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Ciencia y enfermería

versión On-line ISSN 0717-9553

Cienc. enferm. vol.19 no.3 Concepción  2013

http://dx.doi.org/10.4067/S0717-95532013000300006 

INVESTIGACIONES

PERFIL PROFISSIONAL DE ENFERMEIROS ATUANTES EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA DE UM HOSPITAL DE ENSINO*

PROFESSIONAL PROFILE OF NURSES WORKING IN INTENSIVE CARE UNITS OF A TEACHING HOSPITAL

PERFIL PROFESIONAL DE LOS ENFERMEROS QUE TRABAJAN EN UNIDADES DE CUIDADOS INTENSIVOS DE UN HOSPITAL UNIVERSITARIO

 

Silvia Helena Henriques Camelo*
Vânea Lucia Dos Santos Silva**
Ana Maria Laus***
Lucieli Dias Pedreschi Chaves****

*Enfermeira. Professor Doutor do Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail:shcamelo@eerp.usp.br
**Enfermeira Mestranda do Programa Enfermagem Fundamental da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail:vanealucia@uol.com.br
***Enfermeira. Professor Doutor do Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail:analaus@eerp.usp.br
****Enfermeira, Doutor em Enfermagem, Professor Doutor do Departamento de Enfermagem Geral e Especializada, Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: dpchaves@eerp.usp.br


RESUMO

A Unidade de Terapia Intensiva se caracteriza por um cenário de inovação e atendimento especializado de enfermagem a pacientes considerados de alta complexidade, potencializando a necessidade de um perfil profissional para harmonizar o serviço entre alta tecnologia e assistência. O enfermeiro, neste contexto, necessita de um perfil que lhe permita alinhar conhecimento técnico-científico, domínio da tecnologia e humanização do cuidado. Este estudo identificou e analisou o perfil de enfermeiros atuantes em unidades de terapia intensiva de um hospital de ensino. É um estudo de caso múltiplo, de abordagem qualitativa e a amostra composta por 24 enfermeiros de duas unidades críticas. Utilizamos as técnicas da observação direta e entrevistas semiestrutu-radas. Os resultados mostraram enfermeiros predominantemente do sexo feminino, idade média de 32 anos, e com pouca experiência teórico-prática em alta complexidade, demonstrando a necessidade de mobilização de novas competências apoiadas em conhecimento científico para um atendimento seguro e de qualidade.

Palavras chave:Enfermeiros, Unidades de Terapia Intensiva, formação de recursos humanos, competência profissional.


ABSTRACT

The Intensive Care Unit is characterized by a scene of innovation and specialized nursing care to patients considered high complexity, increasing the need for a professional profile to harmonize service between high technology and assistance. The nurse in this context requires a profile that lets you align technical and scientific knowledge, the field of technology and humanization of care. This study identified and analyzed the profile of nurses working in intensive care units of a teaching hospital. It is a multiple case study, qualitative approach and the sample of 24 nurses in two critical units. The techniques used in this study were direct observation and semistructured interviews. The results showed nurses predominantly female, mean age 32 years and with little theoretical and practical experience in high complexity assistance, demonstrating the need for constant mobilization of experts supported by scientific knowledge for a safe and quality care.

Keywords:Nurses, male, Intensive Care Units, human resources formation, professional competence.


RESUMEN

La Unidad de Cuidados Intensivos se caracteriza por un contexto de innovación y atención de enfermería especializada para pacientes considerados de alta complejidad, lo que aumenta la necesidad de un perfil profesional para armonizar servicio entre la alta tecnología y la asistencia. La enfermera en este contexto requiere un perfil que le permita alinear los conocimientos técnicos y científicos, el campo de la tecnología y la humanización de la atención. Este estudio identificó y analizó el perfil de las enfermeras que trabajan en unidades de cuidados intensivos de un hospital universitario. Se trata de un estudio de caso múltiple, cualitativo, siendo la muestra de 24 enfermeras de dos unidades de críticos. Fueron utilizadas las tecnicas de observación directa y entrevistas semiestructuradas. Los resultados mostraron que el grupo estudiado estaba conformado predominantemente por mujeres, de edad media 32 años, con poca experiencia teórica y práctica en la asistencia de alta complejidad, lo que demuestra la necesidad de una constante movilización de expertos con el apoyo de los conocimientos científicos para una atención segura y de calidad.

Palabras clave:Enfermeros, Unidades de Terapia Intensiva, formación de recursos humanos, competencia profesional.


INTRODUÇÃO

As transformações que ocorrem no mundo moderno vêm exigindo dos serviços de saúde constante atualização de suas práticas, requerendo dos profissionais um perfil de trabalhador diferenciado, para que se adéquem às novas tecnologias e ao trabalho mais compartilhado.

As organizações hospitalares têm sido destacadas, pela assistência a clientes em situações de saúde cada vez mais críticas, que necessitam de respostas individuais e complexas à sua situação. Dessa forma, o trabalho hospitalar exige novas competências dos profissionais que se deparam com mudanças tecnológicas e exigências de sua clientela, provocando, muitas vezes, transformações no seu processo de trabalho. Neste cenário, o enfermeiro constitui parte fundamental e, dessa forma, precisa preocupar-se com o seu autodesenvolvimento, adquirindo novas habilidades e conhecimentos visando uma assistência de qualidade.

No contexto hospitalar, a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se caracteriza por um cenário de inovação e o atendimento especializado de enfermagem a pacientes considerados críticos e de alta complexidade, potencializa a necessidade de constante desenvolvimento de competências nos profissionais que atuam nesta área, a fim de harmonizar o serviço entre alta tecnologia e assistência.

Observando e atuando enquanto enfermeira e docente, em unidades de alta complexidade, verificase que as possibilidades, a diversidade de tarefas e a complexidade presente na atuação do enfermeiro exigem um perfil profissional que permita o desenvolvimento do seu processo de trabalho. O enfermeiro, independente do diagnóstico ou do contexto clínico, deve estar apto a cuidar de todos os doentes, utilizando-se de uma abordagem que lhes assegure estima e integridade, sendo que as exigências do cuidado em uma UTI requerem conhecimentos científicos e especializados e, portanto, os enfermeiros devem integrar habilidades técnicas e intelectuais à prática diária (1).

O Conselho Federal de Enfermagem (2) normatiza, em âmbito nacional, a obrigatoriedade de haver enfermeiros em todas as unidades de serviços nos quais são desenvolvidas ações de enfermagem que envolva procedimentos de alta complexidade, comuns na assistência a pacientes críticos. Adicionalmente, incluem-se entre as responsabilidades privativas do enfermeiro, cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves com risco de vida e cuidados de enfermagem de maior complexidade técnica e que exijam conhecimentos científicos adequados e capacidade de tomar decisões imediatas (3).

O papel do enfermeiro em uma unidade crítica consiste em obter a história do paciente, fazer exame físico, executar tratamento, aconselhamento e ensinando a manutenção da saúde e orientando os enfermos para uma continuidade do tratamento. Além disso, estes profissionais devem aliar à fundamentação teórica (imprescindível) a capacidade de liderança, o trabalho, o discernimento, a iniciativa, a habilidade de ensino, a maturidade e a estabilidade emocional (4). Somado a este fato, devemos considerar que cada profissional apresenta uma característica peculiar. Alguns são recém-formados não tendo experiência na área assistencial, outros possuem habilidades práticas, mas ainda não estão preparados para atuar em alta complexidade. O enfermeiro, neste contexto, deve se capacitar para garantir uma assistência que atenda aos objetivos traçados.

O perfil dos enfermeiros para atuar em uma unidade de terapia intensiva deve ser motivo de preocupação dos profissionais ligados à docência e aos serviços de saúde. Tal preocupação traduz um compromisso comum de todos que atuam nas instâncias responsáveis pela formação e pela atuação deste profissional.

Algumas pesquisas vêm sendo realizadas com o objetivo de traçar o perfil deste profissional, e os resultados evidenciam que os enfermeiros são predominantemente jovens, do sexo feminino, sem experiência anterior de trabalho em UTI e tempo médio de formado de 3,8 anos (5-6). Este fato somado a complexidade do trabalho do enfermeiro em uma unidade crítica e as competências assistenciais e gerenciais necessárias para a sua atuação tem provocado alguns questionamentos: Quem são os enfermeiros que atuam em UTI? Apresentam experiência profissional em cuidados críticos? Como foi o seu preparo para atuar na área durante e após a graduação?

A identificação do perfil do enfermeiro requer o reconhecimento de que, toda pessoa tem direito à adequada assistência de enfermagem, que o atendimento de enfermagem ao paciente crítico deve ser considerado na sua totalidade e em constante interação com o meio ambiente, que o enfermeiro atua exercendo atividades de assistência, administração, ensino e pesquisa, exigindo sua constante atualização e, muitas vezes, especialização.

Conhecer o perfil do enfermeiro que atua em uma UTI, espaço em constante transformação, deve provocar a reflexão destes trabalhadores, futuros profissionais, instituições de saúde e centros formadores sobre o preparo necessário para atuar nesta área. Além disso, deve contribuir para que os gestores destes serviços programem estratégias que visem o aprendizado contínuo, a satisfação no trabalho e a qualidade do atendimento.

Este estudo teve o objetivo de identificar e analisar o perfil profissional do enfermeiro que atua em duas unidades de terapia intensiva de um hospital de Ensino, por meio das variáveis: sexo, idade, ano que concluiu a graduação, tempo de trabalho na instituição e na UTI, especialização na área e conhecimentos habilidades profissionais adquiridos.

METODOLOGIA

Trata-se de um estudo de delineamento exploratório, de abordagem qualitativa dos dados. O desenho metodológico da pesquisa é o estudo de caso, considerado um método de pesquisa de natureza empírica que investiga um fenômeno, geralmente contemporâneo, dentro de um contexto real (7). Para este trabalho, defiiniuse o estudo de caso múltiplo. Este tipo de estudo envolve a análise de dois ou mais casos que podem ser comparados ou não. Neste trabalho, realizamos um estudo com dois casos, não comparativos, referentes a duas unidades de cuidados intensivos de pacientes adultos pertencentes a um hospital de ensino do interior paulista. O propósito do estudo de caso foi a generalização analítica.

A população deste estudo foi constituída por 24 enfermeiros e os critérios de inclusão foram: enfermeiros assistenciais atuantes nas unidades selecionadas, exercendo suas atividades há mais de seis meses.

Para a coleta de dados foi utilizado duas fontes de evidências: observação direta, estruturada, não participante, com o observador frente ao fato sem interferência nos acontecimentos, e entrevistas semiestruturadas com a população de estudo. As observações ocorreram por ocasião das visitas aos campos para as entrevistas. Yin (7) destaca que ao realizar uma visita ao local escolhido para entrevista, você está criando a oportunidade de fazer observações diretas. As entrevistas, por sua vez, foram gravadas e posteriormente transcritas. A entrevista semiestruturada é um processo de interação social, no qual o pesquisador tem a finalidade de obter informações do entrevistado, por meio de um roteiro contendo tópicos em torno de uma problemática central (8). Os registros das observações foram agregados aos dados das entrevistas e considerados conjuntamente no processo de análise.

A fim de identificar o perfil dos enfermeiros atuantes nas UTIs investigadas, o roteiro da entrevista foi composto de duas partes: Na primeira foi realizada uma explanação sobre a temática investigada. Na segunda parte havia questões de identificação pessoal e profissional dos sujeitos tais como: idade, sexo, ano em que concluiu a graduação em enfermagem, tempo de trabalho na instituição, tempo de trabalho no local de estudo (UTI), se apresenta pós-graduação na área de terapia intensiva e que tipo (especialização, mestrado ou doutorado) e uma questão aberta: “Fale sobre o seu preparo acadêmico e em serviço para atuar em um Centro de Terapia Intensiva”.

A análise dos dados foi realizada por meio da análise de conteúdo utilizando-se o método de análise temática. Segundo Yin (7), a análise de dados no método de pesquisa de estudo de caso consiste em examinar, categorizar, recombinar as evidências quantitativas e qualitativas para tratar as proposições iniciais de um estudo.

A modalidade de análise temática, utilizada neste estudo, busca o núcleo do sentido de uma comunicação, cuja presença ou frequência signifiquem algo para o objeto de análise (9). Para proceder a esta técnica, as falas das entrevistas foram organizadas seguindo três fases sequenciais: a pré-análise, a exploração do material e o tratamento dos resultados (9). Na pré-análise foi realizada uma leitura exaustiva das falas das entrevistas e delimitação das unidades de registro (falas das entrevistas). Na etapa seguinte, os dados foram classificados a partir das unidades de registros visando alcançar a compreensão do texto. Na terceira fase se fez a categorização, classificando os elementos segundo suas se melhanças e por diferenciação com posterior reagrupamento em função de características comuns. Assim, a análise dos dados possibilitou agrupar os resultados traçando inicialmente o perfil dos sujeitos da pesquisa de forma descritiva e posteriormente, por meio da abordagem qualitativa, houve o agrupamento dados em um núcleo temático: Capacitação e preparo para atuar em unidades de terapia intensiva.

Este projeto foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Protocolo N°9951/2010. Os sujeitos participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, de acordo com a Resolução N° 196/96, do Conselho Nacional de Saúde (10).

RESULTADOS

O perfil de enfermeiros de UTIs está apresentado de forma descritiva segundo as variáveis: sexo, idade, ano de conclusão de graduação, tempo de trabalho na instituição e tempo de trabalho na respectiva unidade, conforme Tabela 1.

Tabela 1.Distribuição do perfil social e profissional do enfermeiro de duas UTI(s) de um Hospital de Ensino, Ribeirão Preto, SP, Brasil, 2011.

Analisando a Tabela 1 verifica-se que a amostra é predominantemente feminina, média da idade é de 32 anos, sendo uma proporção maior na faixa etária entre 23 e 33 anos e, portanto, uma população jovem. Em relação ao ano de conclusão da graduação em enfermagem, a grande maioria concluiu o curso nos últimos 10 anos. O tempo de trabalho na instituição apresenta a média de seis anos e três meses. Quanto à formação acadêmica destes trabalhadores 16 (66,5%) dos enfermeiros tinham algum tipo de especialização, sendo oito (50%) deles em cuidados intensivos.

A análise qualitativa da questão aberta das entrevistas permitiu a identificação de um núcleo temático relacionado a Capacitação e preparo para atuar em unidades de terapia intensiva, que foi decomposto em duas subcategorias: “Desenvolvimento profissional durante o ensino de graduação” e “Desenvolvimento profissional após a graduação”. Estes resultados são discutidos conjuntamente com as falas das entrevistas, no próximo bloco.

DISCUSSÃO

Perfil dos enfermeiros das UTI(s)

Os serviços de saúde, especificamente as unidades de cuidados intensivos exigem, atualmente, um profissional enfermeiro com um perfil que responda às necessidades de saúde dos pacientes. A predominância na enfermagem do sexo feminino em nosso estudo é compartilhada por outros pesquisadores (11) reproduzindo a característica histórica da enfermagem, profissão exercida quase que exclusivamente por mulheres desde os primórdios. Nos hospitais, esta predominância também ocorre entre os trabalhadores, principalmente na enfermagem, que pode ser explicada em função do arquétipo, atribuído às mulheres (12).

O tempo de formação (últimos 10 anos), aspecto observado em nossa pesquisa, pode ser um indicativo de tempo de experiência do enfermeiro no mercado de trabalho e de relativa maturidade (13). O bacharelado revela as competências e habilidades do enfermeiro, assim como o tempo de formação em uma dada época reflete o conhecimento e aptidão valorizados em um determinado período (14).

Quanto ao tempo de trabalho na instituição, houve um equilíbrio na proporção de enfermeiros entre os diversos períodos de trabalho, com uma média de seis anos e três meses. Entretanto vale destacar que oito (33,5%) dos enfermeiros possuem até quatro anos na instituição e nove (37.5%) nas UTIs. Estes dados vão de encontro a outro estudo onde 54% dos enfermeiros possuem até cinco anos na instituição.

A experiência profissional, o envolvimen-to institucional e a estabilidade adquirida pelo tempo de serviço são fatores que estimulam nos profissionais a permanência em uma organização, e ainda, o tempo de trabalho em uma instituição pode estar associado à proposta de trabalho da instituição e satisfação individual (13).

Os resultados do nosso estudo mostra-ram uma grande proporção de enfermeiros trabalhando nas unidades há menos de três anos, mas se considerarmos toda a amostra estudada a média do tempo de trabalho, neste setor, é de cinco anos e oito meses.Vale destacar que quatro (25%) dos enfermeiros que tem algum tipo de especialização possuem a titulação de mestrado acadêmico. Esses resultados vão de encontro a pesquisa realizada com enfermeiros atuantes em âmbito hospitalar onde foi ìdentificado a existência de enfermeiros com pós-graduação stricto sensu mestrado (13%), doutorado (2%) e mestrandos (5%) (14).

Estes resultados parecem indicar uma preocupação dos enfermeiros em buscar outras experiências além daquelas proporcionadas pelo ensino formal, que lhes possibilitassem melhor preparo e maior segurança na prestação da assistência aos pacientes.

Capacitação e preparo para atuar em unidades de terapia intensiva

Desenvolvimento profissional durante o ensino de graduação

Analisando os dados do nosso estudo quanto ao preparo recebido durante a graduação para atuar em unidades de terapia intensiva, observou-se que alguns profissionais tiveram um preparo básico, com carga horária mínima, disciplinas com enfoque teórico e pouca prática relacionada a unidades de terapia intensiva, conforme os discursos a seguir.

Carga horária mínima de estágio em CTI.E eu fui uma das alunas escolhidas para fazer o estágio em CTI porque as vagas eram mínimas [...] (E04)

Durante a graduação, tive preparo para atuar em CTI, não foi bem completo. Tive aula de controle de infecção hospitalar que precisa para atuar num CTI, e também sobre uma UTI, como é a previsão e provisão de materiais, os equipamentos... (E01)

[...] tive o básico de todas as técnicas e em algum momento... a técnica de PVC e acesso central, mas só, e em outras técnicas não tive... (E03) Eu acho que assim durante a graduação foi meio que insuficiente o conteúdo relacionado à terapia intensiva, não tive tanta associação teórica e prática. Então o que eu tive foram coisas básicas como ventilação mecânica, monitorização, drogas vasoativas, o atendimento de parada cardíaca, urgência e emergência, mas uma coisa muito teórica. (E07)

O adequado atendimento a pessoas em situações críticas/potencialmente críticas de saúde está no contexto da atual política de saúde do país (15), entretanto, em razão da insuficiente estruturação da rede de serviços de saúde (primária e secundária), esses serviços vêm se constituindo, nos últimos anos,

em uma das mais problemáticas áreas do Sistema de Atenção à Saúde (16). Tal deficiência resulta da crescente demanda por esse nível de atenção, que têm como razão central o atendimento a pacientes em situações extremas e/ou graves, atuais ou potenciais, exigindo dos trabalhadores qualificação profissional específica.

Os nossos dados vêm confirmar um preparo acadêmico insuficiente dos enfermeiros para atuarem neste setor da saúde. Importante destacar que o atendimento especializado a pacientes críticos potencializa os resultados da assistência porque presume uma maior uniformidade nas condutas, maior acesso e alocação de recursos, favorecendo padrões mais elevados de qualidade assistencial (17).

Analisando os discursos, podemos observar ainda preocupação dos enfermeiros com a aprendizagem de técnicas que são realizadas em unidades de alta complexidade.

[...] habilidades técnicas eram mínimas, eu acho que uma habilidade maior que eu tinha era com relação à medicação, conhecimento dos fármacos, vias de aplicação, habilidade de punção. Embasamento teórico das patologias eu tive, a teoria que eu tive foi boa. (E14)

Eu tive uma matéria de UTI, uma disciplina teórica, na qual a gente via ventiladores, a questão dos cuidados com os pacientes entubados, atendimento do paciente em urgência. Fiz estágio prático num CTI adulto durante uma semana... muito pouco. (E10)

Da formação foi só parte teórica, mas muito básico, não teve muitos detalhes, não. Aprendi técnicas básicas, tipo sondagem vesical, infusão venosa. Agora, uma coleta de gasometria, cuidados com ventiladores, essas coisas eu não tinha nada, eu fui aprendendo aqui. (E15)

O cuidar é uma das principais funções da enfermagem, sendo que em UTIs o cuidado direto ao paciente é previsto inclusive no seu exercício profissional(18). Na década de 80, a Lei do Exercício Profissional 7.498/86 descreve as atividades privativas do enfermeiro graduado e, dentre elas, a prestação de cuidados diretos de enfermagem a pacientes graves e com risco de vida, e de cuidados de maior complexidade que exigem conhecimentos científicos e tomada de decisão (3), como é o caso das unidades críticas. Dessa forma, o aspecto legal do exercício profissional reafirma a necessidade de conteúdos específicos sobre UTI no ensino de enfermagem.

Nos anos 90, o enfermeiro foi sujeito da reformulação curricular que buscou definir além do seu perfil, suas competências gerais e específicas. As novas configurações para a formação do profissional enfermeiro, indicadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os Cursos de Graduação em Enfermagem, não se limitam, pois, às questões técnicas, relativas a conteúdos de ensino, elas se pautam na adoção de um referencial teórico-pedagógico que sustenta uma aprendizagem significativa, transformadora às demandas sociais e profissionais que se apresentam (19).

Sabe-se que o mercado de trabalho em saúde vem sofrendo transformações determinadas pelas políticas econômicas, tecnológicas e sociais. Essas transformações exigem reformulações dos aparelhos formadores, para que os egressos das escolas atendam às novas demandas geradas. A universidade, portanto, exerce um importante papel social, visando à construção do conhecimento científico e de formas de interação com a prática mediante condições que estimulem a capacidade de observação, análise crítica e resolução de problemas. Para isso, deve propiciar disciplinas e/ou atividades teórico-práticas que possibilitem aos estudantes o desenvolvimento de atitudes e ações crítico-reflexivas (20) considerando os diversos contextos de trabalho especialmente unidades de alta complexidade.

Olhando para os dados do nosso estudo, verificamos no relato de alguns profissionais a contribuição de disciplinas de gerenciamento em enfermagem durante a sua graduação, para sua atuação na unidade.

A disciplina de gerenciamento que a gente teve, eu acho que ajudou, nesse relacionamento com os profissionais, saber liderar a equipe. (E 13) [...] tive teoria da parte gerencial e administrativa, disciplina de gerenciamento, mas habilidades mesmo só na prática. (E 09)

A administração dos serviços de saúde sempre esteve ligada ao enfermeiro e assim, no decorrer da história, o gerenciamento dos serviços de enfermagem foi incorporado à sua prática. O gerente de enfermagem é o profissional responsável por coordenar o serviço de enfermagem e tomar decisões, a fim de garantir uma assistência de qualidade (21). Portanto, é necessário que este profissional tenha competência para tal, ou seja, tenha conhecimentos, habilidades e atitudes que, quando mobilizados ajudamno a de-sempenhar as suas funções (22).

A graduação de enfermagem, por meio de disciplinas de Administração aplicada à Enfermagem, deve auxiliar os graduandos para a atuação gerencial, oferecendo possibilidades de se desenvolverem do ponto de vista teórico e prático, contribuindo de diferentes maneiras para a aquisição e desenvolvimento das competências gerenciais do enfermeiro.

Além do aprendizado por meio de disciplinas teóricas, estágios práticos em unidades de alta complexidade, a possibilidade de desenvolver pesquisas nesta área pode ser uma das atividades executadas durante o curso de graduação que auxilia o aprimoramento do profissional.

Minha iniciação científica foi com queimados, então eu ia visitar os queimados lá na sala de queimados toda semana, que também tem uma parte que é um CTI. Então eu tive contato durante quase dois anos, eu ficava lá. (E 05) Fiz um trabalho científico sobre controle de infecção hospitalar em RN’s (Unidade Neonatal) - Controle de Pneumonia Hospitalar em RN’s Prematuros. Foi bom[...](E 01)

O desafio das instituições de ensino superior de enfermagem deve ser o de preparar enfermeiros com competência técnica e política, como sujeitos sociais dotados de conhecimento, de raciocínio para as questões da vida e da sociedade, capacitando-os para intervirem em contextos de incertezas e complexidade como é o caso das UTIs.

O trabalho em unidades críticas é complexo e intenso, devendo o enfermeiro estar preparado para a qualquer momento, atender pacientes com alterações hemodinâmicas importantes, as quais requerem conhecimento específico e grande habilidade para tomar decisões e implementálas em tempo hábil (23). Nesse sentido preocupamnos os enfermeiros que atuam nesta área, pois se observa que em muitas ocasiões, este profissional apresenta dificuldades no início de vida profissional, principalmente aquelas relacionadas à falta de correlação entre teoria e prática, à falta de habilidade técnicas para a execução das tarefas, comprometendo a assistência prestada.

Desenvolvimento profissional após a graduação

Além da possibilidade de formação durante a graduação, o enfermeiro deve se conscientizar de que necessita rever e atualizar os seus conhecimentos a fim de acompanhar as constantes mudanças e exigências do mercado de trabalho neste setor.

Os discursos dos enfermeiros revelaram que o enfermeiro tem consciência da ausência de formação específica para atuar nas unidades de cuidados intensivos, e que, algumas vezes, desenvolve habilidades técnicas e conhecimentos pela prática desenvolvida em outros serviços, setores similares ou mesmo de outra função exercida anteriormente.

[...] eu fui aprender mesmo quando trabalhei em outro serviço, anterior a este, então aprendi mais na prática e também na especialização que eu fiz. (E03) [...] no outro serviço que eu tinha trabalhado, parte de intubação, eu tinha pego algumas urgências nesse outro serviço, então eu já tinha um pouquinho de manejo de lá. (E16) Já trabalhei, o que me ajudou a não estranhar quando eu vim para cá, porque eu já trabalhava... então quando eu vim para cá não foi aquele choque, tipo eu estou vindo de uma faculdade, eu estou entrando aqui pela primeira vez, então eu já tinha habilidades, ao contrário de muita gente que às vezes quando chega assu-ta. Eu trouxe habilidades técnicas, mais a parte técnica mesmo. (E17)

Habilidades técnicas pelo fato de já ter sido auxiliar no setor conhecia mais ou menos as rotinas, também pelo fatode trabalhar há 2 anos aqui. (E19)

Pra mim foi mais fácil por eu ter sido auxiliar em um CTI especializado em cardiologia, eu já conhecia P.A.I., Swan-Ganz, uma PVC na tela, então para mim isso me ajudou muito. Agora eu acho que se eu fosse depender só da faculdade para estar atuando no CTI, eu teria tido mais dificuldade. Logo, eu trouxe habilidades técnicas. [...] como enfermeira eu atuei seis meses... e aí eu vim direto para cá, pro CTI. (E23)

Vale destacar que conforme os seus discursos houve o aprimoramento destes profissionais principalmente em habilidades técnicas e, portanto, relaciona-se a competência técnica para a assistência a saúde deste paciente. Entretanto é importante pensar em outras competências para o atendimento de alta complexidade, como questões relacionadas ao gerenciamento da assistência e dentre elas temos a liderança, o relacionamento interpessoal, que devem ser aprimorados pelos enfermeiros, revelado nos discursos a seguir.

Quando eu trabalhava na oncologia... O que me ajudou muito foi a experiência anterior... eu desenvolvi a parte gerencial, administrativa, o relacionamento interpessoal. (E 04) Nos outros setores, onde trabalhei antes, trouxe mais habilidades administrativas, porque fazia mais isso, gerenciava a equipe, o cuidado. (E12)

Enquanto coordenador da assistência de enfermagem é esperado que o enfermeiro apresente, no seu dia-a-dia de trabalho, comportamentos que demonstrem as competências necessárias para o desempenho de suas funções (24), dentre estas destacamos a competência da liderança como primordial na organização do processo assistencial a pacientes críticos.

Nesta direção, pesquisadores identificaram que para liderar a equipe de enfermagem de maneira eficaz são necessárias experiência e segurança para a tomada de decisão, a partir do domínio de conhecimentos técnicos, sensibilidade e competência relaciona (25).

Enquanto graduandos de enfermagem, o enfermeiro não desenvolve plenamente todas as competências gerenciais. Já como profissionais, deverá assumir compromisso pessoal e com a sociedade de continuar estudando para se aperfeiçoarem, continuamente (26). Para tal, o profissional enfermeiro precisa ter interesse em adquirir, desenvolver e aperfeiçoar constantemente as competências gerenciais, o que pode acontecer mediante a participação em cursos de pós-graduação, educação continuada, entre outras inúmeras possibilidades. Entretanto, as organizações tem um papel importante e devem investir no desenvolvimento profissional de seus colaboradores (26-27).

[...] quando eu comecei a especialização muita coisa era nova lá eu não conhecia, quando eu vim pra cá uniu muito a teoria de lá do curso com a prática daqui, então um pouco da teoria de patologias que eu estava aprendendo lá eu via aqui. (E16)

A adaptação de novos profissionais em locais de trabalho cada vez mais complexos tem sido um dos desafios enfrentados pelas empresas (23). Os investimentos no processo de aprendizagem devem ultrapassar o conhecimento técnico. Nesse sentido, a subjetividade, a empatia o amor são elementos necessários, para que as demandas de cuidado do cliente sejam atendidas (28).

Um programa de preparação, treinamen-to de recursos humanos em saúde deve ser um investimento a ser realizado pelas escolas formadoras, bem como, pelos gestores das instituições de saúde, como um importante instrumento para desenvolver profissionais diante das transformações ocorridas neste cenário de trabalho.

Sabe-se que o processo de treinamento permite a aquisição de habilidades motoras ou intelectuais, bem como o desenvolvimento de estratégias cognitivas e atitudes, que podem tornar o indivíduo mais competente para desempenhar vários papéis na organização (29).

Os resultados deste estudo mostraram que os enfermeiros que atuam em unidades críticas são predominantemente do sexo feminino, jovens, com média de tempo no trabalho de 6 anos, e com pouca experiência teórica e prática em assistência de alta complexidade, demonstrando a necessidade do desenvolvimento de competências apoiadas em conhecimento científico para que possam conduzir o atendimento do paciente com segurança e qualidade.

A graduação contribui parcialmente para o desenvolvimento de competências, principalmente quando propicia ao aluno experiências de participação na prática gerencial do enfermeiro e de discussões com os professores, aliando a teoria e a prática. Entretanto, é necessário que se busque o aperfeiçoamento que pode ser adquirido na prática gerencial ou em cursos de aperfeiçoamento e pós-graduação.

As instituições empregadoras têm corresponsabilidade e compromisso com o desenvolvimento de seus colaboradores e devem avaliar o retorno de seu investimento em termos de melhoria da qualidade dos serviços e da assistência à clientela.

Nesse sentido, acreditamos que a discussão sobre o perfil dos enfermeiros que atuam em unidades críticas/intensivas permite analisar aspectos relevantes da formação deste profissional acerca das competências necessárias enquanto agente que deve reconhecer as múltiplas dimensões envolvidas nesse nível assistencial e interdisciplinar.

 

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Fecha recepción: 28/04/13 Fecha aceptación: 10/11/13

*Artigo extraído do Projeto “O Processo de Trabalho do enfermeiro em um Centro de Terapia Intensiva: análise das competências profissionais e estratégias de gerenciamento” com apoio financeiro FAPESP, processo 2010/11224-9.

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