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Cuadernos.info

versión impresa ISSN 0719-3661versión On-line ISSN 0719-367X

Cuad.inf.  no.35 Santiago  2014

http://dx.doi.org/10.7764/cdi.35.660 

TEMA CENTRAL

 

Os Estudos em comunicação e educação no espaço Ibero-americano: panorama da pós-graduação*

 

Studies on communication and education in Ibero-America: overview on the postgraduate courses

 

Richard Romancini*

* Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. E-Mail: richard.romancini@gmail.com.


Resumo

De modo a perceber como a interface entre a comunicação e a educação é estudada no espaço ibero-americano, no contexto da pós-graduação, o trabalho realiza um levantamento sobre esta situação. De natureza bibliográfica, a pesquisa realiza um exame dos programas de pós-graduação em comunicação ibero-americanos, indicando os cursos que, em suas ementas, linhas de pesquisa, áreas temáticas ou outras características possuem o traço de interesse. Deste modo, concluiu-se que a maioria dos países da região possuem programas que trabalham algum aspecto da relação entre comunicação e educação e que esta abordagem se dá tanto em cursos de mestrado quanto de doutorado e a partir de enfoques bastante diversificados, o que é discutido no trabalho.

Palavras-chave: Comunicação e educação; comunicação; educação; pós-graduação.


Abstract

In order to understand how the communication and education interface is researched in Iberoamérica, this work conducts a study in the context of postgraduate courses. Through a bibliographic research, the article presents an examination of Iberoamerican postgraduate programs in communication, highlighting the courses that, in their descriptions, lines of research, thematic areas or other characteristics try to merge communication and education. Thus, it was concluded that most countries in the region have programs that work on some aspect of the relationship between communication and education, and that this approach happens in both master and doctoral courses andfrom very diverse angles that will be discussed in the work.

Keywords: Communication and education; communication; education; postgraduate.


 

Introdução

A América Latina possui uma rica tradição, que remonta particularmente à década de 1970, de perspectivas teóricas e práticas relacionadas com a comunicação participativa (Barranquero, 2011). Desta vertente decorre uma peculiar aproximação entre dimensões educativas e comunicativas das práticas sociais. Diversos autores e temáticas exemplificam essa preocupação, como Paulo Freire e suas reflexões a respeito da comunicação dialógica, geradora de processos de conscientização, Mario Kaplún e seu estudo da comunicação popular e da educação, voltado ao desenvolvimento de pedagogias que enfatizassem a comunicação e, posteriormente, nos aportes reflexivos e de pesquisa sobre o papel da recepção dos meios quanto à educação, em autores como Guillermo Orozco Gomez e Valerio Fuenzalida.

Os países ibéricos (Portugal e Espanha), por sua vez, também possuem preocupações sobre a comunicação e a educação, inclusive em função de diálogos com os demais países da Europa e também com a América Latina. Nesse sentido, as propostas de media education recebem atenção e interpretações nesses contextos, ocorrendo também o desenvolvimento de iniciativas acadêmicas e editoriais importantes, como a revista Comunicar, editada desde 1994, em Huelva, Andaluzia.

Tendo em vista essa preocupação comum com a temática na região ibero-americana, temos interesse em perceber o modo como se encontra o atual estado da discussão nos países que a compõem. Assim, destacando o ponto de vista comunicacional sobre a comunicação e a educação, nos voltamos aos estudos de pós-graduação, pois é possível entender este âmbito como relevante para a tarefa. No caso específico da América Latina, sabe-se que, de maneira geral, estes programas:

fueron y son uno de los instrumentos básicos de los organismos nacionales responsables de la ciencia y la educación superior. Si bien puede haber variaciones entre países en la inserción institucional, la magnitud y las características de estos programas, todos los países le asignan un papel importante. (Luchilo, 2010, p. 13).

O interesse em compreender como a discussão da comunicação/educação desenvolve-se na região mencionada decorre de questões teóricas e práticas. Quanto às primeiras, deve-se notar que uma discussão recorrente a propósito do que justifica a aproximação entre a comunicação e a educação enfatiza mutações no tempo histórico, que provocam a intensificação do encontro entre estas áreas, a partir de transformações na ordem do saber e do conhecimento. Como nota, por exemplo, Martín-Barbero (2000):

Hoy, una gran parte de los saberes, y quizá de los más importantes y socialmente valiosos, no pasan ya por la escuela ni le piden permiso a la escuela para circular por la sociedad. Un proceso que no habia tenido casi cambios desde la invención de la imprenta sufre hoy una mutación de fondo con la aparición del texto electrónico. (p. 105).

A educação sofre, portanto, questionamentos, em termos de dimensões importantes, como sobre o que é necessário saber para que um indivíduo seja capaz de participar de modo pleno da sociedade (cada vez mais global), como e onde aprender, por exemplo. Num mundo que passa por uma reconfiguração social fortemente relacionada a uma mutação tecnológica, não só a escola percebe a necessidade de mudanças, mas o próprio estatuto do conhecimento (mais instável e colaborativo) se modifica. Fala-se, assim, em "novos letramentos" vinculados a uma sociedade pós-moderna na qual o conhecimento torna-se um valor central (Lankshear & Knobel, 2011). Surgem novas formas de aprender e as práticas de ensino escolar são repensadas. Isto representa um impulso para a produção de novas reflexões sobre a comunicação/ educação, atualizando, por vezes, referências ou preocupações anteriores.

Em consequência, pode-se observar que a intensificação da aproximação entre esses campos sociais e disciplinas se traduz em diversas noções, tais como, educação para os meios, alfabetização midiática, mídia-educação e educomunicação, que procuram dar concretude a esta relação. Como observam Pinto e colaboradores (2011), as "mudanças no ecossistema mediático, as mudanças provocadas pelos desenvolvimentos tecnológicos e a convergência promovida pelo digital trouxeram para a discussão novas nomenclaturas" (p. 22). As nomenclaturas possuem, por vezes, semelhanças, mas também diferenças, de modo que os enfoques podem, por exemplo, acentuar mais as dimensões tecnológicas ou as possibilidades de participação e produção de conteúdos por parte dos cidadãos, conforme notam os autores referidos.

Aliás, conforme as discussões de Huergo (2005), a constituição de um campo de estudos em comunicação/educação, desde o início, esteve ligada a diferentes matrizes teóricas e práticas, bem como interesses. Isto faz com que, para este autor, principalmente na atualidade, exista entre as áreas mencionadas uma "relación tensa y conflictiva, así como los traumatismos sociales y subjetivos que dan origen a nuestra vida común" (Huergo, 2013, p. 23).

Tendo em vista tal panorama, indagar sobre como (e se) essa diversidade ocorre no âmbito dos estudos de pós-graduação é pertinente. Poderemos notar se há tendências e preocupações dominantes, continuidades históricas e desenvolvimentos reflexivos, correlações entre espaços geográficos/perspectivas de análise e possibilidades de diálogo entre os estudos da região. Nesta última característica está o centro da justificativa prática do trabalho: conhecer o que se faz na pesquisa e estudo da comunicação/educação nos países ibero-americanos pode facilitar parcerias, debates comuns e trocas de conhecimento.

Temos consciência das limitações do estudo, nesse momento, tendo em vista que ele corresponde a uma aproximação fundamentalmente descritiva à temática. Além disso, como se discutirá na parte voltada aos métodos, os resultados devem ser problematizados em função da natureza dos dados. Antes, porém, de apresentar como foi realizada a pesquisa é válido fazer mais algumas considerações sobre a pós-graduação no espaço ibero-americano, inclusive sobre este nível de estudos no campo comunicacional.

 

A pós-graduação Ibero-Americana

No início já se ressaltou a importância da pós-graduação na América Latina, agora é interessante notar que ela tem crescido, assim como a educação superior como um todo nos países da região (cf. Luchilo, 2010). No caso de Portugal e Espanha, o ajuste destes países às normas do tratado de Bolonha, que procura formar um espaço europeu único relacionado à formação superior, também provoca incremento. Este está relacionado principalmente ao mestrado, uma vez que este nível de estudos passou a ser entendido como um segundo ciclo da educação superior. Ao mesmo tempo, as possibilidades de mobilidade (via, por exemplo, o programa Eramus), obtenção de titulações pelos estudantes a partir de mais de uma instituição e reconhecimento destas em toda Europa também são favorecidas.

As análises sobre a pós-graduação em comunicação no espaço ibero-americano contidas no trabalho organizado por Lopes (2012)1 ajudam a qualificar observações como as precedentes e abrem outras perspectivas, já diretamente relacionados com os estudos comunicacionais. A obra é composta por análises de cinco sub-regiões (Brasil; América do Sul, com exceção do Brasil; México, América Central e Caribe; Espanha, e Portugal), nas quais, a despeito da diversidade de cada um dos 22 países analisados, observam-se semelhanças, como o crescimento dos programas de pós-graduação já referido. Desse modo, foram inventariados 458 programas (mestrados e doutorados), sendo que grande parte dos cursos surgiu na última década.

A tabela 1, a seguir, detalha essa oferta, na qual podem ser observados aspectos como: o esperado predomínio dos cursos de mestrado (376 versus 82 de doutorado), a significativa oferta de cursos pelo setor privado (majoritariamente) e confessional, a forte variação no número de cursos por país, aparecendo com destaque o número de cursos de doutorado na Espanha (32) e o de cursos de mestrado em Portugal (77).

Tabela 1. Programas de Pós-Graduação em Comunicação na região Ibero-Americana (2011)

Fonte: Elaboração do autor a partir dos dados dos trabalhos agrupados em Lopes (2012).

De maneira similar entre as regiões, no contexto geral das políticas públicas universitárias, é possível verificar os esforços do ponto de vista da avaliação, seja no credenciamento e/ou na oferta dos cursos, na maior parte dos países. Isto pode ser visto como reflexo das políticas da década de 1990 que defendiam um papel avaliador para o estado.

A diversidade, por sua vez, relaciona-se aos diferentes contextos sociais e históricos nos quais se deu o surgimento e desenvolvimento dos estudos em comunicação e da própria pós-graduação. Exemplo deste fato é a característica portuguesa de criação relativamente tardia de cursos de graduação e pós-graduação na área, o que fez com que o primeiro mestrado em ciências da comunicação fosse criado apenas ao fim do período ditatorial, em 1983 (para efeito de comparação, os primeiros cursos deste tipo surgiram no Brasil em 1972).

Ao mesmo tempo, a diversidade implica diferenças; nesse sentido, Lopes e Fuentes (2012) comentam que os "procesos de institucionalización de los estudios de comunicación presentan amplísimas diferencias en los diversos países, que se reflejan en los grados de consolidación académica de los programas de posgrado, así como en la contribución de cada país a la investigación internacional" (p. 9). Com efeito, o que é dito sobre a situação espanhola expressa uma tendência mais geral: "la institucionalización del campo de las ciencias de la comunicación en España ha sido de vital importancia para el impulso de la investigación y el desarrollo de programas de posgrado en el área" (García & Gómez, 2012, p. 87). Em outras palavras, o estado da pós-graduação em comunicação é um indicador importante nos países ibero-americanos sobre a situação de desenvolvimento da investigação na área. Ao mesmo tempo, ambos os vetores se reforçam: a maior oferta de cursos de formação avançada exige mais profissionais, pesquisa e insumos (bibliográficos, recursos para investigação, etc.).

Porém, o crescimento quantitativo dos cursos coloca questões para a própria natureza da área. Assim, as análises sobre o México e a sub-região da América do Sul (que não inclui o Brasil) preocupam-se com a tendência ao aumento de formações (sobretudo de mestrado) voltadas ao mercado e às profissões. Nesse caso, argumenta-se que a orientação de tais cursos faz com que "las tareas de investigación aparecen subordinadas al cumplimiento de estas exigências [profissionalizantes] , desaprovechando la oportunidad de retroalimentar con conocimiento nuevo la propia función docente" (Fuentes & Bustamante, 2012, p. 135).

Essa tendência é também observada em Portugal e na Espanha, embora com tom menos crítico, por parte dos pesquisadores que analisam o caso desses países e que tendem a observar que este direcionamento do mestrado (com teor mais profissionalizante) seria uma característica do processo de Bolonha. Desse modo, no contexto português, nota-se que "a grande expansão [da pós-graduação] se dá precisamente pela ligação da academia aos contextos profissionais, bem mais do que pela promoção de interesse pela investigação propriamente dita" (Martins & Oliveira, 2012, p. 178). Assim, os mesmos autores notam que as grandes linhas de investigação da comunicação em Portugal remetem tanto às profissões tradicionais (jornalismo, publicidade, etc.) quanto às áreas emergentes das novas mídias e tecnologias.

A pós-graduação em comunicação no Brasil, aparentemente, assume um teor mais acadêmico, inclusive pelo fato de que o formato do chamado mestrado profissional mal começou a se desenvolver na área2. No entanto, mesmo no Brasil existe uma tendência à especialização dos estudos, que explica o grande número de linhas de pesquisa dos programas, em diferentes subcampos (inter)disciplinares. De certo modo, esse é o caso da pesquisa em comunicação e educação. Porém, entender melhor o direcionamento principal dos estudos (se profissional ou acadêmico) implica uma análise mais aprofundada dos programas e das investigações realizadas em seu contexto.

A tensão profissional/académico, também nos estudos voltados à comunicação/educação, de maneira geral, no espaço ibero-americano é um ponto que iremos explorar nos dados deste trabalho, assim como o possível significado da própria diversidade existente na investigação voltada à temática - que pode ser lida criticamente como dispersão ou falta de consensos sobre as abordagens significativas ou como expressando a complexidade inerente à interface.

 

Metodologia

Partiu-se da base de pós-graduações dos trabalhos constantes em Lopes (2012) para averiguar onde a comunicação e a educação perfazem, em conjunto, uma temática de estudo. Isto coloca um primeiro limite à pesquisa, já que os autores comentam por vezes sobre a dificuldade, ou teor exploratório, da composição das bases, por conta da inexistência de informações oficiais - situação mais característica dos países centro-americanos, da sub-região Sul e Espanha. De maneira geral, os trabalhos verificaram as pós-graduações existentes no ano de 2011.

A dinâmica de crescimento da pós-graduação em comunicação no espaço ibero-americano, impulsionada em grande medida pelo setor privado, faz com que o panorama se modifique com rapidez, já que os cursos que não se mostram economicamente viáveis são fechados. Esta é uma conclusão a que chegamos ao consultar individualmente os endereços eletrônicos de cada uma das pós-graduações arroladas pelos autores, verificando que algumas pareciam ter desaparecido ou se modificado. Naturalmente, muitos endereços eletrônicos informados pelos trabalhos já estavam desatualizados, porém, houve o esforço para, consultando os sites institucionais, encontrar informações sobre os cursos.

É válido notar que, diferentemente do Brasil, que possui uma estrutura organizacional dos programas de pós-graduação bastante padronizada em áreas de concentração das quais derivam linhas de pesquisa (todos os programas locais informam esses dados), nos demais países ibero-americanos há variações nas nomenclaturas (quando existem) que dão especificidade aos estudos. Deste modo, fala-se em programa com ênfase, menção, eixo ou especialidade, por exemplo, além de outra parte utilizar a noção de linha de investigação. Esperava-se, de fato, encontrar a maior parte dos indicadores de estudo em comunicação e educação em tópicos como esses, uma vez que é comum que os programas optem por uma denominação mais geral (Comunicação, Comunicação Social, etc.). Ressalta-se que é possível que cursos deste tipo, isto é, de teor mais geral desenvolvam também estudos em comunicação e educação, porém, tratou-se de averiguar os programas em que há alguma ênfase nesse tipo de investigação - expressa em descritores como os mencionados. Mais que isso: a existência de ancoragens institucionais, que os descritores assinalam, pode favorecer a continuidade de esforços que resultem em maior conhecimento acumulado, especialização e aprofundamentos em possíveis recortes de estudo/investigação.

Vale notar, ainda quanto ao método, que, muitas vezes, o volume de informações disponibilizadas pelos cursos de pós-graduação foi escasso, o que se relaciona com o ponto anterior, ou seja, é possível que outros cursos também desenvolvam estudos em comunicação e educação, mas sem destacar isso de maneira clara em sua proposta.

Em resumo, foram coletados dados de programas de pós-graduação que fazem menções explícitas ao desenvolvimento de trabalhos na interface de interesse, incluindo aqueles que possuíam, em seus planos de estudo, disciplinas sobre ela ou que traziam observações sobre orientação de trabalhos a respeito da temática.

Embora tenha se partido de uma base de dados relacionada com o ano de 2011, buscou-se, na medida do possível, atualizar os dados, ou seja, foram inseridos cursos que encontramos nos sites das instituições pesquisadas, criados posteriormente (caso, por exemplo, do mestrado em Comunicación y Educación da Universidade de La Plata, na Argentina, de 2012), assim como não foram listados os cursos que não tinham oferta, quando da coleta de dados (em junho de 2014). Além disso, foram agregados dados sobre cursos que eram de conhecimento dos autores3.

 

Análise descritiva

As tabelas 2 e 3, a seguir, foram construídas com os dados coletados dos programas de pós-graduação em comunicação na região ibero-americana, com as características mencionadas anteriormente. A primeira apresenta os dados dos países da América Latina e a segunda da Europa (Portugal e Espanha). As duas tabelas mostram as dimensões básicas de cada um dos programas que abordam aspectos da relação comunicação/ educação. Quando o motivo da inserção do programa no grupo não se explica explicitamente pelo próprio nome, é feita a justificativa no campo Observação, que também serve para anotar outras características.

Tabela 2. Cursos de pós-graduação voltados à comunicação/educação nos países da América Latina

Tabela 3. Cursos de pós-graduação voltados à comunicação/educação nos países ibero-americanos (Portugal e Espanha)

O número total de cursos soma 53 o que, reforçando a ressalva dos problemas de informação de muitos cursos e universidades, indica que na região ibero-americana pouco mais que dez por cento dos programas de pós-graduação em comunicação abordam a problemática da comunicação/educação. Os programas são maj oritariamente presenciais, com as exceções da pós-graduação de Comunicación y Tecnologías Educativas, de caráter internacional e sediada no México, dos cursos de mestrado e doutorado da UNED da Espanha, do mestrado em Comunicación y Educación da Universidad Autonoma de Barcelona, e do mestrado interinstitucional com etapas não presenciais em Comunicación & Educación Audiovisual, em Huelva, Espanha.

Detalhando os dados, vale notar que dos 22 países pesquisados, 15 (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, Guatemala, Honduras, México, Peru, Porto Rico, Portugal, Uruguai, Venezuela) possuem curso de pós-graduação que se volta à comunicação/educação. Os países que têm mais cursos são: Espanha (12, sendo 5 doutorados), Portugal (9, sendo 3 de doutorado), México (7, com 1 doutorado), Brasil (6, com 2 doutorados), Colômbia (5, sendo 2 doutorados) e Chile (4 mestrados). A Argentina possui dois programas de mestrado e os demais países (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Peru, Porto Rico, Uruguai e Venezuela) apenas um curso deste nível.

Como se pode observar, há mais cursos de mestrado (40) do que de doutorado (13). Do mesmo modo, predomina a oferta de cursos em instituições públicas (32 cursos, contra 21 em outro tipo de instituição). Os cursos de doutorado são na grande maioria realizados por instituições públicas - do total de 13 cursos deste tipo, apenas 3 são oferecidos em instituições privadas.

Ao verificar os programas em que há pesquisa em comunicação e educação, nota-se que 19 cursos adotam, em seu nome, forma mais ampla relacionada à área de estudo (Ciências da Comunicação, Ciencias de la Educación, Ciencias Sociales, Comunicação, Comunicación, Comunicación Social, Educación, Estudos Culturais e Periodismo), há também os cursos (9) que já evidenciam mais, no próprio título do programa, alguma especialização, mas sem necessariamente relacionar-se à educação (Análisis Sociocultural del Conocimiento y La Comunicación, Artes Digitales, Comunicação e Práticas de Consumo, Comunicação, Cultura e Artes, Comunicação Multimédia, Nuevas Tecnologías de Información y Comunicación e Planificación y Gestión de Procesos Comunicacionales) e, por fim, há aqueles (25 cursos) cujo nome do programa permite perceber claramente relação com a interface comunicação e educação (Ciencias de la Educación y la Comunicación, Ciencias de la Educación Área de Pensamiento educativo y Comunicación, Comunicación y Educación en la Red, Comunicación & Educación Audiovisual, Comunicación y educación en entornos digitales, Estudios del Discurso: Comunicación, Sociedad y Aprendizaje, Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio, Comunicação, Cidadania e Educação, Comunicación Educativa, Comunicación y Educación, Comunicación y Tecnología Educativa, Comunicación y Tecnología Educativa para eLearning, Comunicación y Tecnologías Educativas, Comunicación-Educación, Didáctica de la Comunicación, Educação e Comunicação Multimédia, Formação e Comunicação Multimédia, Informática Educativa, Multimédia em Educação, Periodismo y Comunicación Educativa e Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação). Neste último caso, só há dois doutorados (Multimédia em Educação, Ciencias de la Educación Área de Pensamiento educativo y Comunicación e Comunicación y educación en entornos digitales), de modo que os cursos deste nível adotam geralmente nomenclaturas mais gerais.

Com efeito, nos cursos de doutorado, a indicação de estudos em comunicação e educação é feita em Linhas de Pesquisa e Áreas, geralmente de natureza ampliada, como Comunicação e Educação (programa de Ciências da Comunicação da USP, Brasil), Sociedad de la Información, Comunicacióny Procesos Socio-Educativos (programa de Ciencias Sociales da PUJ, Colômbia) e Medios de comunicación: Educación y cultura (programa de Periodismo da Universidad Complutense, Espanha). A descrição de uma linha deste tipo pode assumir uma forma que indica possibilidades bastante variadas de estudo da relação entre comunicação e educação, como exemplifica a descrição da Linha de Pesquisa em Comunicação e Educação, do programa da USP (Brasil):

Trata das interfaces sociais da comunicação com a educação enquanto organizadoras dos fluxos da informação e do conhecimento, orientando pesquisas que estudam os modos pelos quais a comunicação vem sendo usada para introduzir, na pauta da sociedade, temas e questões de interesse para as práticas educativas formais, informais, não-formais e de ensino-aprendizagem. Além disso, volta-se às maneiras como o sistema educativo trabalha a recepção das mensagens da comunicação social sobre suas audiências e usuários, às práticas educativas mediadas pelos processos e linguagens da comunicação, aos usos das mediações tecnológicas pelos sistemas de ensino presencial e a distância, bem como à gestão da comunicação em espaços educativos4.

Outra dimensão da relação comunicação/educação que aparece principalmente nos doutorados é uma abordagem mais transversal da educação em temática de ênfase de estudo do curso (como é o caso do programa da ESPM, do Brasil, no qual a educação é um dos temas propostos para o cruzamento com a questão dos processos e recepção e consumo).

Já nos casos dos mestrados nomeados com título de programas que remetem à generalidade da comunicação, as linhas ou áreas tendem a serem amplas, como no caso dos cursos de mestrado com linhas ou áreas em Comunicação, Educação e Formações Socioculturais (programa de Comunicação da UFPR, Brasil), Comunicación, tecnologias y educación (programa de Comunicación, da UCA, de El Salvador) e Estudios de Comunicación, Medios e Educación (do programa de Ciencias de la Comunicación da UANL, do México). Este programa descreve os tipos de estudos da linha, conforme os seguintes tópicos (relativamente gerais também):

• Comunicación educativa, interpersonal, organizacional, en instituciones y medios masivos.

• Análisis de la imagen y la comunicación visual en medios.

• Lenguaje y análisis del discurso mediático: género, racismo, opinión, juicios y argumentación.

• Estudios de cultura, ética y legislación de medios de comunicación5.

As exceções, quanto à apresentação de delimitações em áreas de estudo mais específicas, relacionam-se a práticas voltadas, aparentemente, aos contextos locais dos programas de mestrado (como a área de Educação Rural da Universidad de Costa Rica) ou temáticas preocupadas com a relação entre tecnologias e ensino, como a área de Educación Virtual, da Universidad de Celaya, do México, ou a especialidade em Práticas de e-Learning, da Universidade Católica Portuguesa.

A maior parte dos cursos que já no título do programa evidencia dedicar-se à comunicação/educação não informa se há linhas de pesquisa e, por vezes, a própria descrição das características do curso é sucinta. Isto dificulta as comparações e inferências. Porém, fica bastante clara a variedade de enfoques sob os quais a interface é abordada. Isso é demonstrado cabalmente por uma simples compilação dos títulos de programas, áreas, especialidades e linhas de pesquisa dos cursos que indicam, mais claramente, a aproximação entre comunicação e educação:

Programas:

• Comunicação Alternativa e Tecnologias de Apoio.

• Comunicação Multimédia.

• Comunicação, Cidadania e Educação.

• Comunicación Educativa.

• Comunicación y Educación.

• Comunicación y Educación Audiovisual.

• Comunicación y Educación en la Red.

• Comunicación y Educación Entornos Digitales.

• Comunicación y Tecnología Educativa.

• Comunicación y Tecnologías Educativas.

• Comunicación-Educación.

• Didáctica de la Comunicación.

• Educação e Comunicação Multimédia.

• Estudios del Discurso: Comunicación, Sociedad y Aprendizaje.

• Formação e Comunicação Multimédia.

• Informática Educativa.

• Multimédia em Educação.

• Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação.

Áreas, Linhas ou disciplinas:

• Comunicação, Educação e Formações Socioculturais.

• Comunicación, cultura y educación (seminário).

• Comunicación, educación y prácticas culturales.

• Comunicación, tecnologías y educación.

• Desenho de sistemas de e-learning.

• Diseño y Producción de Productos de Tecnología Educativa.

• Educação para os Media; Estudos de Jornalismo.

• Educación para la recepción critica (seminário).

• Educación Rural.

• Educación virtual.

• Educación y Cultura Audiovisual.

• Educación, Mediación y Tecnología.

• Educomunicación y alfabetización mediática (media literacy).

• Estudios de Comunicación, Medios y Educación.

• Medios de comunicación: Educación y cultura.

• Medios, educación y comunicación.

• Planificación, Comunicación y Procesos Educativos.

• Práticas de e-Learning.

• Sociedad de la Información, Comunicación y Procesos Socio-Educativos.

À luz destes dados são feitas a seguir algumas discussões conclusivas.

 

Discussão e conclusão

Indagou-se no início do trabalho se haveria, no âmbito dos programas ibero-americanos de pós-graduação em comunicação que se voltam à interface da comunicação e educação, diversidade de nomenclaturas e, potencialmente, de enfoques. Face aos dados expostos, a resposta é simples: sim. Também no início discutiu-se como o caráter contemporâneo da aproximação entre os campos (em sua dimensão social) parece dar ânimo ao debate e à pesquisa, que continua um tema tradicional de interesse na pesquisa da região. Assim, uma possível explicação, ao menos parcial, para o panorama de diversidade é o caráter novo e em mutação do fenômeno, ao qual se alia, por outro lado, a existência de diferentes tradições de abordagem. As próprias mudanças sociais recentes, no mínimo, criam novas zonas de contato entre a as áreas de interesse.

Quais são as características em comum destas, e quais os âmbitos de investigação que a pós-graduação dá continuidade, relacionando-se com a história dessa preocupação com a temática nos países e regiões? Os estudos realizados nas pós-graduações possuem abordagens, pelo menos em termos de tendências, convergentes? O quanto dialogam (pelo menos implicitamente, pelo uso compartilhado de autores, por exemplo) e que desafios potencialmente coletivos unem essa pesquisa?

Com os dados obtidos e as análises realizadas até o momento, é difícil responder tais questões, de modo a perceber, assim, o quanto existiria em termos de compartilhamento temático ou de perspectivas teóricas. Foi possível notar, por outro lado, principalmente a continuidade da atenção pelo tema na região, com certa ampliação de interesses.

Com efeito, é interessante notar que a questão tecnológica (associada à multimédia6 e em termos mais gerais à relação entre comunicação/educação/meios), ao menos nas nomenclaturas, parece representar certa tendência dos estudos. No entanto, seria necessário maior aprofundamento nos dados atuais (e potencialmente outros) para compreender melhor essa questão, assim como a diversidade de enfoques adotados.

A discussão sobre o teor mais profissionalizante ou académico dos estudos também merece análises mais avançadas - sobretudo verificando o tipo de trabalho realizado nas pós-graduações, em suas dissertações e teses. No momento, o direcionamento parece não ser majoritariamente profissional - com uma possível singularidade espanhola em termos de vários cursos com essa característica profissional ou híbrida. Disso decorre a existência, na Espanha, de cursos de mestrado próprios (que não habilitam ao doutorado) e número significativo de experiências na modalidade não presencial (três cursos).

Porém, a natureza teórica ou académica dos estudos merece ser mais analisada, principalmente sob o enfoque de sua contribuição ao conhecimento sobre a comunicação e educação que represente aporte que possa ser compartilhado de maneira geral e no próprio espaço ibero-americano. Por outro lado, cabe pensar em que medida as pós-graduações procuram também desenvolver possíveis ações voltadas a mudanças sociais, seja a partir do conhecimento produzido, seja de maneira mais direta, por meio de estratégias de pesquisa de intervenção, por exemplo.

Concluindo o trabalho, é útil pensar sobre o tema da diversidade (e possível fragmentação dos estudos) a partir de uma ideia exposta por Waisbord (2014). Em recente análise da investigação em comunicação latino-americana, o autor mencionado faz um diagnóstico que observa que a diversidade de objetos e temáticas não torna o campo exatamente fragmentado, já que existiria um passado comum, de modo que existem menos linguagens teóricas e disciplinares sendo manipuladas do que em outros contextos - o que favorece a coerência e diálogo entre os pesquisadores. Porém, ele observa que, na atualidade, existe um forte desafio,

less about finding a common canon or language and more about reinvigorating theoretical thinking and charting out new analytical developments. It is a field with "theoretical challenges", as Muniz Sodré (2013) rightly puts it. What has been missing during the past decades amid the proliferation of publications, academic programs, and journals are new theoretical questions that could not only redefine the directions of the field but also make significant contributions to the globalfield of communication and media studies. What is necessary is, to borrow François Cooren's (2012) call, to "put theory at the center" in order to sharpen the original contributions of research about Latin America communication and media to the field at large. (Waisbord, 2014, online)7.

Nessa perspectiva, Waisbord recomenda o desenvolvimento de uma agenda de pesquisa ao redor de questões que mobilizem dimensões teóricas da comunicação. É tentador pensar o quanto o diagnóstico e a recomendação feitos por ele podem ser úteis ou válidos para a investigação em comunicação e educação no espaço ibero-americano. Saber se a pesquisa já mobiliza questões teóricas comuns e se tem uma agenda de investigação que a favoreça, seria uma questão/etapa prévia para uma compreensão mais aprofundada do significado do panorama das pós-graduações apresentado neste artigo, a partir da preocupação sobre a maior ou menor unidade (e diálogo) dos estudos na região ibero-americana.

 

Notas

1 A obra reúne estudos de participantes do Primeiro Fórum Ibero-americano de Pós-Graduação em Comunicação, criado no âmbito da Confederação Ibero-americana de Associações Científicas e Académicas de Comunicação (Confibercom), realizado no primeiro congresso da entidade, em São Paulo, em agosto de 2011.

2 O primeiro mestrado académico profissional da área no Brasil, em jornalismo (da UFPB), foi aprovado apenas em 2012, com início no ano seguinte. No entanto, há no país o formato da especialização, ou pós-graduação (mestrado) lato sensu, na qual cursos de duração menor que os de mestrado, geralmente, possuem tendência profissional. Estes cursos, diferentemente dos primeiros, não habilitam ao doutorado, no contexto brasileiro.

3 Pelas limitações do levantamento referidas, o autor agradece o informe, por meio de correio eletrônico, de possíveis outros cursos de interesse.

4 Disponível em: http://www3.eca.usp.br/pos/ppgcom/apresentacao/organizacao/linhas-de-pesquisa. Acesso em: 10 jul. 2014.

5 Disponível em: http://www.comunicacion.uanl.mx/oferta-educativa/maestria/. Acesso em: 10 jul. 2014.

6 Termo que aparece principalmente nos cursos de Portugal.

7 Tradução livre: "menos relacionado ao encontro de um cânone ou linguagem comum e mais sobre o revigoramento do pensamento teórico e o desenvolvimento de novas contribuições analíticas. É um campo com 'desafios teóricos', como acertadamente afirma Muniz Sodré (2013). O que se tem perdido nas últimas décadas na proliferação de publicações, programas acadêmicos e revistas científicas são as questões teóricas que possam não apenas redefinir as direções do campo, mas também fazer contribuições significativas para o campo global dos estudos de mídia e de comunicação. O que é necessário, emprestando o chamado de François Cooren (2012), é 'colocar a teoria no centro' de modo a inserir a contribuição original da pesquisa latino-americana de comunicação e mídia no campo mais amplo".

 

Referências

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*AGRADECIMIENTOS: Uma versão prévia do trabalho foi apresentada no XXXVII Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, no XIV Encontro dos Grupos de Pesquisa em Comunicação, do evento ocorrido em 2014.

Sobre o autor:

Richard Romancini, graduado em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero (1997), possui mestrado (2002) e doutorado (2006) em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É professor adjunto da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP). Tem pesquisado e publicado trabalhos principalmente nos seguintes temas: educomunicação, metodologia e ética da pesquisa, e história da comunicação.

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