular ricamente vascularizado. Ductos coletores foram observados em todas as porções prostáticas e uma quantidade maior foi observada em seus lobos caudais (direito e esquerdo) com um epitélio de revestimento simples cúbico envolto por tecido conjuntivo e muscular. A uretra prostática dividida em três porções (cranial, média e caudal) apresentou-se com diversas cristas uretrais revestidas pelo epitélio de transição onde pudemos observar diversas glândulas mucosas envoltas por um tecido conjuntivo e muscular. Através desta análise pudemos concluir que a próstata deste roedor é igual histologicamente em todos os lobos observado.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Microscopia de luz; 3. Mocó; 4. Kerodon rupestris.

 

ASPECTOS MICROSCÓPICOS DOS SEIOS PARANAIS EM CUTIAS (Dasyprocta aguti, Linnaeus, 1766). MENEZES, D.J.A.1;BRILHANTE, O. S.1; FALCÃO, E.F.2; CARVALHO, M.AM.2; OLIVEIRA, M.F.3; ALMEIDA, M.M.2; ASSIS NETO, A.C.41. Universidade Federal de Campina Grande, Patos, PB; 2. Universidade Federal do Piauí, Teresina, PI; 3. Escola Superior Agrícola de Mossoró, Mossoró, RN; 4. Universidade de São Paulo, São Paulo, SP.

Este trabalho objetivou obter dados sobre a anatomia microscópica dos seios paranais da cutia, cuja secreção desempenha importantes funções relacionado ao comportamento destes animais, como a de demarcar território, por exemplo.

Foram estudados três pares de seios paranais de cutias, oriundos do Núcleo de Estudos e Preservação de Animais Silvestres da Universidade Federal do Piauí. Após a dissecação da região perianal os órgãos foram retirados e cortes de 5 mm de espessura em sentido transversal foram coletados e fixados em formol a 10 % por 48 horas. Em seguida os cortes foram levados ao laboratório de histologia onde se seguiu com os procedimentos histológicos para inclusão em parafina. Após inclusão o material foi cortado com micrótomo e preparado lâminas as quais foram coradas pelos métodos de Hematoxilina/Eosina e Tricromico de Masson.

Observou-se que o seio paranal da cutia apresentou-se constituído de um sistema de alvéolos e ductos que se reúnem para o interior de um grande ducto excretor ramificado. Histologicamente os alvéolos estavam forrados por um epitélio glandular constituído por células poliédricas com citoplasma acidófilo, granular, de núcleo grande e claro, e apoiadas por fibras de tecido conjuntivo entremeadas com fibras musculares lisas. O ducto excretor encontro-se revestido por um epitélio estratificado pavimentoso pouco queratinizado. O parênquima glandular mostrou-se com características de glândula holócrina, o qual apresentou-se lobulado separado por trabéculas interlobulares de tecido conjuntivo, oriundas da cápsula que envolve o seio externamente, as quais continham vasos sanguíneos (vênulas, arteríolas, artérias musculares veias e capilares sanguíneos). Esta cápsula mostrou-se constituída de três camadas, uma interna de tecido conjuntivo denso modelado rico em fibras colágenas, uma média com dois estratos de fibras musculares estriadas, sendo um interno em disposição predominantemente circular e outro externo em disposição predominantemente longitudinal, e uma camada externa de tecido conjuntivo denso.

PALAVRAS CHAVES: 1. Seio paranal; 2. Cutia; 3. Morfología; 4. Dasyprocta aguti.

 

ASPECTOS MORFOLÓGICOS E MORFOMÉTRICOS DOS DÍGITOS DE BOVINOS DAS RAÇAS GIR E HOLANDESA. (Morphologic and morphometric aspects of Gir and Holstein cattle digit). Mendonça, A. C.1; Silva, L. A. F.2; Fioravanti, M. C. S.3; Oliveira, K. S4. 1.Prof. MS. Departamento de Morfologia/Anatomia do ICB IV da Universidade Federal de Goiás. Alcomen@globo.com.br. 2. Prof. Dr. Departamento de Medicina Veterinária da Escola deVeterinária da Universidade Federal de Goiás. lafranco@vet.ufg.br. 3. Profa. Dra. Departamento de Medicina Veterinária da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Goiás. clorinda@vet.ufg.br. 4. Médica Veterinária Autônoma de Goiânia-Goiás. ksoliver13@hotmail.com

Poucos estudos foram realizados sobre as estruturas morfológicas e morfométricas dos dígitos de bovinos, comparando raças mais susceptíveis com as menos suscetíveis às enfermidades dos dígitos. O objetivo desse trabalho foi estudar a morfologia e morfometria dos dígitos de bovinos das raças Gir e Holandesa, em diferentes idades, sob o mesmo regime de criação.

Foram estudados dezoito bovinos puros, sendo nove da raça Gir e nove da raça Holandesa, todos do sexo masculino. Os nove animais de cada raça foram divididos em três grupos pertencentes a três faixas etárias distintas: três meses, um ano e seis meses e três anos. Para a colheita dos dígitos os bovinos foram tranqüilizados, anestesiados e em seguida sacrificados com iodeto de medezônio, embutramida e tetracaína. Dois dígitos escolhidos ao acaso, sendo um do membro torácico e outro do membro pélvico foram destinados a morfometria e em seguida dissecados para estudo anatômico. Nos outros dois dígitos foi realizado o estudo histológico. Fez-se a descalcificação utilizando ácido nítrico a 7,5% diluído em 92,5 ml de água destilada. Procedeu-se o preparo das lâminas histológicas segundo as normas convencionais. As medidas para a histologia foram obtidas através do programa ImageLab.

Os resultados morfométricos relacionados com altura do talão, angulo da muralha do estojo córneo e altura das paredes axial e abaxial dos dígitos, sugerem diferenças na conformação, apoio, estrutura e qualidade do estojo córneo, entre os bovinos estudados e indicam melhor conformação e apoio dos dígitos dos animais da raça Gir.

Os resultados histológicos tais como os diâmetros tubulares, espaçamento entre os túbulos córneos e espessura das camadas das células tubulares sugerem diferenças estruturais e possivelmente na qualidade do estojo córneo, entre os bovinos da raça Gir e Holandesa. Entre as duas raças não foram detectadas variações entre ligamentos, vasos tendões e nervos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Bovino; 2. Morfometria; 3. Morfologia; 4. Dígito.

 

ASSIMETRIAS DA CARTILAGEM TIREÓIDE DA LARINGE. Francisco, F. S.; Paes, M. C. N. M.; Oliveira, B. A.; Apolonio, A. G.; Valença, J. R.; Coelho, B. N. & Amorim, G. O. Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.

A tireóide, cartilagem ímpar da laringe, é composta por duas lâminas quadriláteras que fundem-se na linha mediana. Possui dois cornos superiores, que projetam-se para cima e para traz, em direção às extremidades dos cornos maiores do osso hióide, e dois cornos inferiores que se articulam com a cartilagem cricóide. Hirano et al. (1989) em seus trabalhos referem que os arcabouços laríngeos são mais ou menos assimétricos, e que os graus de assimetrias não diferem entre os grupos etários ou entre os sexos. O objetivo deste trabalho foi a verificação das assimetrias na cartilagem tireóide em diferentes sexos e grupos etários. Esta pesquisa desenvolveu-se no Serviço de Verificação de Óbitos - SVO, com a dissecação de 67 laringes, divididas em 3 grupos, dois grupos do sexo masculino, sendo o primeiro com 13 adultos, faixa etária de 28 a 41 anos, o segundo com 36 senescentes, faixa etária de 60 a 97 anos e o terceiro com 18 senescentes do sexo feminino, faixa etária de 62 a 97 anos. As laringes apresentavam aparência e estrutura normais. O protocolo continha idade, data, hora de óbito e a verificação das assimetrias do corno: direção e tamanho e/ou lâmina da cartilagem tireóide. A dissecação da estrutura foi feita em cadáveres sem fixação, no máximo 24 horas post mortem. A mensuração foi realizada com paquímetro western, acurácia 0, 002 mm. O grupo N 1 apresentou 01 tireóide simétrica, 12 assimétricas, destas ultimas, 02 apresentaram assimetria de lâmina, 04 de corno e 06 associado assimetria de corno e lâmina. O grupo N 2 apresentou 01 tireóide simétrica, 35 assimétricas, destas ultimas, 20 apresentaram assimetria de lâmina, 11 de corno e 04 associado assimetria de corno e lâmina. O grupo N 3 apresentou 01 tireóde simétrica, 17 assimétricas, destas ultimas, 05 apresentaram assimetria de lâmina, 01 de corno e 06 associado assimetria de corno e lâmina. Neste ultimo grupo 05 casos apresentaram os cornos quebrados impossibilitando a avaliação. Verifocou-se que a grande maioria das cartilagens tireóide foram assimétricas em todos os grupos. Nos grupos senescentes houve prevalência de assimetria de lâmina ou de lâmina e corno associado, já no grupo adulto a prevalência da assimetria foi de corno ou lâmina e corno associado.

PALAVRAS CHAVE: 1. Laringe; 2. cartilagem tireóide; 3. Anatomia.

 

AVALIAÇÃO DA DISTÂNCIA ENTRE A ORIGEM DO TRONCO CELÍACO E DA ARTÉRIA MESENTÉRICA SUPERIOR. Busetti, M. P.; Busetti, J. H.; Smith, R. L.; Leite, J. & Basso, R. A. Departamento de Morfologia e Fisiologia da Faculdade de Medicina do ABC, São Paulo, Brasil.

Os autores, visando determinar a distância entre a origem do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior, procederam a medidas milimetradas entre os óstios do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior.

O objetivo foi estudar as variações das distâncias existentes entre a emergência do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior e o possível encontro do tronco celíaco-mesentérico descrito algumas vezes na literatura.

As artérias aortas abdominais dissecadas de cadáveres humanos formolizados foram retiradas da cavidade abdominal e abertas longitudinalmente na sua face posterior. Os óstios de origem do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior foram identificados. Com régua milimetrada mediu-se a distância entre as margens inferiores dos óstios do tronco celíaco e da artéria mesentérica superior.

No material examinado os autores não identificaram o tronco celíaco-mesentérico. Também verificaram que a distância entre os dois óstios foi maior do que um e menor do que dois centímetros na maioria dos indivíduos avaliados.

O tronco celíaco e a artéria mesentérica superior estiveram presente em todos os casos; o tronco celíaco e a artéria mesentérica superior originaram-se de óstios independentes na aorta abdominal e a distância entre os dois óstios de origem das artérias é variável, superando dois centímetros em poucos casos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Aorta; 2. Teonco celíaco; 3. Arteria mesentérica superior; 4. Anatomia.

 

AVALIAÇÃO MORFOLÓGICA DO SISTEMA REPRODUTOR DE CAMUNDONGOS SUÍÇOS TRATADOS COM ÓLEO DE Rosmarinus officinalis. OLIVEIRA, L.E.G.1, SÁ, R.C.S.2.; LEITE, M.N.3; GUERRA, M.O.4. 1Departamento de Ciências Biológicas, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Jequié, BA, 2Departamento de Biologia, 3Faculdade de Farmácia e Bioquímica; 2, 4Centro de Biologia da Reprodução; Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, Brasil.

O alecrim (Rosmarinus officinalis L. - Labiatae) é uma planta utilizada no combate aos gases intestinais, cólicas, falta de apetite, nervosismo, bronquite e problemas digestivos e reumáticos. A toxicidade do extrato aquoso do alecrim foi avaliada em fêmeas de rato onde mostrou ter efeito antiimplantação.

Neste trabalho, foi feita uma avaliação morfológica no camundongo suíço adulto para a análise do efeito do óleo de alecrim no sistema reprodutor e na concentração de espermatozóides.

Camundongos suíços adultos foram distribuídos em grupos veículo (n=12) e tratado (n=10). Os animais do grupo tratado receberam, via intragástrica, 0,15 mL de óleo de alecrim (4 mL de óleo de alecrim/11 mL de óleo mineral medicinal - Purol) e os do veículo, 0,15 mL de Purol, uma vez ao dia, durante 5 dias consecutivos. Os animais foram pesados no primeiro dia de tratamento, a cada dois dias e no dia de sacrifício. O consumo de ração foi medido diariamente.

Os animais foram anestesiados e sacrificados por deslocamento cervical 3 dias após o término do tratamento. Procedeu-se a análise da concentração de espermatozóide na secreção da cauda do epidídimo direito. Após laparotomia, os testículos esquerdo e direito, o epidídimo esquerdo, a vesícula seminal e a próstata ventral foram removidos e pesados.

Foi observada perda significativa de peso corporal e de vesícula seminal (V=0,08±0,01, T=0,06±0,01). A concentração de espermatozóides foi de V=81,58x106±34,87x106, T=89,40x106±34,60x106, sem diferença significativa entre os grupos. Houve diminuição no consumo de ração durante o tratamento.

Conclusão: Na dose utilizada e em tratamento subagudo, o óleo de alecrim apresentou efeito tóxico na vesícula seminal de camundongos suíços adultos, mas não interferiu na produção de gametas.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia; 2. Sistema reprodutor; 3. Camundondos suíços; 4. Rosamarinus officinalis.

 

BASES ANATÔMICAS E BIOMECÂNICAS DA INCON-TINÊNCIA URINÁRIA NA MULHER. (Anatomical and biomechanic basis of urinary incontinence in women). Graciela Meirelles P. de Souza1,2, Irineu Rubinstein2, Maurício Rubinstein2 1UNESA: Universidade Estácio de Sá ­ Rebouças RJ 2CECURJ: Centro de Continência Urinária do Rio de Janeiro

A Incontinência Urinária (I.U.) é definida pelo Internacional Continence Society Committee como perda involuntária de urina, objetivamente demonstrável, causando problema social ou higiênico. A I.U. ocorre com maior freqüência após a menopausa, mas vem aumentando sua incidência em mulheres mais jovens (meia idade), tendo sua incidência subestimada. Assim, o conhecimento aprofundado das estruturas envolvidas no mecanismo da continência urinária na mulher é fundamental para uma abordagem terapêutica eficaz da incontinência. O objetivo do presente trabalho foi determinar os principais aspectos anatômicos e biomecânicos envolvidos na continência e na I.U. através de uma revisão da literatura.

Foi realizada uma abordagem detalhada da revisão da literatura referente aos principais aspectos anatômico-funcionais e biomecânicos da continência urinária (mecanismos da micção) e da I.U.

Dentre as estruturas envolvidas no processo de continência e incontinência estão o diafragma pélvico envolvendo músculos elevadores do ânus e coccígeos, além das fáscias situadas superior e inferiormente. Este tecido conjuntivo formará diversos ligamentos. Os autores descrevem e ainda a presença de um tecido adiposo, interpondo-se entre os músculos perineais, situados imediatamente abaixo, no chamado diafragma urogenital. Na anatomia da I.U. de esforço, as descrições mais recentes abordam três mecanismos: um proximal, um distal e um intrínseco. Alguns autores associam, na mulher, mais um mecanismo extrínseco envolvendo a interferência hormonal na uretra feminina. Em resumo, através dessas considerações foi possível identificar as tendências atuais na abordagem anátomo-funcional da I.U. que apontam para uma relação cada vez maior de interdependência entre o os componentes orgânicos (bexiga e uretra), ósseos, ligamentares, musculares, estruturais e biomecânicos da região pélvica feminina. Somados a esses, os fatores sociais, a atividade ocupacional, e o stress tem interferido de modo significativo na manifestação mecânica da I.U.

PALAVRAS CHAVE: 1. Incontinência urinária.

 

BIOMETRIA DO OSSO NASAL E PROCESSO FRONTAL DA MAXILA APLICADA ÀS OSTEOTOMIAS LATERAIS NAS RINOPLASTIAS (Biometric study of the nasal bones and frontal processes of the maxilla applied to the lateral osteotomy in rhinoplasty surgery). Jecilene Rosana Costa, Helton Traber Castilho, José Carlos Prates

O nariz é o traço fisionômico da aparência facial e para bem tratá-lo o cirurgião plástico e o otorrinolaringologista devem conhecer os detalhes da anatomia e fisiologia do crânio e da face. A rinoplastia continua a ser uma preocupação para os cirurgiões vista a necessidade de se obter bons resultados estéticos e funcionais, além de se procurar evitar lesões das vias lacrimais.

Este trabalho teve por objetivos verificar a simetria entre os ossos nasais, averiguar medidas dos ossos nasais e processos frontais da maxila até as cristas lacrimais anteriores, relacionar as medidas com os tipos cranianos e relacionar as medidas com os sexos.

Foram utilizados 121 crânios (71 masculinos e 50 femininos) pertencentes ao Museu de Anatomia da Universidade Federal de São Paulo ­ Escola Paulista de Medicina. Primeiramente mediu-se o Índice Crânico Horizontal (ICH), definido como a relação centesimal entre o diâmetro transverso máximo e ântero-posterior máximo do crânio, desta forma os crânios foram separados em braquicrânios, mesocrânios e dolicocrânios. A seguir foram determinados 11 pontos de referência nos crânios: nasion, rhinion e pontos entre as suturas maxilonasais.

2.416 mensurações e testes estatísticos, observando que não ocorreram diferenças significantes entre os lados direito e esquerdo entre os grupos cranianos; os tipos cranianos masculinos não apresentaram diferenças significantes entre suas medidas e os tipos cranianos femininos apresentaram diferenças. Concluímos que os ossos nasais são simétricos, a largura do processo frontal da maxila até a crista lacrimal anterior tem média de 7,16 mm nos crânios masculinos e 6,47 nos femininos, os crânios masculinos não apresentam diferenças significantes entre si, enquanto que os femininos apresentam diferenças na largura, sendo os braquicrânios maiores que os mesocrânios e estes maiores que os dolicocrânios, e também na altura lateral, sendo os braquicrânios menores que os mesocrânios e estes menores do que os dolicocrânios. Além disso, os crânios masculinos possuem as medidas dos ossos nasais e processos frontais da maxila maiores do que os crânios femininos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Osso nasal; 2. Processo fontal da maxila; 3. Rinoplastia; 4. Biometria.

 

CAPACIDADE DOS COMPARTIMENTOS GÁSTRICOS: RÚMEN E RETÍCULO, DE OVINOS DA RAÇA SANTA INÊS. (Gastrics compartments capacity: Rumen and reticle of sheep in Santa Inês breed). CARVALHO, M.A.M.; ALMEIDA, M.M.; CAVALCANTE, R.R.; MOURA, S.G.; AZEVÊDO, L.M.; PENNO, A.K.; SOUSA JÚNIOR, A.; GUERRA, S.P.L.; LIRA, S, R. S. Departamento de Morfofisiologia Veterinária da UFPI-CCA - Teresina - Piauí- Brasil. Maria Acelina Martins de Carvalho ­ Rua Major Sebastião Saraiva, 1545, Morada do Sol, CEP. 64056-530, Teresina, Piauí, Fone: (0xx86) 233-1233, e-mail: carvalhomam@uol.com.br e mcelina@ufpi.br

Diversas pesquisas realizadas revelam diferenças anatômicas, no que se refere à capacidade volumétrica dos compartimentos gástricos dos ruminantes. Assim, este trabalho objetivou avaliar a capacidade volumétrica do rúmen e do retículo em ovinos da raça Santa Inês tendo em vista a importância destas informações para a compreensão da fisiologia da digestão, considerando a expressiva expansão desta raça no Brasil.

Foram utilizados 16 machos, adultos, procedentes da EMBRAPA - Meio Norte (CPMN), no Estado do Piauí. Logo após o sacrifício dos animais abríamos a cavidade abdominal, isolávamos os campartimentos gástricos, retirávamos o conteúdo alimentar dos mesmos e em seguida, submergíamo-los, em recipiente adequado contendo água à temperatura aproximada de 38 C°, até que as pressões interna e externa do órgão se igualassem, quando então, vedávamos os orifícios rúmino-reticular e retículo-omasal com o uso de pinças. Na sequência retirávamos o órgão do referido vasilhame e com auxílio de uma proveta graduada, medíamos o volume do líquido contido.

Nestes espécimes verificamos como valores mínimo e máximo, respectivamente, para o rúmen 3,720l e 7,140l e para o retículo, 0,225l e 0,765l. Em média foi observada no rúmen, uma capacidade volumétrica de 5,085±1,008 l e no reticulo de 0,487±0,166 l.

PALAVRAS CHAVE: 1. Capacidade volumétrica; 2. Estômago; 3. Ovino.

 

CARACTERÍSTICAS ANTROPOMÉTRICAS DEL RECIÉN NACIDO CHILENO EN LA IX REGIÓN. (Anthropometric characteristics of the chilean newborn in the IX Región). PRIETO, R.; HENRIQUEZ, J.; BAEZA, B. Departamentos de Ciencias Básicas & Pediatría y Cirugía Infantil. Facultad de Medicina. Universidad de La Frontera. Casilla 54-D, Temuco, Chile.

En muchos países se han realizado observaciones sobre las características antropométricas del recién nacido, con el propósito de tener conceptos más exactos de su desarrollo y establecer normas para características como talla, peso y circunferencia craneana.

Esto motivó a realizar un estudio antropométrico de estas características, para lo cual se registraron las correspondientes mediciones en 327 recién nacidos chilenos, de los cuales 154 eran mapuches y 173 no mapuches, de ambos sexos, provenientes de los Hospitales de Temuco, Galvarino, Nueva Imperial, Carahue y Puerto Saavedra de la IX Región, Chile. Los registros se realizaron dentro de las primeras 6 horas de vida y para ello se confeccionó una ficha especial.

La talla promedio obtenida fue de 49,7± 2,2 cm, con rangos que variaron entre 34,0 y 54,0 cm; el peso promedio fue de 35,5 ± 4,6 kg con una variación de 2,370 y 4,860 kg y el perímetro cefálico promedio fue de 34,6 ± 1,7 cm con una variación entre 31,0 y 51,0 cm.

Los resultados son discutidos con autores nacionales tales como: Bustamante (1939); Henckel (1954); Lubchenco et al (1963); Del Sol & Cárdenas (1980); Del Sol & Henríquez (1985); Beca et al. (1989); Juez et al (1989).

PALABRAS CLAVE: 1. Recién Nacido; 2. Antropometría; 3. Mapuches.

Proyecto DIDUFRO IN:0102.

 

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS DA REDE TESTICULAR DO Calomys callosus (RODENTIA CRICETIDAE) EM DIFERENTES FAIXAS ETÁRIAS. (Morphological characteristics of Calomys callosus rete testis (RODENTIA Cricetidae) in differents age groups). Mori, P.; Viotto, M.J.S.; Stefanini, M.A. Departamento de Morfologia e Patologia / UFSCar. Via Washington Luís, Km 235 - Caixa Postal 676 CEP13565-905 - São Carlos - SP - Brasil

O Calomys callosus, roedor silvestre de porte semelhante ao camundongo, autóctone do continente sul-americano, apresenta ampla distribuição geográfica no país. Estudos sobre a biologia deste animal foram realizados no seu habitat natural, mas é particularmente adequado ao estudo sob condições de laboratório, por ser um animal pequeno, facilmente adaptável à vida e cruzamento em cativeiro e de fácil manejo. Diversos estudos demonstram sua participação no ciclo de microorganismos patogênicos para o homem. No entanto, estudos sobre a morfologia desse animal ainda são bastante escassos. O objetivo deste trabalho foi estudar, sob microscopia de luz, as características morfológicas da rede testicular (RT) desse animal em diferentes faixas etárias.

Foram utilizados os testículos de animais criados no biotério do Laboratório de Anatomia da UFSCar, nas faixas etárias de: 3, 15, 21, 30, 40, 45 e 60 dias. Os órgãos foram coletados e fixados em líqüido de Bouin e destinados à rotina histológica com inclusão em paraplast, microtomia com obtenção de cortes de 5 e 7 µm que foram corados com H-E, tricômicos de Masson e de Mallory e PAS-H. Aos 3 dias de vida pós-natal, quando os túbulos seminíferos se apresentam como sólidos cordões desprovidos de luz, túbulos retos com luz estreita e epitélio variando entre cúbico e cilíndrico podem ser visualizados no aspecto dorso-cranial do testículo, orientados para uma RT ainda pouco definida e com aglomerados de células. Aos 15 dias, os túbulos seminíferos têm luz definida e já se observam canais longos revestidos por epitélio cúbico baixo na RT. Nessa faixa etária, a extremidade do túbulo seminífero está modificada e se projeta por uma curta distância dentro da luz do túbulo reto, indicando a presença de um segmento transicional. A partir dos 21 dias, a RT é visualizada como cavidades amplas revestidas por epitélio variando entre cúbico baixo e pavimentoso. Partindo das paredes da RT, cordões epiteliais sustentados por um eixo de tecido conjuntivo, projetam-se para o interior das câmaras, septando parcialmente os espaços cavitários. No interior das câmaras são observadas descamações celulares e aos 45 dias espermatozóides também podem ser encontrados.

No C. callosus, a RT é do tipo cavitária e superficial e seu completo desenvolvimento no período de vida pós-natal, aparentemente, precede a instalação plena do processo espermatogenético.

Apoio Financeiro: PIBIC/CNPq/UFSCar

PALAVRAS CHAVE: 1. Roedor; 2. Rede testicular; 3. Faixas etárias.

 

CARACTERÍSTICAS ULTRA-ESTRUTURAIS DO NÓ SINOATRIAL DE RATO WISTAR. Melo, S. R1.; Souza, R. R.2; Mandarim-de-Lacerda, C. A3. & Pereira, L. M. M3. 1Departamento Ciências Morfofisiológicas, Universidade Estadual de Maringá, PR; 2Departamento de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, SP.; 3Laboratório Morfometria e Morfologia Cardiovascular, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

As características ultra-estruturais do nó sinoatrial (NSA) de ratos machos da variedade Wistar, com 3 meses de idade, foram estudadas por meio de microscopia eletrônica de transmissão (MET). Fragmento pequeno contendo a região do NSA e área adjacente do átrio direito do coração foram retiradas e fixadas em glutaraldeído 2,5% e processadas de acordo com a técnica convencional para MET. As características morfológicas do nó sinoatrial de ratos são semelhantes a de outros mamíferos. O NSA é uma estrutura anatômica independente do miocárdio atrial, constituído por células típicas (miócitos nodais, células de transição e principalmente células nodais) imersos em matriz extracelular onde predominam fibras colágenas, fibroblastos e nervos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Nó sinoatrial; 2. MET; 3. Rato Wistar.

 

CLASSIFICAÇÃO DA FOSSA INTERCONDILAR FEMORAL EM AMBOS OS SEXOS ATRAVÉS DE MENSURAÇÃO COMPUTADORIZADA. (classification of intercondilar notch in both the sexes through computerized measurement). Almeida, R.C de.A1.; Jorge, R.C. O1; Moraes, S. R. A. de1; Costa, H.M1.; Tashiro, T.2 Mestrado em Morfologia ­ Departamento de Anatomia1 / Departamento de Educação Física2 ­ UFPE ­ Recife ­ PE ­ Brasil. Rita di Cássia de Oliveira Jorge. R. Estevão de Sá, 488 Várzea CEP 50740/270. RECIFE ­ PE ­ BRASIL. E mail: rita-sol@bol.com.br, ritaoliveira1901@hotmail.com

O objetivo do estudo foi determinar o formato da fossa intercondilar femoral correlacionando com o sexo e a lateralidade. Metodologia: Foram analisados 92 joelhos de 46 indivíduos de ambos os sexos, com idade entre 18 e 35 anos, sem alterações degenerativas. Todos foram submetidos a radiografias PA axial da fossa intercondilar femoral, sendo mensurados a altura, o ápice e a base através do software Key cad complete (1999). Os dados foram correlacionados e a fossa classificada quanto à forma em circular, cônica e retangular. Resultados: No joelho direito do sexo masculino encontramos 18 casos da forma cônica, 04 casos da forma circular e 01 caso da forma retangular. No joelho esquerdo do mesmo sexo foram encontrados 17 casos da forma cônica, 04 casos da forma circular e 02 casos da forma retangular. No joelho direito dos indivíduos do sexo feminino, foram encontrados 12 casos da forma cônica, 07 casos da forma circular e 04 casos da forma retangular. No joelho esquerdo do mesmo sexo a forma cônica foi encontrada em 18 casos, a forma circular em 03 casos e a forma retangular em 02 casos. Nos joelhos direitos a forma cônica correspondeu a 78,26%; a forma circular a 17,39% e a retangular 4,35%. Nos joelhos esquerdos a forma cônica apresentou um percentual de 73,91%, a forma circular 17,39% e a forma retangular 8,7%. Conclusão: A forma da fossa intercondilar femoral variou de acordo com o gênero, embora tenha apresentado uma prevalência da forma cônica em ambos os sexos, e com a lateralidade, demonstrando existir também uma diferença anatômica entre os joelhos direito e esquerdo de ambos os sexos.

PALAVRAS CHAVE: 1.Fossa intercondilar; 2. Imagenologia.

 

COMPONENTES DA VEIA CAVA CRANIAL NO CÃO DO MATO. (Components of the cranial cava vein in wild dog). Carvalho, R.G.1; Souza, N.T.M.1; MELO, A.P.F.2; Souza, W.M1 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba. 2. Universidade Integrada de São José do Rio Preto ­ SP. *Roberto Gameiro de Carvalho ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP., Brasil.

O avanço das fronteiras agrícolas e a utilização inadequada do solo com o plantio indiscriminado de pastagens associados com manejo incorreto, determinaram uma redução significativa do ambiente dos carnívoros selvagens do Brasil. O presente relato fundamenta-se na observação de 05 exemplares de cão do mato (Crysocion brachyurus) coletados por ocasião do preenchimento do reservatório da Usina Sérgio Motta, nos municípios de Anaurilândia e Bataguassu ­ MS. Após a morte natural dos animais, durante a quarentena e remoção dos mesmos, o sistema vascular destes espécimes foi canulado, preenchido com Látex natural, corado, fixado em formol a 10%, dissecado e esquematizado. A observação minuciosa da veia cava cranial permite individualiza-la após a confluência, à esquerda e à direita, da veia braquiocefálica, esta constituída de ambos os lados, pela afluência das veias axilar e jugular externa. A veia braquiocefálica, assim caracterizada, recebe em seu trajeto a veia jugular interna e em 03 exemplares, do lado direito, acolhe a veia tiroídea caudal. A veia cava cranial na totalidade dos casos estudados (100%) forma-se a partir do tronco bi-jugular quando o mesmo acolhe em sequência, a veia costo-cervical esquerda, a veia torácica interna e a veia ázigos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Veia Cava Cranial; 3. Cão do Mato;

 

COMPORTAMENTO DA ARTÉRIA PUDENDA INTERNA NA REGIÃO GLÚTEA EM INDIVÍDUOS NORDESTINOS. (Behavior of the pudendal internal artery in the gluteal region in northeastern individuals). Amorim Júnior, A.A.; Amorim, M.J.A.A.L.;Alvim, M.M.S.; Queiroz, N. S. A. Araújo,F.P. Departamento de Anatomia- CCB- UFPE-Recife- Pernambuco- Brasil.

Nada é mais constrangedor para um médico ou qualquer profissional da Área de saúde do que deparar-se com casos clínicos raros cujos procedimentos são desconhecidos e não descritos na literatura, principalmente quando estes são provenientes de variações. O tratamento para esses casos é sempre complicado, visto que são inúmeras as causas atribuídas às lombalgias, excetuando os problemas de natureza vascular. A relação das artérias glútea inferiores com o nervo isquiático se dar de maneira similar aquela encontrada na literatura, o que difere dos nossos resultados evidenciados em duas peças, quando deparamos com a presença de um ramo de calibre considerado originado da artéria pudenda interna. Assim, nos propomos a estudar o comportamento da artéria pudenda interna na região glútea, para isso foram utilizados 08 de membros inferiores, oriundos de cadáveres humanos nordestinos, do sexo masculino adultos destinado às aulas práticas de anatomia humana para os cursos da área de saúde do Departamento de Anatomia da UFPE. Após uma dissecação no quadrante ínfero medial da região glútea, evidenciamos em 06 peças, 02 do antímero direito e 04 do antímero esquerdo, a participação da artéria glútea inferior originando um ramo isquiático delgado que percorre o nervo isquiático como encontrado na literatura. Já em 02 casos, ambos do antímero direito foi encontrada a participação de um ramo de calibre considerado originado da artéria pudenda externa que perfura ao nível do tuber isquiático o nervo isquiático, dividindo este em 02 contingentes principais: Nervo fibular comum e nervo tibial. A estreita relação desse vaso (um ramo variante da artéria pudenda) que inclusive atravessa o nervo isquiático separando-o, nos levou a questionar como uma possível causa de lombociatalgias e até mesmo alteração de sensibilidade cutânea do território de inervação do nervo em questão (em caso de aneurisma ou de qualquer outro fator compressivo) ficando claro o intuito desse trabalho contribuir para clínica (no que diz respeito às patologias relacionadas à referida artéria) e para a cirurgia.

PALAVRAS CHAVE: 1.Artéria pudenda interna; 2. Região glútea; 3. Sistema Circulatório; 4. Anatomia.

 

CONSIDERAÇÕES ANATOMO ­ FUNCIONAIS DOS FALSOS PONTOS MOTORES NOS MÚSCULOS INTRÍSECOS DO PÉ. Monteiro, A.; * Cricenti, S.V.; * Manzeno, G.M.** Departamento de Morfologia da UNIFESP ­ EPM ­ São Paulo ­ Brasil* Setor de Neurofisiologia Clínica da UNIFESP ­ EPM ­ São Paulo - Brasil**

O ponto motor de um músculo é o equivalente elétrico da zona de placa motora do músculo. A latência para deflagração inicial que compõe o registro do potencial de ação muscular pelo elétrodo G1, para o ponto motor é a latência motora distal, no estudo da condução do nervo motor.Porém, a existência de "falsos pontos motores" foi registrada recentemente por SWENSON et al (1990), DEL TORO e PARK (1996).Eles sugerem, que a proximidade dos músculos abdutor do hálux (AH) e flexor curto dos dedos (FCD), poderia explicar os falsos pontos motores que ocorrem próximo à tuberosidade do osso navicular. Estes falsos pontos motores são definidos como locais, que embora fora da zona de placa do músculo estudado, permitem o registro de ondas M com deflexão inicial negativa (gráfico 1). Além do erro na localização da zona de placa, introduzido por este problema, a conseqüência prática imediata é que a medida da latência da onda M, sobre a zona de placa é utilizada como critério de diagnóstico em avaliações das porções distais do nervo tibial. DELIZA et al (1983) DAVIS et al (1995) HAVEL et al (1988). A conseqüência destes falsos pontos motores é a ocorrência de latências falsamente prolongada. Hipoteticamente a ocorrência destes falsos pontos motores se deve a proximidade dos músculos AH, FCD e flexor curto do hálux (FCH), também pressupõem que existe uma diferença de tempo para ativação destes músculos; esta diferença de tempo seria determinada fundamentalmente pelo comprimento dos ramos motores para os diferentes músculos citados.O objetivo foi comparar o comprimento dos ramos do nervo plantar medial para os músculos abdutor do hálux, flexor curto dos dedos e flexor curto do hálux, da tuberosidade do osso calcâneo até a penetração dos ramos nervosos no ventre muscular (ponto motor) desta forma conciliar o tempo que há entre a estimulação do nervo e o início do potencial de ação muscular para justificar falsos pontos motores.

Foram dissecados trinta pés de cadáveres, de indivíduos, adultos de ambos os sexos e de diferentes grupos étnicos. Os cadáveres pertencentes á Disciplina de Anatomia descritiva e topográfica da Universidade Federal de São Paulo, estavam fixados e conservados em solução de formalina a 10%. Foi utilizada uma régua de 40cm para medir o comprimento do pé e um paquímetro digital, para registrar as medidas que foram obtidas do ponto mais posterior do osso calcâneo ao ponto em que os ramos do nervo plantar medial penetra no ventre do músculo estudado. Nossas medidas indicam que a área registrada para o ponto motor do músculo AH, esta situada mais próxima à tuberosidade do calcâneo, em relação ao músculo FCD e estando mais distante deste ponto de referência, a área do músculo FCH. Assim acreditamos dar uma pequena contribuição para o estudo da eletroneuromiografia clínica.

PALAVRAS CHAVE: 1. Pé; 2. Pontos motores.

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CONTRIBUIÇÃO PARA A FORMAÇÃO DA VEIA AXILAR. Moreira, T. C. A.; Gusmão, L. C. B.; Lima, J. S. B. & Prates, J. C. Departamento de Morfologia - Centro Ciências Bloógicas, Universidade Federal de Alagoas, Maceió, AL, Brasil.

A formação da veia axilar é, ainda hoje, assunto controvertido na literatura. tal fato, deve-se aos autores que consideram a veia basílica como uma veia superficial, e que aflui a uma das veias profundas do braço. Como é facilmente observado, a veia basílica, normalmente, é a veia mais calibrosa do braço portanto a mesma recebe as veias braquiais. Por outro lado, muitos autores nominam a axilar sem tomar como referência a margem inferior do músculo redondo maior, fato que gera um erro topográfico. Um outro fator se deve a variações de veias existentes dentro da axila, ou a presença de uma outra veia axilar (Buarque, 1990). Grant (1943) afirma ser a veia própria continuação da veia basílica. Rouvière (1959) descreve a veia axilar como sendo resultante da união das veias braquiais. Bruschi et al. (1985) apesar de estudo em membros desarticulados, refere um grande predomínio da veia basílica nesta formação.

Nosso trabalho utilizou 60 membros superiores articulados ao corpo, de cadáveres adultos, de ambos os sexos, fixados a formaldeído 10%, pertencentes ao Departamento de Morfologia do Centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Alagoas e a Disciplina de Anatomia Descritiva e Topográfica da Escola Paulista de Medicina. As dissecações foram efetuadas a olho desarmado. Foramconfeccionados desenhos para melhor demonstração dos casos estudados.

Os resultados observados foram os seguintes: em 66,6% dos casos a veia axilar era a própia continuaçãão da veia basílica; em 16,6% dos casos a veia axilar resultava da união da veia basílica com a veia braquial medial; em 10% dos casos a veia axilar era a continuação da veia braquial lateral; em 5% dos casos as veias braquiais se uniam em um tronco comum (veia braquial comum), o qual se juntava com a veia basílica para formar a veia axilar; em 5% dos casos era continuação da veia braquial comum, e em 3,33% dos casos existia uma confluência dos três vasos formados pela veia braquial lateral, pela veia braquial medial e pela própria veia basílica.

PALAVRAS CHAVE: 1. Veia axilar; 2. Veia basílica; 3. Anatomia.

 

DENSIDADES DE ESTRUTURAS GLOMERULARES NA GLOMERULOGÊNESE NO 2 E 3 TRIMESTRES GESTACIONAIS. Almeida, J. R.1,2; Passos, M. A. R. F.1,3 & Mandarim-de-Lacerda, C. A.1 1Laboratório Morfometria & Morfologia Cardiovascular - UERJ; 2Departamento Clínica Médica (Nefrologia) - UNIG; 3Faculdade de meedicina de Petrópolis - RJ, Brasil

Há poucos relatos sobre o desenvolvimento quantitativo glomerular em fetos humanos, sendo este o objetivo deste estudo. Os rins esquerdos de 21 fetos humanos, provenientes de abortos espontâneos devido à prematuridade ou anóxia perinatal, bem preservados e sem malformações congênitas detectáveis foram estudados. A amostra foi dividida em dois grupos com base na idade em semanas pós-concepção (SPC):2trimestre (10 casos, 9,0 a 15,5 SPC, representando um momento de início da glomerulogênese) e 3 trimestre (11 casos, 22,4 a 30,0 SPC, momento mais tardio da glomerulogênese humana).

Os rins foram processados tecnicamente para estudo histológico e estereologia. Fragmentos foram obtidos aleatoriamente e cortes de 4µm foram corados pelo HE. A análise histológica foi realizada na região cortical renal. A seqüência evolutiva da glomerulogênese foi dividida em três períodos: estádio C, que se inicia nos concentrados mesenquimais, vesiculares e até as estruturas comma-shaped body; o estádio S, que corresponde às estruturas S-shaped body e o estádio G, que corresponde aos glomérulos capilarizados.

Os parâmetros estereológicos determinados foram: densidade numérica por área (QA) e densidade de volume (Vv) dos estádios C e G. O (QA)[C] diminuiu de 17,2±2,3/mm2 para 8,6±3,3/mm2 do 2T para o 3T (-50%). O (QA)[G] aumentou de 13,9±3,7/mm2 para 31,6±11,1/mm2 do 2T para o 3T (+127%). Concomitantemente o (Vv) [C] e (Vv) [G] tiveram variação semelhante do 2T para o 3T fetal humano (p<0,001). A intensidade do crescimento de glomérulos capilarizados é um fenômeno temporalmente associado com o 3T gestiacional humano.

Observou-se, inicialmente, maior aumento do número seguido do aumento em volume das estruturas glomerulares, sugerindo que a adaptação evolutiva deve primeiro priorizar o estabelecimento de unidades filtrantes e depois a maturação plena das estruturas, que pode, inclusive, perdurar por algum tempo no período pós-natal. Este crecimento é feito a partir do desenvolvimento de glomérulos primitivos (comma-shaped body) presentes desde o 2T. Este conhecimento é importante no entendimento de mecanismos patogenéticos de doenças renais que possam ser assinaladas e induzidas já no ambiente intra-uterino, como a hipertensão arterial e sua relação com número de néfrons na vida adulta.

PALAVRAS CHAVE: 1. Desenvolvimento glomerular; 2. Feto; 3. Morfometria; 4. Estereologia.

 

DENSIDADE GLOMERULAR DE RATOS ESPONTANEAMENTE HIPERTENSOS TRATADOS OU NÃO COM INIBIDOR DA ÓXIDO NÍTRICO SINTASE E INIBIDOR DA ENZIMA CONVERSORA DA ANGIOTENSINA. Barbuto, N.S.; Zorzi, R.L.; Almeida, J.R.; Pereira, L.M.M.; Mandarim-de-Lacerda, C.A. Laboratório de Morfometria & Morfologia Cardiovascular, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (www2.uerj.br/~lmmc).

O objetivo foi estudar a influência de inibidor da síntese do óxido nítrico (ONs) e inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) na estrutura de rins de ratos normotensos e esponta-neamente hipertensos (SHR).

Grupos de cinco animais (ratos Wistar ­ normotensos, e SHRs) foram separados e tratados por 20 dias: Controle Wistar (C-W), Controle SHR (C-SHR), L-NAME (LN-SHR), L-NAME+Enalapril (LN+E-SHR) e Enalapril (E-SHR). O L-NAME e o maleato de Enalapril foram utilizados nas doses de 30mg/kg/dia e 15mg/kg/dia, respectivamente. Fragmentos dos rins esquerdos foram preparados tecnicamente para microscopia de luz, corados pelo picrosirius red. A densidade de glomérulos por área (QA[gl]) foi determinada numa área-teste de 0,28mm2.

Observou-se diminuição significativa da QA[gl] em SHRs não tratados em relação aos ratos Wistar. No grupo LN-SHR a QA[gl] foi significativamente menor que nos grupos C-W e E-SHR. Os grupos C-SHR, LN-SHR e LN+E-SHR apresentaram QA[gl] bastante semelhantes. O grupo E-SHR apresentou QA[gl] semelhante à dos ratos normotensos (C-W).

Os resultados sugerem que a hipertensão genética nos SHRs compromete os glomérulos renais levando-os a obsolescência. A inibição da ONs sozinha e tratada por IECA não modificam significativamente este quadro. SHRs tratados com IECA, porém, comportam-se como ratos normotensos normais.

Apoio: CNPq, Faperj

PALAVRAS CHAVE: 1. Densidade glomerular; 2. Hipertensão; 3.Inibiddor da óxido nítrico sintetase; 4. Inibidor enzima conversora da angiotensina.

 

DENSIDADE VOLUMÉTRICA (VV) DAS FIBRAS DO SISTEMA ELÁSTICO DA ZONA DE TRANSIÇÃO DA PRÓSTATA HUMANA. (Volumetric density (VV) of the elastic system fibers in human prostate transition zone. Babinski MA, Carvalho Jr. AM, Chagas MA, Souza RM,Costa WS,Sampaio FJB. Unidade de Pesquisa Urogenital - Departamento de Anatomia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ-(RJ) e Departamento de Morfologia - Universidade Federal Fluminense -UFF-(RJ). Brasil. Prof. Márcio Antônio Babinski, Unidade de Pesquisa Urogenital -Departamento de Anatomia - IB ­ UERJ. Av. 28 de Setembro, 87, fundos, FCM, térreo 20551-030. Vila Isabel - Rio de Janeiro, (RJ) ­ Brasil. Fone: ++ (55) (21) 2587-6499. Fax: ++ (55) (21) 2587-6121. E-mail: babinski3@bol.com.br

O objetivo foi analisar e comparar a densidade volumétrica (Vv) das fibras do sistema elástico da zona de transição de próstatas normais e com hiperplasia prostática benigna (HPB).

Foram obtidas amostras de tecido prostático de 15 pacientes com idades variando de 63 a 79 anos (média 68 anos), portadores de hiperplasia prostática benigna sintomática e submetidos a prostatectomia aberta. A análise histológica confirmou HPB em todos espécimes. Os controles foram obtidos durante a necropsia de 15 indivíduos com idades variando de 18 a 30 anos (média 24 anos), vítimas de morte violenta sem comprometimento do sistema urogenital. As amostras foram coradas pela Fucsina-Resorcina de Weigert com prévia oxidação. A densidade volumétrica (Vv) das fibras elásticas foi determinada em 25 campos histológicos aleatórios em cada próstata, usando a contagem de pontos superpostos a um sistema M-42 (Weibel). Os dados foram analisados pelo testes de Shapiro-Wilk W. e teste Kolmogorov-Smirnov para a análise estatística da variância e o Mann-Whitney não pareado para análise dos resultados, considerando como significativo um P<0,05.

As densidades volumétricas das próstatas normais e com HPB foram respectivamente 12,47±3,6% e 16,55±9,11% (não significante). Observou-se variância nas médias e seis próstatas do grupo com HPB (24%) apresentaram densidade volumétrica acima de 20% na zona de transição, enquanto que a maior densidade volumétrica do grupo controle não passou de 17,8%.

A análise estereológica das fibras do sistema elástico da zona de transição não mostrou diferenças quantitativas estatisticamente significativas entre a próstata normal e com HPB. Os dados encontrados sugerem que o sistema elástico tem um papel discreto no complexo meio estromal para a gênese da doença.

PALAVRAS CHAVE: 1.Próstata; 2. Hiperplasia; 3. Fibras Elásticas; 4. Densidade Volumétrica; 5. Estereologia.

Apoio: UNIVALI- UNIPLI ­ CNPq

 

DENSIDADE VOLUMÉTRICA (VV) DAS FIBRAS DO SISTEMA ELÁSTICO DO CORPO ESPONJOSO DO PÊNIS DE JAVALI (Sus scrofa scrofa). (Volumetric density (VV) of the elastic system fibers in spongy body of wild boar penis (Sus scrofa scrofa)). Abidú-Figueiredo M, Babinski MA, Chagas MA, De Brito-Gitirana L, Costa WS, Sampaio FJB. Departamento de Anatomia Animal - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro -UFRRJ (RJ) e Unidade de Pesquisa Urogenital - Departamento de Anatomia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro(RJ), Brasil. Prof. Dr. Marcelo Abidú Figueiredo. Departamento de Anatomia Animal ­ Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro ­ UFRRJ. Br 465 Km 7 s/n , Seropédica ­ RJ ­ Brasil. Fone: ++ (55) (21) 2682-1210 (ramal 580). E-mail: marceloabidu@hotmail.com

O javali é ancestral do porco doméstico e ambos são considerados da mesma espécie Sus scrofa, uma vez que o cruzamento dos dois produz descendentes férteis. Objetivo: do estudo é determinar a densidade volumétrica (VV) das fibras do sistema elástico do corpo esponjoso do pênis de Javali, visto que, esta espécie apresenta um pênis fibroelástico.

Foram obtidos fragmentos de terço médio do pênis de 13 javalis adultos provenientes da Profauna Ltda.(SP). As amostras do tecido peniano foram fixadas em líquido de Bouin por 24hs e processados para inclusão em parafina e os cortes corados pelo técnica fucsina-resorcina de Weigert com prévia oxidação. A densidade volumétrica (VV) das fibras elásticas foi determinada em 25 campos aleatórios de cada fragmento de pênis, usando um sistema-teste M-42 (Weibel). Os dados obtidos foram tratados estatísticamente pelos testes de Wilcoxon e Student não pareado, considerando como significativo um P=<0,05.

A análise histoquímica confirmou a presença de fibras do sistema elástico no corpo esponjoso de todos os espécimes observados. O percentual médio da VV das fibras elásticas foi de 36,6% ± 0.2 (SE). Na análise estatística feita pelo teste de Wilcoxon, a VV foi significativa com um p= 0.0002 e para o teste de Student o p= foi menor 0.0001.

O estudo estereológico das fibras do sistema elástico do corpo esponjoso do pênis do javali mostrou que o terço médio do pênis do animal apresenta grande quantidade de fibras elásticas, sugerindo que o sistema elástico tem um papel importante no complexo estrutural do corpo esponjoso.

PALAVRAS CHAVE: 1. Densidade Volumétrica; 2. Fibras Elásticas; 3. Pênis; 4. Javali; 5. Estereologia

Suporte: UNIVALI - FAPERJ ­ CNPq

 

DERIVAÇÃO DO PLEXO LOMBOSSACRAL DO MACACO GIBÃO (Hylobates sp.) (Derivation of lombossacral plexus in gibão monkey (Hylobates sp.)).OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M. A.1; PASSIPIERI, M.2; TEIXEIRA, D G.1;MOURA, C. E. B.1; COSTA, W. P.1; BENEDICTO, H. G1; PEREIRA, F.T.V.1; AMBRÓSIO, C.E.1, ASSIS NETO, A. C. 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira, Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

Os gibões são macacos antropomorfos adaptados à vida em árvores por apresentarem braços longos, que lhes facilitam a vida, onde necessitam de agarrar em galhos para poderem se mover saltando de árvore em árvore. Seu habitat primordial é o Sudoeste asiático, sendo encontrado em florestas tropicais, inclusive no Brasil vivendo em grupos numerosos. Portanto, em virtude da escassez de estudos e visando colaborar com a anatomia comparada dos animais silvestres, procurou-se determinar a origem dos nervos plexo lombossacral de macacos gibões (Hylobates sp.) que vieram a óbito natural, pertencentes ao Parque Zoológico de Ilha Solteirae que foram doados a UNESP ­ Ilha Solteira, onde foram injetados com solução aquosa de folmaldeído a 10%, seguido de dissecação da região pélvico-abdominal dos três animais, onde verificou-se que o plexo em questão apresentava derivação dos ramos lombares ventrais L3, L4, e L5 e sacrais S1, S2 e S3 em todos os animais e em ambos os antímeros.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Plexo lombossacral; 3. Macaco gibão.

 

DESCRIÇÃO ANATÔMICA DOS RAMOS DA AORTA ABDOMINAL DO TAMANDUÁ BANDEIRA (Myrmecophaga tridactyla). (Anatomical description of the branches of the abdominal aorta of Myrmecophaga tridactyla). BONATELLI, M.1; SANTOS, T.C.1; PAPA, P.1; AZARIAS, R.E.G.R.1 ;MIGLINO1,2, M.A.; PASSIPIÉRI, M.3; MARTINS, D.S.1; AMBRÓSIO, C.E.1,2; OLIVEIRA, M.F.1 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Morfologia da FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP. 3. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

Pertencente à ordem dos Xenartha, junto com os tatus e os bichos-preguiça, e à família Myrmecophagidae, o tamanduá bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é um animal típico do cerrado brasileiro, principalmente das regiões centro-oeste, sudeste e nordeste, podendo ser encontrado em outros países da América do Sul e Central. O principal objetivo desta descrição macroscópica é definir sua base morfológica para futuros estudos sobre manejo clínico e reprodutivo com o intuito de preservação da espécie, já ameaçada de extinção.

Estudou-se os ramos da aorta abdominal de fêmeas jovem, que vieram a óbito no Parque Zoológico de Ilha Solteira, SP e doados via­ FMVZ-USP/SP. Os animais após óbito no parque zoológico foram encaminhados ao Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira, onde a aorta abdominal foi canulada e preenchida por látex NeopreneÒ, corado em vermelho seguido de fixação em solução aquosa de formol a 10% e dissecção.

O primeiro ramo da aorta abdominal é a artéria celíaca, que emite a artéria hepática, a artéria lienal e a artéria gástrica esquerda. Na seqüência surgem as artérias mesentérica cranial, renais (direita e esquerda) e mesentérica caudal. Os ramos da artéria celíaca são responsáveis pela vascularização arterial do estômago, fígado, pâncreas, duodeno e baço.

A artéria mesentérica cranial destina-se ao intestino delgado, ceco e cólon, enquanto que a artéria mesentérica caudal destina-se à porção final do cólon. As artérias renais surgem na aorta entre as duas mesentéricas e delas partem as artérias ováricas direita e esquerda respectivamente.

Três pares de artérias surgem dorso-lateralmente da aorta com destino à musculatura da parede abdominal e epiaxial. A aorta emite ainda a artéria ilíaca externa, que se dirige ao membro pélvico; a artéria ilíaca interna, que se destina aos órgãos pélvicos e musculatura sublombar, terminando como artéria sacral mediana.

Particularmente no tamanduá, a artéria sacral mediana emite ramos alternados, que por sua vez oferecem número variado de colaterais, dispostos paralelamente entre si, acompanhando o eixo caudal do animal.

PALAVRAS CHAVE: 1. Aorta abdominal; 2. Myrmecophaga tridactyla,; 3. Xenartha.

 

DESCRIÇÃO E ANÁLISE ECOMORFOLÓGICA DE Imantodes cenchoa (Linnaeus, 1758). Oscar Rocha-Barbosa1, Gustavo Aveiro-Lins1, Maria da Graça Salomão2 e Giuseppe Puorto2. 1. UERJ ­ Laboratório de Zoologia de Vertebrados - Tetrápodas. Rua São Francisco Xavier, 524. 20550-013, Rio de Janeiro, RJ. E-mail: obarbosa@uerj.br. 2. Instituto Butantã - Laboratório de Herpetologia e Museu, Av. Vital Brasil, 1500, São Paulo, SP.E-mail: mgsalomao@hotmail.com.

A abordagem ecomorfológica busca o entendimento do papel da arquitetura do organismo e sua interação com o ambiente. Nosso objetivo foi o de fazer uma descrição anatômica da serpente Imantodes cenchoa (Linnaeus, 1758), e verificar a existência de relações alométricas e ecomorfológicas entre tamanho e posição dos órgãos dessa espécie e suas relações na ocupação de seu microhabitat.

Foram utilizados 20 exemplares adultos de I. cenchoa. (Colubridae) a qual possui hábito arbóreo, noturno, e alimenta-se de anfíbios e lagartos (Greene, 1997). É ovípara e tem sua distribuição biogeográfica desde o Istmo Tehuantepla, México, América Central e do Sul até o Paraguai e Bolívia (Peters & Orejas-Miranda, 1970). Foram tomadas medidas do início e final de cada órgão, e estas relacionadas com o comprimento total e as escamas ventrais, posicionando os órgãos topograficamente.

Os resultados mostram um menor tamanho e uma localização mais posterior destes órgãos, em relação ao comprimento total e às escamas ventrais. A redução do tamanho dos órgãos, muito característico de animais que freqüentam o extrato arbóreo, e sua posição mais posterior no corpo da serpente, sugerem uma estratégia para facilitar a locomoção neste habitat, já que seu centro de gravidade deve ser mantido mais caudalmente no intuito da manutenção do equilíbrio.

Órgãos financiadores: FAPERJ; UERJ (PROCIÊNCIA); I. Butantã ­ Anatomia.

PALAVRAS CHAVE: 1. Serpente; 2. Anatomia; 3. Imantodes cenchoa; 4. Alometria; 5. Ecomorfometria

 

ESCRIÇÃO MORFOLÓGICA DOS INTESTINOS DA EMA (Rhea americana) (Morphological description of rhea intestine (Rhea americana). LUVEZUTI, R.1; AMBRÓSIO, C. E.2; CARVALHO, A.F.2, MIGLINO, M.A.3; OLIVEIRA, M.F.4; LIMA, M.C.1; MARTINS, D.S.5; MORÍNI, A.C. 1 1- Aluno de graduação do Curso de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos. 2- Docente do Curso de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos 3- Professora Titular do Depto de Cirurgia USP ­ São Paulo ­ Anatomia dos Animais Domésticos 4- Professor Adjunto da Escola Superior de Agricultura de Mossoró. 5- Aluna de pós-graduação do Depto de Cirurgia USP ­ São Paulo ­ Anatomia dos Animais Domésticos. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A ema é um animal pertencente a classe Aves; ordem Rheiformes; família Rheidae; gênero Rhea; e espécie Rhea Americana; uma característica muito importante dessas aves é o fato de não voarem, porém são excelentes corredoras e usam suas asas para auxiliar o equilíbrio na mudança de direção durante a fuga. Em épocas de muito calor estes espécimes reservam o período noturno para alimentação quando saem em busca de pequenas presas como ratos, répteis, insetos e vegetação típica do cerrado onde é seu habitat natural.

Quem choca os ovos são os machos. Quando todos os filhotes saem do ovo, o pai abandona o local do ninho e empreende sua primeira marcha. Nos primeiros dez a quinze dias após a eclosão, o macho permanece extremamente agressivo contra todo animal que se aproxime de seus filhotes, tal qual fazia enquanto estava incubando. Os filhotes, que após dois a três dias de vida já são bons andarilhos, seguem o pai. Apesar deste não alimentar os filhotes, eles os ensina a se alimentar e os conduz por bons caminhos onde estes não correm o risco de cair em buracos ou ficar presos em arbustos. Esta ema é muito importante economicamente para a América do Sul onde é nativa, pois dela são extraídas as plumas, sua carne e seus ovos são consumidos pelos nativos como fonte de proteína.

Com novos estudos em criação e manejo desta espécie, várias criações estão objetivando lucro sobre seus produtos, tornando-se, portanto sob o ponto de vista veterinário um animal zootécnico.

Os animais estudados foram cedidos pelo Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM -RN) para a Faculdade de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos; São João da Boa Vista (FAMVOB -SP) e para Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de São Paulo (FMVZ -USP-SP). A técnica anatômica utilizada foi a dissecação das estruturas e descrição e colheita do material fresco em solução aquosa de formaldeído a 4%. O material foi preparado pelas técnicas histológicas de rotina, com inclusão em paraplast. Os cortes foram corados em HE, Picrossirius, e azul de Toluidina. A documentação fotográfica foi feita com o auxílio de um fotomicroscópio Nikon E-400.

O intestino das emas era muito similar ao das outras aves, sendo que o intestino delgado era dividido em duodeno descendente (23,5cm), duodeno ascendente (3 l,Sem) apresentando forma de "U"; jejuno (44cm) relativamente pequeno. O íleo (60,5cm - medido a partir da inserção do ceco mais caudal) e os dois cecos possuíam suas pregas íleocecais inseridas em alturas distintas. Um deles mede 70cm de comprimento e insere-se mais cranialmente e o outro mede 75cm com inserção mais caudal. A distância entre as inserções foi de 11 cm. O cólon possuía três porções: cólon descendente (l l,5cm), cólon transverso (9cm - o menor deles) e proctodeo (17cm) que se abriam na cloaca.

Microscopicamente os vilos projetados na luz eram revestidos por epitélio simples prismático no intestino delgado. No grosso o epitélio de revestimento era o mesmo, porém não ocorria a presença de vilos e sim de criptas. Abaixo do epitélio as túnicas tanto do intestino delgado quanto do intestino grosso eram: lâmina própria, muscular da mucosa, sub-mucosa, muscular circular interna, muscular longitudinal externa e serosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Vascularização; 3. Intestino; 4. Ema.

 

DETERMINAÇÃO E ANÁLISE DAS CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS E MORFOMÉTRICAS DOS MÚSCULOS MASSÉTER E DIGÁSTRICO DE TRÊS ESPÉCIES DE LEONTOPITHECUS (LESSON,1840). (Determination and análisis of morphological and morphometrical characteristics of masseter and digastric muscles in three species of Leontopithecus (Lesson, 1840)). Mey Lie Tan Maia, CD , Mestranda/IB/UERJ; Fac. Med. Petrópolis/RJ; Dep. Morfologia/UFF. Henrique Ayres de Vasconcellos, MD, PhD, Dep. Anatomia/ UERJ; Anatomia/ Fac. Med. Petrópolis/RJ

Os músculos Masséter (MM) e Digástrico (MD) são importantes nos movimentos mandibulares possibilitando, no homem, os movimentos de elevação e abaixamento da mandíbula, respectivamente. Contudo, no Leontopithecus, essas ações ainda não estão bem definidas. Sendo assim, o nosso trabalho tem como Objetivo analisar a biomecânica muscular, dos MM e MD, visando fornecer dados para a compreensão da mastigação, desses animais.

A amostra foi composta por 3 espécies de Leontopithecus: Leontopithecus rosalia (5), Leontopithecus chrysomelas (5) e Leontopithecus chrysopygus (6), de ambos os sexos, totalizando 64 músculos (32-MM ; 32-MD) dissecados, por planos, e analisados morfologica e morfometricamente. A morfometria constou das medidas: CT- comprimento total do animal; AMF- altura morfológica da face; PCH- perímetro cefálico horizontal; CMS-comprimento da porção superficial do m. masseter; LMS- largura da porção superficial do m. masseter, no terço médio; EMS- espessura da porção superficial do m. masseter, no terço médio; CMP- comprimento da porção profunda do m. masseter; LMP- largura da porção profunda do m. masseter, no terço médio; EMP- espessura da porção profunda do m. masseter, no terço médio; CVAD- comprimento do ventre anterior do m. digástrico; LVAD- largura do ventre anterior do m. digástrico, no terço médio; EVAD- espessura do ventre anterior do m. digástrico, no terço médio; CVPD- comprimento do ventre posterior do m. digástrico; LVPD- largura do ventre posterior do m. digástrico, no terço médio; EVPD- espessura do ventre posterior do m. digástrico, no terço médio. A análise estatística, da morfometria, obteve média aritmética (X), desvio padrão(SD), coeficiente de variação (CV%) e as correlações entre as medidas.

Os dados da morfologia e da morfometria podem estabelecer parâmetros para os músculos masséter e digástrico, bem como contribuir para o conhecimento do processo mastigatório nesses animais, que se encontram em vias de extinção.

PALAVRAS CHAVE: 1.Leontopithecus; 2.Músculo masseter; 3. Músculo digástrico; 4. Anatomia.

 

DETERMINAÇÃO QUANTITATIVA DAS ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS DO EPITÉLIO DE PRÓSTATAS HIPER-PLÁSICAS. (Quantitative determination of the structural changes in hiperplastic prostates epithelium (BPH)"). Babinski MA, Chagas MA, Souza RM,Costa WS,Sampaio FJB. Unidade de Pesquisa Urogenital - Depto. de Anatomia - Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ (RJ) e Depto. de Morfologia - Universidade Federal Fluminense -UFF-(RJ), Brasil. Prof. Márcio Antônio BabinskiUnidade de Pesquisa Urogenital - Depto. de Anatomia - IB - UERJAv. 28 de Setembro, 87, fundos, FCM, térreo 20551-030Vila Isabel - Rio de Janeiro, (RJ) ­ BrasilFone: (55) (21) 2587-6499. Fax:(55) (21) 2587-6121.E-mail: babinski3@bol.com.br

Objetivo: Caracterizar qualitativa e quantitativamente em microscopia de luz o epitélio acinar de próstatas hiperplásicas comparando com grupo controle de próstatas normais. Foram estudadas 20 próstatas de pacientes entre 63 e 79 anos (idade média de 73 anos) com sintomas clínicos, diagnóstico histopatológico de HPB e sem tratamento prévio. Todos foram submetidos à prostatectomia aberta. O material controle consistiu de 20 próstatas obtidas em necrópsias de indivíduos de 18 a 30 anos (idade média de 24 anos), sendo que todos foram vítimas de morte violenta. Durante a autópsia, verificou-se que a causa mortis não comprometia os órgãos urogenitais. As próstatas do grupo controle sofreram uma primeira clivagem, retirando-se apenas a zona de transição. Os fragmentos prostáticos foram fixadas em solução de Bouin e, posteriormente processados para inclusão em parafina, segundo a técnica usual. Os cortes de 5mm, foram corados com HE e tricrômico de Gomori . Utilizou-se um software de morfometria, para a obtenção das medidas das alturas epiteliais de todos os ácinos presentes em 500 campos diferentes, perfazendo 25 áreas teste por próstata observadas aleatóriamente. O tratamento estatístico utilizado para estudar os 2 grupos foi o teste "t" de Student, não pareado, em software GraphPad Prism, considerando um p= ou<0,05 como significativo.

Os dados são apresentados em micrômetros (µm). Em relação as alturas epiteliais, nas amostras de próstata controle e de HPB, foram encontradas respectivamente: (1) altura mínima = 9.92 ± 1.67 e 6.45 ± 1.14 (p = 0.0001), altura máxima = 54.38 ± 4.09 e 41.52 ± 4.51 (p = 0.0001), altura média = 27.89 ± 2.48 e 19.96 ± 2.20 (p = 0.0001). O decréscimo significativo das alturas e as modificações estruturais do epitélio são relevantes, o que talvez sejam indicativos de alteração nos mecanismos de secreção dos ácinos prostáticos.

PALAVRAS CHAVE : 1.Epitélio; 2. Próstata; 3. Hiperplasia; 4. Morfometria.

 

DISTRIBUIÇÃO DA ARTÉRIA CELÍACA EM GALINHA D'ANGOLA (Numida meleagris). SAMPAIO, MAP1; SAMPAIO, BPSM2; FERREIRA, EMS3 e CHICRE, MGP3 1 - Depto. de Morfologia ­ UFF ­ Niterói - RJ. 2 - Anatomia Veterinária ­ FESO - Teresópolis ­ RJ3 - Curso de Medicina Veterinária ­ UNIPLI ­ Niterói - RJ., Brasil.

Vários estudos foram realizados sobre a distribuição dos ramos viscerais da aorta abdominal da galinha doméstica e de outras aves. Na galinha d'angola estes relatos são escassos. O objetivo deste trabalho é descrever a distribuição da artéria celíaca neste animal.

Foram utilizados 20 animais adultos. Foi realizada injeção de látex pela artéria aorta torácica. Os animais foram imersos em solução de formol a 10% durante 48 horas.

Após a análise das peças foi observado que a artéria celíaca dividiu-se em um ramo direito e outro esquerdo, cranialmente ao baço. Antes da divisão ela emitiu uma artéria esofágica, para a parte terminal do esôfago, e uma artéria pró-ventricular dorsal., que vascularizou o cárdia, o istmo, a parte dorsal do pró-ventrículo e o saco craniodorsal. O ramo esquerdo se dirigiu para o istmo e originou uma artéria pró-ventricular ventral (para a parte ventral do pró-ventrículo, cárdia e esôfago terminal), uma artéria pilórica; uma artéria gástrica ventral (para a borda ventral da moela), uma artéria gástrica esquerda, uma artéria para o istmo; uma artéria para o saco craniodorsal da moela e uma artéria hepática esquerda, que penetrou no lobo esquerdo do fígado. O ramo direito originou as artérias esplênicas (2 a 6 ramos) e dividiu-se em uma artéria hepática direita e uma artéria gastroduodenal. A artéria hepática direita, foi única em 60% e dupla em 40% dos casos, apresentando um ramo cístico para a vesícula biliar. Por sua vez,a artéria gastroduodenal se dividiu em uma artéria pancreático-duodenal e uma artéria gástrica direita. A primeira emitiu ramos ileocecais, pancreáticos e duodenais (de 2 a10 para a alça ascendente e de 3 a 8 para a alça descendente), e a última originou ramos dorsais e ventrais, contornou o saco caudoventral e acompanhou a borda dorsal da moela como uma artéria gástrica dorsal. Foram encontrados ramos duodenais, cístico, pilórico e ileocecais direta ou indiretamente do ramo direito da artéria celíaca.

O padrão de distribuição da artéria celíaca e seus ramos na galinha d'angola é muito semelhante ao encontrado nos galiformes (galinha doméstica e codorna).

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria ccelíaca; 2. Anatomia; Galinha d'Angola; 4. Numida meleagris.

 

DRENAGEM DAS VEIAS FACIAL, LINGUAL E TIREÓIDEA SUPERIOR NO HOMEM. ANDRADE F, J.L.; NÓBREGA, F.S.G. & GUSMÃO, L.C.B. Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas ­ AL ­ Brasil. Fabiana Sophia Gonzalez da Nóbrega. End.: Rua Prof. Ernani Figueiredo Magalhães, n 70, Cruz das Almas. Maceió/AL ­ Brasil. Fone: 325-1635.

O presente estudo visa estabelecer comparações entre os achados de nossas dissecações e os padrões determinados pelos autores da literatura pesquisada e fornecer esclarecimentos importantes acerca da afluência das referidas veias, oferecendo suporte teórico do ponto de vista anatômico para procedimentos cirúrgicos na região.

Os autores realizaram um estudo utilizando 42 regiões cervicais de cadáveres adultos de ambos os sexos, pertencentes aos Departamentos de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas e da Escola de Ciências Médicas de Alagoas, fixados em formaldeído a 10%.

Verificou-se: (1) A afluência da veia facial deu-se na veia jugular interna em 58,8% dos casos, na veia jugular externa em 23,5% e na veia jugular anterior em 17,6% dos casos. A veia lingual desembocou nas veias jugular interna, externa e anterior nas freqüências de 70,59%, 23,5% e 5,89% respectivamente. A veia tireóidea superior teve sua afluências nas veias acima citadas nas freqüências de 73,68%, 21,05% e 5,26%, respectivamente, e o tronco tireolingofacial nas frequências de 68,75%, 25% e 6,25%; os troncos lingofacial e tireolingual desembocaram na veia jugular interna e externa (ambos com freqüência de 50% em cada veia) e no único caso encontrado do tronco tireolingofaringofacial, este desembocou na veia jugular interna. (2) Presença de tronco venoso formado pela união destas veias em 59,9% dos casos, sendo tireolingofacial (38,1%), lingofacial (14,2%), tireolingual (4,8%) e tireolingofaringofacial (2,4%). Concluiu-se que: 1) Na maior parte dos casos, a afluência das veias facial, lingual e tireóidea superior se fez na via jugular interna (58,8%, 70,59% e 73,68%), mas estas também desembocaram nas veias jugular externa (23,5%, 23,5% e 21,05%) e jugular anterior (17,6%, 5,89% e 5,26%) em freqüências significativas; 2) As veias facial, lingual e tireóidea superior apresentaram-se unidas, de variadas combinações, na maioria absoluta dos casos (59,5%); 3) Quando ocorreu união destas veias, predominou a formação do tronco venoso tireolingofacial (38,1%), seguido dos troncos venosos lingofacial (14,2%), tireolingual (4,8%) e tireolingofaringofacial (2,4%).

PALAVRAS ­ CHAVE: Anatomia; Região Cervical; Drenagem Venosa

Financiador: PIBIC/CNPq

 

DUPLICAÇÃO DE URETER EM RIM DE ADULTO NA ESPÉCIE HUMANA ­ RELATO DE CASO. (Duplication of ureter in kidney of adult in the human species. I Report of cases). Lopes, N.E.P.; Amorim Júnior, A.A.; Amorim, M.J.A.A.L.; Filho, N. T. P.; Silva, D.R CCS - Departamento de Patologia - UFPE- Recife/Pernambuco - Brasil.

A duplicação de ureter constitui uma anomalia comum do trato urinário freqüentemente encontrado por radiologistas. Muitos pacientes são assintomáticos e não necessitam de tratamento. Contudo, estando esta anomalia ocorre apenas em 2-3% das autopsias.

Foi estudado em 100 (cem) pares de rins de cadáveres humanos adquiridos no Serviço de Verificação de Óbitos do Departamento de Patologia - UFPE, sendo 50 do sexo masculino e 50 do sexo feminino, com idades de 18 a 60 anos, mestiços, para investigação do comportamento das estruturas do hilo renal em humanos.

Durante a dissecação foi encontrado um caso de duplicação completa de ureter esquerdo, em cadáver do sexo feminino, 52 anos. Este caso chamou a atenção. Sabendo-se que esta anomalia pode ser um fator coadjuvante nas complicações das patologias do trato urogenital, e também o relato deste caso será um fator relevante para futuros trabalhos de diagnósticos por imagem desta anomalia.

PALAVRAS CHAVE: 1.Ureter; 2. Duplicação; 3. Sistema Urinario; 4. Patologia.

 

EFECTO DEL LÁSER INFRARROJO SOBRE LA MUSCULATURA ESQUELÉTICA. (Effect of the infrared laser on the sheleton muscle). Matamala,F; Parra,R; Silva,H. Unidad Anatomía, Depto. Ciencias Básicas, Universidad de la Frontera, Temuco, Chile.

La terapia con láser de baja potencia, es utilizada en la clínica por su efecto analgésico y antiinflamatorio (Gay y Berini, 1999) pues actúa sobre el metabolismo celular e incrementa el ATP. Se ha reportado que en fibras musculares de ratas tratadas con láser de baja potencia, se producen cambios significativos, como aumento del área promedio por fibra y una mayor densidad mitocondrial y además, un efecto estimulante sobre el conectivo (Amaral et al, 2000)

El objetivo de este trabajo fue estudiar el efecto producido por la irradiación láser AsGa en las fibras musculares esqueléticas de rata y en el sustrato conectivo relacionado.

Se utilizaron cinco ratones (Mus musculus albinus). La extremidad posterior izquierda de los ratones se irradió con láser AsGa en dosis de 5 Joule/cm2,en sesiones de 4 minutos (1minuto/punto) durante 10 días, la extremidad posterior derecha se usó como control. Luego de sacrificar los ratones, disecamos las extremidades posteriores, utilizando una lupa Ranson (10x). Se tomaron muestras de músculo esquelético en ambas extremidades. Utilizamos las tinciones: H-E, Tricrómico de Masson y Van Gieson. Las mediciones de área promedio de la fibra (A), número de fibras por fascículo (N), y el grosor promedio de epimisio (E) y perimisio (P), se efectuaron mediante un retículo 400x0.25 intraocular.

Se determinó un aumento en el espesor del epimisio y perimisio, así como también, en el área de las fibras musculares, que demuestraun efecto notorio del láser infrarrojo sobre la microanatomía del tejido muscular.

PALABRAS CLAVE: 1. Músculo esquelético; 2.Láser; 3. Perimisio.

 

EFEITO DA ACETIL-L-CARNITINA SOBRE OS NEURÔNIOS VIP-ÉRGICOS DO PLEXO SUBMUCOSO DO JEJUNO DE RATOS DIABÉTICOS. (Effect of acetyl-L-Carnitine on vip-érgic neurons in the jejunum submucous plexus of diabetics rats). S. Marli Aparecida Defani1, Ângela Maria Pereira Alves2, Cristina Elena Teles Fregonesi3, Jacqueline Nelisis Zanoni4, Maria Raquel Marçal Natali4, Marcílio Hubner de Miranda-Neto4. Universidade Estadual de Maringá Maringá, 1Professorat Sciences Department; 4Professorat Morphophysiological Sciences Departament. Universidade do Oeste Paranaense (UNIOESTE), Cascavel, 2Professorat Biology Departament. Universidade Estadual Paulista (UNESP), 3Professor Departamento de Fisioterapia/Faculdade de Ciências e Tecnologia. Marli Aparecida Defani Universidade Estadual de Maringá Campus Regional de Goioerê Departamento de Ciências. Av. Reitor Zeferino Vaz s/n. Jardim Universitário. 87.360-000, Goioerê, Pr Brasil. E-mail: mad@visaonet.com.br

Neste estudo foi verificado o efeito do tratamento com acetil-L-carnitina (ALC) sobre os neurônios que expressam para o peptídeo intestinal vasoativo (VIP) do plexo submucoso do jejuno de ratos, quinze semanas após a indução do diabetes com a droga estreptozootocina. Quatro grupos de ratos foram usados: C (não diabéticos), CC (não diabéticos tratados com ALC), D (diabéticos), DC (diabéticos tratados com ALC). Foram analisados a imunoreatividade e o perfil celular de 126 corpos celulares de neurônios VIP-érgicos para cada grupo estudado. A ALC promoveu uma pequena redução da glicemia e da água ingerida, porém estes dados não foram significativos. Os grupos CC, D, DC apresentaram uma maior imunoreatividade em relação ao grupo C. O aumento da imunoreatividade no grupo DC não foi prevenida pela ALC, e por outro lado a imunoreatividade foi intensificada no animais do grupo CC em relação ao grupo C. Houve um aumento significativo da área (P < 0,05) dos corpos celulares dos neurônios VIP-érgicos nos grupos D e DC em relação aos grupos C e CC. A área dos neurônios do grupo CC foram maiores que aquelas do grupo C (P <0,05), indicando um efeito neurotrófico da ALC sobre os neurônios VIP-érgicos nas condições em que foram realizados estes experimentos.

PALAVRAS CHAVE:: 1. Acetyl-L-carnitine; 2. Submucous plexus; 3. VIP; 4. Diabetes; 5. Jejunum.

 

EFEITO DA CARÊNCIA DE PROTEÍNAS E VITAMINAS DO COMPLEXO B SOBRE ASPECTOS MORFO-QUANTITATIVOS DO PLEXO MIOENTÉRICO DO COLO ASCENDENTE DE RATOS ADULTOS. (Effect of protein and vitamin B deficiency on the morphoquantitative aspects of the myenteric plexus of the ascending colon of adult rats). Sant'Ana DMG1, Molinari SL2 & Miranda-Neto MH31Professora da Universidade Paranaense ­ UNIPAR2Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM3Professor Titular da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM

Realizamos este trabalho com o objetivo de estudar os efeitos da desnutrição protéica e da carência de vitaminas do complexo B sobre os aspectos morfológicos e quantitativos do plexo mioentérico do colo ascendente de Rattus norvegicus adultos.

Vinte e oito ratos foram divididos em dois grupos, sendo que para um dos grupos ofereceu-se ração com teor protéico de 22% (controle) e, para outro, ração com teor protéico de 8%, sem suplementação de vitaminas do complexo B, durante 120 dias. A ração foi obtida através da adição de amido de milho à ração comercial. Elaboramos os preparados de membrana do colo ascendente e os coramos através do método de Giemsa e através da histoquímica da NADH diaforase e da NADPH diaforase. Realizamos a análise quantitativa através da contagem de neurônios presentes em 40 campos microscópicos de regiões antimesocólica e intermediária de cada animal de cada grupo totalizando uma área de 6,64 mm2, sob microscopia de luz.

Os ratos desnutridos apresentaram peso corporal 11,84% menor que o grupo controle. Em relação ao controle, observou-se uma redução da área do colo do grupo experimental de 54%, e de 26,7% dos neurônios corados por Giemsa e 27% dos neurônios NADH-diaforase positivos. Como a redução da área do colo não foi acompanhada por um aumento inversamente proporcional na densidade de neurônios, sugere-se que a condição imposta tenha causado perda de neurônios mioenéricos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Neurônios entéricos; 2. Desnutrição protéica; 3. Colo ascendente; 4. Vitamina B; 5. Plexo mientérico.

 

EFEITO DA CARÊNCIA DE PROTEÍNAS E VITAMINAS DO COMPLEXO B SOBRE ASPECTOS MORFO-QUANTITATIVOS DO PLEXO MIOENTÉRICO DO COLO DESCENDENTE DE RATOS ADULTOS. (Effect of protein and vitamin B deficiency on the morphoquantitative aspects of the myenteric plexus of the descending colon of adult rats). Araújo, EJA1, Sant'Ana DMG1, Molinari SL2 & Miranda-Neto MH3. 1Professores da Universidade Paranaense ­ UNIPAR. 2Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM. 3Professor Titular da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM, Brasil.

Realizamos este trabalho com o objetivo de estudar os efeitos da desnutrição protéica e da carência de vitaminas do complexo B sobre os aspectos morfológicos e quantitativos do plexo mioentérico do colo descendente de Rattus norvegicus adultos. Vinte e oito ratos foram divididos em dois grupos, sendo que para um dos grupos ofereceu-se ração com teor protéico de 22% (controle) e, para outro, ração com teor protéico de 8%, sem suplementação de vitaminas do complexo B, durante 120 dias. Elaboramos os preparados de membrana do colo descendente, os quais foram corados através do método de Giemsa, pela técnica da NADH diaforase e da NADPH diaforase. Os ratos desnutridos apresentaram peso corporal 11,84% menor que o grupo controle. Em relação a este grupo, observou-se uma redução da área do colo do grupo experimental de 48% e de 51,9% dos neurônios corados por Giemsa, 28,3% dos neurônios NADH-diaforase positivos e 24,2% neurônios NADPH-diaforase.

PALAVRAS CHAVE: 1. Neurônios entéricos; 2. Desnutrição protéica; 3. Colo descendente; 4. Vitamina B; 5. Plexo mientérico.

 

EFEITO DE DIETAS HIPERLIPÍDICAS SOBRE A DENSIDADE DE GLOMÉRULOS EM RATOS IDOSOS. 1,3Almeida, J. R.;1,2Águila, M. B. & 1Mandarim-de-Lacerda, C. A. 1Laboratório de Morfometria & Morfologia Cardiovascular, UERJ; 2Dep. de Nutrição Aplicada, Escola de Nutrição, UNI-RIO; 3Dep. de Clínica Médica (Nefrologia), UNIG, Rio de Janeiro, Brasil.

Níveis lipídicos séricos têm sido associados com o envelhecimento, hipertensão e cardiopatia. Este trabalho tem o objetivo de avaliar a densidade glomerular em ratos envelhecidos e alimentados com diferentes dietas hiperlipídicas.

Dez ratos Wistar machos foram separados em dois grupos e alimentados, desde o desmame até 18 meses de idade, com óleo de canola (CA) ou banha de porco + gema de ovo (BG). No sacrifício, os rins esquerdos foram separados, divididos no sentido longitudinal e depois seccionados em 5 a 7 fatias segundo o design de «cortes verticais». Quatro fragmentos de cada fatia foram processados, incluídos em Paraplas plus® e seccionados com 3µm, corados pela tricrômico de Masson e avaliados estereologicamente por vídeo microscopia. Determinou-se a densidade glomerular por área (QA[glom]/mm2).

A microscopia de luz evidenciou fibrose intersticial e esclerose segmentar e focal em alguns glomérulos, mais intensamente no grupo BG. O QA[glom] foi cerca de 36% maior no grupo CA que no grupo BG (8,0 ± 1,1/mm2 e 5,8 ± 0,3/mm2 , respectivamente - média ±DP) esta diferença foi significativa (p=0,003).

Estas diferenças na densidade glomerular relacionadas a diferentes lipídios dietéticos pode ser um fator independente de lesão e progressão da doença renal. Estes resultados sugerem que o óleo de canola ameniza a perda de néfrons, em comparação com dieta rica em colestreol, em ratos idosos.

PALAVRAS CHAVE: 1.Rin; 3. Densidade glomerular; Dietas hiperlipídicas; 4. Estereologia.

 

EFEITO DE DIFERENTES NÍVEIS E FONTES DE PROTEÍNA SOBRE A MORFOLOGIA DO SEGMENTO PROXIMAL DO INTESTINO DE TILÁPIA DO NIL (Oreochromis niloticus). Cavichiolo, F.1; Natali, M. R. M.2; Ribeiro, R. P.1; Valentini, L. C.2; Volski, T.2 & Cancino, M. E. C.2 1Departamento de Zootencia, Universidade Estadual de Maringá, PR, Brasil. 2Departamento de Ciências morfofisiológicas, Universidade Estaual de Maringá, PR, Brasil.

As tilápias são peixes da família Cichlidae, sendo consideradas atualmente a segunda espécie mais criada no mundo atingindo produção mundial de um milhão de toneladas. São muito apreciadas devido suas inúmeras qualidades zootécnicas alem de, possuírem um rápido crescimento e fácil adaptação a qualquer tipo de cultivo e alimento. Possuem hábito alimentar variando de onívoros ou hervívoros em relação à espécie ou grupo em questão. Em sistemas de cultivo tem como principal fonte alimentar alimento artificiais (ração) seguido de fitoplâncton. Devido a este fato, uma dieta inadequada pode acarretar em um baixo desempenho muitas vezes seguido até da ocorrências de alterações morfológicas em órgãos internos tanto por reações adaptativas como patológicas. Diversos segmentos do intestinos por exemplo, seriam órgãos susceptível a esta alteração morfológica pois, são órgãos diretamente relacionaddos a absorção de nutrientes, sendo o nosso objetivo verificar esta ocorrência no segmento proximal do intestino. Neste experimento foram utilizados segmentos iniciais do intestino de 30 tilápias (O. niloticus), cinco por tratamento, com peso de aproximadamente 80 g, comprimento total de 16 cm e 13 cm de comprimento médio. Esses animais foram previamente alimentados com oito diferentes dietas durante cinco meses sendo: T1=ração com 20% de proteína de origem vegetal, T2=20% origem animal, T3=24% de origem vegetal, T4=24% de origem animal, T5=com 28% origem vegetal, T6=28% origem animal. Os intestinos destes animais foram coletados, fixados em solução de Bouin, sendo realizados cortes de 5µm submetidos a coloração com Hematoxilina-Eosina. Foram capturadas as imagens de diversos campos do intestino onde foram realizadas análises morfométricas da espessura da túnica mucosa e da parede total, de 32 pontos cada um dos 30 animais com auxílio do programa computadorizado de análise de imagens Image pró plus. Estas medidas revelaram que há uma influencia significativa tanto de fonte como dos níveis de proteína sobre os estes parâmetros. Sendo que os melhores resultados encontrados foram nas rações de origem animal onde os animais apresentavam maior espessura de parede e mucosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Intestino; 2. Tilápia do Nilo; 3. Morfologia.

 

EFEITOS DA DESNUTRIÇÃO PROTEICA PRÉ E PÓS-NATAL E DA RENUTRIÇÃO SOBRE O PLEXO MIENTÉRICO DO ESTÓMAGO DE RATOS.. (Effects of pre and postnatal proteic deprivation and the proteic refeeding on the myenteric plexus the stomach the rats). 1BRANDÃO, M.C.S; 2LIBERTI, E. A; 3DE SOUZA, R.R; 4DE ANGELIS, R.C. (1,2,3,4USP). (miriambrand@bol.com.br)

A desnutrição é um quadro carencial protéico-calórico que leva a efeitos deletérios em vários órgãos, sistemas e aparelhos (MCMURRAY et al., 1984; FIRMANSYAH et al., 1989). Com relação aos plexos entéricos SANTER & CONBOY (1990) concluíram que a desnutrição em ratos em período gestacional causa na prole reduções dos neurônios entéricos e no conteúdo de noradrenalina que persistem na vida adulta. Com relação a renutrição do plexo mientérico, ainda são poucos os trabalhos (GOMES, 1999; CASTELUCCI, 1999 e BRANDÃO, 2001). O objetivo foi identificar os efeitos da desnutrição e da restrição protéica pré e pós-natal sobre o plexo mientérico do estômago de ratos.

Foram estabelecidos 5 grupos de animais: 21dias-nutridos (N); 21dias-desnutridos (D); 42dias-nutridos (NN); 42dias-desnutridos(DD); 42dias (RN). O plexo mientérico do estômago dos ratos wistar foram obtidos através de desnutrição protéica (grupos experimentais), de acordo com REEVES et al. (1993). O método do NADH-diaforese evidenciou os neurônios entéricos (GABELLA,1969). Os neurônios óxidos-nítricos foram marcados pelo método do NADPH-diaforese (SANTER,1994). Para demonstração da acetilcolinesterase os preparados de membrana foram preparados a fresco (KARNOVSKY & ROOTS, 1964). A ultra-estrutura foi realizada a partir de fragmentos preparados em solução fixados com 2% de glutaraldeído em tampão de sódio (0,1M, ph 7,3) - (KARNOVSKY & ROOTS, 1964).

Na reação a NADH os gânglios do plexo N apresentaram distribuição regular ao contrário dos animais D. Os neurônios ganglionares dos grupos de NN e RN coraram-se intensamente. Os grupos D e DD apresentaram reação citoplasmática neuronal difusa. Foi observada intensa reatividade a AchE nos animais N, NN e RN. A reação a NADPH revelou neurônios e prolongamentos dendríticos reativos (N, NN e RN) diferente dos grupos D e DD que foram fracamente reativos. O número total de neurônios NADH e NADPH dos grupos D e DD foi menor quando comparados aos N, NN e RN. Os perfis celulares dos neurônios NADPH foram maiores em todos grupos pesquisados, comparado-os aos dos grupos NADH. A ultra-estrutura revelou que desnutrição precoce determinou alterações ultra-estruturais não permanentes no plexo mientérico do estômago de ratos D e DD.

PALAVRAS CHAVE: 1. Desnutrição protéica; 2. Renutrição; 3. Plexo mientérico.

 

EFEITOS DA INDUÇÃO DE DIABETES E DA SUPLE-MENTAÇÃO COM ACETIL-L-CARNITINA SOBRE NEURÔNIOS MIOENTÉRICOS DO ÍLEO DE RATOS ­ ANÁLISE QUANTITATIVA. (Diabetes induction and acetyl-L-Carnitine suplementation effects in the ileum myenteric neurons of rats ­ Quantitative analysis). STABILLE, S.R.; ALVES, A.M*; MOLINARI, S.L.; MIRANDA-NETO, M.H.; NATALI, M.R.M.; EVANGELISTA, C.C.B. Departamento de Ciências Morfofisiológicas da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM. Maringá-Pr, Brasil. * Universidade do Oeste do Paraná ­ UNIOESTE. Cascavel-Pr, Brasil. Profa. Sandra Regina StabilleUniversidade Estadual de Maringá, Departamento de Ciências, Morfofisiológicas, Av. Colombo n 5790 CEP 87020-900, Maringá - Paraná - Brasil

Estudos sugerem que em animais diabéticos há depleção de carnitina. Em conseqüência, ocorre inibição da b-oxidação dos ácidos graxos e da produção de energia o que leva ao acúmulo de ácidos graxos de cadeia longa no tecido nervoso, causando alterações na composição e na função da membrana lipídica e contribuindo para o surgimento das neuropatias diabéticas. Parte das desordens intestinais observadas no diabetes mellitus parece estar relacionada ao comportamento da inervação nitrérgica do aparelho digestório. O presente trabalho objetivou a verificação dos efeitos da indução do diabetes mellitus e da suplementação com acetil-L-carnitina (ALC) sobre o número de neurônios NADPH-diaforase positivos do plexo mioentérico do íleo de ratos. Utilizaram-se 22 ratos (Rattus norvegicus) machos de 105 dias de idade diabéticos induzidos pela injeção de estreptozootocina (35 mg/Kg/peso corporal). Constituíram-se os grupos: diabético não suplementado com ALC (grupo D, n=6); diabético suplementado na água ingerida com 200 mg de ALC/l/kg de peso corporal (grupo DS, n=6); controle não diabético e não suplementado (C, n=5); e controle não diabético suplementado (CS, n=5). Aos 210 dias de idade, os animais foram submetidos à eutanasia para retirada do íleo. As amostra foram tratadas pelo método histoquímico da NADPH-diaforase para evidenciação de neurônios do plexo mioentérico e, posteriormente, microdissecadas ao estereomicroscópio para retirada da túnica mucosa e da tela submucosa e preservação das túnicas muscular e serosa. Analisou-se cada preparado de membrana assim obtido ao microscópio de luz munido de objetiva de 40x e contaram-se os pericários de neurônios mioentéricos presentes em 80 campos. A área do campo foi de 0,159 mm2. O número médio de neurônios encontrados em 12,72 mm2 de íleo e respectivo desvio padrão foi: 1009,6 ± 137,42 no grupo C; 683,4 ± 100,20 no grupo CS; 501,33 ± 127,66 no grupo DS; e 520,66 ± 66,82 no grupo D. Concluiu-se, após aplicação do teste t, que a indução do diabetes crônico por estreptozootocina em ratos leva à diminuição significativa (P<0,05) no número de neurônios mioentéricos NADPH-diaforase positivos do íleo e que esta perda neuronal não é evitada pela suplementação de 200 mg/l/kg de peso corporal de ALC na água ingerida.

PALAVRAS CHAVE: 1. Diabetes mellitus; 2. Plexo mientérico; 3. Carnitina.

 

EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO COM ÁCIDO ASCÓRBICO SOBRE O NÚMERO DE NEURÔNIOS MIOENTÉRICOS DO ESTÔMAGO DE RATOS DIABÉTICOS. (Ascorbic acid suplementation effects on the myenteric neurons number of the stomach of diabetic rats). CLEBIS, N.K1.; STABILLE, S.R.; RODRIGUES DE SOUZA, R.1; MOLINARI, S.L.; ZANONI. J.N.; MIRANDA-NETO, M.H.; EVANGELISTA, C.C.B. 1 Departamento de Cirurgia ­ Setor Anatomia dos Animais Dométicos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP. São Paulo-SP, Brasil. Departamento de Ciências Morfofisiológicas da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá-PR, Brasil.

A neuropatia autonômica manifestada no diabetes mellitus compromete vários sistemas orgânicos. No estômago pode acarretar dilatação e retardo do esvaziamento gástrico levando a náuseas, vômitos, dores abdominais e saciedade precoce da fome. Embora os mecanismos desses distúrbios não estejam totalmente esclarecidos, parecem que alterações degenerativas do plexo mioentérico estão envolvidas.

O aumento do sorbitol verificado no diabetes causa edema e lesão neuronal resultando, entre outras conseqüências, a diminuição no número de neurônios mioentéricos. O ácido ascórbico (AA) pode reduzir a concentração de sorbitol atuando, assim, como neuroprotetor.

O presente trabalho objetivou verificar os efeitos da indução do diabetes e da suplementação com AA (1g/l de água) sobre o número de neurônios mioentéricos do estômago de 20 ratos machos (Rattus norvegicus) da linhagem Wistar com 91 dias de idade reunidos em quatro grupos com cinco tratamentos cada: controle sem diabetes (C); controle suplementado com AA (CS); diabéticos (D); e diabéticos suplementados com AA (DS). A indução do diabetes ocorreu por injeção de estreptozootocina e a suplementação pela inclusão de AA na água (1g/l/dia) fornecida aos animais. Aos 210 dias de idade os animais foram submetidos a eutanasia.

Os estômagos coletados foram tratados pelo método histoquímico da NADH-diaforase para evidenciação de neurônios do plexo mioentérico e, posteriormente, microdissecados para obtenção de preparados de membrana da região glandular. Ao microscópio de luz com objetiva de 40x, foram contados os neurônios presentes em 160 campos perfazendo a área de 35,84 mm2/preparado de membrana.

O número médio de neurônios encontrado foi 2388,4 ± 166,8 no grupo C;2433,8 ± 109,71 no grupo CS; 1727,16 ± 378,63 no grupo D; e 2800,6 ± 328,04 no grupo DS. O teste de Tukey demonstrou que o número de neurônios mioentéricos do grupo D é significativamente menor (P<0,05) que os dos demais grupos.

Concluiu-se que o diabetes provoca diminuição no número de neurônios NADH-diaforase positivos da região glandular do estômago de ratos e que a suplementação com AA minimiza os efeitos do diabetes no plexo mioentérico diminuindo a perda neuronal ao menos até aos 210 dias de idade.

PALAVRAS CHAVE: 1. Plexo mioentérico; 2. Nadh-diaforase; 3. Estômago.

 

EFEITOS DA TESTOSTERONA EM MÚSCULOS ESQUELÉTICOS DE RATOS. (Effects of testosterone in rat squeletal muscle). Isayama, R. N.; Adala, J. F.; Augusto, V.; Campos, G. E. R. Depto Anatomia/UNICAMP. Ricardo Noboro Isayama. Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Cidade Universitária "Zeferino Vaz", Distrito de Barão Geraldo, Cep: 13084-971, Campinas, São Paulo, Brazil. E-mail: ricardonoboro@hotmail.com

Os músculos esqueléticos de mamíferos são compostos por diferentes tipos de fibras com propriedades morfológicas, histoquímicas e fisiológicas distintas. Estas fibras possuem a capacidade de alterar seu fenótipo. Vários fatores podem influenciar as características das fibras musculares esqueléticas, tais como: o envelhecimento, a desnervação e reinervação, exercício físico, hormônios, etc.

Tendo-se em vista que o hormônio testosterona é um anabolizante capaz de aumentar a síntese de proteínas promovendo hipertrofia muscular, o presente trabalho teve como objetivo analisar, através de técnica histoquímica, as possíveis alterações na composição de músculos esqueléticos de ratos.

Foram utilizados 10 ratos wistar, machos, com 80 dias de idade. Durante 30 dias um grupo de 6 animais (GT) recebeu 15 aplicações subcutâneas de cipionato de testosterona (5mg/kg) e 4 animais (GC) receberam apenas o veículo. A seguir os animais foram sacrificados e tiveram o músculo sóleo (S), plantar (P) e extensor longo dos dedos (EDL) retirados, pesados e congelados. Os músculos foram seccionados no seu ponto médio e os cortes processados para mATPase nos pHs 4.2, 4.5 e 10.3. Foram delineadas fibras do tipo I, IC, IIC, IIA, IIAD, IID, IIDB e IIB. Os animais do GT e do GC apresentaram aumento de peso de 7.09% e 15.14%, respectivamente. O músculo S apresentou para GT e GC peso de 0.13g e 0.13g, o EDL de 0.14g e 0.14g e P + Gastrocnêmio de 2.08g e 2.10g. A porcentagem de fibras para o GT e GC foi: músculo S (I, 95.1-96.92; IC, 0.9-0.99; IIC, 1.09-0.44; IIA, 2.54-1.63 e IIAD, 0.34-0), músculo EDL (I, 2.66-2.33; IC, 0.58-0.37; IIC, 0.77-0.24; IIA, 17.42-14.25; IIAD, 5.62-5.36; IID, 33.14-31.58; IIDB, 6.91-6.11 e IIB, 32.83-39.87) e músculo P (I, 9.03-7.92; IC,0.41-0.49; IIC, 0.6-0.68; IIA, 17.91-15.88; IIAD, 5.88-5.58; IID, 26.48-31.1; IIDB, 5.67-6.86 e IIB, 33.95-31.44).

Portanto, o GT apresentou menor aumento de peso corporal e não houve diferença significativa de peso nos músculos. O GT apresentou maior contingente de fibras rápidas no músculo S. No músculo EDL houve maior porcentagem de fibras IIA e IID e menor de fibras IIB e no músculo P maior porcentagem de fibras I, IIA e IIB e menor de IID.

Os resultados demonstraram alterações de massa corpórea sem alteração de massa muscular e tendência ao aumento de fibras de contração rápida no músculo S.

PALAVRAS CHAVE: 1. Testosterona, 2. Tipos de fibras musculares; 3. Rata.

 

EFEITOS DO DIABETES CRÔNICO E DA SUPLEMENTAÇÃO COM ACETIL-L-CARNITINA NOS NEURÔNIOS MIOENTÉRICOS NADH-DIAFORASE POSITIVOS DO ÍLEO DE RATOS DIABÉTICOS ­ ANÁLISE QUANTITATIVA. (Effects of the cronic diabetes and acetyl-L-Carnitine suplementation in the ileum positive NADH-Diaphorase myenteric neurons of rats ­ Quantitative analysis. STABILLE, S.R; ALVES, A.M.*; MIRANDA-NETO, M.H.; MOLINARI, S.L.; DEFANI, M.A.; FREGONESI, C.E.T.* Universidade do Oeste do Paraná ­ UNIOESTE. Cascavel-Pr, Brasil.Departamento de Ciências Morfofisiológicas da Universidade Estadual de Maringá ­ UEM. Maringá -Pr, Brasil. Profa. Sandra Regina Stabille, Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Ciências Morfofisiológicas, Av. Colombo n 5790 CEP 87020-900, Maringá - Paraná - Brasil.

A carnitina participa do metabolismo de ácidos graxos e, no diabetes, sua concentração está diminuída no interior das mitocôndrias promovendo um acúmulo de ácidos graxos e favorecendo o surgimento de neuropatias. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo verificar o efeito da suplementação com acetil-L-carnitnina (ALC) sobre o número de neurônios do plexo mioentérico da região antimesentérica do íleo de ratos diabéticos crônicos.

Para tanto, 22 ratos da linhagem Wistar (Rattus norvegicus) machos de 105 dias de idade foram distribuídos em quatro tratamentos sendo um normal (N) e outro normal suplementado com ALC (NS) ambos com cinco repetições, e os tratamentos diabético (D) e diabético suplementado com ALC (DS) com seis repetições cada um. A ALC foi acrescida à água fornecida ad libitum aos animais na concentração de 200mg/l/kg de peso corporal.

A indução do diabetes foi realizada por meio de injeção de estreptozootocina e tal condição foi confirmada por dosagens sangüíneas de glicose e de hemoglobina glicada na ocasião da eutanásia que ocorreu aos 210 dias de idade. O íleo obtido dos animais foi submetido ao método enzimológico da NADH-diaforase para evidenciação de neurônios do plexo mioentérico e, posteriormente, foi microdissecado ao estereomicroscópio para retirada da túnica mucosa e da tela submucosa e obtenção de preparados de membrana. Ao microscópio de luz e pelo método de amostragem, em cada preparado de membrana correspondente à região antimesentérica do íleo foram contados os neurônios presentes em 40 campos do microscópio, perfazendo a área total de 6,36 mm2.

Os números médios de neurônios mioentéricos presentes na região antimesentérica do íleo nos tratamentos N, NS, D e DS foram 633,8, 533,6, 472,8 e 515,8, respectivamente. O teste de Tukey revelou diferença significativa (P<0,05) no número médio de neurônios do tratamento D quando comparado com os demais. Evidenciou-se diminuição no número de neurônios mioentéricos nos tratamentos D, CC e DC.

Os resultados permitiram concluir que a suplementação com ALC de ratos diabéticos crônicos induzidos por estreptozootocina não mantém equiparado a ratos normais o número de neurônios mioentéricos da região antimesentérica do íleo ao menos até aos 210 dias de idade.

PALAVRAS CHAVE: 1. Diabetes mellitus; 2. Plexo mientérico; 3. Carnitine; 4. Intestino; 5. NADH.

 

EFEITOS DO DIABETES ESPONTÂNEO SOBRE A MUCOSA BUCAL DE CAMUNDONGOS (NOD). (Effects of the spontaneous Diabetes on oral mucosa of mice (NOD)). CALDEIRA, E. J.; SÁTTOLO, S.; CARVALHO, C. A.F.; CAGNON, V. H. A. Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas,UNICAMP-São Paulo-Brasil. All correspondense should be addressed to: Dr.a Valéria Helena Alves Cagnon, Departament of Anatomy, Institute of Biology, The State University of Campinas, São Paulo, Brazil, Cep 13083970, Telephone (55) 19 37886102, Fax (55) 19 3289 3124, e-mail quitete@uol.com.br

O Diabetes Mellitus é uma desordem crônica que afeta o metabolismo de proteínas, carboidratos e gordura. A principal característica dessa patologia é a hiperglicemia refletindo uma deficiência na utilização da glicose, resultado de uma anormalidade na secreção de insulina ou do efeito desta sobre os tecidos. Dados recentes mostram que o Diabetes do tipo I, manisfeta-se em aproximadamente 10 % dos pacientes diabéticos do Ocidente. O Diabetes afeta diferentes sistemas orgânicos, na mucosa bucal, importante estrutura de proteção e revestimento, esta anormalidade promove retardo na reparação tecidual e desenvolvimento de infecções secundárias. Isto posto a necessidade de análises morfológicas qualitativa e quantitativa das alterações ocorridas pelo diabetes se faz necessária. Por isso estudos vem sendo realizados, na tentativa de esclarecer os efeitos deletérios, além da reversão desses através de tratamento ou dieta. Assim, o presente estudo visa realizar análise macroscópica e ultra-estrutural da mucosa bucal de camundongos espontaneamente diabéticos, bem como estabelecer correlações clínicas com processos de cicatrização e infecção.

Um total de 27 camundongos, sexo feminino foram divididos em um grupo controle (BALB/C) e dois grupos experimentais (NOD ­ e NOD +). Todos os animais foram submetidos a análises diárias de urina, proteina e pH. Após a caracterização do estado diabético, se procedeu a coleta da mucosa bucal, com posterior processamento do material para microscopia eletrônica de transmissão.

Macroscopicamente não foi visível alterações entre os grupos, ultra-estruturalmente, encontrou-se um epítelio estratificado escamoso queratinizado, constituído por uma camada córnea, uma granulosa, espinhosa e basal, sendo esta camada responsável pela renovação do epitélio. Nos grupos experimentais, comparados ao grupo controle, verificamos alterações na forma das células basais, uma dilatação das organelas, principalmente mitocondrias e ausência de ribosomos aderidos em algumas regiões do retículo endoplasmático granular, bem como a presença de inúmeras gotas lipídicas e invasão de tecido conjuntivo intercelular. As fibras colágenas e elásticas apresentaram-se desordenadas e houve involução do citoplasma das células musculares lisas, todas estas alterações foram exacerbadas nos camundongos NOD +. Os resultados demonstraram importantes alterações ultra-estruturais nos diferentes grupos, estas alterações morfológicas resultam no comprometimento do reparo tecidual e facilita infecções relacionadas a problemas bucais comuns em pacientes com esta doença.

PALAVRAS CHAVE: 1. Ultra-estrutura; 2. Mucosa bucal; 3. Diabetes Mellitus.

 

ENXERTO DE OSSO ESPONJOSO AUTÓGENO ASSOCIADO À IRRADIAÇÃO LASER NO REPARO DE FALHAS ÓSSEAS (Estudo experimental em ratos). Camilii JA, Andrade JCT, Silva J & Amaral AC. Centro de Ciências Biológicas e Profissões da Saúde - USC - Bauru ­ Brasil.

O desenvolvimento de técnicas que estimulam a regeneração óssea é de fundamental importância para o restabelecimento da forma e funções dos ossos. Assim sendo, o objetivo do presente trabalho foi avaliar, radiológica e histomorfometricamente, os efeitos do LASER As-Ga associado ao enxerto de osso esponjoso autógeno, obtido da tíbia e implantado em falhas ósseas no crânio do rato. Uma falha circular com 3,9mm de diâmetro foi produzida em cada um dos ossos parietais de 30 ratos wistar adultos de ambos os sexos. A falha do osso parietal direito foi preenchida com enxerto de osso esponjoso, enquanto a do parietal esquerdo pertnaneceu vazia. Os animais foram divididos em dois grupos, experimental e controle. Cada grupo foi subdividido em três subgrupos de 5 animais, sacrificados com 2, 8 e 16 semanas após a cirurgia. Os animais do grupo experimental receberam de 14 a 60 sessões com densidade de energia de 6J/cml cada uma em intervalos de 24 horas. A terapia foi iniciada 1 O minutos após a cirurgia. O grupo-controle foi submetido ao mesmo protocolo do grupo experimental, no entanto, com densidade de energia de OJ/CM2. Com 8 e 16 semanas a análise radiográfica mostrou contorno regular da borda da falha óssea e pontos radiopacos na sua região central e junto a borda, tanto no grupo experimental como no grupo controle. A histomorfometria demonstrou significância (p<0,05) quanto ao volume de osso neoformado no interior da falhas dos grupos controle e experimental. Foi encontrado maior volume de osso no grupo experimental do que no grupo controle, principalmente nos períodos iniciais do tratamento. Os resultados encontrados permitem concluir que a terapia LASER estimulou a osteogênese nas falhas com e sem enxerto.

PALAVRAS CHAVE: 1. Osso; 2. Enxerto; 3. Laser.

 

ESTRUTURA DAS GARRAS E DEDOS DE DUAS ESPÉCIES DE LAGARTOS TROPIDURÍDEOS DE RESTINGA DO SUDESTE DO BRASIL: ADAPTAÇÕES AO USO VERTICAL DO HABITAT. Oscar Rocha-Barbosa 1, Sueli Carvalho Ribas 1,2, Ana Lucia Rosario Velloso 1, Fábio Guina D'Azevedo 1, Pedro Teixeira-Filho 1,2,3, Luciana Neves 1,2, Heitor Evangelista 4, e Priscila Gasparelo 1.1 ­ UERJ ­ Laboratório de Zoologia de Vertebrados - Tetrápodas. Rua São Francisco Xavier, 524. 20550-013, Rio de Janeiro, RJ. E-mail: obarbosa@uerj.br.2 ­ Centro Universitário Augusto Motta. Avenida Paris 72, Bonsucesso, 21041-020. Rio de Janeiro, RJ.3 ­ Colégio Pedro II. Campo de São Cristóvão 177, São Cristóvão, 20921-040. Rio de Janeiro, RJ.4 ­ Setor de Radioecologia/LCR/DBB/IBRAG. Rua São Francisco Xavier, 524. 20550-013, Rio de Janeiro, RJ.

Neste estudo, procuramos verificar se as garras e dedos de duas espécies de tropidurídeos, Tropidurus torquatus e Liolaemus lutzae, encontrados na Restinga da Barra de Maricá, Rio de Janeiro, Brasil, apresentam diferenças morfológicas associadas com a utilização diferenciada de microhabitats. Foram feitas medidas do comprimento rostro-cloacal, comprimento e largura do maior dedo da mão e do pé, bem como a largura, comprimento e altura das garras. Como forma de comparar a curvatura das garras, foi empregada uma técnica de geometria diferencial baseada nas equações de Frenet-Serret calculando-se o raio de curvatura externo médio da garra do maior dedo da mão. Adicionalmente, foi contado o número de lamelas adesivas no maior dedo de cada membro. Tropidurus torquatus possui dedos mais longos, maior número de lamelas adesivas e garras mais altas e curvas que L. lutzae. Não foram encontradas diferenças significativas na largura dos dedos e das garras. Esses resultados sugerem que as diferenças encontradas na morfologia dos dedos e garras dessas duas espécies estariam associadas ao uso diferenciado de microhabitats. Embora ambas se locomovam sobre substratos rugosos, T. torquatus possui adaptações morfológicas que lhe permitem utilizar o habitat tanto horizontal quanto verticalmente, enquanto L. lutzae o faz apenas horizontalmente.

Órgãos financiadores: FAPERJ, UERJ (PROGRAMA PROCIÊNCIA). ­ ANATOMIA COMPARADA.

PALAVRAS CHAVE.

 

ESTUDIO COMPARATIVO DE LA MORFOTIPOLOGÍA DEL RUGBY ENTRE DOS EQUIPOS PROFESIONALES DE LA QUINTA REGIÓN CHILE. (A comparative study of the morphotypologie between two professional teams from the Vth Region. Chile. Atilio Aldo Almagià Flores*; Daniza Ivanovic**; Claudio Gómez*;Fernando Barraza*; Mario Sanita*; Claudio Maffet*; ***Octavio Binvignat. *Laboratorio de Antropología Física y Anatomía Humana. Universidad Católica de Valparaíso. **INTA Universidad de Chile. ***Centro Anatómico Faculdade da Serra Gaúcha , Brasil.

IEl Rugby nace de la imaginación de los griegos, pero su registro fue en 1823 en Inglaterra y ya en 1871 se fundó la Rubby Football Union. En 1906 el Rugby debuta internacionalmente en París. Hoy se practica en todo el mundo y sus reglas de resistencia, fuerza empuje y habilidades son extremadamente exigentes. Desafortunadamente en la bibliografía no se encuentran trabajos suficientes de la morfoestuctura que es tan exigida. Pretendemos evaluar comparativamente la morfoestructura de dos equipos profesionales de Rugby y comparar con algunos paramétros internacionales para entregar nuevo conocimiento morfoestructural para este deporte.

Sujetos y Método: n=39; n=18 Equipo A (EA); n=21 Equipo B (EB). Se aplica la metodología de Heath-Carter y Durnin y Womersley, de acuerdo al Programa Biológico Internacional y recomendaciones de la ISAK en la estandarización internacional.

Ambos equipos presentan un somatotipo de valores afines y comparativamente similar a la base australiana que es 2.7-6.0-2.0; EA=3.75-6.60-1.22 (DS= 1.10-1.05-1.47); EB=3.31-6.03-1.31 (DS=1.08-1.45-0.80). Hay diferencias poco significativas y mejorables en la composición corporal (CC); CCA=MG 20.06, MO 14.59, MM 41.34 (DS=2.86-1.44-2.32); CCB= MG 18.99, MO 15.17, MM 41.83 (DS= 4.39-1.28-4.27); EA peso=90.87 ds=10.37; EB peso=82.75 ds=11.30.

Un elevado peso corporal se considera una ventaja para el Rugby, internacionalmente se ha estimado un peso ideal de 96.0 ds=11.8 kg, peso cercano a los equipos estudiados. Comparativamente ambos equipos presentan una morfoestructura similar modificable en el porcentaje de masa grasa para incrementar su masa muscular lo cual nos permitiría una optimización morfológica para este deporte y situar nuestros deportistas a nivel internacional. Se aporta nuevo conocimiento a los entrenadores y al Rugby Nacional.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfoestructura; 2. Somatotipos; 3. Composición corporal; 4. Rugby.

GRANT 122.771/2002.

 

ESTUDIO COMPARATIVO HISTOLÓGICO E HISTOQUÍMICO DE LOS SEGMENTOS ANATÓMICOS DEL CONDUCTO DEFERENTE DE CONEJO (Oryctolagus cuniculus). Carolina Shencke & Mariano del Sol. Fac. Medicina, Universidad de La Frontera, Temuco, Chile. Casilla 54-D.

El conducto deferente de conejo, cumple un rol preponderante en el transporte de los espermatozoides hacia la uretra. Con el objetivo de profundizar su estudio morfológico, analizamos las características histológicas e histoquímicas.

Utilizamos 5 conejos (Oryctolagus cuniculus) SRD, durante el período de máxima reproducción, obtenidos del Bioterio de la Facultad de Medicina de la Universidad de La Frontera, Temuco, Chile.

Una vez sacrificados los conejos, disecamos macro y mesoscópicamente la región pélvica y retiramos en bloque el sistema urogenital.Posteriormente, disecamos los conductos deferentes, seccionándose para el estudio histológico parte de las regiones epididimaria, funicular, pélvica y ampular. Realizamos tinciones histológicas de Hematoxilina-Eosina, Van Giesson, Van Giesson Elástica, Tricrómico de Masson, y Reticulina de Gomori e histoquímicas de PAS, Pas diastasa, Azul Alcian pH 2,5 y pH 0,4.

Externamente, se observó una adventicia con tejido conectivo denso que contenía vasos y nervios. La capa muscular subyacente, constituía la mayor parte de la pared a nivel de los tres primeros segmentos anatómicos. La muscular estaba formada de tres capas: una externa de fibras longitudinales, una media con fibras dispuestas irregularmente y una interna de fibras circulares. En el segmento epididimario observamos un epitelio pseudoestratificado cilíndrico a lo largo de todo el conducto, pero próximo al segmento ampular este epitelio varió a cuboídeo simple. La presencia de estereocilios se observó en los primeros segmentos, no así en la zona ampular. Sin embargo, la presencia de material de secreción en la zona apical del epitelio se observó a lo largo de todo el conducto aumentando considerablemente en la ampolla. El estudio histoquímico reveló aquí la presencia de mucosustancias. Visto en corte transversal, el epitelio y la lámina basal de la mucosa formaban pliegues longitudinales a lo largo del conducto deferente, desde la región epididimaria hasta la pélvica, determinando un perfil irregular del lumen. A nivel del ampula la mucosa se plegaba en varios compartimentos, como mallas angulosas, en cuyas paredes se observaron fibras elásticas.

Se puede concluir que el conducto deferente de conejo presenta una apariencia histológica similar al de los demás mamíferos. Una cuidadosa descripción anatómica puede derivar en interesantes estudios morfofuncionales.

PALABRAS CLAVE: 1. Conducto deferente; 2. Conejo; 3. Morfología.

Financiado por DIDUFRO N 2130.132

 

ESTUDIO DE LA SEGMENTACIÓN ESPLÉNICA EN EL BAZO DEL PERRO (Canis familiaris) MEDIANTE LOS MÉTODOS DE CORROSIÓN Y DIAFANIZACIÓN. (Splenic segmentation in the dog (Canis familiaris) study by corrotion cast and diafanization). Concha, I. & Quezada, R. Universidad Santo Tomás, Santiago, Chile.

El estudio de la segmentación visceral se refiere al análisis del número de compartimentos o segmentos del parénquima de un órgano,separados por tabiques que posibilitan la distribución de ductos independientes para cada segmento. Los estudios más recientes registrados en la literatura, citan a S.C. Gupta, 1981, él cual concluye que el bazo del perro está dividido en 2 segmentos, uno dorsal y otro ventral, esto de acuerdo al patrón de división de la arteria y vena esplénica.

Para el presente trabajo, se utilizaron las técnicas de corrosión y diafanización para el análisis de la segmentación. Se estudiaron 40 bazos de caninos adultos obtenidos de perros eutanasiados. Se realizó un examen macroscópico de los bazos in situ, mediante una laparotomía abdominal, luego se procedió a canular la arteria y vena esplénica, para realizar un lavado vascular, posteriormente a los bazos destinados a corrosión se les inyectó resina epóxica, y a los destinados a diafanización se les inyectó látex. Una vez terminadas las repleciones, los bazos se extrajeron de los cadáveres y se dejaron reposar por 48 horas para que los elementos usados fraguaran, previa corrosión y diafanización.

Los resultados fueron los siguientes: En los 20 bazos que se repletaron vía venosa, la vena esplénica se bifurca en 2 ramas, una dorsal y otra ventral, cada una de ellas emite ramas de menor calibre (ramas primarias) que penetran el parénquima esplénico en sentido perpendicular al eje mayor del órgano. Al observar estas ramas primarias con lupa 4x, se observa que no existe anastomosis entre ellas. El número de ramas primarias venosas es entre 25 y 44. En los bazos repletados por vía arterial, también se observó que la arteria esplénica se divide en una rama dorsal y otra ventral. Cada una de ellas emite ramas de menor calibre hacia el parénquima esplénico, las cuales no se anastomosan entre ellas. El número de ramas primarias observadas fue entre 36 y 40.

En base a los resultados, se puede concluir que el bazo canino está dividido en más de 2 segmentos. Se concluyó que los bazos de canino poseen entre 25 y 44 segmentos para el lecho venoso, y entre 36 y 40 segmentos para los bazos repletados vía arterial.

PALABRAS CLAVE: 1. Bazo; 2. Segmentación; 3. Esplenectomía;

Financiamiento: Fondo Tesis de grado, Universidad Santo Tomás.

 

ESTUDIOS HISTOLÓGICO E HISTOQUÍMICO DEL EPIDÍDIMO DE CONEJO (Oryctolagus cuniculus).(Histologic and histochemical studies of the epididymis in the rabbit (Oryctolagus cuniculus).Roxana Parra & Mariano del Sol. Fac. Medicina, Universidad de La Frontera, Temuco, Chile.

En el trayecto por el epidídimo mamífero, los espermatozoides adquieren su capacidad fecundante y sus características de motilidad traslativa, esto último se ha relacionado con glicoproteínas de probable secreción epididimaria. Se le asigna también un rol protector, siendo lugar de síntesis y secreción de grandes cantidades de superóxido dismutasa extracelular. Con el objetivo de describir la morfología del epidídimo de conejo, estudiamos características histológicas e histoquímicas.

Utilizamos 6 conejos (Oryctolacus cuniculus) híbridos, machos, sexualmente maduros, obtenidos del Bioterio de la Facultad de Medicina de la Universidad de La Frontera, Temuco, Chile. Luego de sacrificar los conejos, disecamos y aislamos los epidídimos. Realizamos las siguientes tinciones: H-E, Pas, Pas diastasa, Azul alcián, Tricrómico de Masson, Van Gieson, Verhoeff para fibras elásticas y Reticulina de Gomori.

El epidídimo de conejo es un largo conducto contorneado que presenta una cabeza, un cuerpo y una cola. Se observó cubierto por una cápsula de tejido conjuntivo denso moderadamente vascularizado, que proyectaba en forma de tabiques, fibras colágenas y elásticas, dividiendo zonas histológicamente correspondientes a las partes del epidídimo. El tejido interductal conectivo laxo estaba intensamente vascularizado. En la zona periductal se observó una fina red de fibras reticulares constante a los largo del conducto, aumentando las fibras musculares hacia la cola. La forma y tamaño de los conductos fue de regular e isodiamétrico en la cabeza, a irregular y anisodiamétrico en la cola.

El epitelio era pseudoestratificado cilíndrico simple, aparentemente disminuyendo en altura hacia la cola y formado por células principales, basales y de citoplasma cromófobo o células halo, que se observaron ocasionalmente. En las células principales, que formaban el lumen del conducto, encontramos microvellosidades gigantes. Las células basales, eran predominantemente piramidales y no alcanzaban el lumen. La zona apical de las células principales al igual que la lámina basal del epitelio, presentaron reacción Pas positiva.

Con este estudio preliminar pretendemos sentar bases morfológicas para la realización de estudios morfométricos y estereológicos del epidídimo de conejo.

PALABRAS CLAVE: 1. Epidídimo; 2. Conejo; 3. Histoquímica.

Financiado por DIDUFRO N 2130.132

 

ESTUDIO MORFOLÓGICO Y MORFOMÉTRICO DE CELULAS ACINARES SUBMANDIBULARES DE RATAS ESTIMULADAS CON ETANOL. (Morphological and Morfometric studies from rat submandibular acinars cells stimulated with ethanol). Cornejo, Ricardo; Núñez, Gabriel; Avila, Osvaldo; García, Pablo. Universidad de la Frontera, Facultad de Medicina, Depto. de Ciencias Básicas, Temuco, Chile.

Sialoadenosis es el término aplicado a molestias no inflamatorias de las glándulas salivales, resultando en un aumento de peso, volumen, secreción salival y proliferación celular en la glándula submandibular. Una de las principales causas de esta afección es el alcoholismo crónico.

Ratas que pesaban entre 180-200 grs. Fueron utilizadas como grupo control y experimental, estas últimas recibieron dosis entre 5 a 25% de etanol administrado por vía oral diariamente durante 30 días. Cumplido el tiempo de experimentación, las ratas fueron sacrificadas, extraídas las glándulas para ser procesadas a través de microscopía electrónica de transmisión. Obtenidas las micrografías se aplicaron técnicas morfométricas. De las evaluaciones cuantitativas efectuadas se muestra el patrón de modificación ultraestructural de estas células estimuladas por etanol en relación a los controles, observándose relación directa entre tiempo de exposición al etanol versus variación en la cantidad de gránulos proteicos y lipídicos. Se visualiza también diferencias en la relación núcleo-citoplasmática y en las fracciones volumétricas de constituyentes citoplasmáticos de las células involucradas.

Se concluye que la estimulación con etanol produce diferencias de componentes celulares a este nivel ultraestructural.

PALAVRAS CLAVE:1. Morfometría; 2. Morfología; 3. Células acinares.

 

ESTUDIO Y EVALUACIÓN EXPLORATORIA DE SOBREPESO, OBESIDAD Y RIESGO DE SALUD EN UNA MUESTRA FEMENINA DE ADULTOS MAYORES DEL AYUNTAMIENTO DE SALAMANCA, ESPAÑA QUE PRACTICAN ACTIVIDAD FÍSICA. Study and exploratory assessment of overweight, obesity and health risk in a sample of older adult females from Salamanca's Municipality. Spain, that practices physical activity. * Claudio Iván Gómez Espinoza; *Atilio Aldo Almagià Flores; **Daniza Ivanovic Marincovich; *Fernando Barraza; *Claudio Maffet C.; ***Octavio Binvignat; ****José Ignacio Calvo Arenillas. *Universidad Católica de Valparaíso. **INTA Universidad de Chile. ****Universidad de Salamanca, España. ***Centro anatómico, Faculdade da Serra Gaucha, Brasil.

El siglo XX ha sido el siglo del crecimiento demográfico, en cambio, el siglo XXI será el del envejecimiento de la población. En la década del 90 la población de adultos mayores en Chile alcanzó al 10%, con un número estimado de 1.300.000 personas de 60 años y más, proyectándose un 16% para el 2.025 (Marín 2.002). Existe una asociación importante entre la modificación en la proporción y en la distribución de grasa y el riesgo de desarrollar enfermedades cardiovasculares, hipertensión arterial, obesidad y Diabetes Mellitus tipo II, padecimientos comunes en la tercera edad (Guillum 1987).OBJETIVO: Procurar establecer una diagnosis del adulto mayor en cuanto a factores de riesgo debido al sobrepeso y obesidad, aplicando y comparando diferentes metodologías no invasivas y de fácil aplicación.

El estudio es de corte transversal, la muestra son 46 mujeres mayores de 59 años con una edad promedio de 70.52 años,(DS= 6.67); se aplica un protocolo antropométrico estandarizado internacionalmente para las variables Talla, Peso, Perímetros de: Cintura, Ombligo y Cadera, y se aplican los siguientes índices : Índice de masa corporal (IMC); Índice Cintura/Cadera (ICC); Índice Ombligo/Cadera (IOC). RESULTADOS: Para el índice IMC un 58% de la muestra tiene sobrepeso, y un 30,4% obesidad; el ICC nos indica que un 56,52% son sujetos con riesgo potencial al tener valores superiores a 0.82; en cambio, el IOC arroja un 97.82% de la muestra con riesgo para su salud al presentar valores superiores a 0.85; si consideramos el perímetro de cintura, tendríamos un 89,13% de riesgo.

Se hace necesario estandarizar un índice que nos indique la distribución de grasa corporal y sugerimos que sea el índice cintura cadera además del IMC. Debemos señalar la importancia de la actividad física regular, pero, a pesar de ello, no es suficiente para que a estas edades el tejido adiposo se acumule en diversas zonas que podrán gatillar una serie de enfermedades. Sugerimos una vigilancia dietética en el adulto mayor.

PALABRAS CLAVE: 1. Sobrepeso; 2. Obesidad; 3. salud; Adulto mayor; Antropometría.

 

ESTUDO ANATÔMICO E HISTOPATOLÓGICO DA AÇÃO DO OCTIL-CIANOACRILATO NAS ANASTO-MOSES INTESTINAIS, EM COELHO. (Anatomic study and histopathologic of the action of the octyl-2-cyanoacrylate in the intestinals anastomosis, in Rabbit.). Amaral, A. T.; Fagundes, D. J.; Taha, M. O.; Simões M. J.; Juliano, Y. Curso de Pós-graduação em Técnica Operatória e Cirurgia Experimental da UNIFESP, São Paulo, S.P. Ademir Teixeira do Amaral, Rua 1600, Quadra 17, Casa 22,, Parque Aurora, CEP: 65.050-330, São Luís ­ MA ­ Fone: (098) 238-3184 E-mail: sajana@bol.com.br

Os estudos realizados para avaliar a eficácia do adesivo sintético nas anastomoses digestórias como alternativa para manter a coaptação dos cotos, tem demonstrado resultados controversos. Por isso, decidiu-se investigar o efeito do adesivo nas enteroanastomoses intestinais.

O o objetivo foi avaliar alterações macro e microscópicas na linha de cicatrização do segmento intestinal anastomosado.

Foram utilizados 40 coelhos, Nova Zelândia, machos, adultos, distribuídos em 4 grupos: Grupo A (dois pontos); Grupo B (quatro pontos); Grupo C (seis pontos); Grupo D (oito pontos). Em todos os grupos, utilizou-se o adesivo octil-cianoacrilato nos espaços entre os pontos. Decorridos 14 dias de pós-operatório, os animais foram submetidos a eutanásia. A seguir, foi feita uma laparotomia mediana para avaliação macroscópica da cavidade abdominal, em seguida, retirou-se o segmento intestinal operado para medida do diâmetro no local anastomosado. Posteriormente, realizou-se estudos microscópicos, quantificando as fibras colágenas, vasos sangüíneos e granulomas.

Quanto as alterações macro e microscópicas na linha de sutura do segmento intestinal anastomosado, não houve diferença estaticamente significante com relação aos parâmetros estudados.

Com a utilização do adesivo sintético octil-cianoacrilato nas enteroanastomoses com dois, quatro, seis e oito pontos para justaposição dos cotos, observou-se formação de estenose, granulomas, em todos os grupos estudados.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anastomose intestinal; 2. Coelho; 3. Octil-2-cianoacrilato; 4. Adesivo sintético.

 

ESTUDO COMPARATIVO DA ULTRA-ESTRUTURA DAS GLÂNDULAS SALIVARES PALATINAS DE CALOMYS CALLOSUS RECÉM-NASCIDOS E ADULTOS JOVENS. (Comparative study of the ultrastructure of the palatine salivary glands ofthe newborn and young adults Calomys callosus). Céspedes IC. Watanabe li-Sei & Gonçalves KJ. Departamento Anatomia - Instituto Ciências Biomédicas - USP - SP ­ Brasil.

Neste trabalho, foram estudadas as glândulas salivares palatinas de Calomys callosus de 7 dias de vida eadultos jovens. Para a microscopia de luz, as glândulas palatinas foram fixadas em solução Bouin, incluídas emparafina e os cortes espessos de 5 micrômetros foram corados com Hematoxilina-eosina, Azo-Carmin e Picro-sirius. Para a microscopia eletrônica de transmissão, as peças foram fixadas em solução de Karnovsky modificada, pós-fixadas em tetróxido de ósmio e incluídas em resina Spurr. Os cortes ultra-finos foram contrastados com a solução de acetato de uranila e citrato de chumbo, e examinados ao microscópio eletrônico de transmissão. Para a microscopia eletrônica de varredura, as peças foram fixadas em solução de Karnovsky modificada, tratadas em solução de HC1-colagenase, pós-fixadas em solução tetróxido de ósmio e tratadas rotineiramente para exame ao microscópio eletrônico de varredura. Através da microscopia de luz, as glândulas palatinas de animais de 7 dias apresentaram-se como grupos isolados na submucosa, contendo pequeno número de células acinares em desenvolvimento. Por outro lado, as glândulas palatinas de animais adultos, formaram um denso corpo glandular na submucosa, com células acinares de formas piramidais em grande quantidade. Através da microscopia eletrônica de transmissão, nos animais com 7 dias de vida, observou-se a presença de ácinos mistos, com células serosas e mucosas. No interior destas células acinares, pôde-seobservar os grânulos de secreção na porção apical, o núcleo e as organelas citoplasmáticas como mitocôndrias, retículo endoplasmático rugoso e complexo de Golgi na porção basal. As células serosas apresentaram grânulos de secreção eletron-densos e as células mucosas grânulos pouco eletron-densos. No animal adulto, as células acinares apresentaramas mesmas características ultra-estruturais presentes no animal com 7 dias de vida. Nesta fase, as células serosas mostraram-se pouco freqüentes. Junto à membrana da porção basal da célula acinar em ambos os estágios de desenvolvimento, estavam presentes as células mioepiteliais unidas às células acinares através de junções do tipo desmossomas. Em seu citoplasma estavam presentes mitocôndrias, retículo endoplasmático rugoso, complexo de Golgi e miofilamentos de contração celular. Através da microscopia eletrônica de varredura, pôde-se observar a forma tri-dimensional das estruturas túbulo-acinares, que aos 7 dias de vida apresentaram formato irregular, e no animal adulto, formato arredondado.

PALAVRAS CHAVE: 1. Glândulas salivares; 2. Calomys callosus.

 

ESTUDO DA LOBAÇÃO E ASPECTOS MICROSCÓPICOS DO FÍGADO DE EMAS (Rhea americana). (Study of lobation and microscopic aspects in rhea liver (Rhea americana). FEHR, M.; MIGLINO, M.A. AMBRÓSIO. C. E.; 0LIVEIRA, M.F.; R.; CARVALHO A.F.; LIMA, M.C.; FERREIRA, G.J.B.C.; MORINI, A.C.; ROSA, R A.Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A Ema (Rhea americana) é ratita, ou seja, animais que perderam a capacidade de voar. Para este trabalho foram utilizadas 5 aves, as quais foram perfundidas, e seu fígado foi observado "in situ".

Como resultados dos estudos hepáticos pudemos observar que o fígado possuía dois lobos: direito e esquerdo. O lobo esquerdo é menor que o lobo direito na maior parte das peças observadas. A porção mais cranial do lobo direito estendia-se mais longitudinalmente do que a do lobo esquerdo. A maior parte da superfície parietal era convexa e lisa e estava próxima da parede ventral e lateral do corpo do animal e dos sacos aéreos torácicos. A superfície de ambos os lobos era côncava na sua parte cranioventral devido ao íntimo contato com o ápice do coração.

Histologicamente o fígado possuía um parênquima constituído por cordões de hepatócitos com espaços entre eles constituindo os sinusóides, capilares com baixíssima seletividade que permitem as trocas entre sangue e células parenquimais. O fígado das emas não possuía a divisão microscópica característica como os suínos, porém o arranjo celular nos levou a acreditar que a circulação hepática e a excreção de bile ocorrem da mesma forma que nos mamíferos.Grandes veias centros lobulares foram observadas, cujos sinusóides direcionavam-se para elas trazendo em seu interior o sangue arterial e venoso proveniente da artéria hepática e veia porta, ambos situados no espaço porta. Além destes dois vasos também foram observados ductos de Hering (biliares) revestidos por epitélio simples cúbico alto. Todas as estruturas do espaço porta estavam envolvidas por tecido conjuntivo. Os espaços porta eram escassos no parênquima hepático. Os hepatócitos, células parenquimais poligonais cujo aspecto no corte de um dos animais observados foi extremamente intumescido comgrânulos glicogênio e pigmentos biliares evidenciando que este animal estava em processo de digestão quando foi sacrificado. O fígado apresentou-se revestido por uma cápsula de tecido conjuntivo denso chamada de cápsula de Glisson.

PALAVRAS CHAVE: 1. Lobação; 2. Fígado; 3.Ema; 4. Morfologia.

 

ESTUDO DA TOPOGRAFIA E DA LOBAÇÃO DO FIGADO DE AVESTRUZES (Struchio camelus). (Topography study aand liver lobation in ostrich (Struchio camelus). MORINI,A.; AMBRÓSIO, C.E.; MIGLINO,M.A.; CARVALHO,A.F.; FERREIRA, G.J.B.C.; MARTINS, D.S.; MARTINS, J.F.P. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A criação de avestruzes no Brasil está em ascendência porque o país oferece boas opções em relação à alimentação, clima e mão-de-obra, além de já contar com uma infra-estrutura pecuária de fácil adaptação; soma-se a isso, o fato de que várias partes do animal podem ser aproveitadas (couro, carne,) permitindo a instalação de plantéis em várias regiões do país. Esses fatores estimulam a criação e o estudo dessas aves para seu melhor rendimento comercial.

O Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP, doou ao departamento de morfologia do curso de Medicina Veterinária da FIFEOB-SP 5 espécimes de Struchio camelus que receberam injeção de solução aquosa de formaldeído a 10% por meio de cânula 40x12 através da veia femural e de látex Neopreme 650 vermelho, por intermédio de uma cânula 40x16 conectada à artéria femural esquerda, seguido de dissecação da cavidade celomática permitindo assim a visualização e manipulação das vísceras, após verificação da topografia foi realizada a retirada do monobloco que foram imersos na mesma solução.

O fígado desses animais apresentou três lobos sendo dois esquerdos (um cranial e outro caudal). O lobo caudal era menor e delimitado por uma incisura sendo que o lobo direito possuía aspecto macroscópico característico .No avestruz como na ema não há presença de vesícula biliar.

Topograficamente o fígado apresentou sintopia com o coração em sua face cranial, o qual deixava a impressão de seus ventrículos no lobo cranial direito e esquerdo. Caudalmente ao fígado pudemos observar o pró-ventrículo, que também deixava uma impressão na face caudal do lobo direito e na face caudal de ambos lobos esquerdos. Dorsalmente ao órgão estudado foram observadas três estruturas sendo elas: o esôfago, a veia cava caudal e a aorta descendente; lateralmente a sintopia é feita com os pulmões que se encontram aderidos às costelas, e criam um arcabouço natural de proteção a este órgão.

PALAVRAS CHAVE: 1. Fígado; 2. Lobação; 3. Avestruz; 4. Struchio camelus; 5. Topografia.

 

ESTUDO DAS GLÂNDULAS SALIVARES DE CALOMYS CALLOSUS ATRAVÉS DA MICROSCOPIA DE LUZ E ELETRÔNICAS DE VARREDURA E DE TRANSMISSÃO. Study of salivary glands of the Calomys callosus by light microscopy and scanning and transmission electron microscopy. Gonçalves KJ'. Céspedes IC2 & Watanabe li-sei3 i Departamento Anatomia, Instituto Ciências Biomédicas - USP,2 Departamento Anatomia, Instituto Ciências Biomédicas - USP,3 Departamento Anatomia, Instituto Ciências Biomédicas ­ USP, Brasil.

As características das glândulas salivares submandibulares foram estudadas empregando os métodos de microscopia de luz e eletrônicas de varredura e de transmissão. Foram utilizados Calomys callosus com sete dias pós-natal e adultos jovens. Para microscopia de luz, as glândulas foram fixadas em solução de Bouin por 24 horas, tratadas rotineiramente e os cortes corados com Hematoxilina-Eosina, Picrosirius e Azo-Carmin.

Para microscopia eletrônica de varredura, as peças foram fixadas em solução de Karnovsky modificada, pós-fixadas em solução de tetróxido de ósmio a l%, desidratadas em solução crescente de álcoois, secas em aparelho ponto crítico e examinadas em microscópio eletrônico de varredura. Para microscopia eletrônica de transmissão, as peças foram fixadas na solução de Karnovsky modificadas e pós-fixadas em solução de tetróxido de ósmio a 2 % e incluídas em resina Spurr. Os cortes ultrafinos foram observados ao microscópio eletrônico de transmissão.

As glândulas submandibulares apresenta-se recoberta por uma cápsula de tecido conjuntivo que envia septos para o seu interior, separando-a em lóbulos. O citoplasma apical das células acinares de animais de 7 dias contém pequena quantidade de grânulos de secreção e de organelas citoplasmáticas.

Nas células acinares de animais adultos jovens, observou-se que o retículo endoplasmático granular, aparelho de Golgi, mitocôndrias são notadas na porção basal. Nestas células foram notadas grande quantidade de grânulos de secreção de diâmetros variáveis. As imagens ao microscópio eletrônico de varredura revelam as características das células acinares e de ductos em aspectos tridimensionais.

PALAVRAS CHAVE: 1. Glândulas salivares; 2. Calomys callosus; 3. Microscopia eletrônica de varredura; 4. MET.

 

ESTUDO DA VIABILIDADE NA UTILIZAÇÃO DE MODELOS ANATÔMICOS EM PVC COMO MATERIAL PERMANENTE DE ENSINO (Viability in use of PVC anatomical models in permanent teaching). Bittencourt, A.M.; Soares, T.H.M.; Costa Sobrinho, A.V.; Mota, D.L.; Lima, C.E.Q.; Danda, K.P.N. Departamento de Anatomia ­ CCB ­ UFPE ­ Recife ­ Pernambuco, BRASIL.

O uso de modelos cadavéricos tem sido por várias décadas utilizadas no ensino dos cursos médicos e paramédicos como acessório no desenvolvimento de várias técnicas que visam aproximar a manipulação do vivo. Vários são os fatores que vêm dificultando cada vez mais o uso dos modelos cadavéricos. Visando substituí-los, ou quem sabe diminuir tamanha carência, várias escolas utilizam-se dos modelos em PVC, procurando substituir os modelos humanos existentes. Tal condição é atualmente crescente e preocupante. Por este motivo tivemos como objetivo avaliar a receptividade dos modelos em PVC em contra partida aos modelos cadavéricos nos laboratórios de anatomia.

Para tanto utilizamos 155 (cento e cinqüenta e cinco) indivíduos oriundos dos cursos de Psicologia, Enfermagem e dos cursos da Pós-Graduação, pertencentes à especialização em Morfologia do Departamento de Anatomia ­ UFPE. Todos receberam modelos em PVC e modelos cadavéricos semelhantes para o desenvolvimento prático, além de fichas de avaliação sistemáticas, no sentidode mensurar o aprendizado e a aceitação destes modelos para o uso.

Em nossos resultados varias vantagens em relação ao material em PVC foram citadas como, por exemplo, a ausência de fixador (Formol) e o fácil manuseio entre outras, porém várias desvantagens como as limitações do material, modelos com defeitos em sua construção também foram observados. Dos alunos questionados 1,95% são da opinião contrária ao uso dos modelos em PVC, embora 41,93% sejam favoráveis ao seu manuseio, da maioria 56,12% julgaram importante a utilização apenas quando compartilhada ao modelo cadavérico com o de PVC, o que nos leva a concluir que mesmo com uma série de vantagens e desvantagens, a utilização do modelo cadavérico continua sendo eficaz e eficiente quanto ao seu uso, e que a distribuição deste material deve ser repensada de forma que possa facilitar o seu acesso as escolas de saúde.

PALAVRAS CHAVE: 1. Modelos de PVC; 2. Modelos cadavéridos; 3. Ensino da Anatomia.

 

ESTUDO IN-VIVO DA PERMEABILIDADE DA MUCOSA SUBLINGUAL DE CÃES S.R.D. À EXPOSIÇÃO AO NITRATO DE LANTÂNIO. MASUKO, T. S.*; KÖNIG JR, B. **; MENEZES, D.J.A.*** *Faculdade de Medicina, UNIMES e Faculdade de Fisioterapia, UniFIEO; **Departamento de Anatomia, ICB/USP; ***Departamento de Medicina Veterinária-UFCG. tsmasuko@uol.com.br

O conhecimento da permeabilidade do epitélio da mucosa oral é de grande importância na área de saúde, principalmente no que tange ao uso de anestésicos tópicos. Um dos primeiros trabalhos e talvez o mais conhecido exemplo da permeabilidade da mucosa oral é a administração sublingual de medicamentos, como a nitroglicerina em paciente com angina pectoris. Devido a esta aparente facilidade com que as drogas podem ser absorvidas, a mucosa oral é considerada como uma membrana altamente permeável. Entretanto, tem sido possível demonstrar a presença de uma barreira de permeabilidade no epitélio de revestimento oral para certas substâncias.

Experimentos realizados in vivo, utilizando diferentes traçadores ultra-estruturais que penetram entre as células epiteliais, e não através delas, sugerem que existe uma barreira intercelular que limita o movimento de certas substâncias entre as células das regiões queratinizadas e não queratinizadas da mucosa oral. Esta barreira intercelular que existe para os traçadores, como a peroxidase ácida e o nitrato de lantânio, no estrato córneo do tecido queratinizado da mucosa oral, corresponde ao observado na pele. Este trabalho tem como objetivo o estudo da permeabilidade in vivo da membrana mucosa sublingual de cães S.R.D. através da microscopia eletrônica de transmissão, com a utilização do nitrato de lantânio. Através deste traçador ultra-estrutural, pode-se observar se existe a passagem intra ou intercelular desta substância, bem como verificar se existe algum tipo de seletividade na permeabilidade das diferentes camadas do tecido da mucosa sublingual. Foi utilizado o método in vivo de embebição em algodão da solução de nitrato de lantânio a 1% na cavidade oral por 30, 60, 90, 120 minutos. Um animal foi utilizado como controle. Os fragmentos de mucosa sublingual foram fixados em solução de glutaraldeído 2,5%, pós-fixadas em solução de tetróxido de ósmio a 2%, desidratadas através de uma série crescente de álcoois até absoluto, incluídas em araldite e observadas no microscópio eletrônico de transmissão. Com base nestes estudos, os autores concluíram que o nitrato de lantânio é permeável através dos espaços intercelulares do epitélio e da submucosa. Além disso, foi observada a presença do traçador no interior das células do epitélio e da submucosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Mucosa sublingual; 2. Nitrato de Lantânio.

Bolsa IFIP ­ 98/00 ­ UniFIEO.

 

ESTUDO MACRO E MESOSCÓPICO DA ARTERIA INTERVENTRICULAR ANTERIOR E SEUS RAMOS NO CORAÇÃO HUMANO. CHAGAS, C. A. A. ; SILVA, J. G.; TOLEDO, B. A.; GOKE, K.; VILELA, A. C.; TERRA, M. A.; COSTA. D. M. R.; TORRES, D. de F. M. Departamento de Morfologia MMO ­ ICB ­ UFF ­ Rio de Janeiro ­ Brasil.

No século passado, estudos hemodinâmicos e morfológicos permitiram melhor compreender alterações decorrentes do comprometimento dos ramos das artérias coronárias. A artéria interventricular anterior é responsável pela irrigação do ventrículo esquerdo e septo interventricular, além de invadir o território vascular da artéria coronária direita no ventrículo direito. Sua investigação bem como de seus ramos merece estudo devido aos constantes avanços na compreensão de sua anatomia médico cirúrgica. Destaca-se entre suas variações sua "hérnia vascular" no território da coronária direita, envolvendo a trabécula septomarginal e músculo papilar anterior segundo os relatos de MOUCHET (1926), GROSS (1933), WINCKLER (1948), CHAGAS (1993, 2000) e RODRIGUES (2001). Neste estudo, a artéria interventricular anterior foi estudada quanto a sua incidência, comportamento de principais ramos colaterais, topografia e trajeto.

50 corações foram selecionados, tratados, injetados com substância replessora colorida (Petrolátex S 62), fixados e submetidos à dissecação macro e mesoscópica com posterior análise estatística dos resultados.

Em todo material estudado a artéria interventricular anterior esteve presente. Apresentou em 46% dos casos dois ramos diagonais. As artérias septais anteriores variaram entre o mínimo de 5 e o máximo de 12, com 54% variando entre 7 a 9 artérias. Em 68% seu primeiro ramo septal anterior surgiu na margem póstero lateral esquerda do tronco pulmonar junto a sua origem. Em 38% a 2a artéria septal anterior foi a responsável pela vascularização da trabécula septomarginal. Em 43% a irrigação da trabécula foi feita por uma única artéria. Em 94% do material de estudo este ramo proveio das artérias septais anteriores. Em um coração, 2% dos casos, originou-se do ramo conal da coronária direita.

A artéria interventricular anterior esteve presente em todos os corações estudados. Seus ramos diagonais e septais anteriores estiveram presentes em todo o material estudado. A 2a artéria septal anterior foi responsável na maioria dos casos pela vascularização da trabécula septomarginal e pilar anterior do ventrículo direito. A artéria conal, ramo da coronária direita, pode, excepcionalmente, contribuir para a irrigação da trabécula septomarginal.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Coração; 3. Artéria interventricular anterior.

Trabalho de Iniciação Científica. UFF ­ UGF - UNIPLI

 

ESTUDO MESOSCÓPICO DA MEMBRANA MITRO-AÓRTICA NO HOMEM ADULTO. (Mesoscopic study of the mitral-aortic intervalvular fibrosa in human adults).Vasconcelos, R.S.; Melo, N.C.V; Cavalcanti, J.S. Departamento de Anatomia - Centro de Ciências Biológicas - Universidade Federal de Pernambuco­ Recife - Pernambuco - Brasil.

Os autores estudaram a mesoscopia da membrana mitro-aórtica, também chamada de corpo fibroso intervalvar, que é uma região fibrosa do coração de grande importância clinico-cirúrgica, uma vez que está diretamente relacionada com as valvas mitral e aórtica. Tem sido descrito na literatura que a membrana mitro-aórtica pode ser danificada por infecções endocárdicas, por calcificações degenerativas ou mesmo pelo surgimento de pseudoaneurismas o que leva, muitas vezes, à necessidade de intervenção cirúrgica nessa região. Foram utilizados 30 corações fixados em formol a 10%, provenientes de cadáveres adultos, pertencentes ao Departamento de Anatomia do CCB/UFPE. Os corações foram dissecados e a membrana mitro-aórtica identificada e isolada. Posteriormente realizou-se a desidratação, clarificação e inclusão das peças em parafina. Foram feitos cortes transversais, longitudinais e tangenciais das peças com 30um de espessura para montagem em lâminas histológicas e posterior reidratação e coloração das mesmas com Tricrômio de Azan. As lâminas foram analisadas em lupa estereoscópica, sob transiluminação e evidenciaram uma área de espessura sensivelmente menor que as estruturas adjacentes, constituída exclusivamente de fibras colágenas, que se continua com os trígonos fibrosos direito e esquerdo, correspondente à membrana mitro-aórtica. A forma triangular da membrana mitro-aórtica justificaria o fato desta região fibrosa de fina espessura, evidenciada nos cortes longitudinais, aumentar de comprimento na medida em que se distancia no sentido aórtico-mitral. Concluiu-se que a membrana mitro-aórtica corresponde a uma região, localizada entre a raiz da artéria aorta e o óstio atrioventricular esquerdo, constituída de colágeno e de espessura muito delgada o que justifica a ocorrência descrita pela literatura especializada de pseudoaneurismas nessa área e a torna mais susceptível a sofrer danos por infecção e por outros tipos de agressão, como o transplante valvar aórtico ou mitral.

PALAVRAS CHAVE: 1. Valvas cardíacas; 2. Esqueleto fibroso; 3. Coração.

Apoio: CNPq/UFPE

 

ESTUDO MORFOLÓGICO COMPARATIVO DAS FIBRAS COLÁGENAS E ELÁSTICAS DO MÚSCULO DETRUSOR DE BEXIGAS NORMAIS E OBSTRUÍDAS. (Comparative bladder morphometric analyses of elastic aand collagen fibers between patients with bening prostatic hyperplasia and controls). Mauricio Rubinstein, Graciela M.P. Souza, Arlindo M. Carvalho Jr, Waldemar S. Costa, Francisco J.B. Sampaio - Urogenital Research Unit, State of Rio de Janeiro, RJ, Brazil

O objetivo foi caracterizar e quantificar, em um estudo morfológico, as alterações que ocorrem nos elementos do tecido conjuntivo (colágeno e elastina), entre bexigas normais e obstruidas.

As amostras de tecido vesical consistiram de 10 pacientes com idade entre 45-75 anos (média = 60), portadores de hiperplasia prostática benigna (HPB) sintomática e submetidos à adenomectomia aberta. Os controles consistiram de amostras vesicais obtidas durante a necrópsia de 10 homens com idade entre 18 e 35 anos (média = 26) sem evidência de doença do trato urinário. Colágeno e elastina foram corados com a técnica de Picro Sirius Red, seguido por observação sob luz polarizada, e pela técnica da Resorcina-Fucsina de Weigert com prévia oxidação respectivamente. A densidade volumétrica (Vv) dos componentes corados foi estimada utilizando-se uma grade M42 e análise computadorizada. Os dados foram analisados pelo teste de Mann Whitney considerando-se significativo p < 0,05.

A densidade volumétrica das fibras colágenas foi de 4.890 ± 0.8356 no grupo com HPB, e 2.325 ± 0.3962 no grupo controle (p<0.0001). A densidade volumétrica das fibras elásticas foi de 10.63 ± 0.6330 e 8.949 ±0.3785 para os grupos de HPB e controle respectivamente (p<0.0001).

Estes resultados sugerem que o aumento anormal dos componentes do tecido conjuntivo (colágeno e elastina) contribui para a hipertrofia vesical causada por obstrução infravesical.

PALAVRAS CHAVE: 1. Bexiga; 2. Hiperplasia prostática benigna; 3. Elastina; 4. Colágeno; 5. Morfometria quantitativa.

 

ESTUDO MORFOLÓGICO DO FÍGADO DO CATETO E DO QUEIXADA E A DISTRIBUIÇÃO DAS VEIAS HEPÁTICAS. (Morphologic study of the liver of wild boars and the distribution of the hepatic veins). Souza, W.M1.; Souza, N.T.M.1, Custódio, A. A.1; Carvalho, R.G.1, Miglino, M.A.2. 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ-USP, São Paulo. *Wilson Machado de Souza ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP, Brasil.

A Morfologia externa do fígado nos animais domésticos e selvagens é variável e merece destaque dos estudiosos quando tratam de uma análise comparativa, especialmente objetivando um estudo sobre a distribuição dos elementos vasculares, entre os quais as veias hepáticas surgem como estruturas estabilizadoras da lobação do órgão.

Para tanto, foi estudado o fígado de 10 Catetos (Tayassu tajacu) e 10 Queixadas (Tayassu pecari), mediante injeção destas estruturas com Neoprene Látex 650 diluído em água e corado e fixação em solução de formol a 10% e posterior dissecção, pela face visceral, esquematização, documentação e análise dos arranjos vasculares.

O presente estudo objetiva estabelecer no fígado do cateto e do queixada a divisão territorial mediante a distribuição das veias hepáticas, correlacionando esta distribuição com a lobação do fígado nestes animais.

O fígado do Cateto e do Queixada apresenta: lobo caudado, com os processos papilar e caudado, lobos laterais direito e esquerdo, lobos mediais direito e esquerdo e lobo quadrado. Estes lobos, exceto o lobo quadrado, totalmente fusionado ao lobo medial esquerdo, surgem individualizados por fissuras profundas no parênquima do órgão.

Chama-nos a atenção ainda a ausência da vesícula biliar. As veias hepáticas (80%), correspondentes a estes lobos desembocam isoladamente ou em tronco na veia cava caudal, assim quando equivalem aos lobos caudado (processo papilar e caudado), lobo lateral direito e território do lobo medial direito, apresentam afluência individual para a veia cava caudal e compõem tronco comum, as veias dos lobos lateral esquerdo, medial esquerdo, quadrado e parte do lobo medial direito (90%).

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Fígado; 3. Queixada; 4. Cateto; 5. Veias hepáticas.

ESTUDO MORFOLÓGICO E DA IRRIGAÇÃO ARTERIAL DO INTESTINO DE AVESTRUZES (Struchio camelus). (Morphological study and arterial irrigation in ostrich intestine (Struchio camelus). LIMA, M.C.; FERREIRA, G.J.B.C.; AMBRÓSIO, C.E.; MIGLINO,M.A.; CARVALHO,A.F.; MARTINS, D.S.; BONATELLI, M.Departamento de Morfologia FAMVOB ­ FIFEOB -São João da Boa Vista ­SP - BRASIL. Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

O avestruz é membro do grupo das Ratitas e chega a pesar em média, na fase adulta, de 110 a 180 quilos com altura variável de 2,2 a 2,8 metros, podendo ocorrer casos de até 3 metros. Os ovos pesam em média 1,5 kg e equivalem a duas dúzias dos de galinha, as fêmeas colocam até 60 ovos por temporada (de 20 a 40 crias por ano) e atingem a maturidade sexual com cerca de dois anos.

Para realização do estudo em questão foram necessários 05 animais cedidos pelo Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP para o Departamento de Ciências Morfológicas do Curso de Medicina Veterinária da FIFEOB-SP. As técnicas anatômicas utilizadas foram a injeção de solução aquosa de formaldeído a 10% e injeção de látex Neopreme 650 vermelho, através de cânula 40x16 conectada à artéria femoral esquerda, seguido de dissecação para tornar possível a retirada do conjunto de vísceras dos exemplares e através da injeção de látex possibilitando assim a visualização e descrição da vascularização de todos os componentes intestinais.

O intestino dos avestruzes apresentam uma característica marcante que é a grande extensão de seu colón que corresponde a 66% da extensão total do intestino delgado corresponde a apenas 18% do comprimento total, percentualmente observamos os seguintes valores, duodeno descendente 3,4%, duodeno ascendente 2.3%, jejuno 13%, transição jejuno-ilio 0,8%, ílio 4%, ceco direito 3,8%, ceco esquerdo 5,1% e reto 1,13%. A vascularização do intestino é baseada em três artérias principais que são artéria duodenopancreaticailioceal, artéria mesentérica cranial e artéria mesentérica caudal, que emitem as artérias duodeno pancreática, artéria iliocecal, artérias cólicas que vascularizam a maior extensão do cólon e artéria colicaretal que irriga a ultima parte do colon e o reto. O cólon do avestruz apresenta-se muito semelhante ao jejuno do eqüino devido sua grande extensão, rica vascularização e presença de inúmeras flexuras.

PALABRAS CHAVE: 1. Avestruz; 2. Intestino; 3. Irrigação; 4. Morfología.

 

ESTUDO MORFOLÓGICO E TOPOGRÁFICO DOS PULMÕES DE A VESTRUZES (Struchio camelus). (Morphologic aand topographic study in ostrich lungs (Struchio camelus). FEHR, M.; AMBRÓSIO, C.E.; MIGLINO,M.A.; CARVALHO,A.F.; MORINI, A.C.; FERREIRA, G.J.B.C.; MARTINS, D.S.; MARTINS, J.F.P. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

Struthio camelus, ou simplesmente avestruz, é uma ave corredora de grande porte, desprovida da habilidade de vôo, pertencente ao grupo das ratitas, classe Paleognathaes. Esta ave possui o esterno desprovido de quilha, ao contrário das aves voadoras; onde a quilha, é o local de inserção dos potentes músculos peitorais. Por não ser uma ave voadora, não possui músculos peitorais desenvolvidos. Deste fato decorre uma importante peculiaridade produtiva do avestruz: a maior quantidade de carne produzida não está no peito, e sim coxas e dorso, já que trata-se de um animal corredor. São particularidades como essa que estimularam o início da criação comercial deste animal. O departamento de Ciências Morfológicas do curso de Medicina Veterinária da FIFEOB- SP, recebeu a doação de 5 avestruzes, feita pelo Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP. Estes animais foram canulados pela veia femural com o auxílio de cânulas 40x12 por onde se realizou a perfusão de solução aquosa de formaldeído a 10%, e posteriormente fez-se a injeção de látex Neopreme 650 vermelho, através de canulação à artéria femural esquerda, para visualização do sistema arterial. Através destes procedimentos tornou-se possível a retirada das vísceras sem que estas perdessem a sintopia com os outros órgãos, para a retirada dos pulmões que se encontravam aderidos ao gradil costal e vértebras cervico torácicas utilizamos a divulsão digital devido à sensibilidade do órgão. Os estudos realizados indicam que os pulmões encontravam-se na porção craniodorsal da cavidade corpórea, e estavam localizados lateralmente as costelas vertebrais e ventralmente aos corpos de vértebras, as quais provocam impressões profundas sobre os mesmos. Os pulmões possuíam formato retangular, sem íntimo contato com o coração, como geralmente encontramos em mamíferos. Notou-se ainda um aspecto côncavo em sua face medial onde encontramos o fígado e os sacos aéreos, lateralmente notou-se um aspecto convexo onde tem contato com as costelas, fazendo com que os órgãos permanecessem aderidos à cavidade corpórea. Na região mediastinal visualizou-se a aorta, a veia porta renal e o esôfago e caudalmente aos pulmões visualizou-se o pró-ventrículo e o duodeno.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia; 2. Pulmões; 3. Avestruz; 4. Topografia.

 

ESTUDO MORFOLÓGICO, VASCULAR E TOPOGRÁFICO DO PRÓ-VENTRÍCULO E VENTRÍCULO DE AVESTRUZES (Struchio camelus). (Morphology vascular system and topography study of the glandular stomach of the ostrich (Struchio camelus). Morini, A.C.1; Ambrósio, C. E.2; Miglino, M.A.3; Carvalho, A. F.2; Lima, M.C.1; Ferreira, J.B.C.1;Fehr, M.1; Martins, D.S.4 1Aluno de graduação do Curso de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos. 2Docente do Curso de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos. 3Professora Titular do Depto de Cirurgia USP ­ São Paulo ­ Anatomia dos Animais Domésticos. 4Aluna de pós-graduação do Depto de Cirurgia USP ­ São Paulo ­ Anatomia dos Animais Domésticos Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­São João da Boa Vista ­ SP-Brasil. Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A avestruz é uma ave cuja exploração comercial possibilita o aproveitamento de quase todo o animal. Os produtos nobres são a carne, o couro e as plumas; porém a indústria aproveita o bico para fazer botões, os ossos e carcaça para rações, os ovos para pintura e até a retina do animal está sendo estudada para transplantes. Esse grande potencial comercial é um dos principais fatores para o crescimento do interesse em torno dessas aves. O atual estudo tem por objetivo aprofundar os conhecimentos sobre a ave em questão ainda pouco estudada descrevendo a morfologia, vascularização e topografia de dois dos órgãos mais curiosos nas aves e de extrema importância no avestruz que são o estômago glandular e muscular da ave. O Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP, cedeu ao departamento de morfologia do curso de Medicina Veterinária da FIFEOB-SP, 5 espécimes de Struchio camelus que receberam injeção de solução aquosa de formaldeído a 10%, na veia femoral e de látex Neopreme 650 vermelho na artéria femoral esquerda, permitindo assim, realizar a visualização da vascularização e topografia destes órgãos após dissecação da cavidade corpórea. O pró-ventrículo do avestruz apresentou-se bem desenvolvido com uma circunferência craniocaudal que variou de 30 a 70 cm e outra latero-lateral de 23 a 41 cm, já o ventrículo apresentou as circunferências craniocaudal variando de 20 a 30 cm e a latero-lateral de 20 a 32 cm. Os estômagos do avestruz comportam-se como um estômago pluricavitário composto. A sintopia destes se dá cranialmente ao fígado, caudalmente com os intestinos e medialmente com a porção inicial do duodeno. A vascularização destes órgãos origina-se a partir do tronco celíaco que se bifurca formando a artéria gástrica esquerda, artéria celíaca e artéria hepática esquerda; a artéria gástrica esquerda vasculariza todo o pólo cranial do pró-ventrículo, a artéria celíaca trifurca-se originando a artéria gástrica direita, artéria ventricular e artéria duodenopancreaticaileocecal, sendo que a artéria gástrica direita vasculariza a área de transição entre o ventrículo e o pró-ventrículo, e a artéria duodenopancreaticaileocecal emite um primeiro ramo que irá vascularizar o pólo caudal do ventrículo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Avestruz; 2. Pró-ventriculo; 3. Ventrículo; 4. Struchio camelus; 5. Anatomia

 

ESTUDO MORFOMÉTRICO DA MEMBRANA MITRO-AÓRTICA E DOS TRÍGONOS FIBROSOS NO HOMEM ADULTO. (Morphometric study of the mitral-aortic intervalvular fibrosa aand the fibrous trigones in human adults). Melo, N.C.V.; Vasconcelos, R.S.; Cavalcanti, J.S. Departamento de Anatomia - Centro de Ciências Biológicas - Universidade Federal de Pernambuco­ Recife - Pernambuco - Brasil

Os autores estudaram a morfometria da membrana mitro-aórtica, também chamada de corpo fibroso intervalvar, que é uma região fibrosa do coração de grande importância clinico-cirúrgica, uma vez que está diretamente relacionada com as valvas mitral e aórtica. Tem sido descrito na literatura que a membrana mitro-aórtica pode ser danificada por infecções endocárdicas, por calcificações degenerativas ou mesmo pelo surgimento de pseudoaneurismas o que leva, muitas vezes, à necessidade de intervenção cirúrgica nessa região. Foram utilizados 30 corações fixados em formol a 10%, provenientes de cadáveres adultos, pertencentes ao Departamento de Anatomia do CCB/UFPE. Os corações foram dissecados e a membrana mitro-aórtica juntamente com os trígonos fibrosos direito e esquerdo identificados. Com a ajuda de um paquímetro fez-se as medições dos limites da membrana mitro-aórtica e dos trígonos fibrosos. Também observou-se a forma dessas estruturas e calculou-se as áreas das mesmas. Verificou-se que o trígono fibroso esquerdo, de forma triangular, tinha uma área média de 27,20±16,9mm2. O lado em contato com a artéria aórtica mediu, em média, 6,20±2,94mm; o em contato com o óstio atrioventricular esquerdo, 9,15±2,4mm e o maior lado, o livre, 9,75±2,3mm. O trígono fibroso direito apresentou uma forma quadrilátera na maior parte dos casos (86%). Sua área mediu, em média, 75,37±32,1mm2. O lado em contato com a artéria aórtica mediu, em média, 7,13±2,7mm; o em contato com o óstio atrioventricular esquerdo, 11,40±3,1mm; o em contato com o óstio atrioventricular direito, 10,97 ± 2,4mm e o lado livre, 6,43±2,3mm. A membrana mitro-aórtica, de forma, na maior parte dos casos (63%), triangular, mediu, em média, em seu lado inferior 17,97±4,2mm; em seu lado anterior, que se continua com o trígono fibroso esquerdo, 10,60±3,1mm e em seu lado posterior que faz relação com o trígono fibroso direito, 11,56±3,4mm. A área média da membrana mitro-aórtica foi de 93,87±47,41 mm2. Concluiu-se que o trígono fibroso direito tem uma área quase três vezes maior que a do esquerdo e, ao contrário desse que apresenta forma triangular, apresenta forma quadrilátera. A membrana mitro-aórtica é uma área de parede delgada, translúcida, de forma geralmente triangular, localizada entre a raiz da artéria aorta e o óstio atrioventricular esquerdo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Valvas cardíacas; 2. Esqueleto fibroso; 3. Coração.

ESTUDO MORFOMÉTRICO E TOPOGRÁFICO DOS ÓSTIOS CORONARIANOS NO HOMEM ADULTO. (Morphometric and topographic study of the coronary arterial ostia in human adults). Melo, N.C.V.; Vasconcelos, R.S.; Cavalcanti, J.S. Departamento de Anatomia - Centro de Ciências Biológicas - Universidade Federal de Pernambuco­ Recife - Pernambuco - Brasil

Os autores investigaram os aspectos morfométricos e topográficos dos óstios coronarianos, correlacionando-os com a valva aórtica. Para tanto foram utilizados 51 corações com os vasos da base, fixados em formol a 10%, provenientes de cadáveres adultos de ambos os sexos. A artéria aorta ascendente foi seccionada transversalmente 1cm acima das comissuras da valva aórtica. Fez-se a análise dos óstios coronarianos direito e esquerdo e das distâncias desses óstios em relação ao fundo dos seios aórticos e às comissuras da valva aórtica.

O óstio coronariano esquerdo situava-se abaixo da linha intercomissural em 42% dos casos; acima da linha em 40% e ao nível da mesma em 18% dos casos. A distância média do óstio coronariano esquerdo até a comissura situada a sua direita foi de 11,2± 2,56mm, até a comissura a sua esquerda foi de 11,5±3,64mm e até fundo do seio correspondente foi de 12,6±2,61mm. O óstio coronariano direito situava-se abaixo da linha intercomissural em 60% dos casos, acima da linha em 28% e ao nível da mesma em 12% dos casos. A distância média do óstio coronariano direito à comissura situada a sua direita foi de 10,4±3,44mm, à comissura a sua esquerda foi de 14,7±3,27mm e ao fundo do seio aórtico correspondente foi de 13,2±2,64mm. O diâmetro médio do óstio coronariano esquerdo foi de 4,75±0,93mm e da direito foi 3,46±0,94mm. O diâmetro médio da porção justamural da artéria coronária esquerda foi de 3,75±0,79mm e o da direita foi 2,9± 0,73mm. Em um caso, ambos os óstios situavam-se no seio coronário esquerdo.

Concluiu-se que o óstio coronariano esquerdo localiza-se mais medialmente em relação à distância intercomissural do que o direito, o qual apresenta-se deslocado para a direita. Os óstios coronarianos apresentam uma redução em seus diâmetros quando comparados aos diâmetros justamurais de suas respectivas artérias.

PALAVRAS CHAVE: 1. Óstios coronarianos; 2. Valva aórtica; 3. Coração.

Apoio: CNPq/UFPE

 

ESTUDO MORFOQUANTITATIVO DO PLEXO PERIBRONQUIAL INTRAPULMONAR DO RATO WISTAR EVIDENCIADO PELA PROTEÍNA MIOSINA-V ECETICOLINESTERASE. (Morphoquantitative study of the peribronquial intrapulmonary plexus of the wistar rat with myosin-V and acetylcholinesterase). 1ROMANO, E.B.; 1ZANONI, J.N.; 1BUTTOW, N.C.; 2 SOUZA, R.R. DE. 1Universidade Estadual de Maringá, 2Universidade de São Paulo

O plexo peribronquial intrapulmonar é formado por neurônios e fibras nervosas motoras do Sistema Nervoso Autônomo e por fibras sensitivas originadas no gânglio do nervo vago ou raiz posterior de gânglios sensitivos e suprem os brônquios intrapulmonares.

Este plexo está incluído na importância do potente e complexo mecanismo responsável pelo funcionamento da via aérea, inclusive nas interações como sistema imune em doenças inflamatórias crônicas. Nos propusemos a estudar os neurônios e fibras nervosas que compõem este plexo, em ratos Wistar de 32 a 40 dias, nos aspectos morfológicos e quantitativos. Utilizamos preparados de membrana em duas diferentes técnicas: histoquímica para Acetilcolinesterase (AChE) e imunohistoquímica para Miosina-V.

Foi observado a presença de uma rede formada pelas fibras nervosas e neurônios, distribuídos desde a porção inicial dos brônquios até as ramificações de menores calibres. Os neurônios se posicionavam isolados ou em duplas ao longo das fibras nervosas ou formavam gânglios de 3 a 48 neurônios, normalmente na convergência de várias fibras nervosas. Com a técnica de imunolocalização para a proteína Miosina-V, empregada pela primeira vez no brônquio intrapulmonar, obteve-se a marcação de todo o plexo, com um número de 396 neurônios em média no brônquio esquerdo. Já com a utilização do método para a marcação pela AChE foi obtido em média 215 neurônios.

Concluimos que este plexo é formado tanto por neurônios, quanto gânglios de tamanhos e formatos diferentes, e que nem todos os neurônios deste plexo são colinérgicos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Brônquio intrapulmonar; 2. Plexo peribronquial; 3. Neurônios; 4. quantitativo; 5. Acetilcolinesterase; 5. Miosina-V.

Apoio Financeiro: Capes Apoio: CNPq/UFPE

 

ESTUDO ULTRA-SONOGRÁFICO DAS RELAÇÕES ANATÔMICAS DA PLACENTA, MEMBRANAS FETAIS E FETO DURANTE A GESTAÇÃO NORMAL EM CADELAS DA RAÇA BOXER. Almeida, A. H.; sterman, F. A. & Miglino, M. A. Departamento de cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo, Brasil.

A pesar do crescente número de pesquisas na área de reprodução canina, ainda não foram obtidos valores padrões que caracterizem a gestação, sob determinados parâmetros, como há muito tempo se fez e se aplica na espécie humana. A ultra-sonografia é o método mais adquado para a obtenção de tais valores por ser indolor, inócuo para a mãe e conceptos e não necessitar sedação.

O objetivo deste estudo foi verificar a correlação existente entre as medidas de variáveis selecionadas e a idade gestacional para o desenvolvimento do concepto em gestações de cadelas da raça boxer.

Para tanto, examinou-se 10 cadelas da referida raça com un aparelho portátil da marca GE", modelo Logic a 100 MP, equipado com um transdutor convexo 5,0 MHz e outro linear de 7,5 MHz, de 2 a 3 vezes por semana a partir do 18 dia de gestação até o nascimento.

Foram mensurados parâmetros embrionários e fetais tais como: diâmetro biparietal, altura e comprimento da cabeça, diâmetro, perímetro e área do corpo, comprimento C-R, comprimento do fêmur, espessura e largura da cinta placentária. tais informações foram plotadas em gráficos de dispersão das mensurações em função do número de dias antes do parto.

Observou-se que o diâmetro biparietal, o comprimento da cabeça, o perímetro e diâmetro do corpo, a altura da cabeça, o diâmetro transversal do concepto e a espessura da placenta apresentaram índice de correlação maior quando comparado ao comprimento do fêmur e à largura da cinta placentária. De maneira que o parâmetro com maior índice de correlação foi o diàmetro biparietal e o menor foi a largura da placenta.

De acordo com a metodologia utilizada, concluiu-se que é há uma alta correlação entre as medidas das estruturas citadas acima a idade gestacional.

PALAVRAS CHAVE: 1. Placenta; 2. Ultrasonografia; 3. Membranas fetais; 4. Cadela; 5. Raça boxer.

 

EXPOSIÇÃO CRÔNICA A FUMAÇA DE CIGARRO NA ESTRUTURA DO VENTRÍCULO DIREITO DE CAMUNDONGOS. Rodrigues, J. P.1; Valença, S. S.1; Porto, L. C. S.1; Pereira, L. M. M.2; Mandarim-de-Lacerda, C. A2. & de Carvalho, L1. 1Depto. Histologia e Embriologia; 2Lab. Morfometria e Morfologia Cardiovascular, Universidade do Estado de Rio de Janeiro, Brasil.

Estudo da remodelagem do ventrículo direito causada por exposição a fumaça de cigarros. Utilizou-se 10 camundongos (C57 BL/ 6/J) expostos a fumaça de 3 cigarros, 15 minutos, 3 vezes ao dia, 30 dias (grupo 30d, n=5) e 60 dias (grupo 60d, n=5) em câmara de inalação de 40 litros. Animais controle (n=5) foram colocados na câmara de inalação, sem exposição a fumaça de cigarro.

Após 24h da última inalação os corações foram retirados, fixados, incluídos em parafina e os cortes (5µm de espessura) foram (1) corados em Picrosirius e (2) imunomarcados com a-actina de músculo liso para a identificação dos microvasos e em seguida analisados estereologicamente. Determinou-se: densidade de superficie (Sv), densidade volumétrica (Vv), e densidade numérica (Nv) de cardiomiócitos (m) e vasos intramiocárdicos (v).

Os resultados mostraram que a exposição crônica a fumaça de cigarros provocou nos camundongos diminuição no Sv (m) entre controle e 60d e entre 30d e 60d (p<0,05), mas não entre os grupos controle 30d. Os camundongos de todos os grupos não tiveram os vasos da microcirculaçãão miocárdica com alterações quantitativas após 30 e 60 dias de experimentação.

A exposição crônica a fumaça de cigarro altera o miocárdio do ventrículo direito de camundongos causando principalmente perda de cardiomiócitos. Entretanto as alterações quantitativas na microcirculação intramiocárdica não são significativas em até 60 dias de exposição.

PALAVRAS CHAVE: 1. Coração; 2. Ventrículo direito; 3. Cigarro; 4. Camundongos; 5. Estereologia.

 

FORAMEN NUTRICIO EN LOS HUESOS HUMERO, ULNA Y RADIO. (Nutrient foramina in bones humerus, ulna and radius). Collipal, E.; Olave, E. & Silva, H. Depto. Ciencias Básicas, Facultad de Medicina, Universidad de la Frontera, Casilla 54-D, Temuco, Chile. Email:ecollipa@ufro.cl

La ubicación de los forámenes nutricios en los huesos húmero, ulna y radio ha sido descrita de forma general por diversos autores, (Testut & Latarjet, 1971; Goss, 1976; Moore, 1997 entre otros.) señalando que en el húmero se encuentra en la cara antero medial, en la ulna y radio en la cara anterior.

Con el propósito de complementar la información sobre estos forámenes, estudiamos la ubicación, altura del foramen en relación con la epífisis distal (húmero) y epífisis proximal (ulna y radio), longitud del surco en el foramen y correlacionamos estos parámetros con la longitud del hueso.

Utilizamos 90 huesos secos en perfectas condiciones de conservación, de individuos adultos de sexo y origen desconocido, procedentes del museo de la Unidad de Anatomía de la Universidad de la Frontera, Temuco, Chile.

El foramen nutricio en el húmero derecho se localizó en promedio a 134,6 mm D.S 14, respecto a la epífisis distal y en el izquierdo a 139,2 mm D.S 22,5. En la ulna derecha se localizó a 98,5 mm D.S 14,4 respecto a la epífisis proximal y en la izquierda a 100,1 mm D.S 12,4. En el radio derecho se localizó a 84,9 mm D.S 8,8 respecto a la epífisis proximal y en el izquierdo a 79,6 mm D.S 7,8 .

En el húmero derecho el foramen fue encontrado en la cara antero medial en 93,3% de los casos y en el izquierdo en un 73,3%. En la ulna derecha se presentó en su cara anterior en un 80% y en la izquierda en un 100%. En el radio derecho se presentó en su cara anterior en 93,3% y en el izquierdo en un 80%. Estos datos pueden servir de referencia a la anatomía quirúrgica de la región.

PALABRAS CLAVE: 1. Miembro superior; 2. Foramen nutricio; 3. Huesos.

 

HISTOQUÍMICA E ULTRA-ESTRUTURA DA PRÓSTATA VENTRAL DE RATOS (Rattus norvegicus) SUBMETIDOS AO ALCOOLISMO CRÔNICO EXPERIMENTAL ASSOCIADO À REPOSIÇÃO HORMONAL. (Histochemistry and ultrastructure of the ventral prostate of rats (Rattus norvegicus), submitted to experimental chronic alcohol ingestión associated to hormonal replacement. Sáttolo, S., Cagnon, V.H.A., Carvalho, C.A.F., Caldeira, E.J. Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP ­ Campinas/SP ­ Brasil. All correspondense should be addressed to: Dr.a Valéria Helena Alves Cagnon, Departament of Anatomy, Institute of Biology, The State University of Campinas, São Paulo, Brazil, Cep 13083970, Telephone (55) 19 37886102, Fax (55) 19 3289 3124, e-mail quitete@uol.com.br

O álcool provoca distúrbios em diversos sistemas orgânicos, incluindo o reprodutor masculino. Na próstata ventral de roedores, acredita-se no efeito direto e indireto do etanol no epitélio glandular. Objetivou-se analisar as possíveis alterações estruturais relacionando-as a aspectos funcionais na próstata ventral de ratos frente ao uso abusivo de álcool associado à reposição hormonal.

Utilizaram-se 30 Rattus norvegicus (um mês de idade), separados em grupos: C (controle), A (alcoolista: etanol a 20%), AH (alcoolista com hormônio: etanol a 20% com administração de "cipionato de testosterona" - 5mg/Kg peso por 30 dias). Após a retirada da próstata, o material foi submetido a técnicas de macroscopia, microscopia eletrônica de transmissão e histoquímica para fosfatase ácida. A dosagem de testosterona total foi realizada pelo teste Testosterone direct ­ Imunotech.

Os animais apresentaram acréscimo de peso corpóreo durante o experimento. O grupo A demonstrou redução no volume celular, com células colunares baixas. O grupo AH apresentou recuperação do volume celular com células colunares altas. Nos grupos A e AH em relação ao grupo C, observou-se intensificação na quantidade de vacúolos digestivos na região basal das células, rupturas de cristas mitocondriais, dilatação das cisternas do retículo endoplasmático granular e núcleo basal com invaginações do envelope.

No grupo A, observou-se vacúolos secretores de variados tamanhos na região apical celular, tendo esses marcante aumento no grupo AH. Todos os grupos tiveram reação positiva para a enzima fosfatase ácida nas regiões apical, supranuclear e basal. O grupo A demonstrou marcação positiva, de menor intensidade quando comparado aos demais grupos. O grupo AH teve marcação positiva intensificada na região supranuclear quando comparado ao grupo C e, especialmente, ao grupo A. Houve diminuição do nível de testosterona total no grupo A, quando comparados ao grupo C.

No grupo AH houve aumento nos níveis de testosterona total, sendo maiores que o grupo C. O alcoolismo crônico experimental leva a drásticas alterações ultra-estruturais no epitélio secretor da próstata ventral, comprometendo as organelas celulares relacionadas ao processo secretor.

A reposição hormonal caracterizou certo grau de recuperação no volume das células epiteliais, mas não permitiu reorganização total das organelas, havendo ainda lesões decorrentes do alcoolismo crônico. A intensidade da expressão da enzima fosfatase ácida não foi marcadamente alterada entre os três grupos experimentais.

PALAVRAS CHAVE: 1. Próstata; 2. Alcohol; 3. Hormônio.

 

IDENTIFICAÇÃO DE PONTOS DE REFERÊNCIA EM INDIVÍDUOS COM VARIAÇÕES VERTEBRAIS. (Identification of reference points in individuals with vertebral variations). Soares, T.H.M.; Bittencourt, A.M.; Costa Sobrinho, A.V.; Danda, K.P.N. Departamento de Anatomia ­ CCB ­ UFPE ­ Recife ­ Pernambuco, BRASIL.

Em toda história da saúde, a anamnese representa, entre outros, uns dos elementos de importância na coleta de dados, tal significado reflete-se na busca de fornecer diagnósticos cada vez mais precisos.

As utilizações dos pontos de referência fornecidos pelas estruturas do esqueleto e do tegumento são precisas para os achados clínicos, servindo ao mesmo tempo como meio de identificação, como também para os procedimentos terapêuticos utilizados em larga escala.

O objetivo deste trabalho é fornecer os diversos pontos de referência em relação à vértebra proeminente e suas possíveis variações.

Foram utilizados noventa e seis (96) radiografias provenientes do Hospital Universitário da UFPE, pertencentes à adultos com faixa etária de 37 à 58 anos, dos sexos masculino e feminino e em seguida observada a distribuição das vértebras e respectivos segmentos em relação à vértebra proeminente.

Das 96 colunas vertebrais estudadas, 81,3% dos indivíduos possuíam a proeminência vertebral ao nível da sétima vértebra cervical (C7), 12,5% referente à sexta vértebra cervical (C6), em 1% à quinta vértebra cervical (C5), sendo observada em 5,2% dos casos a vértebra proeminente no primeiro segmento torácico (T1).

Estes achados nos levam a concluir que as modificações e alterações de posição são bastante freqüentes, porém a falta de conhecimento destas distribuições prejudica no seqüenciamento ao exame clínico assim como em suas aplicações podendo conduzir o profissional ao erro.

PALAVRAS CHAVE: 1. Coluna cervical; 2. Pontos de referência; 3. Variações vertebrais.

 

ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS DE UNA MUESTRA DE ADOLESCENTES DE LA CIUDAD DE TEMUCO. Silva, H.; Matamala, F.; Reyno, P. & Bruneau, J. Facultad de Medicina, Universidad de la Frontera, Temuco, Chile.

La antropometría posee varios métodos de evaluación para conocer a las personas del punto de vista morfométrico, los cuales entregan mayores elementos para conocer la estructura física, agrupar y diferenciar a los individuos en la toma de decisiones para su entrenamiento deportivo y calificarlos en su nutrición.

Para este propósito se evaluaron 204 sujetos de ambos sexos, cuyas edades fluctúan entre los 10 y 13 años de edad, con 106 sujetos femeninos y 98 sujetos masculinos. Las variables evaluadas fueron: IMC, masa muscular, masa adiposa, índice de masa corporal; perímetros, diámetros, pliegues.

Los resultados son los siguientes: los varones son más mesomórficos que las damas, esta diferencia de promedios es estadísticamente significativa para un p:0,005, en cambio para los varones de ectomorfia y endomorfia no se encontraron valores diferentes en los promedios de estos valores, en cuanto al IMC se encontró que la muestra se encontraba en valores normales, se establecen diferencias entre ellos, en relación al sexo y edad.

PALABRAS CLAVE: 1. Antropometría; 2. Somatotipo; 3. IMC.

 

INSERÇÕES DOS MÚSCULOS DA TABAQUEIRA ANATÔMICA. Busetti. J. H.; Busetti, M. P.; Basso, R. A.; Campos, A. W. & Kikuchi, C. F. Departamento de Morfologia e Fisiologia, faculdade de Medicina do ABC, São Paulo, Brasil.

A tabaqueira anatômica é uma região na face dorso lateral da mão e do carpo sendo limitada pelo tendões dos músculos abdutor longo, extensor curto e extensor longo do polegar. As inserções desses tendões tem variações pouco relatadas na literatura. A análise foi feita a través da dissecação macroscópica de 90 membros superiores de um total de 48 cadáveres formolizados. Os músculos da tabaqueira anatômica forma identificados e seus tendões distais dissecados até as suas inserções ósseas.

1. O músculo abdutor longo do polegar inseriu-se em 52,22% das mãos no primeiro metacarpal, ao mesmo tempo no primeriro metacarpal e trapézio em 30,0%. Em 17,77% das mãos fixou-se aos músculos da eminência tenar por meio de tendões acessórios. 2. O músculo extensor curto do polegar inseriu-se na falange distal do polegar em 44,44% das mãos. Em 21,11% das mãos, esse tendão uniu-se ao tendão do músculo extensor longo do polegar para em seguida se fixarem na falange distal do polegar. A fixação do músculo extensor curto isoladamente também ocorreu na falange proximal do polegar em 36,66%, no primeiro metacarpal em 10% e ao mesmo tempo na falange proximal do polegar e primeiro metacarpal em 4,44% dos casos. E em 4,44% dos casos o músculo extensor curto estava ausente. 3. O músculo extensor longo de polegar inseriu-se na falange distal do polegar em 85,55% dos casos, na falange proximal do polegar em 13,33% e no primeiro metacarpal em 1,11% dos casos.

Concluimos que: 1. Os músculos abdutor longo e estensor longo del polegar foram encontrados em 100% dos casos examinados. 2. O músculo extensor curto do polegar estava ausente em 4,44% dos casos. 3. As inserções do músculo extensor longo do polegar ocorreram na sua maioria na falange distal (85,55%) desse dedo e em menor proporção na sua falange proximal (13,33%). 4. O tendão do músculo extendor curto do polegar algumas vezes une-se ao do extensor longo do polegar (21,11%). 5. O músculo extensor curto do polegar inseriu-se predominantemenete na falange proximal do polegar (44,44%), em menor número na sua falange proximal (36,66%) e no primeiro metacarpal em 10% dos casos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia. 2. Músculos; 3. Tabaqueira anatômica

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INSERÇÕES PROXIMAL E DISTAL DO MÚSCULO ABDUTOR DO DEDO MÍNIMO NO HOMEM. (Insertions proximal and distal of muscle abductor digiti minimi in the man.Feijó, M. J. F.; Gusmão, L. C. B. Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas ­ Maceió ­ Halagaos. Centro de Estudos Anatômicos Professor Fernando Ítalo Souto - ECMAL

O objetivo desse estudo é descrever a inserção proximal e distal do músculo abdutor do dedo mínimo, solucionando possíveis erros e adicionando novas informações.

Foram utilizadas 36 mãos de cadáveres fixados com formaldeído a 10%, pertencentes ao Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas. As mãos foram dissecadas no Centro de Estudos Anatômicos Professor Fernando Ítalo Souto com o auxílio de um microscópio com ocular de 6x. Após o rebatimento dos planos superficiais, os músculos da eminência hipotenar foram individualizados, sendo o abdutor do dedo mínimo minuciosamente dissecado em suas inserções proximal e distal.

Os resultados foram separados quanto às inserções proximal e distal. Inserção Proximal: Em 8,3% dos casos, o músculo abdutor do dedo mínimo se originou apenas do osso pisiforme, em outros 80,5% teve origem do pisiforme e do tendão do flexor ulnar do carpo. Em 2,8% pôde ser visto o músculo abdutor se originar, além do pisiforme e do flexor ulnar do carpo, do tendão do músculo palmar longo. Em 5,6% o abdutor do dedo mínimo se originou do pisiforme, do flexor ulnar do carpo e do retináculo dos flexores; e, em 2,8%, se originou dessas três ultimas porções e do hâmulo do hamato. Inserção Distal: O músculo abdutor do dedo mínimo aparece fundido com o flexor curto do dedo mínimo em 80,5% dos casos. Insere-se na base da falange proximal do 5 dedo e expansão digital dorsal em 100% dos casos. Em 94,4% dos casos, puderam ser observados dois tendões de inserção para o músculo abdutor, em 2,8% o abdutor se inseriu com apenas um tendão e em 2,8% foram três tendões de inserção.

Baseados em nossos resultados podemos concluir: A inserção proximal do músculo abdutor do dedo mínimo se faz, na maioria dos casos (80,5 %), no osso pisiforme e no tendão de inserção do flexor ulnar do carpo; A inserção distal do músculo abdutor do dedo mínimo se realiza na base da falange proximal e na expansão digital dorsal (100%); Na maioria dos casos (94,4%) o músculo abdutor se insere com dois tendões sendo, assim, um músculo bicaudado.

PALAVRAS CHAVE: 1. Músculo abdutor do dedo mínimo; 2. Inserções; 3. Eminência hipotenar.

 

IRRIGAÇÃO DO MÚSCULO VASTO LATERAL OBLÍQUO. (Watering of the vastus lateralis oblique muscle). Janete Caprioli Carrocini Colnago1,2, Nader Wafae1,2, Serafim Vincenti Cricenti1Departamento de Morfologia da UNIFESP ­ EPM 1 - São Paulo ­ Brasil. Universidade do Oeste Paulista ­ UNOESTE 2 ­ Presidente Prudente ­São Paulo ­ Brasil, Janete Caprioli Carrocini Colnago. R. Armando Rizzo 244 Jardim Itapura I. Presidente Prudente ­ SP. Brasil.

Sobre o músculo vasto lateral oblíquo (VLO), foram descritos sua origem, inserção e ação (Grosso, D.B. et al., 1996) e o estudo eletromiográfico (Bérzin, F. et al., 1998). No entanto, a literatura consultada demonstrou escassez de dados a respeito da irrigação do VLO, motivo pelo qual, este trabalho é um estudo sistemático da irrigação do referido músculo.

O estudo da irrigação do VLO acrescenta a ele mais uma característica anatômica para que possa ser reconhecido pela TerminologiaAnatômica Internacional, além de servir de base para cirurgias ortopédicas. Foram estudados 30 membros inferiores, de 15 cadáveres adultos de ambos os sexos, fixados em formalina a 10% e em alguns membros inferiores, foram injetados neoprene látex coloração vermelha na artéria femoral, para maior visualização dos ramos artérias em estudo. Rebatendo o trato iliotibial, no terço inferior da coxa, observa-se tecido adiposo e vasos sanguíneos subjacentes. Seguindo o trajeto destes vasos, chega-se ao VLO, onde foram estudadas suas distribuições no músculo e catalogados em uma ficha técnica para análise estatística, juntamente com suas respectivas origens.

Em 100%(30) dos membros inferiores dissecados, foram observados 205 ramos terminais suprindo o músculo vasto lateral oblíquo, em 56%(116) dos casos, estes ramos proviam dos ramos colaterais da artéria superior lateral do joelho, em 28%(56) dos casos, estes ramos proviam dos ramos colaterais do ramo descendente da artéria circunflexa femoral lateral e em 16%(33) dos casos, dos ramos colaterais do ramo muscular da artéria poplítea.

Na literatura consultada, as citações referem-se a irrigação do músculo vasto lateral na região antero-lateral da coxa no seu terço distal (Gray & Goss, 1988), em nossos estudos porém, constatamos que esta região é ocupada pelo VLO com sua rica rede arterial, podendo ser um importante referencial para cirurgias ortopédicas, principalmente as reparadoras do joelho.

PALAVRAS CHAVE: 1. Músculo quadríceps; 2. Artéria femoral; 3. Artéria poplítea.

 

IRRIGAÇÃO E MORFOLOGIA DO VENTRÍCULO OU ESTÔMAGO MUSCULAR DE EMAS (Rhea americana). (Irrigation and morphology in rhea muscle stomach (Rhea americana). LUVEZUTI, R.; FEHR. M.; AMBRÓSIO, C. E.; MIGLINO.; CARVALHO, A.F.; M.A.; MORINI, A.C.; OLIVEIRA, M. F.; LIMA, M.C.; FERREIRA, G.J.B.C.; SAMOTO, Y.V.Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

A criação de emas no Brasil é um mercado em expansão devido ao total aproveitamento de sua carcaça desde sua carne destinada ao consumo humano até penas e couro. Considerando esta tendência iniciamos um projeto de pesquisa na disciplina de Anatomia Descritiva dos Animais Domésticos, e temos como objetivo definir a morfologia do estômago destas aves. Coletamos 5 aves no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres da Escola Superior de Agricultura de Mossoró-RN, as quais foram doadas para os laboratórios de Anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da Fundação de Ensino Octávio Bastos; São João da Boa Vista, SR e FMVZ-USP-SP. As técnicas anatômicas utilizadas foram injeção de látex Neopreme 650, através de cânula conectada ao ventrículo esquerdo para sistema arterial e ventrículo direito para sistema venoso, seguido de dissecção do aparelho digestório. Como resultado deste estudo pudemos observar um órgão cerca de 5 a 6 vezes maior que o pró-ventrículo. Seu formato era oval porém com impressões laterais que o tornavam mais achatado. A média obtida do diâmetro craniocaudal desses animais atingiu 32,5cm enquanto que a média do diâmetro dorsoventral alcança 22,8cm. Sua parede é extremamente espessa por tratar-se de um órgão visivelmente muscular. A inserção do duodeno estava próxima ao local onde se encontrava o istmo apresentando posição cranial. A vascularização do órgão era feita por dois ramos da artéria celíaca, sendo a primeira denominada artéria gástrica que se ramificava em outros dois ramos, o primeiro denominado ramo intermédio e o outro chamado ramo ventral. Havia ainda uma outra fonte de irrigação proveniente da artéria gastroduodenal, representada por um pequeno ramo gástrico o qual também se ramifica na parede do órgão. Foi observada na porção mais interna do órgão uma cutícula espessa produzida pelo epitélio glandular da porção mucosa. Abaixo da mucosa encontramos a muscular da mucosa, submucosa constituída de tecido conjuntivo repleto de vasos. Abaixo da submucosa encontramos duas camadas de musculatura lisa e a serosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Estômago muscular; 3. Ema.

 

IRRIGAÇÃO, TOPOGRAFIA E MORFOLOGIA DO CORAÇÃO DE AVESTRUZES (Struchio camelus).(Heart irrigation, topography aand morphology in ostrich(Struchio camelus). BRÓLIO, M.P.1; AMBRÓSIO, C.E.1; MIGLINO,M.A.1;CARVALHO,A.F.1; FERREIRA, G.J.B.C. 1; MARTINS, D.S. 1, ASSIS NETO, A. C. 21-Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. 2-Professo de Anatomia Animal da UNIFMU ­ SP. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

O avestruz (Struthio camelus) é um animal pré-histórico, uma ave rústica e com grande capacidade de se manter viva, sem mudanças genéticas significativas por todo esse tempo, com origem na África. No Brasil, existem atualmente cerca de 500 criadores e cerca de 15 mil aves. Pode medir de 2 a 2,5 m de altura, pesar de 100 kg a 150 kg, e atingir 60 km/h, pode viver até os 70 anos e se reproduzir até os 40 anos de vida.

Foram utilizados 05 animais para a realização do estudo em questão, cedidos pelo Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP para o Laboratório de Anatomia da Faculdade de Medicina Veterinária da FIFEOB-SP. As técnicas anatômicas utilizadas foram a injeção de solução aquosa de formol a 10% e injeção de látex Neopreme 650 vermelho, através de cânula conectada à artéria femoral esquerda, seguido de dissecação e desconecção dos moldes da carcaça.

A morfologia do coração dos avestruzes, é semelhante ao coração das emas (RAMIRO et al. 2001), portanto possui seu formato cônico e seu ápice é formado pelo ventrículo esquerdo. Suas aurículas não estão proeminentes tornando os átrios arredondados, sendo o átrio esquerdo três vezes mais proeminente que o átrio direito

A topografia do coração do avestruz é descrita com sua base localizada ventralmente à siringe, deslocada cranialmente ao fígado e caudalmente ao osso coracóide extendendo-se até o 3 E.I.C.

A vascularização do coração é feita por duas artérias coronárias, direita e esquerda, as quais nascem da aorta ao nível das valvas seminulares. A artéria coronária direita irriga a aurícula e ventrículo direito e parte do ventrículo esquerdo. A artéria coronária esquerda distribui-se essencialmente pela aurícula e ventrículo esquerdos. Foram observadas anastomoses no ápice do coração.

PALAVRAS CHAVE: 1. Coração; 2. Avestruz; 3. Vascularização; 4. Morfologia.

 

ISOFORMAS DA MIOSINA EM CAMUNDONGOS DA LINHAGEM C57BL6J. (Myosin heavy Caín in C57BL6J mice). Campos GER, Augusto V, Adala JF, Isayama RN. Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP, Brazil. Gerson Eduardo Rocha Campos E-mail: grcampos@obelix.unicamp.br Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Cidade Universitária "Zeferino Vaz", Distrito de Barão Geraldo, Cep: 13084-971, Campinas, São Paulo, Brazil.

O objetivo deste trabalho foi analisar músculos esqueléticos de camundongos da linhagem C57BL6J através da bioquímica. Em geral os músculos esqueléticos de ratos podem apresentar até quatro isoformas de miosina (MHCI, IIa, IId e IIb). A análise de fibras musculares isoladas tem demonstrado que as fibras dos tipos I, IIA, IID e IIB, chamadas de puras, apresentam isoformas de miosina dos tipos I, IIa, IId, IIb, respectivamente. As fibras chamadas de híbridas apresentam pelo menos duas cadeias de miosina, tais como: MHCI+MHCIIa, MHCIIa+MHCIId ou MHCIId+MHCIIb. Estes tipos de fibras são denominados de IC, IIC, IIAD, IIDA, IIDB ou IIBD.

Os músculos dos camundongos da linhagem C57BL6J são pouco conhecidos. Assim sendo, analisou-se através da técnica bioquímica de eletroforese, o extrato do músculo sóleo (SOL), extensor longo dos dedos (EDL), tibial anterior (TA) e gastrocnêmio (GAS) desses animais.

O músculo SOL apresentou porcentagens relativas de 39.3% da isoforma I, 59.63% de IIa/IId e 1.06% de IIb. No EDL observou-se 0.16% de isoforma I, 9.78% de IIa/IId e 99.04% de IIb. O TA mostrou predominância da isoforma IIb com 77.94%, seguida de 22.05% de IIa/IId. No GAS foi observado 77.94% de miosina IIb, 20.47% da isoforma IIa/IId e 1.58% de I.

Estes dados confirmam os tipos de fibras musculares observadas através da técnica histoquímica da mATPase.

PALAVRAS CHAVE: 1. Músculos; 2. Isoformas de miosina; 2. C57BL6J.

 

LOBAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DA ARTÉRIA PULMONAR EM RELAÇÃO AOS BRÔNQUIOS, EM CUTIAS (Dasyprocta aguti, Linnaeus, 1766). (Lobation and pulmonary arterial distribution on reference on bronchi in agouti (Dasyprocta aguti, Linnaeus, 1766). PENNO, A.K.; CARVALHO, M.A.M.; AZEVÊDO, L.M.; CARVALHO, A.A.; MELLO, G.W.S.; CRUZ, N.E.A. Departamento de Morfofisiologia Veterinária - CCA -UFPI ­ Teresina ­ Piauí ­ Brasil. Maria Acelina Martins de Carvalho ­ Rua Major Sebastião Saraiva, 1545, Morada do Sol, CEP. 64056-530, Teresina, Piauí, Fone: (0xx86) 233-1233, e-mail: carvalhomam@uol.com.br e mcelina@ufpi.br

Esta pesquisa objetivou estudar as características anatômicas do pulmão da cutia, particularmente os aspectos relativos à lobação e a distribuição dos ramos da artéria pulmonar e sua relação com os brônquios.

Foram utilizados dez blocos coração-pulmão, sendo que, em oito foi injetado substância plástica (Neoprene Látex), corada, na artéria pulmonar, a seguir, fixados em solução de formol a 10% e dissecados os ramos arteriais no parênquima do órgão. Nos dois pulmões restantes foi usado acetato de vinil, corado, nas artérias e os órgãos foram submetidos à corrosão em solução aquosa de ácido clorídrico a 30%, para obtenção de moldes.

Foi verificado que o pulmão da cutia apresenta-se dividido externamente por fissuras bastante pronunciadas, separando os lobos pulmonares, tanto à direita quanto à esquerda. O direito com quatro lobos: cranial, médio, caudal e acessório e o esquerdo com dois: cranial e caudal, apresentando o lobo cranial dividido em segmentos cranial e caudal. O brônquio principal direito emite os brônquios lobares cranial direito, médio, caudal direito e acessório. O esquerdo origina um pequeno tronco, o brônquio lobar cranial, que se bifurca, emitindo ramos para a porção cranial e caudal do lobo cranial esquerdo, e acompanham como brônquio lobar caudal esquerdo. A artéria pulmonar direita origina, respectivamente, ramos para os lobos cranial, médio, acessório e caudal, e a esquerda fornece, isoladamente, os ramos ascendente e descendente para os segmentos cranial e caudal do lobo cranial esquerdo e prossegue para o lobo caudal.

Conclui-se que as artérias pulmonares seguem as ramificações bronquiais, no entanto, para que seja melhor caracterizada a segmentação anátomo-cirúrgica deste órgão se faz necessário a continuidade dos estudos sobre a segmentação arterial e os arranjos adotados pelas veias no parênquima pulmonar.

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria pulmonar; 2. Segmentos bronco-pulmonares; 3. Cutia; 4. Roedor.

 

MENSURAÇÃO DA ALTURA DA LARINGE E DAS PREGAS VOCAIS MEMBRANOSAS DO ADULTO E DO SENESCENTE. Apolônio, A. G.; Paes, M. C. N. M.; Mello, R. J. V.; Francisco, F. S. Oliveira, B. A.; Valença, J. R.; Coelho, B. N. & Amorim, G. O. Departamento de Patologia da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.

Estudos sobre a morfometria laríngea e das pregas vocais são importantes nas áreas de Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia, visto a aplicação nos estudos anátomo-fisiológicos da laringe (Hirano et al.,1989; Eckel et al., 1994) assim como no planejamento das cirurgias do arcabouço laríngeo (Issihiki, 1984).

O presente trabalho teve como proposta caracterizar as variações morfométricas da laringe e pregas vocais membranosas em adultos e senescentes, através da mensuração da altura da laringe e do comprimento das pregas vocais membranosas.

O material para este estudo foi obtido no Serviço de Verificação de Óbitos - SVO, por ocasião da necropsia. Foram obtidas 80 laringes, do sexo masculino, divididas em dois grupos: adultos, com 20 laringes, e senescentes, com 60 laringes. As idades variaram de 22 a 41 anos no grupo adulto y de 60 a 97 anos no grupo senescente. As peças foram retiradas de cadáveres com o tempo de óbito no máximo de 24 horas, e as medidas foram realizadas logo após a necropsia sem fixação. Após a dissecação, realizou-se a mensuração, por três aferidores, da altura da laringe e das pregas vocais membranosas. As medidas foram obtidas com um dial callipers, paquímetro marca Western con acurácia de 0,02 mm.

Os resultados observados neste trabalho foram semelhantes aos encontrados na literatura, de acordo com a metodologia utilizada. Em relação à altura da laringe o grupo senescente apresentou uma média de 36.07 mm e o grupo adulto apresentou uma média de 34,26 mm. Em relação ao comprimento das pregas vocais membranosas, o grupo senescente apresentou uma média de 14,81 mm e o grupo adulto jovem apresentou uma média de 15,17 mm. Comparando os grupos adulto e senescente, foi constatada diferença estatisticamente significante na altura da laringe, prevalecendo valores maiores para o grupo senescente. Não foram observadas diferenças estatisticamente significante em relação ao comprimento das pregas vocais membranosas.

PALAVRAS CHAVE: 1. Laringe; 2. Anatomia.

 

MICROSCOPIA CONFOCAL A LASER DO MIOCÁR-DIO DE RATOS HIPERTENSOS TRATADOS COM ESPIRONOLACTONA, ENALAPRIL E VERAPAMIL. Pereira, L. M. M.1 ; Lenzi, H.2; Pereira, M. J. S1. & Mandarim-de-Lacerda, C. A1. 1Laboratório de Morfometria e Morfologia Cardiovascular, Universidade do Estado do Rio de Janeiro; 1Departamento Patologia, Fiocruz, Rio de Janeiro, Brasil.

A microscopia confocal a laser foi usada para estudar a estrutura do miocárdio de ratos espontaneamente hipertensos (SHR) tratados com Espironolactona ou com Espironolactona associada a inibidor da enzima conversora da Angiotensina (Enalapril, En) ou bloqueador de canais de cálcio (Verapamil, V).

30 SHRs foram separados em seis grupos e tratados por 13 semanas: Controle (C), E5, E 10 e E 30 (espironolactona nas doses 5, 10 e 30 mg/kg/dia), E+En e E+V (Espironolactona na dose média, 10 mg/kg/dia). Fragmentos do ventrículo esquerdo foram preparados tecnicamente, corados pelo picrosirius red e observados com microscopia confocal a laser (580 nm, Fiocruz/RJ) A fração do tecido conjuntivo (FTC) existente no miocárdio foi determinada com análise de imagem (Image Pro Plus, Meedia Cybernetics).

A ação da E sobre a pressão arterial (PA) foi dependente da dose, pois a PA apresentou maior queda com E10 e E30. A hipertrofia cardíaca diminui com o tratamento de E30 e também com a associação da E+En e E+V. A FTC não apresentou diferença entre os grupos E30, E+En e E+V, mas foi cerca 60% menor nesses grupos que nos outros grupos (E5 e E10).

O uso de monoterapia de E5 e E10 não foi capaz de modificar a estrutura miocárdica típica dos SHRs tendo cardiomiócitos hipertrofiados, áreas de fibrose reativa e infiltrado inflamatório. O tratamento combinado de E+En ou E+V foi eficiente em prevenir ou atenuar essas alterações. A associação de E+En preveniu o aparecimento de fibrose enquanto que a terapia combinada E+V atenuou a fibrose. A hipertrofia dos cardiomiócitos não ocorreu nos grupos E+En e E+V.

Observamos que a monoterapia com E é parcialmente eficiente, pois só houve preservação da estrutura miocárdica ou diminuição da fibrose intersticial quando foi usada E30. A ação de preservação miocárdica foi mais eficiente quando E10 esteve associada ao Enalapril ou ao Verapamil.

PALAVRAS CHAVE: 1. Ratos; 2. Miocárdio; 3. Microscopia confocal a laser; 4. Espironolactona; 5. Enalapril; 6. Verapamil.

 

MORFOLOGIA DO FÍGADO E PÂNCREAS DA ARARA CANINDÉ (Ara ararauna). (Morphology of liver and pancreas of blue and yellow macaw (Ara ararauna)). ASSIS NETO, A. C1.; AMBRÓSIO, C. E1; OLIVEIRA, M. F1., MARTINS D.S.1; MIGLINO, COSTA, W.P.1; M.A1 PASSIPIERI, M2. 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

As araras são aves da ordem psittaciformes, habitam desde a América Central até São Paulo, antigamente habitava Santa Catarina, Bolívia e Paraguai. As Araras canindés vivem em várzeas com buritizais, babaçuais, em beira de matas. A alimentação consiste de frutos de casca dura, tais como cocos e jatobá e, sobretudo do pequi, árvore típica do Brasil central.

Esta pesquisa objetivou estudar os aspectos morfológicos do fígado e pâncreas da arara canindé. Os animais foram doados pelo Parque Zoológico de Ilha Solteira e pela UNESP ­ campus Ilha Solteira. Procederam-se as dissecações e as descrições destes órgãos no Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo/SP.

O fígado apresentoudois lobos, um lobo hepático direito e um lobo hepático esquerdo, no entanto, o esquerdo encontrava-se ligeiramente maior. Ambos se encontraram protegidos pelas costelas. Não foram evidenciados presença de vesícula biliar. Na face medial esquerda o fígado ralaciona-se com a alça ascendente do duodeno, na face medial direita com o ventrículo gástrico e alça descendente do duodeno e cranialmente com o coração.

O Pâncreas apresentava um lobo ventral e um lobo dorsal, com comprimento menor, e interposto entre as alça ascendentes e descendentes do duodeno.

PALAVRAS CHAVE: 1. Ara ararauna; 2. Fígado; 3. Páncreas.

 

MORFOLOGIA DO FÍGADO E PÂNCREAS DO TUCANUÇU (Ramphastas toco albogularis). (Morphology of liver and páncreas of the Ramphastas toco albogularis). ASSIS NETO, A. C.; MOURA, C. E. B.; AMBRÓSIO, C. E1 ; OLIVEIRA, M. F., MARTINS D.S.1; MIGLINO, M.A1. 1.Uni FMU/SP. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ/USP. 3. Departamento de Morfologia de FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP. 4. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira, Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail:lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

Os Tucanuçus são os maiores representante da família Ramphastidae, vivem nas florestas ciliares e nos cerrados existentes entre o norte da América do Sul e a Amazônia e também no Pantanal Matogrossense. É uma espécie onívora, pois alimenta-se tanto de animais quanto de vegetais. Come principalmente frutas, insetos, ovos de outras aves e os filhotes destas. Sua digestão é muito rápida e eficiente. Considerando a importância faunística destes animais e a escassez de trabalhos na literatura especializada, este estudo objetiva estudar os aspectos morfológicos do fígado e pâncreas dos tucanuçus. Os animais foram doados pelo Parque Zoológico de Ilha Solteira e pela UNESP ­ campus Ilha Solteira. Procederam-se as dissecações e as descrições destes órgãos. O fígado apresentou-se dentro da cavidade celomática, onde foram evidenciados dois lobos hepáticos, um direito e outro esquerdo, sendo que este último mostrava-se menor. O lobo hepático direito encontrava-se, na porção cranial, protegido pelas costelas e relacionando-se com o duodeno. O lobo hepático esquerdo encontrava-se totalmente envolvido pelas costelas e relacionando-se ao ventrículo gástrico. Há presença de uma vesícula biliar associada ao lobo hepático direito. A mesma apresentava-se com forma alongada e posicionada dorsal ao pâncreas e entre as alças ascendente e descendente do duodeno. O pâncreas também localizado entre as alças ascendente e descendente do duodeno. Apresenta uma porção que se dispõem dorsalmente e outra ventralmente. No parênquima foram evidenciados pequenos lóbulos por toda a extensão do órgão.

PALAVRAS CHAVE: 1. Fígado; 2. Pâncreas; 3. Ramphastas toco albogularis.

 

MORFOLOGIA DO FUNICULO UMBILICAL DE FETOS BUFALINOS EM DIFERENTES ESTAGIOS DE GESTAÇÃO (Bubalus bubalis bubalis, SIMPSON,1945). (Morphology of umbilical funiculus at buballos fetus in differents stages of pregnancy (Bubalus bubalis bubalis, SIMPSON,1945) ­ FAPESP, Process 01/03291/9, I.C. CARVALHO, A.F.; FERREIRA, G.J.B.C.; MIGLINO, M..A.; AMBRÓSIO, C.E.; ROSA, R.A.; MARTINS, D.S. Departamento de Morfologia FAMVOB ­ FIFEOB - São João da Boa Vista­SP - BRASIL.Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: vetlab03@feob.br

Para o presente estudos foram utilizados 10 fetos bufalinos de diferentes estágios de gestação, os quais foram fixados com solução aquosa de formaldeído a 10% em tampão fosfato 0,1 M pH 7,4. Parte dos fetos (3) foram posteriormente dissecados e injetados com látex neoprene 650, corado de vermelho nas artérias funiculares, de verde nas veias funiculares e de amarelo no ducto alantóide, o funículo umbilical apresentou-se com formato de bastão, com uma constrição evidente na porção intermédia, os vasos apresentam-se dispostos com duas artérias centrais, duas veias periféricas e um ducto alantoideano entre as artérias, o desenvolvimento do funículo umbilical em comprimento apresenta relação direta com o crescimento fetal, sendo este na proporção de 1:4 ou seja o feto é quatro vezes maior que o funículo. Na analise de correlação dos dados observou-se um correlação positiva para todos o fatores, sendo assim há um interdependência entre cada região do funículo com a idade do feto e peso do funículo. Alguns dos funículos (7) foram direcionados posteriormente para o estudo microscópico onde pudemos observar algumas particularidades como presença de papilas epiteliais verrugosas no âmnio compostas por células bem globosas, tecido conjuntivo mucoso envolvendo os vasos e delimitado lateralmente pelo âmnio, veias funiculares com túnica média espessa como a das artérias diferenciando-se destas apenas pelo formato de sua luz que é elíptico, nas artérias funiculares a túnica média era desenvolvida com luz estrelada, ducto alantóide apresentou-se central ao funículo com grande número de capilares ao seu redor, este era revestido internamente por epitélio de transição, o âmnio de revestimento era igual por toda a extensão do funículo diferindo-se apenas na porção justa-fetal onde observamos a transição do âmnio para a pele que é rica em folículos pilosos.

Com este estudo pudemos concluir que macroscopicamente o funículo apresentou-se mais calibroso e com um formato de bastão, o que não era tão evidente nos bovinos, outra estrutura não visualizada nos bufalinos foi a presença de anastomoses, que são características nos bovinos. Microscopicamente observamos que a distribuição dos vasos no funículo umbilical de búfalos é igual a dos bovinos, com uma única diferença histológica que foi o formato e o tamanho das papilas epiteliais verrugosas.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia; 2. Funículo umbilical; 3. búfalo.

­ FAPESP, Process 01/03291/9, I.C

 

MORFOLOGIA DOS ORGÃOS GENITAIS FEMININOS DO TAMANDUA BANDEIRA, Myrmecophaga tridactyla (Morphology of female genital organs in vermiluga Myrmecophaga tridactyla). BONATELLI, M.1; PAPA,P.1; SANTOS, T.C.1; MIGLINO, M.A.1; PASSIPIERI, M.3; AMBRÓSIO, C.E.1; CARVALHO, A. F.2; MARTINS, D.S.1; AZARIAS, R.E.G.R.1, MARTINS, J.F.P.2 1 - Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2 - Departamento de Morfologia de FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP3 - Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira, Brasil.

O Tamanduá pertence a ordem edentata, família mymecophaidae; tendo como seu habitat cerrados e capoeiras. Esses animais são solitários, unindo-se em grupos apenas na época de acasalamento. Dada as escassas informações sobre a anatomia destes animais, decidiu-se por descrever macroscopicamente a morfologia do sistema genital feminino desta espécie, além de definir características reprodutivas a serem comparadas a morfologia dos humanos, pois o tipo de útero dos edentatos é similar aos das mulheres.

Em nossas pesquisas foram utilizadas fêmeas de tamanduá bandeira, doadas pelo Parque Zoológico de Ilha Solteira através da UNESP/ Ilha Solteira via FMVZ/USP-SP. Os animais após o óbito foram fixados com solução aquosa de formol a 20%, procedendo a seguir adissecação.

A genitália externa (vulva) do tamanduá bandeira apresenta dois lábios vulvares proeminentes que margeiam a rima vulvar, unindo-se em comissuras vulvares dorsal e ventral sendo a última mais desenvolvida em comprimento e espessura. O vestíbulo da vagina apresenta dois óstios que se abrem na mucosa da parede dorsal do conduto vaginal possivelmente para drenar as secreções das glândulas vestibulares maiores.

A transição entre vestíbulo vulvar e conduto vaginal é marcada pela presença do óstio uretral externo, que particularmente no tamanduá apresenta diâmetro expandido. A parede da vagina apresenta pregas longitudinais que terminam cranialmente no útero. O útero é simples e alongado com formato piriforme e está situado na entrada da cavidade pélvica. As tubas uterinas voltam-se para os ovários também alongados e paralelamente posicionados em relação ao útero.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia, 2. Reprodutor feminino; 3. Tamanduá bandeira.

 

MORFOLOGIA E IMPORTÂNCIA CIRÚRGICA DO MÚSCULO PALMAR CURTO PROFUNDO. Tavares, J. S.; Araujo, T. F.; Silva. D. S. B. & Gusmão, L. C. B. Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas e Centro de Estudos Anatômicos Prof. Fernando Ítalo Souto (CEAFIS) - ECMAL, Maceió, Alagoas, Brasil.

O estudo teve como objetivos verificar a freqüencia com que esse músculo se mostra presente e analisar sua relação com os ramos superficiais da artéria e nervo ulnares, una vez que a existência desse músculo pode determinar compressão do ramo superficial do nervo ulnar.

Foram utilizadas 33 mãos desarticuladas de cadáveres fixados em formaldeído a 10% de ambos os sexos, idades variadas, pertencentes ao Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas. Foram realizadas dissecações com a utilização de microscópios cirúrgicos e instrumental de microdissecação. A pele e a tela subcutânea da região hipotener foram rebatidas. Em seguida, o músculo palmar curto também foi rebatido para verificar a existência do músculo palmar curto profundo e para melhor análise de sus sintopia.

O músculo palmar curto profundo esteve presente en 4 casos (12,12%). Quando presente, esse músculo se relacionou com o ramo superficial da artéria ulnar das seguintes formas: artéria anterior ao músculo (25%); artéria posterior ao músculo (25%); artéria sem relação direta com o músculo (50%). Em 100% dos casos, o ramo superficial do nervo ulnar localizou-se posteriomente ao músculo palmar curto profundo.

A presença desse músculo não é tão inconstante, já que foi observado em 12,12% das mãos dissecadas. A posição do ramo superficial da artéria ulnar apresenta trajetos variados em relação ao músculo.

A íntima relação do músculo com o ramo superficial do nervo ulnar explica a síndrome de compressão descrita na literatura.

PALAVRAS CHAVE: 1. Mão; 2. Músculo palmar curto profundo; 3. Variação anatômica.

 

MORFOLOGIA E INERVAÇÃO DO MÚSCULO AB-DUTOR CURTO DO POLEGAR. NÓBREGA, F.S.G.; GUSMÃO, L.C.B & SOUZA, L. F. Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas ­ AL - Brasil. Centro de Estudos Anatômicos Prof. Fernando Ítalo Souto (CEAFIS).Fabiana Sophia Gonzalez da Nóbrega. End.: Rua Prof. Ernani Figueiredo Magalhães, n 70, Cruz das Almas. Maceió/AL ­ Brasil. Fone: 325-1635

O objetivo foi sclarecer divergências entre os autores acerca da morfologia, origem, inserção e suprimento nervoso do músculo abdutor curto do polegar (ACP).

Foram utilizadas 35 mãos desarticuladas de cadáveres fixados em formaldeído a 10% de ambos os sexos, de variadas idades, pertencentes ao Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas. As dissecações foram realizadas no Centro de Estudos Anatômicos Prof Fernando Ítalo Souto (CEAFIS), com a utilização de microscópios para auxílio das mesmas.

O músculo apresentou-se com 2 (17,14%), 3 (14,29%), 4 (57,14%), 5 (5,71%) e 6 ventres (5,71%). Sua origem deu-se no ligamento transverso do carpo (88,57%), tendão do m. palmar longo (82,86%), retináculo dos flexores (65,71%), osso escafóide (62,86%) e tendão do m. abdutor longo do polegar (57,14%). Feixes acessórios partiam do m. oponente do polegar (22,86%), pele da eminência tenar (17,14%) e m. flexor curto do polegar (5,71%). A inervação coube ao nervo mediano (100%), havendo contribuição do n. radial para o feixe mais lateral em 65,71% dos casos. A anastomose nervosa Mediano­Ulnar foi observada em 45,71% dos casos, em sua totalidade ocorrendo após a emergência do ramo para o ACP. Sua inserção ocorreu na parte lateral da base da falange proximal do polegar com expansão para o extensor longo do polegar (80%) e osso sesamóide lateral (20%), estando em todos os casos fundido ao m. flexor curto do polegar.

Conclusões: 1) Ocorreu grande variabilidade no que diz respeito à morfologia e origem do ACP. 2) A inervação do ACP deu-se pelo nervo mediano e radial, sendo este último responsável pela inervação do feixe mais lateral do músculo. 3) Não foi comprovada anatomicamente a inervação dual (Mediano/Ulnar) do ACP descrita pela Literatura, tendo a anastomose ocorrido após a inervação deste. 4) Sugere-se um estudo sobre os demais músculos da eminência tenar, visto que estes se apresentam de maneira imbricada, parecendo muitas vezes serem ventres de um mesmo músculo.

PALAVRAS CHAVE: Anatomia; Eminência tenar; m. Abdutor curto do polegar

 

MORFOLOGIA E MORFOMETRIA DO MÚSCULO PALMAR CURTO. (Morphology and morphometry of the short palmar muscle). Silva, DSB; Araújo, TF; Tavares, JS & Gusmão, LCB. Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas ­ Alagoas ­ Brasil. Centro de Estudos Anatômicos Prof. Fernando Ítalo Souto (CEAFIS) ­ ECMAL, Brasil. Daniela Sampaio Bezerra Silva. Rua Cônego Antônio Firmino de Vasconcelos, 62. Apto 202, Ed. Humaytá, Jatiúca. Maceió, Alagoas. CEP 57036-470. Brasil.

O estudo teve como objetivos analisar e esclarecer informações referentes a morfologia e morfometria do músculo palmar curto. Destinou-se também a fornecer dados sobre as dimensões musculares, vascularização e inervação deste músculo. Foram utilizadas 33 mãos desarticuladas de cadáveres fixados em formaldeído a 10% de ambos os sexos, idades variadas, pertencentes ao Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas. Rebateu-se pele e tela subcutânea da região hipotenar. Após dissecção, na qual utilizou-se de microscópios cirúrgicos, o músculo foi analisado e mensurado com auxílio de um paquímero.

Sobre as dimensões musculares, o comprimento proximal variou de 7 a 22 mm, predominando valores de 11 a 20 mm (75,76%). O comprimento distal variou de 8 a 25 mm, predominando valores de 11 a 20 mm (81,82%). A margem medial variou de 3 a 48 mm, predominando valores de 31 a 40 mm (36,36%). Finalmente, a margem lateral variou de 6 a 43 mm, com predominância dos valores de 21 a 30 mm (42,42%). A divisão do músculo em fascículos apresentou extremos de 2 e 7 fascículos, além daqueles casos onde não houve nítida divisão. Prevaleceram casos com 5 fascículos (24,24%). A inserção medial pode ser no retináculo flexor e face profunda da pele (24,24%) ou apenas na face profunda da pele (75,76%). A inserção lateral pode ser no retináculo flexor e aponeurose palmar (12,12%) ou apenas na aponeurose palmar (87,88%). Em 75,76% dos casos, a direção das fibras mostrou-se não paralela. A vascularização foi dada pelo ramo superficial da artéria ulnar em 100% dos casos enquanto que a inervação foi dada pelo ramo superficial do nervo ulnar em todos os casos. Verificou-se divergências no número de fascículos, nas inserções e na direção das fibras. Esclareceu-se as dimensões, vascularização e inervação do músculo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Eminência hipotenar; 3. Músculo palmar curto.

 

MORFOMETRIA DO SEGMENTO INICIAL DO INTESTINO DE TILÁPIA DO NILO (Oreochromis niloticus) SUBMETIDAS A DIFERENTES NÍVEIS DE PROTEÍNA VEGETAL NA RAÇÃO. (Morphometric aspects of the anterior intestine of nile tilápia (Oreochromis niloticus) submitted at different levels of vegetable protein in the ratios). Fabiana Cavichiolo , 2 Maria Raquel Marçal Natali, 1Ricardo Pereira Ribeiro, 2 Luiz Cristiano Valentini, 2 Tarcila Volski, 2 Maria Euride Carlo Cancino, 1Heden Luís Marques Moreira. 1 Departamento de Zootecnia - Universidade Estadual de Maringá- Paraná- Brasil 2 Departamento de Ciências Morfofisiológicas - Universidade Estadual de Maringá- Paraná- Brasil. Fabiana Cavichiolo, Av. Colombo, 5790 CEP 87020.900 Departamento de Ciências Morfofisiológicas, Universidade Estadual de Maringá, fbcavica@hotmail.com

A produção mundial de tilápias já atingiu um milhão de toneladas esta grande produção se deve em muito ao fato de suas consideráveis qualidades zootécnicas, rápido crescimento e fácil adaptação a qualquer tipo de cultivo e alimento. O hábito alimentar desta espécie pode variar de onívoros à herbívoros de acordo com o grupo em questão, entretanto, quando submetidas à sistemas de cultivo passa a ter os alimentos artificiais (ração) como principal fonte de alimentação. Entretanto, quando esta dieta alimentar for inadequada pode levar a um baixo desempenho chegando até a provocar alterações morfológicas em diversos órgãos como por exemplo o intestino. Foram utilizados segmentos iniciais do intestino de 15 tilápias (O. niloticus), cinco por tratamento, com pesode aproximadamente 80 g , comprimento total de 16 cm e 13 cm de comprimento médio. Esses animais foram previamente alimentados com três diferentes dietas baseadas em proteínas de origem vegetal durante cinco meses sendo: T1= ração com 20% de proteína, T2= 24% de proteína, T3= 28% de proteína. Os intestinos destes animais foram coletados, fixados em solução de Bouin, sendo realizados cortes de 5 µm submetidos a coloração com Hematoxilina-Eosina. Foram capturadas as imagens de diversos campos do intestino inicial onde foram realizadas análises morfométricas do espessura da túnica mucosa e da parede total em 32 diferentes pontos em cada um dos 15 animais com o auxilio do programa computadorizado de análise de imagens Image pró plus. Essas medidas revelaram alterações significativas destes parâmetros entre os tratamentos sendo que o melhor resultados encontrado, foi com o maior nível de inclusão de proteína, 28%, demonstrando uma possível linearidade quanto a estes níveis de inclusão.

PALVRAS CHAVE: 1. Oreochromis niloticus; 2. Intestino anterior; 3. Morfologia; 4. Proteína vegetal.

 

MUSCULATURA PRÓPRIA DA MÃO DE ALGUNS ROEDORES CAVIOIDEA (MAMMALIA:RODENTIA). Oscar Rocha-Barbosa1; Sabine Renous2 e Jean-Pierre Gasc2. 1Laboratório de Zoologia de Vertebrados (Tetrápodas), DBAV-IBRAG-UERJ, Rua São Francisco Xavier, 524, 20550-013, Maracanã, Rio de Janeiro RJ. E-mail- obarbosa@uerj.br. 2 Laboratoire d´Anatomie Comparée, 55, Rue Buffon, 75005 Paris, France. E-mail: renous@cmrs1.mnhn.fr.

A musculatura própria da mão de alguns roedores Cavioidea tem a mesma organização a despeito da ausência do dedo I como ocorre nos gêneros Cavia e Hydrochaeris. Nos gêneros que possuem cinco dedos, como Agouti, Dasyprocta e Myoprocta, existe a mais, um músculo abdutor do dedo I, não incluído nesse estudo. Após dissecção, cada uma das unidades musculares foi comparada à massa muscular global da mão de cada espécie. O resultado mostrou que esta massa, em porcentagem do peso corporal, é maior em Hydrochaeris e menor em Cavia, gêneros estes, possuidores do mesmo número de dedos. Nos outros gêneros, encontramos o seguinte gradiente: Agouti, Dasyprocta e Myoprocta. A maior massa em Hydrochaeris é devida ao músculo interossoso do dedo III. Cavia, no entanto, mostra a mesma tendência que Hydrochaeris. Numa comparação interespecífica, o exame da massa global das unidades musculares relacionadas a cada um dos dedos, mostra um fraco desenvolvimento dos músculos do dedo V em Hydrochaeris e Cavia, levantando a hipótese de uma perda da capacidade de movimento próprio desse dedo. Ao contrário, o dedo V, chega a um máximo de desenvolvimento de seus músculos no gênero Agouti, em relação aos outros Cavioidea estudados. Este cálculo da massa muscular global, comparada a massa muscular de cada um dos dedos, nos permitiu propor uma hierarquia da capacidade de movimento próprio destes dedos para cada forma estudada. Sobre o plano da musculatura própria dos dedos, independentemente dos grandes músculos flexores e extensores dos dedos, podemos dizer que em Hydrochaeris e Cavia, tendo em conta a redução muscular que concerne o dedo V, o dedo III vai funcionalmente e preponderantemente "em direção" a um sistema a "três dedos". Da mesma maneira, a redução muscular que atinge o dedo I, caracteriza uma evolução nos outros Cavioidea estudados no sentido de um sistema à "quatro dedos". Em conclusão, remarcamos que a musculatura própria dos dedos da mão sugere uma evolução para três dedos funcionais, com predominância do dedo III em Hydrochaeris e Cavia, e uma evolução para quatro dedos funcionais com predominância dos dedos para-axiais II e V em Agouti paca.

Órgãos financiadores: CNPq, FAPERJ, UERJ

PALAVRAS CHAVE 1. Músculos; 2. Mão; 3. Roedores.

 

NEURÔNIOS MIOENTÉRICOS NADH-DIAFORASE POSITIVOS DO BULBO INTESTINAL DE Cyprinus carpio (L, 1758) ­ ANÁLISES QUANTITATIVA E MORFOMÉTRICA. (Positive NADH-Diaphorase myenteric neurons of the intestinal bulb of Cyrpinus carpio (L, 1758)­ Quantitative and morphometric analyses. PEREIRA, A.P.C.; STABILLE, S.R.; EVANGELISTA, C.C.B; GERMANO, R.M. Departamento de Ciências Morfofisiológicas da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Maringá, Pr, Brasil.

Dentre os vertebrados, os peixes representam o contingente mais numeroso sendo considerados uma super-classe. Vivem em diferentes condições ambientais e suas adaptações aos diversos ecossistemas aquáticos determinam variações em suas formas. Aos seus diferentes hábitos alimentares correspondem diferenças anatômicas e fisiológicas acentuadas no aparelho digestório. O plexo mioentérico tem sido amplamente estudado, principalmente em mamíferos, contudo pouco se conhece sobre a morfologia e dimensão deste plexo em peixes. Uma vez que os peixes têm sido utilizados cada vez mais como modelos experimentais em pesquisas biomédicas e considerando o estudo do plexo mioentérico fundamental para a compreensão dos mecanismos fisiológicos do trato gastrointestinal, o presente trabalho objetivou a mensuração e quantificação de pericários de neurônios NADH-diaforase positivos do plexo mioentérico do bulbo intestinal da carpa Cyprinus carpio. O bulbo intestinal foi coletado de 10 exemplares adultos de C. carpio Cinco segmentos foram submetidos aos procedimentos rotineiros para obtenção de cortes histológicos corados por HE, Azan e Van Gieson e analisados ao microscópio de luz para localização do plexo mioentérico. Outros cinco segmentos foram submetidos ao método da NADH-diaforase para evidenciação de neurônios e, em seguida, foram microdissecados para obtenção de preparados de membrana. Ao microscópio de luz munido de objetiva de 40x e disco micrometrado acoplado à ocular foram contados os pericários de neurônios mioentéricos presentes em 40 campos, perfazendo a área total de 6,92 mm2/preparado de membrana. Também em cada preparado de membrana foram mensurados esomados os maiores eixos longitudinal e transversal do pericário de 100 neurônios. O plexo mioentérico foi localizado entre os estratos longitudinal e circular da túnica muscular do bulbo intestinal, envolto por feixes colágenos. Apresentou-se constituído por neurônios isolados e por neurônios reunidos em gânglios de distribuição esparsa. O numero médio de neurônios presentes em 6,92 mm2 de preparado de membrana foi 900,2 ± 219,1. A soma das mensurações dos pericários variou entre 3 a 23 mm com média 10,88 mm e desvio padrão 3,70 mm. Estes procedimentos permitiram classificar os neurônios segundo suas dimensões em pequenos, médios e grandes. Concluiu-se que no bulbo intestinal de C. carpio o plexo mioentérico não é totalmente ganglionado predominando neurônios com pericário de tamanho médio.

PALAVRAS CHAVE: 1. Plexo mientérico; 2. Intestino; 3. Peixes; 4. NADH.

 

O CONTATO DOS ALUNOS COM O CADÁVER NO ESTUDO PRÁTICO DE ANATOMIA: A REAÇÃO E A INFLUÊNCIA NA APRENDIZAGEM. (The students´contactt with the corpse in the practical study of anatomy: The reaction and influence in the learning). Brasil FB, Babinski MA, Sgrott EA, Luz HP. Depto. de Anatomia - Universidade do Vale do Itajaí-UNIVALI (SC),Brasil. Correspondencia: Prof. Márcio Antônio Babinski, Unidade de Pesquisa Urogenital - Depto. de Anatomia - IB ­ UERJ, Av. 28 de Setembro, 87, fundos, FCM, térreo 20551-030, Vila Isabel, Rio de Janeiro, (RJ) ­ Brasil Fone: ++ (55) (21) 2587-6499 E-mail: babinski3@bol.com.br

A visualização e manualização do cadáver ainda são métodos que contribuem de maneira eficiente na compreensão da forma, espaço e distância das estruturas anatômicas. No entanto, o contato com o cadáver pode provocar diferentes tipos de reações nos estudantes.Objetivo: Identificar as reações dos alunos da área da saúde frente ao primeiro contato com o cadáver em aulas práticas de Anatomia. O estudo analisa também a influência da aula prática no processo de ensino-aprendizagem de Anatomia. Material e Método:Foram entrevistados aleatoriamente no final do semestre letivo 395 alunos matriculados nos cursos da área da saúde, que cursaram a disciplina de Anatomia teórica e prática. O instrumento de pesquisa contituiu-se de um questionário com perguntas abertas e fechadas, versando sobre sexo,idade,curso,interesse pela disciplina e reações frente ao contato com o cadáver. O tratamento estatístico dos dados foi realizado com o auxílio do software GraphPad Instat, sendo que o teste selecionado foi Qi2 com um p=ou< que 0.05 como significativo. Resultado: A amostra correspondeu a 79,3% do total dos alunos (498) matriculados na disciplina de Anatomia com aproximadamente 37 alunos por curso. Os estudantes eram jovens na faixa etária entre 16 à 23 (91,1%), sendo que 79,0% do sexo feminino e 21,0% para o masculino. Dos estudantes 92,2% dos alunos consideram "importante" e 71,0% deles se interessam pelo conhecimento do corpo humano. Na reação ao 1 contato com o cadáver, 40,8% demonstraram-se curiosos sem qualquer receio e 39,2% manifestaram respeito. Medo, náuseas, choque e lembrança de familiares falecidos foram descritas em 16,0% e 4,0% relataram indiferença.Quanto a "convivência" com o cadáver, 59,5% revelaram uma relação acadêmica respeitando o seu instrumento de estudo, do total 75,0% afirmam não sofrer nenhuma alteração no seu cotidiano, quanto a alimentação, higiene e sono.A consideração atribuída ao estudo prático no cadáver foi de "muito importante" em 80,0%. Sob a ótica de 85,1%, o manuseio do mesmo influencia na aprendizagem. Conclusão: O estudo prático no cadáver é imprescindível, pois materializa e corrige conceitos errôneos sobre aspectos topográficos. O pequeno número de estudantes que se impressionou no primeiro contato com o cadáver não foi expressivo, uma vez que a maioria considerou-o um objeto de estudo, havendo assim, uma despersonalização do mesmo, fato este que se expressa sobretudo após a dissecção.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia Humana; 2. Cadáver; 3. Ensino-Aprendizagem.

Suporte : UNIVALI

 

OCORRÊNCIA DE OSSO INTERPARIETAL EM CRÂNIO HUMANO (Occurrence of the interparietal bone in human skull. De Araújo, K. C. G. M.*; Bittencourt, A. M.; Prado Reis, F; Tashiro, T. Departamento de Morfologia da UFPE ­ Pernambuco ­ Brasil[1]. Karina C. G. M. de Araújo através do e-mail: karina@fir.br

A complexidade das variações ósseas na porção interparietal da escama occipital de crânios humanos é baseada na compreensão morfológica desta região. Os ossos interparietais individuais e múltiplos estão localizados dentro do território interparietal da escama do osso occipital. Este trabalho objetiva investigar a presença de osso interparietal na escama do osso occipital de crânios humanos.

Foram avaliados 106 crânios adultos pertencentes ao ossário do Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Foi encontrado apenas um caso de osso interparietal (0,94%) na amostra estudada. A base do osso interparietal está localizada ligeiramente acima da protuberância occipital externa, ocupando a maior parte da escama interparietal do osso occipital. O resultado obtido exprime a importância da investigação dos limites precisos do osso interparietal devido à falta de critérios de classificação para diferenciar os tipos de variações ósseas quanto à situação e forma de seus territórios na escama do osso occipital.

PALAVRAS CHAVE: 1. Osso interparietal; 2. Variações ósseas; 3. Osso occipital.

 

ORIGEM DO PLEXO BRAQUIAL NO BICHO-PREGUIÇA (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). (Origin of the brachial plexus in the sloth (Bradypus variegatus SHINZ, 1825). Amorim Júnior, A.A.; Amorim, M.J.A.A.L ; Silva, D.R.; Pimentel, D.S.; Araújo, F.P.; Alvim, M. M. S. Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal ­ UFRPE ­ Recife ­ Pernambuco ­ Brasil.

A descrição anatômica do sistema nervoso dos animais silvestres é de fundamental importância para o conhecimento dos aspectos morfológicos dessas espécies, quer no sentido de fornecer embasamento para as abordagens clínica-cirúrgica e comportamental. O conhecimento morfológico da origem do plexo braquial é de relevante importância para o Medico Veterinário e biólogos, permitindo o conhecimento comparado a outras espécies silvestres e domésticas, principalmente no emprego de anestesia.

Para esta pesquisa, realizada na Área de Anatomia do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, utilizou-se de 04 (quatro) preguiças adultas (Bradypus variegatus) adquiridas por morte natural, doados pelo Departamento de Fisiologia da Universidade Federal de Pernambuco. Os animais foram fixados em solução de parafomolaldeído a 10% e conservando em tanque de igual solução. Posteriormente foram dissecadas as musculaturas da região cervicais e torácicas acompanhando os nervos constituintes até os respectivos forames intervertebrais. Tomamos uma das peças para modelo de esquemas, sendo os nervos pintados de pigmentos amarelo e tomadas fotográficas para documentação. Verificamos que o plexo da espécie Bradypus variegatus é constituída as custas dos ramos ventrais de C4, C5, C6, C7, C8, C9 e T1 em todos os casos, considerando a particular constituição do segmento cervical de nossas espécimes estudadas, formado por oito (08) vértebras cervicais.

PALAVRAS CHAVE: 1. Plexo braquial; 2. Sistema nervoso: 3. Anatomia; 4. Bicho-Preguiça; 5. Bradypus variegatus.

 

ORIGEM DO PLEXO LOMBOSSACRAL DO CERVO DO PANTANAL (Mazana sp.) (Origin of lumbossacral plexus in pantanalk deer (Mazana sp.). TEIXEIRA, D G.1;OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M. A.1; PASSIPIERI, M.2; MOURA, C. E. B.1; COSTA, W. P.1; BENEDICTO, H. G1; PEREIRA, F.T.V.1; AMBRÓSIO, C.E.1 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

Nos mamíferos domésticos, o plexo lombossacral é resultante das anastomoses dos ramos ventrais do quarto a sexto nervos lombares e dois primeiros nervos sacrais, sendo este responsável pela inervação do membro pélvico. Consultando a literatura especializada verifica-se uma escassez de informações sobre a anatomia do sistema nervoso de espécies silvestres, encontrando-se poucos estudos referentes ao padrão de origem deste plexo. Este trabalho objetiva descrever a origem deste plexo contribuindo para o avanço da anatomia comparada. Portanto para este estudo foram utilizados quatro fêmeas de cervos do pantanal que vieram a óbito no Parque Zoológico de Ilha Solteira, sendo doadas a UNESP ­ Ilha Solteira e que foram injetado com solução aquosa de folmadeído a 10% e tiveram sua região abdominal e pélvica dissecadas para a observação da origem do plexo lombossacral. Em três animais, verificou-se que os ramos ventrais lombares L3, L4 e L5 e os sacrais S1, S2 e S3 deram origem aos nervos do plexo lombossacral em ambos os antímeros. Apenas um caso apresentou variação, apresentando este plexo derivando das ramos ventrais lombares L2, L3, L4 e L5 e dos ramos sacrais ventrais S1, S2 e S3, tanto no antímero direito quanto no esquerdo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfologia; 2. Plexo lombossacral; 3. Cervo pantanal.

 

ORIGEM DOS NERVOS DERIVADOS DO PLEXO BRAQUIAL DE CERVOS DO PANTANAL (Mazana sp.) (Nerves origin at brachial plexus in pantanal (Mazana sp)), TEIXEIRA, D G.1;OLIVEIRA, M.F.1; MIGLINO, M. A.1; PASSIPIERI, M.2; MOURA, C. E. B.1; COSTA, W. P.1; BENEDICTO, H. G1; PEREIRA, F.T.V.1; AMBRÓSIO, C.E.1, ASSIS NETO, A. C. 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

O Cervo do pantanal (Blastocerus dichotomus) é uma espécie uniespecífica com comprimento médio de 210 cm e altura anterior de 125 cm e posterior igual a 132 cm. Apresenta pelos longos, geralmente claro e uniforme, características que juntamente com a presença de chifres dicotomizados correspondem a elementos básicos para diferenciá-los das demais espécies. Foram utilizadas quatro fêmeas que tiveram morte natural no Parque Zoológico de Ilha Solteira, doados pela UNESP, a técnica anatômica seguida foi a injeção de solução aquosa de fomaldeído a 10% seguido de dissecção do sistema nervoso periférico destes animais. Pouco se sabe sobre anatomia própria deste animal, especialmente sobre o seu sistema nervoso. Diante disso, o presente trabalho procura descrever a origem dos nervos que emanam do plexo braquial para contribuir com o desenvolvimento da anatomia comparada.

Os nervos tiveram suas origens dissecadas junto aos ramos ventrais dos nervos cervicais e torácicos que participavam da formação do plexo braquial. Verificou-se que os nervos derivados dos plexos e suas respectivas origens foram: o nervo supra-escapular formado pelo ramo ventral do sétimo nervo cervical (C7) com contribuição do sexto componente cervical; tendo origem comum com o subescapular. O nervo axilar originava-se nos ramos ventrais de C7 e C8; o nervo radial derivava dos ramos ventrais de C7, C8 e T1; os nervos mediando e ulnar originava-se de um tronco único emergindo de C8 e T1; os nervos peitoral caudal, torácico lateral e toracodorsal derivavam dos ramos C8 e T1. O nervo torácico longo tinha sua origem encoberta pelo músculo escaleno, o qual deriva de C7 com pequena contribuição de C8 e o nervo músculo-cutâneo foi observado originado-se dos ramos ventrais de C6 e C7.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Plexo braquial; 3. Cervo do pantanal.

 

ORIGEM DOS NERVOS FRÊNICOS DE OVINOS DA RAÇA SANTA INÉS. (The origin of phrenic nerves of ovines from Santa Inés race). ALMEIDA, A. E. F. de S.; PRADA, I. L. de S.; FARIA, M.M.M.D.; AMORIM JÚNIOR, A. A.; JUCÁ, A. F. Departamento de Anatomia dos Animais Domésticos da EMV-UFBA-Bahia-Brasil* Almeida, A.E.F de S. aelisa@ufba.br

O estudo anatômico da origem e curso dos nervos frênicos bem como da distribuição de seus ramos terminais no diafragma tem sido objeto de inúmeras publicações relativamente a animais domésticos e silvestres. Considerando a importância deste conhecimento anatômico nos ovinos da raça Santa Inês, para a prática de procedimentos clínicos e cirúrgicos, propusemo-nos estudar os níveis das raízes nervosas que compõem os nervos frênicos direito e esquerdo na porção cervical da coluna vertebral destes animais, estabelecendo também, os eventuais pontos de união destes filetes, com vistas a delimitar uma melhor abordagem dos aludidos nervos.

Mediante fixação e dissecação bilateral de 30 peças (região cervical) foi observado que os nervos frênicos originam-se mais freqüentemente a partir dos ramos ventrais do 5o (C5) e 6o (C6) nervos espinhais cervicais tanto à direita (46,67%) como à esquerda (43,33%), embora a origem a partir dos ramos ventrais do 6o (C6) e 7o (C7) nervos espinhais cervicais ou do 5o (C5), 6o (C6) e 7o nervos espinhais não constitui a ocorrência rara, ou seja, respectivamente à direita (23,33% - 30,00%) e à esquerda (16,66% - 33,34%), exibindo uma origem simétrica em 63,33% dos casos. A união destes ramos formadores dos nervos frênicos ocorre em correspondência à C6, C7 ou 1a costela.

Os nossos resultados permitem concluir que a abordagem dos nervos frênicos direito e esquerdo nos ovinos da raça Santa Inês deve ser realizada na cavidade torácica e a partir do 1o par de costelas, a partir do qual esses nervos já se encontram constituídos.

*Tese de Doutorado (Bolsa-Capes)

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomy; 2. Ovines; 3. Animal Diaphragm; 4. Nervous System.

O SINAL DE BABINSKI NA ARTE E NA ANATOMIA. (Babinski's sign in art and anatomy). Honorato, P.R.; Reis, T.R.L.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Joseph François Felix Babinski (1857-1932) era médico, nascido no Peru, de descendência francesa. Teve um treinamento completo em Medicina geral antes de se dedicar ao estudo de Neurologia. Babinski descreveu, numa série de curtas publicações, o sinal que leva seu nome, sendo a primeira delas em 22 de Fevereiro de 1896. Naquela época, os neurologistas concentravam esforços no sentido de encontrar um sinal que os auxiliasse no diagnóstico diferencial entre hemiplegia histérica e orgânica. Babinski descobriu que na hemiplegia orgânica, a resposta ao estímulo plantar não era flexão do hálux, como ocorre normalmente, e sim extensão. Até hoje este é considerado o reflexo patológico mais importante da neurologia, para definir lesões das vias piramidais. Contudo, vários pintores que viveram séculos antes de Babinski, já haviam demonstrado esse sinal em suas obras de arte.

O objetivo do estudo é buscar representações artísticas da extensão reflexa do hálux em períodos prévios à sua descrição por Babinski.

Dentre as obras que fazem referência ao sinal de Babinski, podemos citar as obras "Madona com a Criança e os Anjos", de Sandro Botticelli (1445-1510); "Madona e a Criança", de Rogier van der Weyden (1399?-1464); "The Small Cowper Madonna" de Rafael Sanzio (1483-1520); "Madona e a Criança com São Jerônimo e Maria Madalena" de Correggio (1494-1534); "O Casamento Místico de Santa Catarina", de Rubens (1577-1640) e a "Coroação da Virgem" de Jacob Schick von Kempler (Séc. XVI). Em todas essas obras observa-se a extensão do hálux em crianças menores de 2 anos, o que acontece devido ao fato de que nessa idade ainda não ocorreu o processo de mielinização das vias piramidais.

Não há indícios de que os artistas que pintaram a extensão reflexa do hálux em crianças tinham conhecimento do processo fisiológico envolvido, tendo essas representações um valor apenas histórico. Entretanto, a demonstração desse sinal anteriormente à época de Babinski de modo algum diminui o mérito de sua descoberta, pois foi ele quem atribuiu a correta interpretação clínica ao sinal, escrevendo para sempre seu nome na História da Medicina.

PALAVRAS CHAVE: 1. História da Medicina; 2. Arte; 3. Babinski; 4. Neurologia.

 

OVOGÉNESIS DE LAS ESPECIES DEL GÉNERO Helcogrammoides (Pisces; Tripterygiidae) DE CHILE CENTRAL. (Oogenesis of the species of the genus Helcogrammoides (Pisces; Tripterygiidae) of central Chile). Mena, J.A. & Feíto, R.J. Facultad de Ciencias Naturales y Exactas, Universidad de Playa Ancha. (Valparaíso, Chile)

El estudio de la ovogénesis en peces teleóstomos permite obtener datos importantes de su biología reproductiva. Uno de los grupos más interesantes es el de los Blennioidei. Estos peces se caracterizan por sus hábitos bentónicos, lo que se relaciona con la ausencia de vejiga natatoria. Con el propósito de conocer mejor la biología reproductiva, hemos estudiado la ovogénesis de Helcogrammoides chilensis y de Helcogrammoides cunninghami (Tripterygiidae; Blennioidei).

Ovarios de hembras adultas fueron fijados en Bouin-Hollande e incluidos en parafina. Cortes de 7um fueron teñidos para su observación con el microscopio de luz. Los folículos fueron clasificados según Begovac y cols. (1988)

Los ovarios de H. chilensis y de H. cunninghami presentan grupos de ovocitos, que se encuentran en distinta etapa de desarrollo, lo que indica un patrón de desarrollo ovárico sincrónico de grupo, que permite la existencia de eventos ovulatorios múltiples. Es posible que H. chilensis y H. cunninghami presenten desove anual, aún cuando no se descarta la existencia de un peak estacional. El córion de los ovocitos, a diferencia de otros teleóstomos, es PAS negativo.

1. Ovogénesis; 2. Peces; 3. Blennioideos.

Financiamiento: Proyecto DIGI CNEI 05-0102 UPLACED

 

PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DOS COMPONENTES EXTRA-HILARES RENAIS NO TATU GALINHA (Dasypus novemcinctus, L. 1758). Abreu, M : A. F.; Domeniconi, R. F. & Benetti, E. J. DCB/FC/UNESP/Bauru, SP, Brasil.

Sendo o tatu galinha utilizado como modelo experimental no estudo da Hanseníase Humana e apresentando-se como animal dotado de características de excessiva concavidade em sua carapaça, o que acaba por conferir às vísceras das cavidades torácica e abdominopélvica, padrões especiais quanto à formas, dimensões e localização de sus estruturas, propôs-se a descrição do comportamento das estruturas extra-hilares renais, com o objetivo de subsidiar as cirurgias reparadoras da cavidade abdominal, como também colaborar com a anatomia comparativa.

Dez animais (5 machos e 5 fêmeas) tiveram os compartimentos arteriais renais direito e esquerdo injetados, com Neoprene Látex corado, através da aorta abdominal, com a finalidade de diferenciar as estruturas vasculares do pedículo, seguido da fixação em solução de formol a 10%. A disposição dos componentes do pedículo renal foi investigada, levando-se em conta o sexo e o antímero e, adotando-se como modelo de representação, a figura de uma elipse dividida em quatro quadrantes, sendo o 1 craniodorsal, o 2 cranioventral, o 3 caudodorsal e o 4 caudoventral, utilizados como referência para descrição do comportamento das estruturas extra-hilares.

Assim, a artéria renal ocorreu preferencialmente, adentrando no 1 quadrante do rim esquerdo e no 2 quadrante do rim direito, nunca ocorrendo no 3 quadrante deste lado. A veia renal esquerda ocorreu preferencialmente a partir do 1 e 2 quadrantes, enquanto a direita, emergiu do rim somente a partir do 1 quadrante. Em relação à inervação foi observado o predomínio de ocorrência no 3 quadrante, para o nervo renal esquerdo e, igualmente, distribuído entre o 1 e 3 quadrantes, em relação ao nervo renal direito.

O uretér mantêm-se preferencialmente emergindo a partir do 4 quadrante, tanto no rim esquerdo quanto no direito. A preferência da artéria renal esquerda pelo 1 quadrante e da artéria renal direita pelo 2 quadrante é mais marcante nas fêmeas. A preferência de emergência da veia renal esquerda a partir do 1 e 2 quadrantes ocorreu mais freqüentemente nos tatus machos, enquanto que a preferência da veia renal direita em deixar o 1 quadrante ocorreu principalmente nas fêmeas.

A distruibuição dos nervos renais direito e esquerdo nos quadrantes apontados como preferidos, foi determinada pelos tatus machos.

PALAVRAS CHAVE. 1. Anatomia; 2. Rim; 3. Irrigação; 4. Inervação; 5. Dasypus nomencinctus.

 

PADRONES DE INERVACIÓN EN EL MÚSCULO SEMITENDINOSO, BIOMETRÍA DE SUS RAMOS MUSCULARES Y LOCALIZACIÓN DE SUS PUNTOS MOTORES. *Olave, E.; **Gabrielli, C. & **Braga, M.T.T.* Facultad de Medicina, Universidad de La Frontera, Chile ** Departamento de Morfología, Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil.

La inervación motora de la musculatura esquelética es conocida, sin embargo, los padrones de distribución de esos ramos son descritos de forma general. Con el propósito de aportar antecedentes anatómicos y biométricos sobre la inervación de diversos músculos, estudiamos las características de los ramos que inervan al músculo semitendinoso, considerando su origen respecto a la tuberosidad isquiática (TI), su longitud, la subdivision de los ramos principales, como también la localización de los puntos motores respecto de TI.

La investigación se realizó en 24 miembros inferiores de 12 cadáveres formolizados, de individuos brasileños, adultos, de ambos sexos, de edades entre 25 y 65 años, pertenecientes a la disciplina de Anatomía Humana de la Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. Inicialmente registramos la distancia entre la parte inferior de la TI y una línea transversal que se extendió entre las partes más sobresalientes de los cóndilos femorales (LBE). En cada una de las muestras se realizó cuidadosa disección, observando los ramos musculares y registrando las mediciones respectivas.

En la totalidad de los casos, los ramos dirigidos al músculo en cuestión procedieron de la porción tibial del nervio isquiático. El número más frecuente de ramos encontrados fue de 2, presentándose 9 casos en el lado derecho y 10 en el izquierdo; con 3 ramos observamos 2 casos en el lado derecho y 1 en el izquierdo. La distancia promedio para el origen de R1 fue de 30,5 + 10,4 mm y para R2 fue de 112,5 + 44,3 mm en el lado derecho, y, de 23,3 + 13,4 mm para R1 y de 104,8 + 39,9 mm para R2 en el izquierdo. La longitud promedio de R1 en el lado derecho fue de 9,2 + 5,4 mm y de R2 fue de 52,4 + 29,4 mm; en el lado izquierdo R1 tuvo una longitud de 12,7 + 6,8 mm y R2 de 50,9 + 26,6 mm. La mayoría de los ramos musculares principales se subdividieron antes de ingresar en el vientre muscular en 2,3,4 y hasta 5 ramos secundarios. Se presentan también las distancias entre la TI y los puntos motores, como también la correlación entre la distancia TI-LBE y el origen de los ramos así como con los puntos motores. Los datos aportados podrán ser usados como referencia en los procedimientos clínico-quirúrgicos y de electroestimulación.

PALABRAS CLAVE: 1. Muslo; 2. Músculo semitendinoso; 3. Nervio isquiático; 4. Puntos motores.

Proyecto DIUFRO 140207, Universidad de La Frontera, Chile.

PADRONIZACÄO ANATÔMICA DOS RAMOS DA ARTÉRIA SUBCLÁVIA NO HOMEN. Guimarães VA; Mota FO; Viégas MA & Gusmão LCB. Departamento de Morfologia ­ Centro de Ciências Biológicas ­ Universidade Federal de Alagoas ­ Maceió/AL ­ Brasil. E-mail: ma_viegas@hotmail.com

A artéria subclávia é dividida no pescoço pelo músculo escaleno anterior em três partes: medial, posterior e lateral ao mesmo. Enquanto na literatura há consenso no que se refere à definição de quais são os ramos dessa artéria, uma série de discordâncias é encontrada quando se trata da emergência de tais ramos em cada uma das partes.

No sentido de se evitar lesões iatrogênicas durante abordagens cirúrgicas, este trabalho visa, através de dissecações em cadáveres humanos fixados, oferecer dados concretos sobre a disposição anatômica dos ramos quanto a sua emergência.

Foram utilizadas 37 regiões cervicais de cadáveres adultos, de ambos os sexos, fixados em formaldeído a 10% e pertencentes aos Departamentos de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas e da Escola de Ciências Médicas. A artéria subclávia foi dissecada, suas partes delimitadas, o músculo escaleno anterior rebatido e os ramos de cada parte analisados e catalogados.

A artéria vertebral em 97,30% dos casos emerge na 1. parte, bem como o tronco tireocervical em 89,20% e a artéria torácica interna em 83,80%. O tronco costocervical em 35,14% dos casos emerge na 2. parte e não existe em 27,03% (nestes casos, seus ramos emergem separadamente ou inexistem). A artéria escapular descendente em 78,38% dos casos emerge na 3. parte da artéria subclávia.

A padronização anatômica da emergência dos ramos da artéria subclávia no homem proposta é: 1. parte: artéria vertebral, tronco tireocervical, e artéria torácica interna; 2. Parte: tronco costocervical; 3. parte: artéria escapular descendente; o que está de acordo com parte da literatura pesquisada.

Tais dados fornecem subsídios para uma maior segurança nos procedimentos invasivos cervicais. Palavras-chave: artéria subclávia, ramos da artéria subclávia, região cervical.

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria subclavia; 2. Anatomia; 3. Padronizão.

 

PARTICIPAÇÃO DOS NERVOS INTERCOSTAIS NA INERVAÇÃO DO DIAFRAGMA DE OVINOS DA RAÇA SANTA INÊS. (Participation of intercostals nerves in the innervation of the diaphragm of ovines from Santa Inés race). ALMEIDA, A. E. F. de S.; PRADA, I. L. de S.; FARIA, M. M. M. D.; AMORIM JÚNIOR, A . A. ; JUCÁ, A .F. Departamento de Anatomia dos Animais Domésticos da EMV ­ UFBA ­ Bahia ­ Brasil * Almeida, A.E.F de S. aelisa@ufba.br

Os Tratados de Anatomia Veterinária e os trabalhos especializados geralmente são omissos em relação a informações sobre a participação de outros nervos, além dos nervos frênicos, na inervação do diafragma.

Este trabalho objetiva verificar a contribuição de nervos intercostais na inervação do diafragma de ovinos da raça Santa Inês, conhecendo, nestes animais, as características dessa inervação, colaborando assim, para eleger os locais de abordagem deste músculo, que preservem a sua inervação intramuscular, possibilitando, desta maneira, melhor entendimento de processos relacionados à clínica e à cirurgia destes animais.

Foram utilizados 30 diafragmas de ovinos da raça Santa Inês, sendo 9 fêmeas e 21 machos, de diferentes idades. Nestas peças o diafragma foi isolado com suas inserções costais e esternal e após fixação, dissecamos os espaços intercostais a partir da 8a costela, acompanhando junto à borda caudal o trajeto dos nervos intercostais, verificando se porventura, algum deles dirigia-se ao diafragma.

Foi notado que os nervos intercostais do VIII ao XII pares (63,33%), do IX ao XII pares (26,68%) e do VIII ao XIII pares (3,33%) contribuem na inervação do diafragma de ovinos da raça Santa Inês. Em 1 diafragma (3,33%) não é observado o XII nervo intercostal esquerdo e em outro (3,33%), o IX nervo intercostal direito.

Nossos resultados permitem concluir que o diafragma de ovinos da raça Santa Inês é inervado também pelos nervos intercostais em 100% dos casos observados.

*Tese de Doutorado (Bolsa-Capes)

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Ovinos; 3. Diagragma animal; 4. Sistema nervioso.

 

PRESENÇA DA CARTILAGEM TRITÍCEA EM DIFERENTES GÊNEROS E FAIXAS ETÁRIAS. Apolônio, A. G.; Paes, M. C. N. M.; Amorim, G. O.; Francisco, F. S.; Oliveira, B. A.; Valença, J. R. & Coelho, B. N. Departamento de Cirurgia da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil.

A tritícea é uma cartilagem localizado nos ligamentos que conectam o corno superior da cartilagem tireóide ao corno maior do osso hióide. O objetivo deste trabalho foi verificar a presença da tritícea em adultos do sexo masculino e senescentes dos dois sexos. Esta pesquisa desenvolveu-se no Serviço de Verificação de Óbitos com a dissecação de 58 laringes, divididas em 3 grupos, dois do sexo masculino, o primeiro com 20 adultos, (21 a 41 anos), o segundo com 20 senescentes, (60 a 91 anos), e o terceiro com 18 senescentes do sexo feminino, (61 a 97 anos). A dissecação da estrutura foi feita nos cadáveres, no máximo 24 horas post mortem e a mensuração foi realizada com paquímetro Western, 0,002 mm.

Foi verificado que no grupo senescente masculino, das 20 laringes, 17 permitiram verificar a presença o ausência da tritícea. A cartilagem esteve presente em 02 casos, sendo 01 bilateral e 01 unilateral do lado direito. Estavam ausentes em 15 dos casos e em 03 dos casos não deu para visualizar.

No grupo de adultos masculino, das 20 laringes, 12 permitiram verificar a presença o ausência da tritícea. A cartilagem esteve presente em 06 casos, em 03 presente bilateral e em 03 unilateral, sendo 01 do lado direito e 02 do lado esquerdo, ausente em 06 e não deu para visualizar em 08 casos.

No grupo senescente feminino, das 18 laringes, 12 permitiram verificar a presença ou ausência da tritícea. A cartilagem tritícea esteve presente em 04 casos bilateral em 02 casos e unilateral nos outros 02, sendo 01 do lado direito e 01 do lado esquerdo, em 08 casos estava ausente, e em 06 casos não deu para visualizar. Segundo pesquisas de Watanabe, Kurihara e Murai (1982), a cartilagem tritícea foi mais frequente no gênero masculino apresentando presença bilateral.

De acordo com os resultados desta pesquisa concluiu-se que a cartilagem tritícea foi mais frequente no sexo masculino, não apresentando predomínio uni ou bilateral em ambos os gêneros. Dentre os 3 grupos estudados, o de adultos do sexo masculino apresentou o maior percentual de presença da tritícea, dos 12 casos em que se pode verificar a presença ou ausência da tritícea, observou-se a presença na metade dos casos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Laringe; 2. Cartilagem tritícea; 3. Anatomia.

 

PREVALÊNCIA DE ESPONDILOLISTESE E ESPONDI-LÓLISE NOS JUDOCAS DO DISTRITO FEDERAL. (Prevalence of spondylolisthesis and spondylolysis in judô fighters of the Federal District).*SILVA, B.L.R.; MARTINS, J.W.G.; ARAÚJO, J.P.; BEZERRA, R.F.A.; BEZERRA, A.J.C. E-mail: binui@bol.com.br

Denomina-se espondilólise a fratura da região interarticular da vértebra, podendo ser unilateral ou bilateral. Espondilolistese é o deslizamento anterior ou posterior de uma vértebra sobre outra, podendo ser congênita ou adquirida. Dados da literatura sugerem que a prática de alguns tipos de esportes está associada a um risco aumentado de lesões da coluna vertebral. O objetivo do estudo foi verificar a prevalência de espondilolistese e espondilólise em atletas de judô do Distrito Federal.

O grupo estudado consistiu de 35 indivíduos do sexo masculino, saudáveis, na faixa etária de 18 a 38 anos, praticantes da arte marcial judô há pelo menos 5 anos, graduados faixa marrom ou preta, todos devidamente inscritos na Federação Metropolitana de Judô do Distrito Federal.

Todos os atletas foram submetidos a radiografias simples nas 4 incidências (antero-posterior, perfil, oblíqua direita e oblíqua esquerda) após realização de preparo intestinal.

Verificou-se que, entre os atletas examinados, um total de 4 indivíduos (11,4%) eram portadores de espondilólise e apenas 1 alteta apresentou espondilolistese. Esse índice pode ser considerado elevado se levada em consideração a prevalência na população geral, que é de aproximadamente 5%.

Com base no estudo das imagens radiográficas comprovou-se a existência de casos de espondilolistese e espondilólise em atletas praticantes de judô no Distrito Federal.

Tese de Mestrado aprovada pelo Curso de Pós-Graduação em Educação Física da Universidade Católica de Brasília.

PALAVRAS-CHAVE: 1.Espondilolistese; 2.Espondilólise; 3. Coluna Vertebral; 4.Judô.

 

QUANTIFICAÇÃO DE CÚSPIDES E CORDAS TENDÍ-NEAS DO CORAÇÃO DE SUÍNOS ( Sus scrofa domestica). (Quantification of cusp and chordae tendineae of the heart swine (Sus scrofa domestica)).Büchler JAB1, Benjamin Filho RS2, Palhares RA1, Colnago JCC1, Meira-Dolfini MI1, Wafae N31Departamento de Anatomia Humana­Unoeste ­ São Paulo-Brasil;2 Faculdade de Medicina 5 T. Unoeste- São Paulo ­ Brasil;3 Depto de morfologia Unifesp-EPM-São Paulo-Brasil. Jussara Almeida Bruno Büchler jusarabr@ig.com.br Rua Conceição Lima da Silva,304 CEP 19061-528. Presidente Prudente ­São Paulo -Brasil

Próteses mecânicas apresentam a vantagem de ter grande durabilidade e como desvantagem apresentam alta incidência à tromboembolia. A bioprótese, apesar de ter menos durabilidade, é atualmente a base para o tanto de valvulopatias, pois seu uso torna-se cada vez mais viável com o desenvolvimento de novos fármacos anti-rejeição. Respeitando o fato de que o transplante de valvas por biopróteses é a terapêutica de escolha para valvulopatias e sabendo-se que há escasso número de doadores, torna-se necessário o estudo da viabilidade de xenotransplantes. Atualmente, as biopróteses mais utilizadas ã de suínos, e portanto o objetivo deste trabalho foi estudar anatomia do aparelho valvar atrioventricular deste animal. Para realização desta pesquisa foram utilizados 30 corações de suínos pertencentes ao cruzamento da raça Landrace e Large White, machos e fêmeas. Foram catalogados quanto ao sexo e peso, preenchidos suas cavidades com algodão e mergulhados em solução formalina a 10%, e após fixação foram preparados segundo a técnica de Giacomini. Os corações foram abertos, sendo retirados seus átrios, conservando os componentes do aparelho valvar esquerdo. As cúspides e as cordas tendíneas foram quantificadas (segundo a classificação de LEV, 1871) em borda livre, superfície ventricular e borda aderente. As análise realizadas mostraram a presença de um número bastante variável com relação as cúspides sendo que 11 corações apresentaram 2 cúspides, 6 (3),794),5(5),e 1(6). Com relação a quantificação das cordas tendíneas foram encontradas , respectivamente:superfície ventricular-18.46%; borda livre-11.5% e borda aderente-8.56% no músculo subauricular. Enquanto que no músculo suatrial foram encontradas: superfície ventricular-19.6%; borda livre-11.2% e borda aderente-9%.Portanto, a presença de duas cúspides foi significativamente maior e o comportamento das cordas tendíneas quanto a sua inserção se assemelham nos dois músculos (subatrial e subauricular), onde a maior porcentagem de cordas tendíneas encontradas foram com inserção na superfície ventricular e a menor porcentagem de cordas tendíneas encontradas foram com inserção na borda aderente.

PALAVRAS CHAVE: 1. Coração; 2. Cúspide; 3. Cordas tendíneas; 4. Suínos.

 

RAMOS TERMINAIS DA AORTA NA CAPIVARA. (Terminals branches of the aorta in ca capybara). Souza, W.M1.; Souza, N.T.M.1, Carvalho, R.G.1, Miglino, M.A.2 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ-USP, São Paulo, Brasil. *Wilson Machado de Souza ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP. ÁREA: ANATOMIA.

A distribuição dos vasos sanguíneos arteriais na pelve dos mamíferos é assunto de grande interesse pois, a fusão dos esboços embrionários da Aorta determinam diferentes arranjos para estas estruturas. Analisamos, neste trabalho, 10 capivaras (Hydrochaeris hydrochaeris), fêmeas, adultas, procedentes de criatórios comerciais, abatidas mediante inalação de éter anestésico, nas quais a Aorta foi canulada e injetada com Látex natural, corada em vermelho, seguida da fixação em formol a 10%, dissecção e esquematização. Nestes espécimes, mais freqüentemente (90%), o referido vaso, na transição lombo-sacral, oferece dorsalmente a artéria sacra mediana, para depois dividir-se nas artérias ilíacas comuns de ambos os lados; estes vasos, em seguida dividem-se nas artérias ilíacas externas e internas de maneira simétrica, a última destas é de calibre bem menor que a primeira e oferece ramos para a vagina, colo e corpo do útero, quando anastomosa-se com a artéria útero-ovárica, oferecendo ainda vasos para a vesícula urinária, além dos ramos parietais; a artéria ilíaca externa representa a continuação da artéria ilíaca comum e cede as artérias umbilicais, obliteradas em todo o seu trajeto, constituindo o ligamento redondo da vesícula urinária e pudenda interna, de ambos os lados.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Aorta; 3. Capibara 4. Vascularização.

 

RELAÇÃO DO PESO DO RECÉM-NASCIDO E DO NÚMERO DE GESTAÇÕES DA MULHER COM A DISTÂNCIA ENTRE OS MÚSCULOS RETOS DO ABDOME. Moreira, M. M.; Morães, S. R. A.; Ribeiro, F. B. & Tashiro, T. Departamento de Anatomia - UFPE; Departamento de Educação Física - UFPE. Recife, PE, Brasil.

Durante a gestação os músculos retos do abdome sofrem estiramento progressivo como conseqüencia do crescimento uterino e seu conteúdo, resultando em um aumento da distância entre seus bordos mediais. O Objetivo deste trabalho foi verificar se existe relação entre o peso do recém-nascido (RN) e o número de gestações com a distância entre os músculos retos do abdome (DMRA) no puerpério imediato. Foram avaliadas 30 mulheres no período entre 06 e 24 horas após o parto vaginaal, sem bloqueio anestésico e que tinham parido um único filho na gestação atual. A idade média foi de 25,5 ± 6,15, sendo 30% primíparas e 70% multíparas. A distância entre os bordos mediais dos músculos retos do abdome foi mensurada com o auxílio de um paquímetro marca Dial Calipers (acurácia de 0,02 mm) 4,5 cm acima da cicatriz umbilical. O peso do RN e o número de gestações da mulher foram colhidos no prontuário médico. Aplicando-se o teste de correlação de Pearson com 5% de confiabilidade encontrou-se correlação positiva entre o peso do RN e DMRA (p=0,03) e uma tendência a correlação positiva entre a paridade da mulher e a DMRA (p=0,055). Os resultados sugerem que quanto maior o peso do RN maior será o estiramento dos músculos com conseqüente aumento da distância entre os bordos mediais dos músculos retos do abddome (DMRA), entretanto, a paridade das mulheres avaliadas mostrou apenas uma tendência para o aumento da DMRA, provavelmente devido a estiramentos consecutivos ocasionados em outras gestações tornando essas estruturas mais flácidas.

PALAVRAS CHAVE: 1. Músculos retos do abdome.

 

RELAÇÃO DOS DIÂMETROS TRANSVERSOS BI-CRISTA (BC) E BI-ESPINHA (BE) DA PELVE MAIOR E A DIÁSTASE DOS MÚSCULOS RETOS ABDOMINAIS NO PUERÉRIO IMEDIATO. Moreira, M. M.; Ribeiro, B. F.; tashiro, T. & Moraes, S. R. A. Departamento de Anatomia - UFPE; Departamento de Educação Física - UFPE. Recife, PE, Brasil.

A diástase dos músculos retos abdominais (DMRA) é comum no pós-parto e pode não regredir espontaneamente. Devido sua presença influenciar no programa de tratamento da fisioterapia é importante estudar os fatores que propiciam seu desenvolvimento. O objetivo deste trabalho foi verificar a relação entre os diámetros transversos da pelve maior e a DMRA. Quatorze puérparas, com idade média de 24,07 ± 3,36 e com no máximo de 04 gestações, foram selecionadas na maternidade do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco. A avaliação foi realizada no período entre 18 e 24 horas após o parto transvaginal, sem bloqueio anestésico. A mensuração da DMRA foi realizada 4,5 cm acima daa cicatriz umbilical, usando um paquímetro marca Dial Calipers ( acurácia de 0,02 mm). O diâmetro bi-crista (BC) e o diâmetro bi-espinha (BE) foram mensurados com uma régua antropométrica. A diferença entre esses dos diâmetros (BC - BE) também foi analisada. Ao aplicar o Teste de correlação de Pearson (r), com nível de significância de 5% (p<0,05), os resultados demonstraram haver uma correlação negativa e significante entre a diferença dos diâmetros (BC - BE) e a DMRA ( r= -0.660, p= 0.010). Os diâmetros BC e a DMRA e BE e a DMRA não apresentaram correlação significativa. Nossos resultados mostraram que mulheres com DMRA maiores apresentam a diferença dos diâmetros BC-BE menores.

PALAVRAS CHAVE: 1. Pelve; 2. Músculos retos abdominais.

 

RELAÇÃO ENTRE ÍNDICES ANTROPOMÉTRICOS E A SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO. Carvalho, R. S.; Morisco, R. F.; Araújo, J. P.; Bezerra, A J. C. & Panerai, C. E. Área de Anatomia Humana da Universidade Católica de Brasília, Brasília, Brasil.

A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia compressiva mais frequente nos membros superiores. Ela ocorre devido à compressão do nervo mediano na região do túnel do carpo, o qual é formado pelos ossos do carpo e o ligamento transverso do carpo. Os sintomas associados incluem parestesia dos dedos polegar, indicador, médio e da metade radial do anular, além de dor e fraqueza da musculatura tenar. Dados da literatura sugerem que alguns índices antropométricos estariam associados a um risco maior de desenvolvimento da doença, entre eles o índice de massa corporal (IMC), o índice do punho (IP) e o índice punho/palma (IPP). Nosso objetivo foi verificar a associação entre síndrome do túnel do carpo e os índices referidos. Foram analisadas 39 mãos, sendo 19 de indivíduos portadores de STC e 20 indivíduos sadios, todos do sexo feminino. O índice do punho foi calculado dividindo-se a espessura do punho pela largura do punho, medidos em centímetros. O índice punho/palma foi calculado dividindo-se a espessura do punho pela distância da prega distal do punho à prega proximal do dedo médio (dedo III). Todas as medidas foram obtidas por medio de um paquímetro de precição. O IMC foi calculado usando a fórmula IMC = Peso (Kg)/Altura (m2). Para a comparação entre as médias foi utilizado o teste t de Student, sendo p considerado significativo quando 0.05. A média da idade de portadores da doença foi de 48,4 anos contra 42,0 anos do grupo controle, sendo a diferença significativa (p=0.033). A média do IMC no grupo de doentes foi de 29,5 contra 27,0 no grupo controle, sendo que a diferença não foi significativa (p=0.117). O IP no grupo de doentes (0,91) foi significativamente menor do que no grupo controle (0,92) (p=0,021). Quanto ao IPP, não houve diferença significativa entre o grupo de doentes (0.78) e o grupo controle (0.79) (p=0.93). O índice do punho foi menor no grupo de portadores da síndrome do túnel do carpo, porém não houve diferença nos demais índices analisados.

PALAVRAS CHAVE: 1. Síndrome do túnel do carpo; 2. Antropometria.

 

RELAÇÕES DOS RAMOS SUPERFICIAIS DA ARTÉRIA E NERVO ULNARES COM O MÚSCULO PALMAR CURTO. Araújo, T. F.; Silva, D. S. B.; Tavares, J. S. & Gusmão, L. C. B. Departamento de Morfologia, Centro de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Alagoas, Alagoas, Brasil. Centro de Estudios Anatômicos Prof. Fernando Ítalo Souto (CEAFIS) - ECMAL.

O estudo teve como objetivos observar a relação dos ramos superficiais da artéria e nervo ulnares com o músculo palmar curto, com a intençõ de avaliar o risco de uma lesão desses ramos numa intervenção cirúrgica que aborde esse músculo. Foram utilizadas 33 mãos desarticuladas de cadáveres fixados em formaldeído a 10%, de ambos os sexos, idades variadas, pertencentes ao Departamento de Morfologia da Universidade Federal de Alagoas. Com auxílio de microscópios cirúrgicos e instrumental de microdissecação, rebateu-se a pele e a tela subcutânea da eminência hipotenar. Posteriormente, o músculo foi rebatido em sua inserção lateral na aponeurose palmar, mantendo-se inserido medialmente na porção profunda da pele. O ramo superficial da artéria ulnar trajetou sob o músculo em 75,76% dos casos. Dentre esses, 76% se encontravam ao nivel inserção na aponeurose palmar. Em 24,24% das mãos, o ramo superficial da artéria ulnar não trajetou sob o músculo. O ramo superficial do nervo ulnar situo-se sob e músculo palmar curto em 93,94% dos casos. Dentre esses, 54,84% localizaram-se ao nível da inserção na aponeurose palmar. O ramo superficial da arteria ulnar, predominantemente, relaciona-se com o músculo palmar curto, sendo essa relação mais freqüente em sua inserção na aponeurose palmar, evidenciando a possibilidade de lesão numa incisão nessa região. O ramo superficial do nervo ulnar esteve em quase todos os casos sob o músculo (93,94%). Entretanto, sua localização ao nivel da inserção na aponeurose palmar não foi tão majoritária quanto ao do ramo superficial da artéria ulnar. Isto se confirmou pelo fato de que em apenas pouco mais da metade dos casos (58,84%), o nervo ulnar esteve posterior à inserção do músculo palmar curto na aponeurose palmar. Desse modo, uma incisão na inserção do músculo na aponeurose oferece maior risco de lesão vascular que nervosa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Artéria ulnar; 2. Nervo ulnar; 3. Músculo palmar curto; 4. Anatomia.

 

RELATO DE UM CASO DE ATLAS COM PONTICULUS POSTICUS BILATERAL. (Case report of an Atlas with bilateral ponticulus posticus). Araújo, J.P.; Macêdo,H.L.; Bezerra, R.F.A.; DiDio, L.J.A. ; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

A margem inferior da membrana atlanto-occipital posterior pode ocasionalmente estar ossificada devido ao aparecimento de um centro de ossificação incomum. Quando isso acontece pode haver a formação de uma pequena ponte óssea (ponticulus posticus) sobre o sulco da artéria vertebral. Um caso de atlas com ponticulus posticus bilateral, onde o direito não se fixa na massa lateral, mas sim sobre uma ponte óssea unindo o processo transverso à massa lateral, é relatado.

Este trabalho tem o propósito de analisar um caso de ponticulus posticus observado em uma vértebra atlas humana.

O presente estudo enfoca, de modo descritivo, um atlas obtido quando da dissecação da coluna vertebral de um indivíduo adulto do sexo masculino.

O atlas apresentava um ponticulus posticus sobre o sulco para a artéria vertebral, bilateralmente. No lado esquerdo, o ponticulus media 7mm de comprimento, enquanto o contralateral media 12mm de comprimento. A distância entre os pontos médios dos ponticuli direito e esquerdo media 42mm. De acordo com a literatura, a frequência do aparecimento de ponticulus posticus em radiografias varia de 6 a 16%, e comumente está clinicamente associado a quadros de enxaqueca sem aura.

PALAVRAS-CHAVE: 1. Ponticulus posticus; 2. Variação anatômica; 3. Atlas; 4. Vértebra cervical.

 

REPARO DE FALHAS PRODUZIDAS NO CRÂNIO DO RATO TRATADAS COM CERÂMICA DE FOSFATO DE CÁLCIO OU ENXERTO ÓSSEO AUTÓGENO Camilli, J.A; Silva, R.V.; Bertran, C.A.; Souza, T. C. T. A. Departamento de Anatomia/ IB/UNICAMP - Campinas ­ SP ­ Brasil. Departamento de Físico­Química/ IQ/UNICAMP - Campinas ­ SP ­ Brasil.

Enxertos ósseos autógenos têm sido freqüentemente usados no tratamento de falhas ósseos, porém, esse tipo de procedimento pode acarretar complicações pós­cirúrgicas e nem sempre oferece a quantidade suficiente de osso. Sendo assim, biomateriais sintéticos, têm sido pesquisados como métodos de implantes alternativos aos enxertos ósseos autógenos. Com esse propósito, o presente trabalho teve como objetivo estudar comparativamente o reparo de falhas ósseas quando tratadas com enxertos ósseos autógenos ou com cerâmica de fosfato de cálcio porosa. Para isso, três falhas de 3mm de diâmetro foram produzidas no crânio de 21 ratos. Uma delas no osso frontal, a qual permaneceu vazia, enquanto as outras nos ossos parietais direito e esquerdo, as quais foram preenchidas, respectivamente, com a cerâmica e enxerto autógeno obtido do parietal direito. Os animais foram sacrificados com 1, 2, 4 e 24 semanas pós-cirurgicas e as amostras analisadas radiografica e histologicamente. Na falha com enxerto autógeno houve depósitos de tecido ósseo a partir da borda da lesão e na superfície do enxerto. Na falha preenchida com fosfato de cálcio, ocorreu depósito de osso a partir da borda da falha, na superfície e também no interior da cerâmica. Na vigésima quarta semana, tanto as falhas contendo enxerto ósseo autógeno como aquelas com o biomaterial estavam quase completamente reconstruídas e possuíam quantidade equivalente de tecido ósseo. Assim, pode-se concluir que a cerâmica de fosfato de cálcio mostrou-se tão eficiente quanto ao enxerto ósseo autógeno no reparo dos defeitos produzidos no crânio do rato.

PALAVRAS CHAVE: 1. Crânio; 2. Rata; 3. Cerâmica de fosfato de calcio.

 

REPRESENTAÇÕES DA DOR NA ARTE. (Representations of pain in art). Talamonte, D.; Simão, D.M.L.; Nery, N.S.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

O sofrimento e a dor são temas recorrentes em todos os tipos de arte. Nas artes plásticas esfecificamente, diversos autores conseguiram retratar de forma única tanto a dor física como o sofrimento psicológico.

O presente estudo tem por objetivo fazer uma revisão das formas como a dor foi representada nas obras de arte através dos tempos.

A paixão de Cristo, por exemplo, foi retrata inúmeras vezes através dos tempos e sob diferentes conotações, existindo obras famosas de Salvador Dali, Michelangelo, Andrea Mantegna, Mathias Grünewald e de muitos outros autores, tendo esse tema como motivo. A dor física também é mostrada de forma muito impressionante em obras da arte moderna, como "Guernica" de Pablo Picasso. Nos quadros "O Grito" e "Ansiedade", de Edvard Munch, o sofrimento psicológico é explorado de modo chocante. Van Gogh conseguiu expressar em seus auto-retratos a inadequação perante a vida e o isolamento que sentia. Diversos serviços médicos em todo o mundo têm usado a produção artística dos pacientes como um modo de diminuir o sofrimento no curso de algumas doenças e de melhorar o prognóstico, a chamada Arte Terapêutica, que tem demonstrado sucesso principalmente em pacientes pediátricos.

Através da análise das obras de arte pode-se perceber a capacidade que alguns artistas possuem de expressar o exato significado do sofrer para os seres humanos.

PALAVRAS-CHAVE: 1. História da Medicina; 2. Arte; 3. Dor.

 

SEGMENTOS, SUBSEGMENTOS E DISTRIBUIÇÃO DA ARTÉRIA CEREBRAL ANTERIOR EM ÇÃES (Canis familiaris). Distribuition and segments and subsegments of the artery rostral cerebral in dogs (Canis familiaris). 1Brandão, m. c. s.; DI DIO. L.J.A.; batista, e. c.; cunha, j. c.; haseyama, g. d.; pereira, a. l. s.; vicole, r. g.; eiji, f.; alves, c. p. 1Universidade de Mogi das Cruzes ­ Anatomia Humana.

A artéria cerebral anterior denota fundamental importância anatomo-clínica, uma vez que seus ramos irrigam as faces anterior e súpero-lateral do hemisfério cerebral (DI DIO, 2002). A oclusão de seus segmentos geralmente produz alterações severas com quadros de hemiplegia e perda hemissensorial contralaterais (MACHADO, 1998). Segundo BENNETE (1996) tais quadros constituem sérios problemas de saúde pública, levando a óbitos precoces. O objetivo foi mapear a distribuição da artéria cerebral anterior, de seus segmentos e subsegmentos e seus territórios de distribuição, para melhor se compreender as lesões e oclusões desse vaso.

A investigação foi realizada em 20 cães (Canis familiaris) adultos, de ambos os sexos, com peso entre 15 e 20 Kg. Os animais foram obtidos junto ao Departamento de Técnica Cirúrgica da Universidade de Mogi das Cruzes. Os cães foram anestesiados, e pós-óbito tiveram suas cabeças removidas e imediatamente, a artéria carótida direita canulada onde se injetou solução salina. Em seguida injetou-se metilmetacrilato com pigmento vermelho carmim. Depois, as cabeças foram armazenadas em uma solução a 10% de formoldeído para fixação e após 7 dias os encéfalos foram retirados para estudo.

A distribuição da artéria cerebral anterior em 40 hemisférios de 20 cães permitiu a identificação de segmentos e subsegmentos no cérebro de cães, além de um mapeamento da vista súpero-lateral e medial dos mesmos. Dos 40 hemisférios estudados 36 apresentaram entre 8 e 12 segmentos e em apenas 4 hemisférios o número ficou entre 3 e 4 segmentos. Os subsegmentos do hemisfério direito variaram entre 21 e 28, no hemisfério esquerdo entre 30 e 31.

A distribuição dos segmentos da artéria cerebral anterior na vista medial do hemisfério de cães não apresentou variação em número, quando comparados ao perfil humano, já no que se refere ao arranjo e ao número de subsegmentos, se observou um padrão morfológico variável.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Artéria cerebral rostral; 3. Cão.

 

SÍNDROME DA FABELA: RELATO DE CASO COM REVISÂO DA LITERATURA. (Fabella syndrome: case report with revision of the literature).Leite, C..B.L.; Matos, C.L.; Lima, L. R. ; Regadas Filho, F. S.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

A fabela é um osso sesamóide, presente em cerca de 10% a 30% da população, encontrado na cabeça lateral do músculo gastrocnêmio. A fabela pode ser responsável por uma série de sintomas que compõem a síndrome da fabela, a qual é caracterizada por dor no joelho, crepitação, edema, redução da mobilidade articular e diminuição da força muscular. Eventualmente a fabela pode ser responsável por uma compressão e paralisia do nervo fibular comum o que impede o paciente de realizar dorsiflexão do tornozelo e eversão do pé, síndrome conhecida como "pé caído". Há complicações mais raras associadas à presença da fabela como fratura, luxação e aprisionamento intra-articular e até mesmo pinçamento da fabela após colocação de prótese total do joelho.

O objetivo do presente estudo foi relatar um caso em que a presença da fabela estava associada a sintomas e fazer uma revisão da literatura sobre o assunto. Uma paciente de 52 anos procurou atendimento com queixa de dor no joelho direito principalmente aos esforços, acompanhada de grande dificuldade para subir e descer escadas. Ao exame apresentava dor à palpação da face posterior do joelho, crepitação, edema, diminuição da mobilidade articular, além de diminuição da força muscular. Foram solicitadas radiografias do joelho que demonstraram a presença de uma estrutura radiopaca localizada em tecidos moles da face posterior da articulação. Houve melhora da sintomatologia com tratamento fisioterápico.

O tratamento da síndrome deve ser fisioterápico conservador, quando em uma fase inicial, com anti-inflamatórios orais e tópicos, crioterapia, além de imobilização e repouso da articulação. Eventualmente, quando não há resposta, pode ser realizada a excisão cirúrgica da fabela (fabelectomia).

A presença da fabela, apesar de pouco freqüente, pode estar associada a uma série de alterações da articulação do joelho. No caso relatado, houve melhora com tratamento clínico conservador, mas o tratamento cirúrgico pode eventualmente ser necessário.

PALAVRAS-CHAVE: 1. Fabela; 2. Gastrocnêmio; 3. Variação anatômica; 4. Joelho.

 

SINTOPIA E MORFOLOGIA DO ESÔFAGO DE A VES-TRUZES (Struchio camelus). (Relation and morphology in ostrich esophagus (Struchio camelus). LIMA,M.C.; AMBRÓSIO, C.E.; MIGLINO,M.A.; CARVALHO,A.F.; FERREIRA, G.J.B.C.; MARTINS, D.S.; BROLIO, M. P., BONATELLI, M.Departamento de Morfologia FAMVOB ­ FIFEOB -São João da Boa Vista ­SP - BRASIL. Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

O avestruz (Struthio camelus) é um animal pré- histórico (estima-se que apareceu há 120 a 150 milhões de anos); é uma ave rústica, com grande capacidade de sobreviver, sem ter passado por mudanças genéticas significativas por todo esse tempo. É uma ave que não voa (ratita) da classe Paleognathae, porém pode atingir 60 Km/h e mantém essa velocidade por até 10 minutos. E devido a esta curiosidade, que resolvemos realizar estudos sobre essas aves. Esta ave possui características um tanto quanto pré- históricas o que faz surgir maior interesse em relação a sua morfologia comparado as aves Neornithes, que são classificadas como nova geração na escala filogenética, portanto, a anatomia destas aves mostra-se com elevada variação anatômica quando comparada à um galiforme doméstico.

O Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP, cedeu ao departamento de Morfologia do Curso de Medicina Veterinária da FIFEOB-SP 5 exemplares de avestruzes (Struchio camelus); os quais foram perfundidos com solução aquosa de formaldeído a 10% com o auxilio de umacânula 40x12 colocada na veia femural e injetada com látex Neopreme 650 vermelho, através de uma cânula 40x16 conectada à artéria femural esquerda, para visualização do sistema arterial; seguindo-se a dissecação e retirada das vísceras. O esôfago apresentou-se como um órgão cilíndrico muscular, e circunferência média de 7cm no seu primeiro terço, sendo de 4cm nos outros dois terços, e seu comprimento varia em função à idade, nos animais estudados variou de 47cm a 85cm, lembrando que a dilatação encontrada no primeiro terço do esôfago e sua circunferência não apresentaram diferença significativa quando comparado à idade. Portanto através deste trabalho concluímos que a topografia do esôfago dos avestruzes é semelhante a das outras aves, inicialmente localiza-se dorsal à traquéia, deslocando-se lateralmente à direita, até a base do coração, quando volta a se posicionar dorsalmente à siringe e a carina traqueal; seguindo entre os pulmões e os lobos hepáticos, e paralelamente à veia cava caudal e a aorta descendente, até inserir-se no pró-ventrículo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Morfología; 2. Sintopia; 3. Esófago; 4. Avestruz.

 

SISTEMATIZAÇÃO ARTERIAL E VENOSA DA PLA-CENTA DE OVINOS MESTIÇOS DAS RAÇAS CORRIEDALE E IDEAL. (Venous and arterial systematization of the sheep placenta in corriedale cross breeds and ideal breeds). SCHOENAU, Luciana Silveira Flôres; MIGLINO, Maria Angélica ; MORAIS-PINTO, Luciano; SCHOENAU, William. Universidade de São Paulo e Universidade Federal de Santa Maria, Brasil.

O rebanho ovino do Rio Grande do Sul constitui-se aproximadamente de 5 milhões de animais, raças laníferas em sua maioria, com transição do tipo carne. Um dos maiores problemas nesta criação é a mortalidade perinatal, que constitui um fator decisivo na viabilidade econômica. Uma nutrição deficiente durante a gestação e hipoxemia podem resultar em desenvolvimento inadequado da placenta, e um menor peso do cordeiro ao nascimento. A placenta como um órgão de nutrição é responsável pelo desenvolvimento do embrião e pela viabilidade do recém nascido. A funcionalidade desta depende do fluxo sanguíneo entre as circulações materno e fetal e desta forma com a vascularização.

Com o objetivo de estudar a sistematização arterial e venosa da placenta fetal de ovinos, mestiços das raças Corriedale e Ideal, oriundos do Estado do Rio Grande do Sul, foram utilizados 26 úteros de ovelhas gestantes. Destes, 24 foram submetidos à injeção de látex através da canulação dos vasos umbilicais, utilizando-se pigmentos específicos para diferenciar cada vaso, ficando os dois restantes para injeção de resina e confecção de moldes vasculares.

A denominação dos vasos relacionados a porção fetal da placenta foi convencionada tendo como base a sua topografia, utilizando-se o termo coriônico para os vasos que deixam o funículo umbilical e se ramificam no cório. Os cotilédones da placenta ovina, esferóides na sua maioria, recebem em sua concavidade central de um a quatro elementos vasculares originários dos vasos coriônicos. A artéria coriônica dirigida ao corno gestante apresenta um trajeto mais curto e emite menos ramos cotiledonários que a do corno não gestante, terminando na maioria das vezes em trifurcação (66,66%). A veia coriônica é formada pela confluência de dois ramos radiculares em 84,21% das vezes e recebe confluentes colaterais. As anastomoses foram mais freqüentes entre as veias coriônicas (83,37%), observando-se um caso de anastomose artério-venosa. 187 tipos de arranjos artério-cotiledonários diferentes foram observados. A vascularização da placenta fetal constitui-se de artérias e veias coriônicas que apresentam trajeto mais curto ao dirigir-se para o corno gestante.

PALAVRAS CHAVE: 1. Placenta; 2. Sheep; 3. Vascularization; 4. Ovine.

 

SISTEMATIZAÇÃO DA ARTÉRIA HEPÁTICA EM CUTIAS (Dasyprocta aguti, Linnaeus ­ 1766). (Hepatic arterial systematization in agoutis (Dasyprocta aguti, Linnaeus ­ 1766) . AZEVÊDO, L.M.; CARVALHO, M.A.M.; MENEZES, D.J.A.; PENNO, A.K.; CONDE JÚNIOR, A.M.; ALMEIDA, M.M. Departamento de Morfofisiologia Veterinária - CCA -UFPI ­ Teresina ­ Piauí ­ Brasil. Maria Acelina Martins de Carvalho ­ Rua Major Sebastião Saraiva, 1545, Morada do Sol, CEP. 64056-530, Teresina, Piauí, Fone: (0xx86) 233-1233, e-mail: carvalhomam@uol.com.br e mcelina@ufpi.br

A presente pesquisa objetiva avaliar a ramificação e a distribuição da artéria no parênquima hepático, visando determinar a segmentação anátomo-cirúrgica arterial no fígado de cutias. Foram utilizados dez fígados, coletados de forma criteriosa, com a finalidade de garantir a integridade dos elementos do pedículo hepático. A seguir, foi identificada a artéria hepática a qual foi canulada e injetada, em oito órgãos, Neoprene Látex 650, corado que, após solidificação desta substância, as peças foram fixadas com solução aquosa de formol a 10% e dissecadas. Em dois fígados, o mesmo vaso, foi injetado com solução de acetato de vinil corada e posteriormente os órgãos foram corroídos em ácido clorídrico a 30%.

As observações realizadas sobre a sistematização da artéria hepática no parênquima do fígado da cutia permite nos afirmar que: a artéria hepática divide-se, inicialmente, em dois ramos principais, direito e esquerdo, na maioria dos casos, ou seja, 9 (90%) e raramente, ou seja, em 1 (10%), três ramos, o direito, o médio e o ramo esquerdo. O ramo principal direito predominantemente (80%), origina vasos responsáveis pela vascularização dos lobos medial direito, lateral direito e caudado. O ramo esquerdo apresenta-se mais frequentemente (80%) constituindo um tronco comum aos vasos que se destinam aos lobos lateral esquerdo, medial esquerdo e quadrado, e em 50% também ao caudado. O ramo médio, que ocorre em 10% dos fígados, fornece suprimento sanguíneo aos lobos quadrado, lateral direito e caudado.

Conclui-se que a lobação do fígado da cutia está relacionada ao modo de distribuição vascular no que se refere a artéria hepática; o referido vaso apresenta-se dividido quase que exclusivamente (90%) nos ramos direito e esquerdo, que se distribuem no parênquima dos lobos do fígado; com base no estudo da distribuição arterial intraparenquimal, pode-se inferir, a presença de territórios que apresentam vascularização própria nos lobos hepáticos, caracterizando portanto, a segmentação anátomo-cirúrgica arterial.

PALAVRAS CHAVE:1. Artéria hepática; 2. Segmentação hepática; 3. Cutia.

SUBSÍDIOS PARA A INTRODUÇÃO DA DISCIPLINA ANATOMIA DA CRIANÇA NO CURRÍCULO DOS CURSOS DE MEDICINA. (Teaching newborn and infants anatomy in the school of medicine programs. A comparative study). TUBINO P, ALVES E. Área de Medicina da Criança e do Adolescente ­ Faculdade de Medicina ­ Universidade de Brasília, Brasília-DF, Brasil.

Desde 1988 introduzimos o estudo da "Anatomia da Criança" no curso médico da Universidade de Brasília como disciplina optativa, que vem sendo oferecida duas vezes por ano, ou seja, a cada semestre, com 12 vagas.

Foi feita uma análise comparativa das menções obtidas por alunos nas disciplinas oferecidas pela Área de Medicina da Criança e do Adolescente após terem cursado ou não a disciplina optativa "Anatomia da Criança". Os alunos foram distribuídos em dois grupos: a) 87 alunos que cursaram a disciplina "Anatomia da Criança"; b) 288 alunos que não cursaram a disciplina "Anatomia da Criança".

O objetivo foi comparar as menções obtidas nos dois grupos de alunos nas disciplinas "Neonatologia", "Crescimento e Desenvolvimento" e "Pediatria Clínica e Cirúrgica".

A análise estatística mostrou diferença significativa nas menções entre os grupos nas disciplinas "Neonatologia", "Crescimento e Desenvolvimento" e "Pediatria Clínica e Cirúrgica". Os alunos que freqüentaram a Anatomia da Criança tiveram menções significantemente mais altas nas três disciplinas cursadas posteriormente.

Conclusão: Este estudo sugere que o estudo da Anatomia da Criança é básico e importante para os alunos de graduação do curso médico.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomía da criança, 2. Curso de Medicina; 3. Curriculo; 4. Ensino.

 

TÉCNICA DE INCLUSÃO EM RESINA DE CORTES TRANSVERSAIS DA MEDULA ESPINHAL CORADAS PELO MÉTODO DE MULLIGAN. (Resin included tecnic of the transversal cuts from the spinal cord, colored to Mulligan Meted).Oda, J.Y.; Sant'Ana, D.M.G.UNIPAR ­ Universidade Paranaense - Umuarama/PR ­ Brasil.

Os Autores descrevem a técnica de inclusão de cortes transversais da medula espinhal de bovinos provenientes do hospital veterinário da UNIPAR - Universidade Paranaense, sendo as mesmas previamente coradas com a técnica de Mulligan, evidenciando-se claramente a divisão entre substância cinzenta e branca. Devido a grande dificuldade na aquisição de material cadavérico principalmente de humanos, faz-se necessário a busca de novas alternativas visando um melhor aprendizado por parte do aluno.

Sabendo ainda que as peças de sistema nervoso são delicadas e muitas vezes manuseadas descuidadamente pêlos alunos foi preciso encontrar uma forma de preservar esse material, a qual foi a inclusão do material em resina acrílica sendo executado o seguinte procedimento: oleou-se com resina líquida o interior do recipiente para evitar a aderência da resina, vertendo-se em seguida uma camada de resina acrílica (10 - 15 ml) aguardando alguns minutos para que a resina crie liga, em seguida inclui-se o corte de medula espinhal, vertendo novamente mais uma camada de resina acrílica até cobrir totalmente a peça. Imediatamente o recipiente contendo a resina deve ser colocado em um recipiente maior contendo água fria ou gelo picado, afim de evitar o aquecimento excessivo da resina.

Depois de seca a resina deve ser lixada e polida. Esta técnica pode ser utilizada também para peças maiores. Estas peças mostram-se úteis no apoio ao estudo de alunos de Anatomia bem como figuram como peças de museu.

Concluímos que a inclusão em resina acrílica proporciona um tempo maior de utilização das peças reduzindo a utilização e procura de peças humanas, diminui ainda os riscos oriundos dos produtos conservantes como o formol e ainda promove um impacto visual positivo no caso de figurar como peça de museu.

TIPAGEM MUSCULAR EM EQÜINOS (Muscle typing in horses). Gondim F, Campos GER & Salgado I. Fernando José Gondim Peixoto. E-mail: gondim@unicamp.br Universidade Estadual de Campinas. Caixa postal: 6109 ,CEP:13083-970, Cidade Universitária "Zeferino Vaz" , Distrito de Barão Geraldo, Campinas / São Paulo / Brazil.

A tipagem muscular em eqüinos pode evidenciar características atléticas herdadas e adaptações induzidas pelo treinamento. As fibras musculares esqueléticas de eqüinos expressam três diferentes isoformas de miosina (Myosin Heavy Chain), MHC I, MHC IIa e MHC IIx. Esta característica genotípica resulta em três tipos puros de fibras musculares: I, IIA e IIX. Duas ou mais isoformas de miosina em uma mesma fibra muscular, caracteriza uma fibra híbrida. As fibras híbridas completam o espectro de tipos de fibras: I > IC > IIC > IIA > IIAX > IIXA > IIX.

As fibras musculares apresentam grande adaptabilidade a diferentes formas de estímulos. O exercício físico é um tipo de estímulo que induz adaptações dependentes do tipo de treinamento empregado (aeróbio ou anaeróbio). O treinamento de longa duração induz uma conversão de fibras do tipo IIX para fibras do tipo IIXA, IIAX, IIA e I.

O objetivo deste trabalho foi identificar, quantificar e comparar os tipos de fibras musculares de dois grupos de cavalos da raça árabe, através de técnicas histoquímicas e bioquímicas. Para tanto, utilizamos um grupo sedentário (GS), composto por seis cavalos, machos e fêmeas, de 4 a 10 anos de idade, e um grupo treinado (GT) com seis cavalos, machos e fêmeas, de 6 a 11 anos de idade. O grupo (GT) era composto de cavalos praticantes de enduro de velocidade livre em categorias de 80 a 160 km. De cada animal foi retirada uma biópsia (Bergstrom, 1967) do músculo glúteo médio esquerdo. As amostras foram processadas para as técnicas histoquímica de mATPase nos pHs 4.35, 4.55 e 10.35, NADH diaforase e para a técnica bioquímica de eletroforese.

O GS apresentou 24,46% de MHC I, 46,08% de MHC IIa e 29,46% de MHC IIx. O GT apresentou 28,73% de MHC I, 56,25% de MHC IIa e 15,02% de MHC IIx. A análise histoquímica mostrou no GS 26,6% de fibras do tipo I, 36,4% de fibras do tipo IIA, 6,3% de fibras do tipo IIAX/XA e 30,7% de fibras do tipo IIX. O GT apresentou 36,6% de fibras do tipo I, 40,6% de tipo IIA, 7,2% de tipo IIAX/XA e 15,6% de tipo IIX.

Desta forma, foi observado uma maior porcentagem relativa das isoformas MHC I e MHC IIA com conseqüente maior ocorrência de fibras do tipo I e IIA no GT. As diferenças evidenciadas no GT são, presumivelmente, determinadas pela prática desportiva.

PALAVRAS CHAVE: 1. Tipagem muscular; 2. Eqüinos.

 

TOPOGRAFIA DO CONE MEDULAR DA PREGUIÇA (Choloepus hoffmanni PETERS, 1865 E Bradypus variegatus SHINZ, 1825). (Topography of de medullar cone of the sloth (Choloepus hoffmanni Peters, 1865 and Bradypus variegatus SHINZ, 1825). Amorim Júnior, A.A.; Amorim, M.J.A.A.L ; Silva, D.R..; Araújo, F.P.; Andrade, M.B.; Pimentel, D.S Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal ­ UFRPE ­ Recife ­ Pernambuco ­ Brasil.

A descrição anatômica do sistema nervoso dos animais silvestres é de fundamental importância para o conhecimento dos aspectos morfológicos dessas espécies, quer no sentido evolutivo, quer no sentido de fornecer embasamento para as abordagens clínica-cirúrgica e comportamental.

O conhecimento morfológico das relações entre a porção terminal da medula espinhal e coluna vertebral é de relevante importância para o Medico Veterinário e biólogos, permitindo o conhecimento comparado a outras espécies silvestres e domésticas, principalmente no emprego de anestesia raquidiana.

Para esta pesquisa, realizada na Área de Anatomia do Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal da Universidade Federal Rural de Pernambuco, utilizou-se de 02 (duas) preguiças adultas Choloepus hoffmanni e 04 (quatro) preguiças adultas Bradypus variegatus adquiridas por morte natural. Os animais foram fixados em solução de parafomolaldeído a 10% e conservando em tanque de igual solução. Posteriormente foram dissecadas as musculaturas dos segmentos lombo-sacral, em seguida removeram-se os arcos vertebrais desta região da coluna vertebral, como também o tecido adiposo epidural, juntamente com meninges. Com o auxílio de uma lupa, foral feitas observações, com o objetivo de determinar a esqueletopia do cone medular, obtendo-se os seguintes resultados:

O cone medular da Choloepus hoffmanni encontrava-se ao nível da articulação L3 e L4 e o da Bradypus variegatus encontrava-se ao nível da articulação L4 e S1. Ao término desta pesquisa observou-se que estas preguiças apresentaram a topografia do cone medular muito semelhante àquelas dos carnívoros.

PALAVRAS CHAVE: 1.Cone medular; 2. Sistema nervoso; 3. Anatomia; 4. Bicho-Preguiça; 5. Choloepus hoffmanni; 6. Bradypus variegatus.

 

TOPOGRAFIA E IRRIGAÇÃO DO OVIDUTO DE RÃ (Rana catesbeiana). (Topography and irrigation of the oviduct of the bullfrog (Rana catesbeiana).MELO, A. P. F.; LISBOA, M. C. Centro Universitário de Rio Preto/UNIRP - São José do Rio Preto ­ Brasil.

O objetivo do presente trabalho foi estudar a arquitetura vascular, descrevendo sua distribuição na parede do oviduto e seu padrão fluxográfico arterial.

Utilizamos dez rãs da espécie Rana catesbeina, todas adultas em regime de postura, coletadas no Ranário Bomsalito, Município de Catanduva, Estado de São Paulo. Os animais foram levados para o Laboratório de Anatomia dos Animais Domésticos do Centro Universitário de Rio Preto e colocados em caixa hermética contendo Éter Etílico PA para levar o animal ao óbito. Após aproximadamente trinta minutos retiramos os animais e procedemos à abertura da cavidade pleuroabdominal com o objetivo de identificarmos o tronco aórtico. Após a identificação do vaso, realizamos uma inserção em sua parede e introduzimos uma cânula a fim de injetarmos substância látex corada com pigmento específico.

O oviduto, em todos os casos, apresenta três regiões distintas, que são: óstium, região mais cranial do oviduto que apresenta uma abertura; atium, região logo após o óstium e que não se apresenta enovelada; ampulla, região de maior tamanho do oviduto e que se apresenta enovelada e ovissaco, região final do oviduto que se abre na cloaca. Este oviduto localiza-se na cavidade pleuroabdominal, dorsalmente, ocupando desde a região cranial até a região caudal da referida cavidade. Como o oviduto apresenta-se com uma topografia ampla apresenta fontes de irrigação muito variadas. A região do ostium, atium e parte cranial da ampulla, em ambos os antímeros, são irrigadas por ramo arterial que se origina do tronco braquiocefálico diretamente (90%). As demais partes da ampulla, a exceção da junção próxima ao ovissaco, apresentam irrigação a partir de duas fontes que são:

1- artéria cranial do oviduto, que possui origem a partir da artéria renal cranial esquerda,

2- artéria média do oviduto pode possuir origens a partir de tronco comum com as artérias renais ou a partir da aorta comum.

Já a junção da ampulla com o ovissaco e o próprio ovissaco é irrigada pela artéria caudal do oviduto em todas os casos (100%). Este mesmo vaso origina um ramo que se dirige à junção da ampulla com o ovissaco, em todos os casos (100%).

Concluímos,portanto, que as rãs apresentam um oviduto espalhado por toda a cavidade, possuindo fontes de irrigação que depende da região que se encontra.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Oviduto; 3. Rã; 4. Rana catesbeiana.

Auxílio Financeiro: FAPESP processo 01/12004-3

 

TOPOGRAFIA VÉRTEBRO-MEDULAR DE CUTIAS (Dasyprocta sp.) (Vertebro-medullar topography of agouti). ALBUQUERQUE, J.F.G.1; MOURA, C.E.B.2; RODRIGUES, V.H.V.1; TAVARES, L.L.1; PEIXOTO-COSTA, W.2; OLIVEIRA, M.F.1; BARRETO Jr, R.A.1; MIGLINO, M.A.2 1- Departamento de Medicina Veterinária da ESAM-RN; 2- Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP, Brasil.

A cutia (Dasyprocta sp.) é um mamífero roedor da família Dasyproctidae, medindo cerca de 50 a 55 centímetros de comprimento, pesando de três a cinco quilos. É um animal terrícola, de hábito crepuscular e se encontra distribuído por todo o território brasileiro, onde habita nas matas e capoeiras. Alimenta-se principalmente dos frutos silvestres que caem das árvores, mas consome também folhas, ramos, raízes e tubérculos. Adapta-se muito bem ao cativeiro, quando lhe são oferecidas condições mínimas de higiene, alimentação e espaço físico. Tem sido objeto de estudo de inúmeras pesquisas relacionadas a sua morfologia. Mesmo assim até o presente momento, pouco se sabe sobre a anatomia de seu sistema nervoso, o presente trabalho objetiva contribuir descrevendo as relações entre a medula espinhal e o canal vertebral desta espécie.

As cutias utilizadas para esta pesquisa foram obtidas no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS), pertencente à Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), as quais sofreram morte natural sendo posteriormente fixadas em solução de formol a 10%. Foram utilizadas 10 cutias (nove fêmeas e um macho), nas quais se realizou a dissecação da musculatura epaxial para evidenciar os arcos vertebrais, que posteriormente foram secionados permitindo a visualização da medula espinhal.

A medula apresentou a forma cilindróide, achatada dorso-ventralmente, com comprimento médio de 25,5 cm, seu cone foi encontrado relacionando-se com a segunda vértebra sacral, possuía duas dilatações correspondentes às intumescências cervical e lombar, a primeira variando entre a quinta vértebra cervical e primeira vértebra torácica e a lombar foi evidenciada entre a quarta vértebra lombar e primeira vértebra sacral.

PALAVRAS CHAVE: 1. Sistema nervoso; 2. Medula espinhal; 3. Cutia.

 

TOPOGRAFIA VÉRTEBRO-MEDULAR DO MACACO GIBÃO (Hylobates sp.) (Topography vertebral medullar of the Hylobates sp). CARLO EDUARDO BEZERRA DE MOURA1; ANTONIO CHAVES DE ASSIS NETO2; WIRTON PEIXOTO_COSTA1; CARLOS EDUARDO AMBRÓSIO3; MARIA ANGÉLICA MIGLINO1; MOACIR FRANCO DE OLIVEIRA1.1. Uni FMU/SP. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ/USP. 3. Departamento de Morfologia de FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP. 4. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail: cajuvet@uol.com.br ou miglino@usp.br

O Gibão é um macaco antropomorfo pesa cerca de 10 kg e mede cerca de 800mm, caracteriza-se por seus longos membros anteriores, que podem chegar a 1,30m. Como o nome do seu gênero já diz (Hylobates significa "o que habita as árvores").

O estudo comparativo da sua topografia vértebro-medular pode contribuir para caracterização da espécie no grupo dos primatas.

O presente trabalho objetiva descrever as relações da medula espinhal com a coluna vertebral desta espécie. Foram utilizados três animais doados pelo Parque Zoológico de Ilha Solteira a UNESP/ campus Ilha Solteira. Nos quais procedeu-se à dissecação da musculatura epaxial e secção dos arcos vertebrais para visualização da medula no canal vertebral.

A medula apresentou a forma de um cilindro achatado dorso-ventralmente cujo cone medular encontrava-se relacionado a primeira e segunda vértebras lombares, possuindo duas dilatações evidentes, correspondentes a intumescência cervical encontrada entre a quarta, quinta e sexta vértebras cervicais e intumescência lombar estendendo-se da décima terceira vértebra torácica as primeiras vértebras sacrais.

A disposição morfológica da medula assemelha-se ao padrão dos antropóides.

PALAVRAS CHAVE: 1. Hylobates sp; 2. Topografia vertebro­medular; 3. Anatomia.

 

TOPOGRAFIA VÉRTEBRO MEDULAR DO MOCÓ (Kerodon rupestris). (Vertebro-medullar topography of rock cavy (Kerodon rupestris)). ALBUQUERQUE, J.F.G.1; MOURA, C.E.B.2; PEIXOTO-COSTA, W.2; DI DIO, L.J.A.3; MIGLINO, M.A.2; TAVARES, L.L.1; RODRIGUES, V.H.1; OLIVEIRA, M.F.1 1. Departamento de Medicina Veterinária ­ ESAM-RN; 2. Departamento de Cirurgia ­ FMVZ-USP. 3. Departamento de Morfologia UNISA-SP. wirton@aol.com

O mocó (Kerodon rupestris Wied) é um mamífero roedor da família dos cavídeos e da subfamília dos Caviinais. Apresenta distribuição restrita ao semi-árido, somente sendo encontrado em regiões rochosas e serranas. Alimenta-se de folhas, brotos, ramos, frutos, casca de árvores, raízes e tubérculos, sendo o único animal Caviinae folífago. É um animal altamente adaptado às condições de calor e de escassez da água e alimento, principalmente nos períodos de grandes secas que assolam periodicamente esta região.

Com o intuito de contribuir com a anatomia comparativa destes animais silvestres, foi realizada a topografia vértebro-medular dos mocós. Os animais utilizados nesta pesquisa foram obtidos do Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS), pertencente à Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), que vieram a óbito naturalmente, sendo em seguida fixados em solução de formol a 10%.

Foram utilizados dez mocós adultos, sendo sete machos e três fêmeas de idades diferentes, nos quais procedeu-se a dissecação da musculatura dorsal, seguida da secção dos arcos vertebrais, permitindo a visualização da medula espinhal em toda sua extensão.

Verificou-se, nestes animais, que a medula se apresenta como um cilindro, com achatamento dorso-ventral cujo cone medular associa-se com a terceira vértebra sacra, sua intumescência cervical encontra-se relacionada com a quinta vértebra cervical estendendo-se até a primeira vértebra torácica, enquanto sua intumescência lombar foi evidenciada entre a quinta vértebra lombar e a segunda vértebra sacra.

PALAVRAS CHAVE: 1. Sistema nervoso; 2. Medula espinhal; 3. Mocó.

 

TRIBURÁRIAS DA AORTA DESCENDENTE DO TUCANUÇU (Ramphastas toco albogularis). (Tributaries of the descending aorta of the Ramphastas toco albogularis). BONATELLI, M.1; MARTINS D.S.1; MIGLINO, M.A1; PASSIPIERI, M3.;AZARIAS, R.E.G.R.1; AMBRÓSIO, C.E1.; FERREIRA, G.J.B.C2.; CARVALHO, A F.2 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Morfologia de FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP. 3. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia da FAMVOB ­ FIFEOB ­ SP ­BRASIL. Av. Mariano Procópio, 420, Recreio Aeroporto, Porto Ferreira, São Paulo, Brazil, CEP: 13660-000, cajuvet@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

Os Tucanuçus são aves pertencentes a ordem piciformes e a família ramphastidae; tendo como característica serem arborícolas restritos ao neotropico, distribuem-se desde o México até a Argentina, estando dentro os elementos mais pitorescos e mais citados dentre a fauna do continente americano e dos trópicos em geral. Visto a importância destas aves no continente sul americano e a escassez de literatura que visa a anatomia destes, objetivamos analisar a vascularização arterial das vísceras abdominais; tendo como fonte de pesquisa Tucanuçus, doados pelo Parque Zoológico de Ilha Solteira e pela UNESP ­ campus Ilha Solteira, nas quais tiveram o sistema arterial injetados com Látex Neopreme 650 corado em vermelho através da canulação do ventrículo esquerdo, onde após a fixação em solução de formol a 10% procedeu-se a dissecação dos elementos vasculares que emergem da aorta descendente. A aorta descendente emite as grandes artérias celíacas e mesentérica cranial, com origem e sintopia na quinta costela emitindo a artéria celíaca a qual ramifica-se em direita e esquerda, o ramo direito, estende-se entre o lobo direito do fígado e o baço, suprindo então o ventrículo e o pró ventrículo, enquanto que o ramo esquerdo da artéria celíaca tem seu trajeto do lado esquerdo do pró ventrículo, até sua junção com o estômago glandular, o qual nutre o duodeno, baço e pâncreas. A artéria mesentérica cranial supre a porção intestinal até dois terços do jejuno, e artéria mesentérica caudal emite ramos para o interior da parte cranial do reto e para as raízes do cecos e a parte distal do íleo.

PALAVRAS CHAVE: 1. Tucanuçu; 2. Aorta; 3. Vascularização Arterial.

TRÍGONO FEMORAL: QUAL SEU VERDADEIRO LIMITE MEDIAL? (Femoral Trigon: what is the real medial limit?) Autores: Guimarães VA; Diégues Júnior IAM & Gusmão LCB. Departamento de Morfologia ­ Centro de Ciências Biológicas ­ Universidade Federal de Alagoas ­ Maceió/AL ­ Brasil. E-mail: dr_inaldodiegues@ig.com.br

O trígono femoral é uma região topográfica triangular localizada no terço proximal da face anterior da coxa, por onde transitam os vasos femorais, o nervo femoral e suas ramificações. O conhecimento de seus limites é de suma importância nos procedimentos invasivos e na avaliação de patologias desta região. No que se refere à determinação do lado medial desse triângulo a literatura se mostra divergente. A grande maioria dos autores afirma que esse limite é a borda medial do músculo adutor longo, enquanto outros consideram ser a borda lateral do referido músculo. Tal fato modifica a composição do assoalho do trígono, já que quando se admite como limite medial a borda medial do músculo adutor longo, este músculo é incluso no assoalho. Através deste trabalho, os autores buscam padronizar o limite medial deste triângulo.

Com este fim, foi realizado levantamento bibliográfico em tratados de Anatomia, Cirurgia e em trabalhos científicos, exames em 45 pacientes de ambos os sexos, com idade entre 13 e 62 anos e dissecações em 30 cadáveres de ambos os sexos, fixados em formaldeído a 10%. A metodologia procurou provar que o limite medial do trígono femoral é aquele mais facilmente identificável no exame físico dos pacientes e nos cadáveres e que permite determinar que o assoalho desse triângulo é onde estão os vasos e nervo femorais. O trígono femoral foi delimitado através dos métodos propedêuticos de inspeção e palpação em vivo e é a borda lateral do músculo adutor longo a visualizada e palpada.

Sendo assim, os autores propõem a padronização da borda lateral do músculo adutor longo como limite medial do trígono femoral, o que, como conseqüência, exclui tal músculo do assoalho desse trígono. Passa-se, então, a ter como trígono femoral uma área bem definida, onde são encontradas importantes estruturas vasculares e nervosas da coxa.

PALAVRAS CHAVE: 1. Trígono femoral; 2. Anatomia.

 

ULTRA-ESTRUTURA E ESTEREOLOGIA DA PRÓSTATA DORSAL DE CAMUNDONGOS NOD. (Ultrastructure and stereology of the dorsal prostate of nod micce. Carvalho, CAF. ð; Cagnon, VHA.ð, Camargo, AM. e Sáttolo, S. Departamento de Anatomia, Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas/UNICAMP-São Paulo-Brasil. All correspondense should be addressed to: Dr.a Valéria Helena Alves Cagnon, Departament of Anatomy, Institute of Biology, The State University of Campinas, São Paulo, Brazil, Cep 13083970, Telephone (55) 19 37886102, Fax (55) 19 3289 3124, e-mail quitete@uol.com.br

A próstata é uma glândula sexual acessória cujo desenvolvimento, manutenção e função dependem dos níveis androgênicos circulantes. Sua secreção é uma complexa mistura de nutrientes que compõe o sêmen, fluido essencial para a motilidade e nutrição dos espermatozóides. A próstata dos roedores é dividida em lobos com diferentes funções e aspectos morfológicos. O lobo dorsal, secreta variadas proteínas e enzimas destacando-se a transglutaminase, as proteínas dorsais I e II e a carbono-anidrase. Certas doenças como o alcoolismo, o tabagismo e o diabetes podem alterar o metabolismo corpóreo geral promovendo mudanças no sistema genital masculino levando a impotência sexual e o decréscimo do peso das glândulas sexuais acessórias. Tais alterações, provavelmente, estão associadas ao desequilíbrio no eixo hipotálamo-hipófise-gonodal e, conseqüentemente, dos níveis androgênicos circulantes. O diabetes é uma doença do metabolismo de lipídeos, carboidratos e proteínas. Seus efeitos interferem na homeostase corpórea em função da falta de insulina. Vários trabalhos têm demonstrado que pacientes portadores do diabetes do tipo II têm perda da libido e impotência sexual. Por outro lado, pouco se sabe dos efeitos do diabetes tipo I sobre a fertilidade e as possíveis correlações com o surgimento de outras patologias como o carcinoma e a hiperplasia benigna na glândula prostática.

Sendo assim, o objetivo do presente trabalho foi analisar a histologia e ultra-estrutura da próstata dorsal de camundongos espontaneamente diabéticos (NOD). Um total de 16 camundongos com 5 meses de idade foram divididos em dois grupos: grupo I controle (8 animais) e grupo II diabéticos (8 animais). Os níveis de glicose na urina foram monitorados com auxilio de fitas reagentes 10SG multistix (Bayer). Após trinta dias da constatação do estado diabético dos animais do grupo II, todos animais foram anestesiados e sacrificados com posterior fixação em Karnovisky, para microscopia eletrônica de transmissão e Bouin para microscopia de luz. A seguir, a próstata dorsal foi retirada e processada para análises hitológicas e ultra-estruturais associadas à estereologia. Os resultados histológicos demonstraram: espessamento do estroma e mucosa glandular pouco pregueada, além de atrofia das células epiteliais secretoras. Ultra-estruturalmente verificou-se: involução das cisternas do retículo endoplasmático granular, dilatação das cisternas do aparelho de Golgi e descontinuidade dos microvilos. Assim, pode-se concluir que a próstata dorsal dos camundongos espontaneamente diabéticos (NOD) sofreu marcantes alterações morfológicas contribuindo para o decréscimo da fertilidade.

PALAVRAS CHAVE: 1. Próstata; 2. Diabetes Mellitus; 3. Camundongos NOD.

 

UMA REFLEXÃO SOB A PERSPECTIVA CONSTRUC-TIVISTA DA PRÁTICA PEDAGÓGICA NO ENSINO DA ANATOMIA HUMANA, A PARTIR DA CONSTRUÇÃO DE MODELOS ANATÔMICOS. Abreu, M. A. F. & Oliveira, R. R. Pós-Graduação em Educação para a Ciência (Ensino de Ciências) FC/UNESP - Bauru - SP - Brasil.

Uma meta prioritária a ser alcançada pela educação é possibilitar que as pessoas sejam capazes de tomar decisões relacionadas com a melhoria da qualidade de vida, pessoal e da comunidade. As instituições escolares devem capacitar os alunos a utilizarem conhecimentos científicos, admitindo uma ação pedagógica que favoreça a organização dessas informações, de modo interativo, proporcionando o posicionamento dos estudantes frente a esses conhecimentos. Nesse processo de aprendizagem considerado, o papel do professor é fundamental quanto ao domínio do conteúdo científico abordado e à forma de execução de suas tarefa, quando então, deverá atuar como observador e orientador. Nesse sentido, os professores precisam do contato com situações que privilegiem sua atuação como coordenador das atividades de seus alunos. Partindo de esse pressuposto, o presente trabalho analisou sob uma perspectiva construtivista, a vivência da prática pedagógica e a evolução conceitual de um grupo de professores do ensino fundamental do estado de Goiás, observadas durante minicurso coordenado pelas autoras. Inicialmente, foi oportunizado o contato dos professores com a literatura e estratégias de ensino construtivista, capaz de propiciar a evolução do conhecimento a ser construído pelo aluno em sala de aula, privilegiando sua ação, tornando-o mais autônomo e apto a relacionar acontecimentos, percebendo suas semelhanças e diferenças. A seguir, estes professores foram levados a assumir o papel de alunos, utilizando como estratégia de ensino a construção de modelos anatômicos.

Os resultados identificaram momentos pelos quais os professores passam, na tomada de consciência do seu papel dentro do ensino construtivista, evidenciando que estes necessitam de um grande esforço e ajuda para desenvolver em sala de aula, estratégias de ensino coerentes com os preceitos construtivistas, exigindo um grande trabalho de reelaboração de suas concepções sobre ensino e aprendizagem, se quiserem modificar sua atuação como professor. A reflexão do professor sobre a forma de como executa suas tarefas de coordenaddor e orientador, bem como de sua atuação de pesquisaddor junto a seus alunos parece ser o ponto de partida para a compreensão dessa experiência didática, ajudando-o a lidar com a ansiedade e a possibilidade de perda de identidade social, geradas durante o processo de abandono de modelo tradicional de ensino, basado na trasmissão de conhecimento.

PALAVRAS CHAVE: 1. Modelos anatômicos; 2. Construtivismo; 3. Ensino-aprendizagem.

 

VASCULARIZAÇÃO ARTERIAL DAS VISCERAS ABDO-MINAIS DA ARARA CANINDÉ (Ara ararauna). (The vascular system of the abdominal viscera of the blue and yellow maca w (Ara ararauna). BROLIO, M.P.2; AZARIAS, R.E.G.R.1; MORAES-PINTO, L.1; MIGLINO1,2, M.A.; PASSIPIÉRI, M.3; MARTINS, D.S.1; AMBRÓSIO, C.E.1,2; CARVALHO, A.F.2 1. Departamento de Cirurgia, FMVZ ­ USP/SP. 2. Departamento de Morfologia de FIFEOB ­ São João da Boa Vista/SP. 3. Departamento de Biologia e Zootecnia da UNESP/Ilha Solteira. Departamento de Morfologia FAMVOB- FIFEOB ­ Av. Dr. Octávio Bastos, s/n, Nova São João, São João da Boa Vista, São Paulo, Brazil, CEP: 13870-000. e-mail:lima_mc@uol.com.br ou vetlab03@feob.br

As Araras pertencem a ordem psittaciformes, e encontram-se distribuídas pela zona tropical de onde irradiam desde áreas subtropicais até frias, como a patagônia. Tais aves possuem exuberante beleza e por isso muito predadas e vendidas para o exterior, porém, muito se sabe sobre seu manejo alimentar, clínico e reprodutivo, mas nada sobre sua morfologia que poderia esclarecer muitas dúvidas e complementar estes aspectos biológicos, assim sendo, o Laboratório de Anatomia do Departamento de Cirurgia da FMVZ-USP/SP recebeu como doação exemplares de Ara ararauna da Universidade Estadual Paulista, campus Ilha Solteira, via parque zoológico Ilha Solteira. As aves após óbito tiveram seu sistema arterial injetado com Látex Neoprene corado em vermelho. Após fixação em solução aquosa de formol a 10% procedeu-se a dissecção cuidadosa dos elementos vasculares que emergem da aorta observando seus trajetos e destinos.

A artéria celíaca é o primeiro grande tronco responsável pela irrigação do trato gastro-intestinal. Antes de sua bifurcação em ramos direito e esquerdo emite a artéria proventricular dorsal. Do ramo direito partem: as artérias lienais (2 ou 3 vasos), a artéria hepática direita, que percorre toda a extensão da ponte de parênquima que une os dois lobos do fígado e a artéria gástrica direita. Os ramos esquerdo emitem as artéria proventriculares ventrais e a artéria gástrica esquerda. Em seguida e próximo da artéria celíaca nota-se a emergência da artéria mesentérica cranial que supre o segmento inicial do jejuno.

A aorta segue seu trajeto caudalmente passando entre os dois rins emitindo, nesse nível, 3 vasos: as artérias renais cranial, média e caudal que penetram o parênquima do órgão em seus lobos cranial, médio e caudal. Em um dos espécimes, na mesma altura da emergência da artéria renal cranial nota-se também a emergência da artéria ovárica. Após curto percurso, a aorta emite a artéria mesentérica caudal responsável pela irrigação da porção final do intestino. Em seguida emite à direita e à esquerda as artérias ilíacas internas, respectivamente. Continuando seu trajeto mediano, nota-se a emergência de um pequeno ramo destinado a parede dorsal da cloaca, seguindo caudalmente até penetrar na musculatura da cauda.

PALAVRAS CHAVE: 1. Ara ararauna; 2. Vísceras abdominais; 3. Vascularização Arterial.

 

VASOS ARTERIAIS DO ARCO DA AORTA NO MÃO PELADA. (Arterial vessels of the aorta´s arc in the skinned hand).Souza, N.T.M.1; Carvalho, R.G.1; Custódio, A. A.1; Souza, W.M1; Miglino, M.A.2 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba. 2. Departamento de Cirurgia, FMVZ-USP, São Paulo; Brasil. *Nair Trevisan Machado de Souza ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP.

Durante a organogênese o quarto arco branquial desenvolve-se para constituir o arco aórtico nos mamíferos, do qual emergem vasos arteriais para nutrir as estruturas relacionadas à cabeça, pescoço e membros torácicos.

Neste trabalho, analisamos o comportamento destes vasos no mão pelada, animal carnívoro, pertencente à Fauna Brasileira. Utilizamos para tanto 04 exemplares, 03 machos e 01 fêmea, adultos, que vieram a óbito durante a captura dos animais selvagens do lago da Usina Sérgio Motta, municípios de Anaurilândia e Bataguassu (MS). Nestes exemplares, o sistema arterial foi injetado com Látex natural corado em vermelho, e a seguir fixados em formol a 10%, dissecados os vasos arteriais oriundos da Aorta, esquematizados e fotografados.

Do referido arco, constantemente (100%), emergem isoladamente a artéria subclávia esquerda, a qual oferece as artérias mamária, costo-cervical e vertebral, para continuar-se como artéria axilar. Surge em seguida, o tronco braquio-cefálico, do qual surge a artéria carótida comum esquerda e ramo comum de origem dasartérias carótida comum direita e subclávia direita, esta última de comprimento menor que a esquerda, porém de divisão semelhante.

Nos animais examinados não encontramos a composição das artérias carótidas comuns direita e esquerda para constituir o tronco bi-carotídeo, arranjo semelhante ao observado nos carnívoros domésticos.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Arco aórtico; 3. Mão Pelada; 4.Vascularização.

 

VASOS TERMINAIS DA AORTA NO CÃO DO MATO. (Terminal vessels of the aorta in wild dog). Souza, N.T.M.1; Carvalho, R.G.1; Custódio, A. A.1; Santos-Ferraz, R.H.2; Souza, W.M1. 1. Departamento de Apoio, Produção e Saúde Animal, UNESP, Araçatuba.. 2. Universidade Integrada de São José de Rio Preto, Brasil. *Nair Trevisan Machado de Souza ­ UNESP ­ Campus de Araçatuba, Cx. Postal 341, CEP 16050-680, Araçatuba, SP. Brasil.

O estudo dos vasos arteriais da cavidade pélvica nos mamíferos é de fundamental importância pois, estas estruturas estão relacionadas com a vascularização da porção final do tubo digestório e dos órgãos reprodutores.

Neste estudo, objetivando conhecer morfologicamente a espécie em questão, procuramos obter dados que proporcione o desenvolvimento de uma Anatomia Comparativa com os Carnívoros domésticos.

O cão do mato, animal selvagem de nossa fauna, encontra-se em número reduzido na atualidade, fato que resulta da acentuada diminuição de seu ambiente natural.

Neste relato, são examinados 05 exemplares, machos, adultos, oriundos do território de alagamento do reservatório da Usina Sérgio Motta, municípios de Anaurilândia e Bataguassu, MS.

Os animais em questão, após morte natural durante seu manejo para remoção do referido local, foram abertos por incisão longitudinal mediana e injetados com Látex Natural no seu sistema vascular por meio de cânula metálica conectada a sonda de polietileno. Os exemplares foram fixados em formol a 10%, dissecados, esquematizados e fotografados.

A aorta nestes mamíferos divide-se na transição lombo-sacral cedendo, à direita e à esquerda, a artéria ilíaca externa e medianamente forma tronco de origem simultânea das artérias ilíaca interna de ambos lados e artéria sacra mediana. Este comportamento vascular é o padrão para todas as peças examinadas (100%).

Relativamente à artéria circunflexa ilíaca profunda, a mesma emerge após a artéria mesentérica caudal. A artéria ilíaca interna em 03 preparações oferece de ambos os lados a artéria pudenda interna.

PALAVRAS CHAVE: 1. Anatomia; 2. Aorta; 3. Cão do Mato; 4. Vascularização.

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VERIFICAÇÃO ANATÔMICA DE UM FEIXE MUSCULAR PROFUNDAMENTE SITUADO AO MÚSCULO TEMPORAL. (Anatomical verification of a deep sheas muscle situated at the temporal muscle). Almeida RCA, Moraes SRA & Rocha MAA. Departamento de Anatomia ­ CCB ­ UFPE ­ Recife ­ PE ­ Brasil. Tel: (0XX81) ­ 32718555 E mail: silvia@npd.ufpe.br, cassyalmeida@yahoo.com.br Rita de Cássia de Albuquerque Almeida R. Ministro Nelson Hungria, 402/ 04, Boa Viagem, CEP: 51020-100 Recife ­ PE ­ Brasil

Trabalhos na literatura descrevem a existência de um 5o. músculo , profundamente situado ao músculo Temporal, que estaria envolvido com a movimentação da ATM. Entretanto, esse assunto não é de consenso geral e muitos acreditam que o mesmo seria na realidade uma dependência do referido músculo.

Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo investigar a freqüência, a disposição anatômica e a morfologia desse feixe muscular. Para o desenvolvimento desse estudo foram utilizadas 12 hemifaces cadavéricas fixadas em solução de formol e estudadas pelo método da dissecação macroscópica.

Foram obtidos os seguintes resultados: 02 casos, (16,66%) não apresentaram o feixe musculotendíneo em questão; 07 casos (58.33%) apresentaram o feixe musculotendíneo de forma cilíndrica, diferentemente do músculo temporal, com tendões de origem e inserção próprios, porém, suas fibras encontravam-se fundidas com as fibras profundas do músculo temporal; 03 casos (25%) apresentaram o feixe musculotendíneo em questão de forma cilíndrica que também difere da do músculo temporal, com tendões de origem e inserção próprios, porém suas fibras não se encontravam fundidas com as fibras do músculo temporal.

Os resultados parciais, baseados apenas na disposição anatômica e forma, sugerem que esse feixe muscular representa a porção profunda do músculo temporal, como já descrito anteriormente na literatura. Contudo, outros estudos são necessários para um maior esclarecimento dessa entidade morfofuncional.

PALAVRAS CHAVE: 1. Músculo temporal; 2. Variação anatómica; 3. Anatomia.

 

ESTUDO DA AMPLITUDE DA ARTICULAÇÃO DO TORNOZELO EM MULHERES COM IDADE A PARTIR DE 60 ANOS. (Study of the Joint Amplitude in Sixty Years Aged or Over Women). FITTIPALDI, E.O.S.1; BITTENCOURT, A.M.2; TASHIRO, T.3 1Fisioterapeuta e Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Morfologia ­ UFPE. 2Professor Adjunto do Departamento de Anatomia ­ UFPE. 3Professor Auxiliar do Departamento de Educação Física ­ UFPE. Núcleo de Atenção ao Idoso (NAI) ­ Universidade Federal de Pernambuco. Programa de Pós-graduação em Morfologia ­ UFPE - Brasil. Anatomia do Aparelho Locomotor. e-mail: etienefittipaldi@bol.com.br

Durante o processo de envelhecimento biológico as estruturas componentes do aparelho locomotor sofrem alterações que afetam a flexibilidade das articulações, principalmente da tibiotársica, levando a redução da amplitude de seus movimentos. O tornozelo tem como movimentos principais: flexão dorsal e flexão plantar, com valores de 25 (±6) e 56 (±6) no adulto jovem partindo da neutralidade. E a perda da amplitude destes movimentos resulta em alterações do equilíbrio, da coordenação, da biomecânica da marcha e na redução da capacidade de realizar atividades da vida diária.

Com o objetivo de avaliar as possíveis alterações da angulação do tornozelo em idosas durante os movimentos ativos de flexão dorsal e plantar através de uma mensuração Goniométrica, participaram deste estudo 51 mulheres com idade média de 69,2 anos (±5,5), ativas na comunidade e oriundas do Núcleo deAtenção ao Idoso ­ UFPE, no período de abril e maio de 2002. O ponto fixo e o móvel utilizados foram, respectivamente, a linha paralela ao eixo longitudinal da fíbula sobre a face lateral da perna e o eixo longitudinal do V metatarsiano.

As médias das angulações encontradas neste estudo foram de: 12,5° (±5,8) para a flexão dorsal direita (FDD), 13,8 (±6,1) para a flexão dorsal esquerda (FDE), 22,9 (±7,4) para a flexão plantar direita (FPD) e 24,8 (±8,1) para a flexão plantar esquerda (FPE). Para se obter um percentual das perdas dos movimentos angulares calculou-se a média entre a FDD e FDE (13,2) e a FPD e FPE (23,9), e quando comparadas com a angulação do adulto jovem detectou-se a perda média de 47,12% na flexão dorsal e de 57,16% na flexão plantar. Na análise das flexões dorsal e plantar direita e esquerda, foi constatado um aumento médio de amplitude no lado esquerdo, sendo de 1,2 na flexão dorsal e de 1,9 na flexão plantar. Concluímos que na amostra selecionada houve importantes perdas em toda amplitude do tornozelo não havendo diferença entre as faixas etárias avaliadas. Na análise da flexão dorsal e da flexão plantar, comparando os dimídios, foi constatada uma tendência do lado esquerdo apresentar valores superiores, induzindo a novas pesquisas relacionadas à assimetria corporal. Nossos dados sugerem que a redução relativa da amplitude do tornozelo pode interferir nos aspectos psicomotores e sociais, gerando diminuição das capacidades física e funcional das gerontes. E que uma possível intervenção precoce relacionada à instituição de atividades físicas que influenciem diretamente na flexibilidade possa atenuar esta característica própria do envelhecer.

PALAVRAS CHAVE: 1. Articulação do tornozelo; 2. Mulher; 3. Anatomia.

 

AS LIÇÕES DE ANATOMIA NA HISTÓRIA E NA ARTE. (Anatomy lessons in history and art). Misael, N.C.S. Lima, L.R.; Matos, C.L.; Araújo, J.P.; Bezerra, A.J.C. Curso de Medicina da Universidade Católica de Brasília, Brasil. E-mail: jordano@pos.ucb.br

Não é de hoje que os seres humanos têm incontida curiosidade em conhecer a forma, a estrutura e o aspecto de seus corpos. Muitos foram aqueles que procuraram na dissecação de animais e de cadáveres saber mais sobre este tão misterioso corpo humano. Fazer uma revisão sobre as obras de arte que tem como tema as representações da Anatomia Humana. Um dos primeiros registros sobre dissecação de corpos humanos é a necropsia de Agripina, mãe do Imperador Romano Nero que a engravidou, pois queria saber como era o útero que o gerou. Leonardo da Vinci foi o primeiro artista a fazer preparações anatômica e as desenhou. Um de seus desenhos mais famosos é "O coito", que mostra um casal em cópula através de uma secção no plano sagital mediano. Esta obra alguns erros anatômicos, mas que estão de acordo com os conhecimentos de Anatomia e Fisiologia da época. Andreas Vesalius, pai da Anatomia moderna, deixou estampado na capa do seu livro, "De humani corporis fabrica", a ilustração de uma lição de Anatomia. Eustáquio, discípulo de Vesalius, também deixou para a história uma de suas aulas de anatomia. William Harvey, que descobriu a circulação e a função do coração, foi retratado por Robert Hannah mostrando a anatomia do coração para o rei Carlos I e o seu filho. Rembrandt foi o pintor que deixou a mais bela tela sobre uma lição anatômica, "A Lição de Anatomia do Dr. Nicolaes Tulp". Também é de Rembrandt, uma lição raríssima que apresenta uma neurodissecação, "A Lição de Anatomia do Dr. Deijman". A única pintura de uma lição de anatomia que retrata um natimorto é "A Lição de Anatomia do Dr. Frederik Ruysch", médico holandês famoso por suas excepcionais preparações anatômicas. Por ser a arte enriquecida pelos conhecimentos anatômicos muitas pinturas de vários estilos têm como tema principal o corpo humano, o que mais uma vez corrobora a íntima relação entre Anatomia e arte.

PALAVRAS-CHAVE: 1. História da Anatomia; 2. História da Medicina; 3. Arte; 4. Lições de Anatomia.

IVCONGRESO DE ANATOMÍA DEL CONO SUR
XX CONGRESSO BRASILEIRO DE ANATOMIA
XXIII CONGRESO CHILENO DE ANATOMÍA
X
XXIX CONGRESO ARGENTINO DE ANATOMÍA
I SIMPÓSIO SOBRE ENSINO DE ANATOMIA

MACEIÓ - ALAGOAS - BRASIL
6 - 11 DE OCTUBRE DE 2002

 

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